O que mata o prazer de ler? | Duanne Ribeiro | Digestivo Cultural

busca | avançada
70300 visitas/dia
2,6 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Samir Yazbek e Marici Salomão estão à frente do ciclo on-line “Pensando a dramaturgia hoje”
>>> Chá das Cinco com Literatura recebe Luís Fernando Amâncio
>>> Shopping Granja Vianna de portas abertas
>>> Teatro do Incêndio lança Ave, Bixiga! com chamamento público para grupos artistas e crianças
>>> Amantes do vinho celebram o Dia Mundial do Malbec
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Poética e política no Pântano de Dolhnikoff
>>> A situação atual da poesia e seu possível futuro
>>> Um antigo romance de inverno
>>> O acerto de contas de Karl Ove Knausgård
>>> Assim como o desejo se acende com uma qualquer mão
>>> Faça você mesmo: a história de um livro
>>> Da fatalidade do desejo
>>> Cuba e O Direito de Amar (3)
>>> Isto é para quando você vier
>>> 2021, o ano da inveja
Colunistas
Últimos Posts
>>> Hemingway by Ken Burns
>>> Cultura ou culturas brasileiras?
>>> DevOps e o método ágil, por Pedro Doria
>>> Spectreman
>>> Contardo Calligaris e Pedro Herz
>>> Keith Haring em São Paulo
>>> Kevin Rose by Jason Calacanis
>>> Queen na pandemia
>>> Introducing Baden Powell and His Guitar
>>> Elon Musk no Clubhouse
Últimos Posts
>>> Patrulheiros Campinas recebem a Geração#
>>> Curtíssimas: mostra virtual estreia sexta, 16.
>>> Estreia: Geração# terá sessões virtuais gratuitas
>>> Gota d'agua
>>> Forças idênticas para sentidos opostos
>>> Entristecer
>>> Na pele: relação Brasil e Portugal é tema de obra
>>> Single de Natasha Sahar retrata vida de jovem gay
>>> A melancolia dos dias (uma vida sem cinema)
>>> O zunido
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Asia de volta ao mapa
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> La Guerra del Fin del Mundo
>>> Parangolé: anti-obra de Hélio Oiticica
>>> Alfredo Bosi e a dignidade da crítica
>>> Pi, o [fi]lme, e o infinito no alfa
>>> Sábia, rubra, gorda (e gentil)
>>> Sol sem luz
>>> Letícia Sabatella #EuMaior
>>> Réquiem reloaded
Mais Recentes
>>> Quase Tudo Em Cinco Envelopes de Lucio Pessoa pela Giostri (2016)
>>> O Romance da Besta Fubana de Luiz Berto pela Bagaço (1995)
>>> Odisséia- Adap. Roberto Lacerda de Homero pela Scipione (1997)
>>> Perdidos na Lua de André Laurie pela Nacional (1984)
>>> Onde Fica o Ateneu? - Com Suplemento de Luiz Gê; Ivan Jaf pela Atica (2008)
>>> Faz de Conta de Mirna Pinsky pela Moderna (1984)
>>> Ioga e Meditação de Swami Tilak pela Didatica e Cientifica Ltda (1991)
>>> Madman Vol. 1 de Mike Allred pela Dark Horse Comics (2006)
>>> O Estudante de Adelaide Carraro pela Global (1987)
>>> Seleções Março de 1975 de Vários pela Readers Digest (1975)
>>> Gotham City Contra o Crime - Vol. II de Greg Rucka pela Panini (2005)
>>> Shocking Pink de Erica Spindler pela Mira Books (1998)
>>> Seleções -março de 1973 de Varios pela Readers Digest (1973)
>>> E Agora? de Odettte de Barros Mott pela Brasiliense (1978)
>>> Texhistórica Nº41 de Da Editora pela Globo (2000)
>>> Todas as Coisas sem Nome de Walther Moreira Santos pela Cepe (2017)
>>> A Dama das Camélias de Alexandre Dumas pela America do Sul (1988)
>>> A Testemunha Ocular do Crime de Agatha Christie pela Circulo do Livro
>>> Um Passe de Magica de Agatha Christie pela Record
>>> Assassinato no Campo de Golfe de Agatha Christie pela Adameri (1974)
>>> O Caso dos Dez Negrinhos de Agatha Christie pela Abril Cultural (1981)
>>> Por Que Ele Não Ligou? de Matt Titus - Tamsen Fadal pela Sem Fronteiras (2021)
>>> Granite man de Elizabeth Lowell pela Mira Books (1991)
>>> Cipreste Triste de Agatha Christie pela Nova Fronteira (1975)
>>> Mistério no Caribe de Agatha Christie pela Nova Cultural (1987)
COLUNAS

