A vitrola de Jaime Prado Gouvêa | Rafael Rodrigues | Digestivo Cultural

busca | avançada
61534 visitas/dia
2,1 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Zé Guilherme recebe o pianista Matheus Ferreira na série EntreMeios
>>> Chamada Vale recebe cadastro de cerca de 3 mil projetos
>>> Lançamento do Mini Doc Tempo dell'Anima
>>> Cinema in Concert com João Carlos Martins une o cinema à música sinfônica em espetáculo audiovisual
>>> Editora Unesp lança 20 livros para download gratuito
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Cabelo, cabeleira
>>> A redoma de vidro de Sylvia Plath
>>> Mas se não é um coração vivo essa linha
>>> Zuza Homem de Mello (1933-2020)
>>> Eddie Van Halen (1955-2020)
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - II
>>> Vandalizar e destituir uma imagem de estátua
>>> Partilha do Enigma: poesia de Rodrigo Garcia Lopes
>>> Meu malvado favorito
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
Colunistas
Últimos Posts
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
>>> Como elas publicavam?
>>> Van Halen no Rock 'n' Roll Hall of Fame
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
Últimos Posts
>>> Normal!
>>> Os bons companheiros, 30 anos
>>> Briga de foice no escuro
>>> Alma nua
>>> Perplexo!
>>> Orgulho da minha terra
>>> Assim ainda caminha a humanidade
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
Blogueiros
Mais Recentes
>>> As fronteiras da ficção científica
>>> Cebrián sobre o fim
>>> Nem tudo é pessoal
>>> Jeff Beck em Big Block
>>> 10 de Fevereiro #digestivo10anos
>>> Chama Atenção
>>> 9 de Fevereiro #digestivo10anos
>>> Scott Weiland (1967-2015)
>>> 7 de Setembro
>>> Sobre jabutis, o amor, a entrega
Mais Recentes
>>> Pesquisa Em Educação: Abordagens Qualitativas de Menga Lüdke e Marli E. D. A. André pela Epu (2003)
>>> Metodologia da Pesquisa Educacional de Ivani Fazenda (Org.) pela Cortez (1994)
>>> O Que Sabe Quem Erra? Reflexões Sobre Avaliação e Fracasso Escolar de Maria Teresa Esteban pela DP&A (2002)
>>> Pesquisa na Escola – O Que É, Como Se Faz de Marcos Bagno pela Loyola (2004)
>>> Pesquisa Participante de Carlos Rodrigues Brandão (Org.) pela Brasiliense (1999)
>>> Educar Pela Pesquisa de Pedro Remo pela Autores Associados (2002)
>>> Inclusão e Avaliação na Escola de Alunos Com Necessidades Educacionais Especiais de Hugo Otto Beyer pela Mediação (2006)
>>> Magia, Ciência e Religião de Bronislaw Malinowski pela Edições 70 (1984)
>>> Pesquisa – Princípio Científico e Educativo de Pedro Demo pela Cortez (2001)
>>> o físico, o xamã e o místico: os caminhos espirituais percorridos no Brasil e no exterior de Patrick Drouot pela Nova Era (1999)
>>> Avaliação da Aprendizagem Numa Abordagem Por Competências de Gérard Scallon pela Pucpress (2015)
>>> Sociedade e Improviso: Estudo sobre a (des) estrutura social dos índios Maku de Jorge Pozzobon pela Museu do Índio (2011)
>>> La Filosofía de Hegel de Heleno Saña pela Gredos (1983)
>>> O Trono de Fogo - as Crônicas de Kane 2 de Rick Riordan pela Intrínseca (2011)
>>> Pensar a Educação – História, Filosofia e Linguagens – Volume 2 de Eliana Maria do Sacramento Soares e Neires Maria Soldatelli Paviani (Orgs.) pela Educs (2012)
