O bit, o papel e você no meio | Ram Rajagopal | Digestivo Cultural

busca | avançada
62566 visitas/dia
2,2 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Diálogos na Web FAAP: Na pauta, festivais de cinema e crítica cinematográfica
>>> Pauta: E-books de Suspense Grátis na Pandemia!
>>> Hugo França integra a mostra norte-americana “At The Noyes House”
>>> Sesc 24 de Maio apresenta programação de mágica para toda família
>>> Videoaulas On Demand abordam as relações do Homem com a natureza e a imagem
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Nem morta!
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I
>>> Contentamento descontente: Niketche e poligamia
>>> Cinemateca, Cinemateca Brasileira nossa
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Filmes de guerra, de outro jeito
Colunistas
Últimos Posts
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
>>> Sebo de Livros do Seu Odilon
>>> Sucharita Kodali no Fórum 2020
>>> Leitura e livros em pauta
>>> Soul Bossa Nova
>>> Andreessen Horowitz e o futuro dos Marketplaces
>>> Clair de lune, de Debussy, por Lang Lang
>>> Reid Hoffman sobre Marketplaces
>>> Frederico Trajano sobre a retomada
>>> Stock Pickers ao vivo na Expert 2020
Últimos Posts
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
>>> Deu branco
>>> Entre o corpo e a alma
>>> Amuleto
>>> Caracóis me mordam
>>> Nome borrado
>>> De Corpo e alma
>>> Lamentável lamento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> Caí na besteira de ler Nietzsche
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Santa Xuxa contra a hipocrisia atual
>>> Há vida inteligente fora da internet?
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Nos porões da ditadura
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> É Julio mesmo, sem acento
Mais Recentes
>>> Quem tem medo de escuro? de Sidney Sheldon pela Record (2017)
>>> Lembranças da Meia Noite de Sidney Sheldon pela Record (2013)
>>> Os Machões Não Dançam de Norman Mailer pela RioGráfica (1986)
>>> O Evangelho Perdido – O Livro de Q e as Origens Cristãs de Burton L. Mack pela Imago (1994)
>>> Eu Direi as Grandes Palavras, Seleção Poética de Augusto Frederico Schmidt pela José aguilar (1975)
>>> AStudy in Scarlet de Sir Arthur Conan Doyle pela Hub (2016)
>>> A Cabana de William P. Young pela Sextante (2008)
>>> A Cabana de William P. Young pela Arqueiro (2012)
>>> O Circo - A pitoresca turnê do Circo Garcia, através à África países asiáticos de Antolim Garcia pela Dag (1976)
>>> A Luz Que Vem de Dentro de Victoria Moran pela Rocco (2004)
>>> Como Prever e Dominar o Seu Futuro de Harold Sherman pela Record (1970)
>>> A Invenção do Futuro de Jorge Flores, Miguel Reale Júnior e Tércio Sampaio Ferraz Júnior (Org.) pela Manole (2006)
>>> A Doença Como Caminho de Thorwald Dethlefsen & Rüdiger Dahlke pela Cultrix (2015)
>>> Morte na praia de Agatha Christie pela Nova fronteira (2012)
>>> Autobiografia de um Iogue de Paramahansa Yogananda pela Self-Realization Fellowship (2013)
>>> Um Cidadão do Mundo Que Ama a Paz de Reverendo Sun Myung Moon pela Il Rung (2011)
>>> É Simples Você pode Recriar Sua Vida de Rosalia Schwark pela Edita (2008)
>>> Feliz Por Nada de Martha Medeiros pela L&PM (2011)
>>> Conversas com gestores de ações brasileiros - A fórmula dos grandes investidores para ganhar dinheiro em bolsa de Luciana Seabra/Prefácio de Felipe Miranda pela Portfólio/Penguin (2018)
>>> Seja Dono do Seu Nariz de Cheryl Richardson pela Sextante (2007)
>>> Sem Medo da Segunda-Feira de David Cottrell pela Negócios (2009)
>>> O Poder da Paciência de M. J. Ryan pela Sextante (2009)
>>> Uma Vida Com Propósitos de Rick Warren pela Vida (2010)
>>> Poirot perde uma cliente de Agatha Christie pela Nova Fronteira (1976)
>>> Paris Babilônia. A capital francesa nos tempos da Comuna de Rupert Christiansen pela Record (1998)
>>> O Poder da Energia de Brendon Burchard pela Novo Conceito (2013)
>>> Antes do dilúvio. Um retrato da Berlim nos anos 20 de Otto Friedrich pela Record (1997)
>>> Tratado da propriedade Intelectual - Tomo III de Denis Borges Barbosa pela Lumen Juris (2014)
>>> Mojo The Collector Series de Bob Dylan 1974-2020 pela Mojo (2020)
>>> Sigmund Freud & O Gabinete do Dr. Lacan de Peter Gay & Philip Rieff & Richard Wollheim et alii pela Brasiliense (1989)
>>> Vogue Magazine (UK) August 2020 de Judi Dench pela Condé Nast (2020)
>>> Combo Livros As Teias De Sírius - Volumes 1 E 2 de Carla Furlan Ferraz pela Independente (2016)
>>> Vogue Magazine (UK) July 2020 de The New FrontLine pela Condé Nast (2020)
>>> Os Doze Mandamentos de Sidney Sheldon pela Record (2011)
>>> Q Magazine December 2018 de The 1975 pela Emap (2018)
>>> O Professor do Desejo de Philip Roth pela Companhia das Letras (2013)
>>> 50 Contos de Machado de Assis pela Companhia das Letras (2007)
>>> Ego Transformado de Timothy Keller pela Vida Nova (2020)
>>> Quando Fui Outro de Fernando Pessoa pela Alfaguara (2006)
>>> A Sombra Da Nova Era de Alan Bleakley pela Siciliano (1989)
>>> A Era dos Extrems de Eric Hobsbawn pela Companhia das Letras (1995)
>>> O Ponto de Mutação. de Fritjof Capra pela Cultrix (1996)
>>> Um Cavalheiro em Moscou de Amor Towles pela Intrinseca (2018)
>>> Morte no Rio Nilo. de Ágatha Christie pela Nova Fronteira (2015)
>>> Minhas Histórias dos Outros. de Zuenir Ventura pela Planeta Do Brasil (2005)
>>> Estranho Irresistível. de Christina Lauren pela Universo dos Livros (2013)
>>> Sobre Lutas e Lágrimas de Mário Magalhães pela Companhia das Letras (2019)
>>> Educar Sem Culpa. A Gênese da Ética. de Tania Zagury pela Record (1999)
>>> Anjos Cabalísticos. de Monica Buonfiglio pela Oficina Cultural Monica Buonfiglio (1993)
>>> La Métaphysique - Aristote - Tome I e II de J. Tricot pela Librairie (1953)
COLUNAS >>> Especial Publicar em papel ou não?