Terça-feira, 21/12/2010
O que mata o prazer de ler?
Duanne Ribeiro

+ de 9100 Acessos
+ 8 Comentário(s)

Recentemente, a imprensa divulgou resultados do Pisa, exame da Organização das Nações Desenvolvidas (OCDE) que avalia o estado da educação em vários países. O Brasil teve um rendimento superior em leitura nesse último exame em relação ao anterior, no que se refere à capacidade de compreensão e uso do texto. Entre as matérias, a maioria permaneceu nesse gênero de informação mais manchetável, embora o Pisa mapeie também a opinião do aluno sobre professores e aulas; registre que tipo de material é apresentado na aula e que recursos os estudantes têm em casa. Há um tópico particularmente interessante, que é o que pretendo tratar aqui: os hábitos de leitura. Na minha interpretação, os dados dizem que conseguimos estabelecer a obrigação de ler, mas passamos longe de mostrar que há prazer nisso.

O exame pesquisa alunos de 15 anos em uma amostra aleatória de escolas. No questionário sobre os hábitos de leitura, o Pisa apresenta afirmações sobre um tema e avalia graus de concordância. Por exemplo, à frase "fico feliz se recebo livros de presente", os alunos responderam: Discordo Totalmente (16.25%), Discordo (30.75%), Concordo (36.61%) e Concordo Totalmente (13.16%). O percentual que sobra abrange dados inválidos (3.24%). Os resultados positivos somam 49.77%; os negativos, 47%. Não é uma diferença extensa, e outros dados vão no mesmo sentido (veja os dados estatísticos em tabela).

"Eu gosto de trocar livros com meus amigos" teve 43.88% de afirmativas e 53.16% de negativas. "Gosto de ir a uma livraria ou biblioteca" coletou 51.31% contra 44.75%. "Ler é um dos meus hobbies favoritos" recebeu 46.71% contra 50.48%. Antes de ler a pesquisa, eu esperava por uma aversão maior. A dificuldade de leitura expressa pelos alunos também foi significativa: para "Eu não consigo parar e ler por mais de alguns minutos", 66.98% foram discordantes; já "Eu acho difícil terminar de ler livros" foi contrariada por 62.56%. O que se pode concluir a partir desses dados? Não parece estar no objeto-livro, no produto-livro ou na dificuldade-livro os motivos de aversão, ou pelo menos não são eles fatores tão fortes como se poderia pensar.

Os resultados são semelhantes aos encontrados em países desenvolvidos como Inglaterra e França, e, muitas vezes, são melhores (veja a tabela comparativa). Ou seja, não podemos culpar sem cautela o estado educacional do País pela proximidade pequena com a leitura.

A outra explicação mais imediata (dita mesmo por um ministro inglês) é a de que os alunos são absorvidos pelas internet. Uma matéria do Estadão perguntou: "Como deixar de lado todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar a um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras e letras inertes, exigindo concentração para serem decifradas?". O texto me parece, por um lado, focar demais a dificuldade que seria típica dos livros (e que vimos não ser o fator que determine sozinho os hábitos de leitura) e, por outro, não perceber que há na rede, também, literatura de alta qualidade, e que as novas mídias podem trazer incentivo à leitura e sabor a livros, às revistas e jornais.

A matéria traz em si, ainda, o próprio veneno que pretende combater. "O que perdeu espaço na vida dos jovens não é o hábito de ler, mas a leitura formal que os livros, por exemplo, oferecem", diz a repórter. Nesse "leitura formal" está, penso, o maior dos problemas.

Quero ler os clássicos no meu tempo

"Pode até soar estranho eu, uma estudante de Estudos Literários, admitindo isso: morro de medo de literatura. Sim, literatura assusta. (...) Eu tenho medo de James Joyce. Eu tenho medo de Ulisses. Tenho medo porque ainda não me acho preparada para conhecer. Queria poder passear pelos clássicos dentro do meu tempo". O trecho é citado de "Quem tem medo de literatura?", escrito por Layse Moraes. Se queremos saber o porquê da distância que há entre os alunos e a leitura, embora não haja uma aversão absoluta por ler, receber livros e ir a livrarias - se queremos uma resposta, eu creio que esse texto traz parte dela.