>>> Santo Daime Fanatismo e Lavagem Cerebral de Alícia Castilla pela Imago (1995)
>>> Santo Daime revelado de Gideon dos Lakotas pela Corpo Mente - Curitiba (2007)
>>> O Poder Que Brota da Dor e da Opressão Empowerment, Sua História, Teorias e estratégias de Eduardo Mourão Vasconcelos pela Paulus (2003)
>>> Kardecismo e Umbanda de Candido Procopio Ferreira de Camargo pela Pioneira (1961)
>>> Educação e complexidade: os Sete Saberes e outros ensaios de Edgar Morin pela Cortez (2018)
>>> Bhagavad Gita: Canção do Divino Mestre de Rogério Duarte pela Companhia das Letras (1998)
>>> O Problema Epistemológico da Complexidade de Edgar Morin pela Europa América (2020)
>>> Contos de Grimm - Volume 1 - Ilustrações A. Archipowa de Maria Heloísa Penteado pela Ática (2000)
>>> Sofrimento Psíquico: Modalidades Contemporâneas de Representação e Expressão de Marília Antunes Dantas pela Juruá (2009)
>>> Gestão de Pessoas para Concursos Volume 1 e 2 de Enrique Rocha, Karina da Rocha e Cristiana Duran pela Campus Concursos (2009)
>>> A Pirâmide Vermelha - as Crônicas dos Kane 1 de Rick Riordan pela Intrínseca (2010)
>>> Educar na era planetária: o pensamento complexo como método de aprendizagem pelo erro e incerteza humana de Edgar Morin pela Cortez (2009)
>>> Anatomia e Fisiologia Aplicadas ao Hatha Yoga - Volume 1: Sistema Locomotor de Danilo F.Santaella, Gerson D`Addio da Silva pela Carthago (2011)
>>> Trevas no Eldorado: como cientistas e jornalistas devastaram a Amazônia e violentaram a cultura Yanomami de Patrick Tierney pela Ediouro (2002)
>>> A Sombra da Serpente - as Crônicas dos Kane 3 de Rick Riordan pela Intrinseca (2012)
>>> Regras da Comida, Uma Manual de Sabedoria Alimentar de Michael Pollan pela Intrínseca (2010)
>>> A Casa de Hades - os Heróis do Olimpo 4 de Rick Riordan pela Intrinseca (2013)
>>> A Marca de Atena - os Heróis do Olimpo 3 de Rick Riordan pela Intrínseca (2013)
>>> Você Sabe se Desintoxicar? de Dr,Soleil pela Paulus (1993)
>>> Masnavi de Maulana Jalal Al-Din RUMI pela Dervish (1992)
>>> O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago pela Companhia das Letras (1998)
>>> O Filho de Netuno - Os Heróis do Olimpo 2 de Rick Riordan pela Intrínseca (2012)
>>> O Herói Perdido - os Heróis do Olimpo 1 de Rick Riordan pela Intrínseca (2011)
>>> Império de Michael - Antonio Negri pela Record (2003)
>>> Oxford Advanced Learnes Dictionary of Current English de A. S. Hornby pela Oxford University Press (1988)
>>> O Matuto de Zibia Gasparetto pela Vida & Consciência (1997)
>>> The Secret - O Segredo de Rhonda Byrne pela Ediouro (2007)
>>> Semideuses e Monstros de Rick Riordan pela Intrínseca (2014)
>>> 5 Lições Sobre Império de Antonio Negri pela DP&a (2003)
>>> Peter Lawford - O Homem que Guardava o Segredo dos Kennedys de James Spada pela Record (1993)
>>> Os Irmãos Karamázovi de Dostoiévski pela Nova Cultural (1995)
>>> Tequila Vermelha de Rick Riordan pela Record (2011)
>>> A Dança do Viúvo de Rick Riordan pela Record (2014)
>>> O Ladrão de Raios - Percy Jackson e os Olimpianos 1 de Rick Riordan pela Intrínseca (2010)
>>> Vá Em Frente! Não Deixe Nada Pra Depois de Zibia Gasparetto pela Evd/ Vida e Consciência (2016)
COLUNAS