Segunda-feira, 28/5/2007
O bit, o papel e você no meio
Ram Rajagopal

+ de 3500 Acessos
+ 1 Comentário(s)

Uma discussão bastante acalorada foi levantada pelo nosso editor - que ao contrário do que aqueles que o atacam imaginam, é uma pessoa bastante tranqüila e aberta ao diálogo: será que realmente é necessário publicar em papel? A pergunta poderia ser feita assim também: será que não podemos preservar algumas árvores evitando publicar livros que não serão lidos mesmo? As pessoas têm encarado o debate, e o artigo do Júlio em especial, como impondo uma espécie de dilema entre o bit - que representa publicar on-line - e o papel. Que ele quer prever o "fim do papel", e tomar de assalto a literatura mundial com livros em PDF. Não imagino que tenha sido esta a intenção dele, e nem do debate mundial que está acontecendo ao redor do futuro das publicações impressas. Vou dar alguns exemplos de consequências práticas deste debate, para ilustrar como eu vejo esta questão.

Obviamente, o custo de publicar em papel é muito maior que o custo de publicar em bit, mas, por outro lado, a conveniência e a tradição do papel, do livro em particular, fazem dele ainda o canal que dá uma grande exposição ao autor, especialmente em países com menos acessos a recursos eletrônicos. Mas ao contrário do que muitos imaginam, o embate bit-papel, não é um embate, e sim uma colaboração. A solução que mais se observa na prática parte da idéia que bit e o papel são complementares. No entanto, isto exige editoras e autores abertos ao diálogo e as possibilidades, que no fim das contas servem para lhes aumentar o público leitor.

Aqui em Berkeley muitos professores vêem a publicação em bit como forma de difundir seus livros. Meus professores tomaram uma decisão alguns anos atrás: só publicam seus livros por editoras que aceitem disponibilizar gratuitamente a PDF do livro na Web. E, ao contrário do que se imagina, a vendagem aumentou consideravelmente. Qual a razão deste fenômeno? O livro eletrônico grátis tem um baixo custo para o usuário, e funciona como um grande atrativo. Uma vez que o usuário - seja ele um engenheiro, outro professor, ou especialmente os estudantes - se acostuma a consultar o livro eletrônico, ele se tornar cada vez mais indispensável. Até que o usuário decide que a conveniência e as facilidades do livro de papel são necessárias, e compra uma cópia, mesmo a um custo de 50 dólares! Essa é minha experiência e também a de vários amigos.