"Está pra existir uma coisa nesse mundo mais ridícula do que a literatura que é empurrada goela a baixo. Não gosto. Nunca gostei. Quando estava no colegial, invertia a ordem dos livros lidos só para não ler quando o professor pedia", diz a autora. A sensação flagrante é a de que um livro, a literatura mesma, é algo obrigatório, empurrado, como corridas matinais ou remédios insossos. Layse não é a única; sua experiência encontra eco nos resultados do Pisa. Foi feita a pergunta: "quanto tempo você gasta em leitura por prazer?" e as respostas são entristecedoras: 21.25% nunca leem por prazer; 38.57%, por 30 minutos ou menos em um dia; e 19.80% até uma hora/dia. São 79.62%.

À pergunta: "Quando você visita uma biblioteca, quantas vezes lê um livro por diversão?", 29.43% disseram nunca e, 36.11%, uma vez por mês ou bem menos que isso. Esses dados não são indicativos que a ideia que se faz do que é a leitura é o que emperra a aproximação dos alunos com os livros? Comparar duas outras estatísticas reforça essa conclusão. Ainda quanto aos hábitos referentes a bibliotecas, se perguntou quantas vezes emprestavam livros por prazer; e, noutro tópico, para trabalhos de escola. Vamos colocar lado a lado os dados: 34.37% nunca emprestam por prazer, contra 19.99% para trabalho. Nos outros níveis (uma vez por mês ou menos, várias vezes no mês ou semana), os resultados são equilibrados, mas sempre com vitória das pesquisas escolares.

Creio que se pode afirmar o seguinte: a escola consegue por livros no caminho dos alunos, mas não consegue criar leitores. Consegue convencê-los do status do leitor, da importância ou utilidade da leitura, porém não consegue mostrar que há prazer nisso. Outra matéria do Estadão trata da responsabilidade dos pais na questão, mas eu penso que poderíamos fazer mais mudando o modo como os colégios encaram o ensino de literatura. Apresentar livros e escritores em períodos cerrados de tempo funciona? Oferecer a mesma lista de autores (só que com capas moderninhas) é uma boa estratégia? O que é melhor? Que alguém se torne leitor através de Stephen King, Neil Gaiman e Terry Pratchett ou que nunca mais toque em um volume após terem lhe empurrado um Machado de Assis à força?

O que me tornou um leitor foram histórias em quadrinhos. Super-heróis, Marvel e DC, e foi porque eu gostava de ler o Batman que cheguei a procurar o tempo perdido com o Proust. Uma professora minha foi importante nesse sentido. O nome dela era Ediná. De tempo em tempo, ela juntava livros de todo tipo e colocava em umas mesas na sala; e não havia aula, e ninguém lhe dizia o que você tinha de ler ou se tinha de ler. Ela trazia uma coleção sua de Asterix, que eu li uma edição atrás da outra, e me deu O Menino no Espelho, do Fernando Sabino. A liberdade de escolha ajudou a me formar como leitor. Só posso agradecer.


Duanne Ribeiro
São Paulo, 21/12/2010


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Crítica/Cinema: entrevista com José Geraldo Couto de Jardel Dias Cavalcanti
02. Poesia e Guerra: mundo sitiado (parte I) de Jardel Dias Cavalcanti
03. E+ ou: O Estadão tentando ser jovem, mais uma vez de Julio Daio Borges
04. It's evolution, baby de Luís Fernando Amâncio
05. Arte que não parece arte de Gian Danton


Mais Duanne Ribeiro
Mais Acessadas de Duanne Ribeiro
01. Diário de Rato, Chocolate em Pó e Cal Virgem - 2/10/2012
02. Manual para o leitor de transporte público - 29/3/2011
03. Bailarina salta à morte, ou: Cisne Negro - 15/2/2011
04. O que mata o prazer de ler? - 21/12/2010
05. Pra que ler jornal de papel? - 18/5/2010