Terça-feira, 4/8/2009
A vitrola de Jaime Prado Gouvêa
Rafael Rodrigues

+ de 7200 Acessos

Pode-se dizer que o conto é um gênero um tanto desprezado pelo alto clero da crítica literária (e também por alguns escritores), mas talvez ele seja mais complicado de ser executado do que o romance. Porque, no romance, passagens fracas, de pouca qualidade, podem ser compensadas ― e ofuscadas ― por trechos de grande valor. Já ao conto não é dada esta chance: ou o escritor faz um bom conto do início ao fim ou terá no fim das contas um texto "mais ou menos" (e, se formos frios o bastante para admitir, um conto "mais ou menos" é um conto ruim).

Seguindo este raciocínio, não se pode dizer que há, em Fichas de vitrola & outros contos (Record, 2007, 256 págs.), do escritor mineiro Jaime Prado Gouvêa, sequer um texto ruim. Nesta seleção de histórias curtas ― a maioria delas publicada entre as décadas de 1970 e 1980 ―, não há nenhum conto "mais ou menos". Como bem diz o jornalista e escritor (também mineiro) Humberto Werneck, a quem coube a escritura do prefácio de Fichas de vitrola, "Nada do que ele [Jaime] põe na tela, no papel, está ali por acaso ou descuido, nada escorregou dos dedos. Cada vírgula é capaz de justificar presença, e o que se busca, incansavelmente, não é menos que a perfeição".

No conto que abre o livro, "Concerto para berimbau e gaita", acompanhamos, por algumas horas, o protagonista ― um boêmio literato ― flanando pelas ruas e bares de Belo Horizonte. E também a construção dessa história, porque o narrador, ao mesmo tempo em que nos conta as andanças deste personagem sem nome ("... não vou te dar um nome, primeiro porque acho isso dispensável no momento, segundo porque não estou com muita disposição de pensar se você tem cara de Pedro, de João, ou qualquer desses substantivos que rotulam a chamada pessoa comum"), nos mostra como ela está sendo escrita, e quais os problemas e soluções que ele, narrador-escritor, enfrenta para escrevê-la ("Então, para não perdermos tempo, corto um parágrafo do texto e você já está do outro lado da avenida"). É um conto encharcado de música e poesia, como é a maioria dos textos de Fichas de vitrola (não é à toa que o livro tem este nome).

Outro conto, "Oh, Bernardine", além de carregar o mesmo título de uma canção do americano Pat Boone, tem como personagem principal um radialista, ou seja, novamente a presença forte da música. Ele, o radialista, não é apenas o responsável pela trilha sonora de um sem número de pessoas. Sua vida também depende da música ― não só como fonte de renda, mas como fonte de sobrevivência ("... me acostumei a esse tipo de vida, de ficar recriando, pela música, meus filmes, meus momentos, minhas épocas, tentando fazer minha vida à parte das pessoas que conheço"). É um conto suave, melancólico, talvez até triste, mas de qualidade inegável ― e invejável.

Mais adiante, em "Noite de Reis", dois amigos cujas esposas foram passar o fim de semana fora com seus respectivos filhos, resolvem aproveitar a noite, uma sexta-feira, mas o começo dela não é promissor:

"Sentados na mesa escura, uísque com gelo e gim-tônica, eles ficam olhando um único par dançando na pista de mármore.
― Que noite fodida, sô.
― Nós saímos muito tarde. Nesta cidade a gente tem de vir cedo pegar mulher."

As coisas ficam mais animadas ― e engraçadíssimas ― durante a madrugada, mas depois de algumas confusões, boas risadas e alguns drinques, a realidade parece ganhar mais cores, e o que resta é a melancolia.

Além dos contos citados, há outros igualmente soberbos, como "Vocês ainda não viram nada", "Do outro lado", "A nossa infância" e "Pequenas canções de outono". Em quase todos, pequenos fatos dão origem a acontecimentos determinantes e grandes reflexões, que terminam por revelar sutilezas antes encobertas por uma espécie de neblina.

