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Segunda-feira, 19/2/2001
Habemus Chope
Tyler Durden

+ de 5200 Acessos

Aprecio muito um whisky, uma vodka bem gelada, um saquê transbordando no pires. Sou do time dos destilados. O charme de poder ficar balançando o copinho com gelo durante toda a balada (copo de long drink é lógico). O bebedor (ou apreciador etílico) permanece mais tempo com os convivas do que no banheiro tirando água do joelho.

Chope ou cerveja combinam com dia de sol, churrasco, almoço, calor... mas ainda fico balançado, mesmo nessas ocasiões, quando posso optar pelo bom e velho scotch. Não sou um fervoroso combatente do suco de cevada. Gosto de beber um chope bem tirado ou uma Original misturada com Malzbier (o famoso "carioca"), todos estupidamente gelados. Cumpre frisar que o famoso "carioca" não se faz presente tão somente quando se mistura a Original com Malzbier. Qualquer cerveja preta misturada com qualquer cerveja clara já basta para compor este delicioso líquido. O mesmo pode ser realizado com o chope.

A cerveja ou chope é uma bebida que depende de diversos fatores. Se o primeiro gole não descer "neném" garganta abaixo, pode ter certeza que os próximos não serão muito mais prazerosos que o primeiro. Agora, tem chope que bate qualquer Blue Label! São aqueles que viramos o primeiro copo sem fazer esforço. Esses são irrecusáveis e provocam uma deliciosa embriaguez.

Alguns anos atrás meu bom e velho pai me apresentou este tipo de chope durante um despretensioso happy hour, na época em que trabalhava com ele em sua antiga empresa de representação. Este chope é servido até hoje, da mesma maneira artesanal no ZurAltenMühle ("o velho moinho" em alemão), uma pequena choperia alemã localizada no Brooklin. O local é próprio para tomar milhares de chopes e apreciar quitutes germânicos que dominam o cardápio.

Não espere um bar abarrotado de "glitter and gloss" ou "sapatos caramelo". Este não é um típico bar da Nova Faria Lima. Se você pretende sair para tomar umas e outras e, quem sabe, xavecar umas gatas, não ponha o pé no ZurAltenMühle. O local é freqüentado por uma faixa etária mais avançada. Não se impressione se durante um happy hour semanal você for a única pessoa a se comunicar em português. Pode ter certeza que não é o efeito de alguns chopes servidos em finos e maravilhosos copos com pé. A comunidade alemã comparece em massa para sorver a bebida acompanhada de doses cavalares de Steinhagger.

A casa fica escondida na Rua Princesa Izabel 102 (tel: 240 4669), uma pequena travessa paralela à Avenida Santo Amaro, perto da Avenida Morumbi. Não há o sistema rodízio de chope, como acontece em outros bares como o Democrata ou Pirajá. O chope vem sempre bem tirado e na temperatura certa para apreciar o sabor do líquido (entre 3 e 4 ºC). Muitas vezes o próprio dono do bar, Werner Heying, um simpático alemão, comanda a "tiração" de chope.

Outro dia estava curtindo um final de tarde de domingo (aconselho chegar depois das 18 horas para não bater com a cara na porta), tomando alguns copinhos e uma amiga, estreante no ZurAltenMühle, comentou que parecia que botavam creme de leite no chope. Realmente, o chope é de matar. Os barris ficam descansando em um depósito refrigerado 24 horas ao dia, para se recuperar do transporte. A chopeira com gelo tem 2 bicas independentes: de uma sai o creme e da outra sai o chope propriamente dito.

Além da bebida, o cardápio oferece típicos petiscos e pratos alemães. Para ser sincero, nunca tive o prazer de traçar uma belo prato, pois todas as vezes que fui ao local tinha como único e sagrado objetivo beber quantos chopes eu conseguisse. Porém, no quesito petiscos, posso dizer que já sou um expert. Canapés de Beef Tartar, de rosbife, salsichas e lingüiças defumadas e um delicioso bolinho de carne, tudo acompanhado de uma pimentinha e de uma majestosa mostarda preta, são ótimos acompanhamentos e perfeitos para quem pretende se entregar a esta maratona etílica.

Apesar de já ter ido um dezena de vezes ao pico, é quase impossível tecer maiores detalhes sobre o ambiente (todo em madeira decorado com latas de cerveja, bolachas de chope alemães e canecas), cardápio ou preços, pois todas as vezes que parei por lá fiquei completamente embriagado (hehehe)... Acho que o Werner conseguiu atingir o seu objetivo.

Valeu.


Tyler Durden
São Paulo, 19/2/2001


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Fugindo do apocalipse de Celso A. Uequed Pitol
02. Nostalgia do país inventado de Marcelo Barbão


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