O único problema dessa abordagem: livros ruins não vendem. Mas isso é verdade de qualquer maneira, porque, hoje em dia, se seu livro não é oficialmente liberado para consumo eletrônico gratuito, alguém toma o tempo para scanear, ou para tirar xerox. Especialmente os livros populares ou aqueles adotados em cursos universitários. Eu acho que, para a maioria das pessoas, um bom livro justifica seu preço justo. Com os romances, que são consideravelmente mais baratos, ainda assim um livro é um investimento de 3 idas ao cinema, com a inconveniência de que você tem que ler para descobrir se é bom ou ruim. E se você reparar, os romances piratas disponíveis em PDF são sempre de livros populares. Ninguém vai perder seu tempo scaneando um Ulisses, exceto se tiver que usá-lo para algum curso universitário...

Novamente, por que autores e editoras em geral têm resistido a esta mudança? Porque livros ruins passam a vender absurdamente menos. Esta observação é confirmada por relatos de vários professores com quem tenho conversado sobre o assunto. Ao disponibilizar gratuitamente o livro, você incorre o risco de que o leitor se desestimule a usar seu produto, antes de se animar a pagar por ele. O livro ruim e pouco popular - ao contrário do bom livro pouco popular - só vende porque o leitor tem informação incompleta. Antes que vocês me crucifiquem por essa afirmação, deixo claro que bom e ruim é um gosto pessoal. No entanto, toda a teoria e prática econômica diz que o mercado é muito mais eficiente quando tanto aqueles que compram quanto aqueles que vendem têm acesso a informação completa. Hoje muitos autores lucram em cima da informação incompleta que provêem a seus prospectivos leitores...

Por isso que muitos destes mesmos autores temem e desvalorizam o tradicional boca-a-boca. O boca-a-boca é uma maneira de compensar esta ausência de informação completa. Você pode aprender um pouco mais sobre o livro antes de comprá-lo. Só que neste caso, você tem um problema. A informação chega a você processada por uma terceira pessoa. Não importa quantas opiniões você ouve, ainda serão as opiniões dos outros, e não a sua. E você estará usando este conjunto de informações incompletas para tomar uma decisão. Quem sai perdendo é exatamente o autor, porque ele maximiza a chance de vender um livro para você caso ele seja do seu gosto, e não caso ele seja do gosto do seu melhor amigo...

Como um aparte, isto também explica a grande importância dada nos meios editoriais para criar certas figuras cujos gostos são apresentados como tendo grande importância... A eles é dado espaço na mídia e compensações financeiras para emitir opiniões sobre os livros. Muitos são patrocinados diretamente ou indiretamente pelas editoras. Quanto mais ineficiente o mercado de livros, maior a importância destas figuras, e mais suporte eles receberão de todos aqueles que partcipam do mercado do lado vendedor (editores, autores, e livreiros).

Qual a solução? Para livros texto uma ótima solução é disponibilizar o livro gratuitamente na Web sob o formato PDF. O bom livro texto será invariavelmente comprado pelos leitores se estiver a um preço justo (se não estiver, e se não houvesse PDF, o livro invariavelmente vai para a Web via cópia pirata). O leitor compra o livro texto porque pode consultá-lo com mais facilidade, e é bem mais fácil e prazeroso ler no papel que na tela do computador. Estudos recentes indicam que artigos disponibilizados na Web sob formato PDF, acessíveis gratuitamente, são citados três vezes mais que o restante. Então, provavelmente, seu livro texto ficará bem mais popular com esta medida. Você será mais citado e, como autor, poderá ter outros benefícios econômicos imediatos além da vendagem dos livros.

Já para romances, não sei ainda exatamente qual é a solução. Imagino que disponibilizar gratuitamente o PDF na Web, mesmo do livro publicado em papel, não seja má idéia. Já li vários livros disponíveis em PDF, e quando comecei a gostar do livro fui lá e comprei, porque é muito mais fácil ler em papel. Uma outra prática talvez fosse vender cópias eletrônicas a preços módicos (5 a 10 reais, menos que um cinema), e caso o leitor deseje comprar o livro em papel, oferecer o abate do preço pago pela cópia eletrônica (que tem custo zero de reprodução). Uma terceira alternativa é oferecer uma versão resumida do livro gratuitamente (em inglês se usa o termo abridged edition). Num suspense, por exemplo, o resumo poderia conter boa parte da estória, exceto pelos capítulos finais. Editores e autores terão que experimentar para descobrir a fórmula correta.