Há quinze anos sem publicar um livro (o último havia sido o romance O altar das montanhas de Minas, de 1991), a literatura de Jaime Prado Gouvêa felizmente vai retornando às livrarias (O altar das montanhas de Minas deve ser reeditado ainda este ano). Não é preciso ser um gênio para notar que Jaime é um escritor diferenciado, com um talento fora do comum. Difícil definir a atmosfera que envolve seus contos. Há muita poesia e uma espécie de aura de sonho, mas ao mesmo tempo somos colocados diante da realidade nua e crua, por menos (ou mais) nua e crua que ela possa ser, e de uma prosa calculada, segura, digna de ser lida e admirada. Acredite: é um livro diferente de tudo o que você está acostumado a ler.

Na entrevista a seguir, realizada via e-mail, Jaime Prado Gouvêa fala sobre como surgiu a ideia de publicar um livro depois de tantos anos, além de refletir sobre o ato de escrever.

1. Como surgiu a ideia de publicar Fichas de vitrola & outros contos?

A situação era a seguinte: eu havia publicado Areia tornando em pedra em 1970, em edição da Imprensa Oficial de Minas Gerais, Dorinha Dorê em 1975, por uma editora de Belo Horizonte chamada Interlivros, Fichas de vitrola, pela editora Guanabara, do Rio de Janeiro em 1986, todos de contos (em 1991, a Siciliano, de São Paulo, editou meu único romance, O altar das montanhas de Minas ― que deve ser relançado no fim deste ano pela Record). O primeiro livro, obviamente com todos os defeitos de estreante, era uma edição praticamente minha que, depois de ter sido distribuída amadoristicamente por umas cinco livrarias de Belo Horizonte, foi recolhida ao sótão da minha casa; o segundo, um livro de bolso em papel jornal (manjar preferido das traças), foi extinto junto com sua pequena editora, fato que só fiquei sabendo uns seis meses depois, me deixando com dois exemplares; o terceiro, quando do fim da editora Guanabara, teve seu estoque restante enviado para mim. Coincidiu com essa devastação a necessidade de tentar um romance, que acabei escrevendo, e um longo afastamento do conto, pois se produzi uns três depois disso foi muito.

Então, tempos depois, meu amigo Humberto Werneck me sugeriu reeditar o Fichas de vitrola, pois achava que esse livro não deveria cair no ostracismo, e sugeriu uma seleta dos dois livros iniciais, para salvar pelo menos a História (com maiúscula, por se tratar de um registro e não de "estória"). Fiz, então, um apanhado de quais contos eu ainda assinaria daqueles livros iniciais, e optei por dois contos do primeiro, seis do segundo, acrescentando mais dois escritos posteriormente, além do arranjo de cinco textos menores, que englobei sob o título "Pequenas canções de outono", que era a estação espiritual em que eu me sentia, além da estranha sensação de que as editoras por onde eu passava iam se acabando, sensação essa que aumentou pela coincidência de ter entregado os novos originais nas mãos do Werneck, que os levaria para tentar uma editora em São Paulo ― e acabou conseguindo a Record, no Rio ― no exato momento do atentado às torres gêmeas de Nova York.

2. Fazia muito tempo que você não tinha contato com os textos publicados anteriormente? Como foi reencontrá-los? E no processo de revisão/edição deles, houve muitas mudanças?

Mudei umas poucas vírgulas, quase nada. Sempre achei que, a recauchutar um texto antigo, é preferível partir para um novo texto. É uma forma de respeitar o que fiz há quatro décadas e que, na época, era o melhor que eu podia fazer.

3. Em alguns contos os narradores meio que se confundem com os protagonistas ("Concerto para berimbau e gaita" e "A nossa infância"), ou há uma alternância entre eles (como em "Toda manhã ela volta"). Em outras histórias, a boemia está muito presente, além de personagens que parecem realmente ter existido. Dito isso, pergunto: você diria que a sua maior inspiração são mesmo fatos reais ― ou seja, a vida?

A vida, como coisa real por fora e por dentro, como ensinou Fernando Pessoa. E toda a liberdade para contracenar com os personagens que, afinal, como a mulher bíblica, também saíram da minha costela, e, de certa forma, não saíram nunca.

4. Duas palavras podem ser lidas na maioria dos contos de Fichas de vitrola. Uma, claro, é "vitrola". Outra é "seios". Elas aparecem propositalmente ou você sequer tinha se dado conta disso?

Há um personagem, no conto "O batuque dos gambás", que explica a ideia do livro como uma vitrola de zona boêmia. Como, ao organizar o livro, notei que a música estava entranhada em quase todos os textos, achei que esse título ficaria mais a caráter. Quanto aos "seios", sou de opinião que quanto mais, melhor (desde que mantendo-se a característica de dois por mulher, é claro).

5. Nesse seu hiato de livros publicados você chegou a parar totalmente de escrever? Independentemente da resposta, o que te levaria a parar de escrever? E o que te levaria a nunca parar de escrever? A literatura salva? Ou faz se perder?

A literatura não salva: a literatura é. E me dá a certeza de que não vou mais morrer, pois continuarei vivendo através dela. Como (acho) não tive filhos, ela é meu legado, para o bem ou para o mal. Há anos não escrevo literatura, mas espero que, a qualquer hora, ela volte a me visitar, como as velhas amantes do Vinicius. Mas não gosto de ir atrás dela. Sou muito orgulhoso (e meio burro), como alguns mineiros que se prezam.

Para ir além






Rafael Rodrigues
Feira de Santana, 4/8/2009


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O Abismo e a Riqueza da Coadjuvância de Duanne Ribeiro
02. Nós, os afogados, de Carsten Jensen de Ricardo de Mattos
03. Memórias de ex-professoras de Carla Ceres
04. Mini-cartografia do prazer gastronômico paulistano de Adriana Baggio
05. A novíssima arquitetura da solidão de Marta Barcellos


Mais Rafael Rodrigues
Mais Acessadas de Rafael Rodrigues em 2009
01. Meus melhores livros de 2008 - 6/1/2009
02. Sociedade dos Poetas Mortos - 10/11/2009
03. Indignação, de Philip Roth - 27/10/2009
04. No line on the horizon, do U2 - 24/2/2009
05. A resistência, de Ernesto Sabato - 15/9/2009


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




O PODRE QUE TROUXE A SORTE DE CASAR COM UMA PRINCESA
MARCO HAURÉLIO
ARMAZÉM DA CULTURA
(2012)
R$ 25,00



LIBERDADE
JONATHAN FRANZEN; SERGIO FLAKSMAN
COMPANHIA DAS LETRAS
(2011)
R$ 14,90



PETER PAN ESCARLATE
GERALDINE MCCAUGHREAN
SALAMANDRA
(2006)
R$ 9,00



DICIONÁRIO DA SORTE DOS SONHOS E DOS ORIXÁS
ANADARA
PALLAS
(1987)
R$ 27,60



WELCOME TO ENGLISH - BOOK 1
WILLARD D. SHEELER
BRASELS WALLACE
(1976)
R$ 5,00



WOLVERINE 3
MARVEL
PANINI
(2005)
R$ 9,90



PERIPHERAL VASCULAR DISEASES DIAGNOSIS AND MANAGEMENT
H. EDWARD HOLLING
J B LIPPINCOTT
(1972)
R$ 29,18



ILUSÕES PERDIDAS
BALZAC
PAPEL
R$ 14,00



PEDIATRIA VOLUME 2 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
MED CURSO
MED CURSO
(2012)
R$ 12,00



MEU PRIMEIRO MILHÃO
CHARLES - ALBERT POISSANT E CRISTIAN GODEFROY
EQUILIBRIO
(1997)
R$ 30,00





busca | avançada
61534 visitas/dia
2,1 milhões/mês