Mas eu acredito que qualquer solução pacífica, e financeiramente efetiva, da convivência entre o bit e o papel passa por autores e editores serem mais conscientes deste problema de assimetria de informação, e procurarem ganhar dinheiro com vendas de livros não porque o leitor não conhece bem o material, mas sim porque o material é intrinsecamente bom e agrada a aquele leitor específico. Gananciosamente vender para todos, indiretamente fazendo com que aqueles que não gostem do livro a posteriori o comprem, ou vendendo o material a preços que o leitor não esteja disposto a pagar, só acarretarão perda de lucro. Cobrem o valor justo pelo seu material, e procurem vender da maneira mais honesta possível, efetivamente só cobrando daqueles leitores que gostaram do livro. Caso isto não seja feito, cópias piratas e outras abordagens mais danosas acabarão por prevalecer fazendo com que o lucro seja bem menor, ao invés de bem maior.

Post Script
Muitos escritores dizem que seus livros não são caros e, portanto, tão acessível quanto um filme. No entanto, o valor do livro será determinado por cada leitor individualmente, por cada comprador, obra a obra. O leitor irá precificar o livro relativo aos outros prazeres da sua vida. Infelizmente, é assim que funciona o mercado livre. Mas como conquistar mais leitores, então? Primeiro, escrevendo livros que desejem ser lidos. É a criação de um mercado de leitores, como defende o Luis Eduardo Matta. Segundo, é oferecendo ao leitor o maior número de oportunidades para conhecer a obra, a um custo que seja atraente para ele. Sem o primeiro, não haverá pessoas suficientes nem para experimentar a versão gratuita on-line. Sem o segundo, mesmo que hajam pessoas suficientes, poucas irão comprar a obra.

Editores, autores e livreiros devem começar a tratar nós leitores como adultos, e respeitar nossos gostos, idéias, e noções de valor. É isso que fará com que eles, editores, autores e livreiros tenham muito mais sucesso.


Ram Rajagopal
Rio de Janeiro, 28/5/2007


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Mais espetáculo que arte de Guilherme Carvalhal
02. Preparar Para o Impacto de Marilia Mota Silva
03. Ler para ficar acordado de Cassionei Niches Petry
04. Nós o Povo de Marilia Mota Silva
05. Lira da resistência ao futebol gourmet de Luís Fernando Amâncio


Mais Ram Rajagopal
Mais Acessadas de Ram Rajagopal em 2007
01. Os dez mandamentos do leitor - 16/7/2007
02. Sexo Social - 2/4/2007
03. Sete tecnologias que marcaram meu 2006 - 8/1/2007
04. Vale a pena publicar de novo - 26/2/2007
05. O bit, o papel e você no meio - 28/5/2007


Mais Especial Publicar em papel ou não?
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
7/6/2007
14h48min
Falou, ou melhor, esceveu e disse, e eu concordo...
[Leia outros Comentários de Anna]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




É TRISTE MAS NÃO É DE SOLUÇAR
MARIA COELI
OPHICINA DE ARTE & P
(2012)
R$ 5,90



MINHA CAIXA DE SONHAR - HISTÓRIAS DE VIAGENS PARA JOVENS DE QUALQUER IDADE
LUZIA DE MARIA
GLOBO
(2001)
R$ 12,00



CULTURA E PARTICIPAÇÃO NOS ANOS 60
HELOISA BUARQUE DE HOLANDA
BRASILIENSE
(1995)
R$ 8,00



REFORMA ORTOGRAFICA 2009
NEUMAR CARTA WINTER
JURUÁ
(2009)
R$ 7,00



HARRY LAUS - CINE TEATRO - HARRY LAUS (TEATRO CATARINENSE)
HARRY LAUS
DZIGUAL
(1997)
R$ 8,00



LIFE OF PI
YANN MARTEL
CANONGATE
(2003)
R$ 9,00



QUANDO FUI MORTO EM CUBA
ROBERTO DRUMMOND
ÁTICA
(1982)
R$ 10,00



ZEN – EXPERIÊNCIA DIRETA DE LIBERTAÇÃO - COM DEDICATÓRIA DO AUTOR
NELSON COELHO
ITATIAIA
(1976)
R$ 6,90



THE HUMAN WORTH OF RIGOROUS THINKING
CASSIUS J. KEISER
SCRIPTA MATHEMATICA
(1940)
R$ 40,85



ALTERNATIVAS DO BRASIL
HELIO JAGUARIBE
JOSE OLYMPIO
(1989)
R$ 6,90





busca | avançada
62566 visitas/dia
2,2 milhões/mês