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
21/12/2010
21h52min
Enquanto os estudantes não forem bons leitores, não escreverão bem, não terão repertório diversificado, consequentemente não produzirão conhecimento, não contribuirão plenamente como cidadãos. A leitura deve estar no centro do currículo escolar, como via de crescimento científico, cultural e cidadão. Há um ótimo livro da professora Luzia de Maria que se chama 'O clube do livro - Ser leitor, que diferença faz?', em que ela discute justamente a importância da formação de leitores na escola, não com livros canônicos que são "enfiados goela abaixo", sem nenhum prazer e sem nenhum sentido, mas com títulos que os instiguem, façam pensar e procurar por mais... Promover a leitura: um desafio que nós, professores, temos que enfrentar ano a ano (e eu já comprei essa briga). Abraços, Duanne!
[Leia outros Comentários de Letícia de Freitas S]
22/12/2010
11h34min
Acho que o que está crescendo é o nível de hipocrisia dos alunos da rede pública, que respondem às pesquisas mascarando a sua falta de interesse por leitura e quaisquer coisas do gênero que estimulem o pensamento.
[Leia outros Comentários de raimundo]
23/12/2010
10h06min
Raimundo, na verdade a pesquisa comprova o desinteresse pela leitura na medida em que a leitura é entendida somente como algo formal, destinado ao trabalho, para "estimular o pensamento", como você diz. A pergunta é como modificar essa percepção e indicar o prazer que há nos livros.
[Leia outros Comentários de Duanne Ribeiro]
23/12/2010
11h22min
Concordo plenamente com o autor. Sempre tive aversão total a livro e a qualquer tipo de leitura durante a maior parte do meu período escolar graças aos "excelentes" livros paradidáticos que tínhamos que comprar e resenhar para professores que faziam questão de nos punir por não demonstrar o mínimo interesse por eles. Em casa, por outro lado, havia muitos livros, enciclopéidas, livros educativos e biografias, os quais costumava ler. Agora que estou livre desta ladainha, posso ler o que gosto: Assimov, Orwell, Joyce, Tolstói, "Veja" (por que não?)... Por que não trazem para as escolas a literatura universal? Por que não ler "Política", de Aristóteles, nas aulas de filosofia e "Divina Comédia", nas de história? Por que restringiram as nossas aulas de literatura ao indianismo e ao "Lusíadas"? É só isso que é considerado livro? Kafka, "Guerra e Paz" são o quê?
[Leia outros Comentários de Rafael]
30/12/2010
01h48min
Ótimo texto. Enquanto os estudantes não forem bons leitores, não escreverão bem, não terão repertório diversificado, consequentemente não produzirão conhecimento, não contribuirão plenamente como cidadãos. A leitura deve estar no centro do currículo escolar, como via de crescimento científico, cultural e cidadão. Há um ótimo livro da professora Luzia de Maria que se chama "O clube do livro - Ser leitor, que diferença faz" em que ela discute justamente a importância da formação de leitores na escola - não com livros canônicos que são "enfiados goela abaixo" dos alunos, sem nenhum prazer e sem nenhum sentido, mas com títulos que os instiguem, façam pensar e procurar por mais... Promover a leitura um desafio que nós, professores, temos que enfrentar ano a ano.
[Leia outros Comentários de Letícia de Freitas S]
3/1/2011
15h55min
Parabéns pelo texto, principalmente por tocar no ensino de literatura em nosso país. O programa de literatura no ensino médio atual faz com que os alunos passem um bom tempo "estudando" a literatura portuguesa, quando o inverso não acontece (e nem acho que deveria), ou seja, os portugueses nem conhecem a literatura brasileira. Urgente é uma revisão no currículo e um ajuste no foco. As aulas de literatura devem ser um estímulo à formação de leitores ou apenas uma exposição dos estilos de época das lit. brasileira e portuguesa? Atualmente, as escolas e seus materiais didáticos inclinam-se à segunda opção. É assim que o aluno do ensino médio termina sua formação "aprendendo" modernismo brasileiro, como se nada houvesse sido produzido além disso. Além de desconhecer totalmente a lit. universal. A reversão desse processo fica a cargo da boa vontade do professor. Enquanto as listas de vestibular ditarem o ensino de lit. em nosso país, assim será.
[Leia outros Comentários de Fabiula]
18/1/2015
09h22min
A liberdade de escolha é uma das mais ideais decisões para a geração atual, já que a visão de leitura está tão banalizada pela "mini leitura" de frases e contextos das redes sociais. Os jovens aprenderam com este "avanço tecnológico" a serem um público passivo de idéias em que somente se assiste e se aplaudem. Todo o barulho político dos nossos dias em todos os lugares e principalmente online são muitas vezes "guiados" por um, e motivados pelo egoísmo de não querer opinião alheia. Quando temos conhecimento, pensamos mais e agimos mais com consciência. Estamos beirando em uma sociedade imprudente e irresponsável, onde tudo que se ouve se aplaude. As mentes são dependentes do pronto, e não se sabe mais o que é criar, aprender, pensar...
[Leia outros Comentários de Milena França]
14/4/2015
22h25min
"A leitura nutre a inteligência", "Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas", "A chave que tranca a porta da ignorância está escondida dentro das páginas de um bom livro". Essas citações são demais! A leitura faz com que você viaje sem mesmo sair do lugar. É só o corpo, a mente e o coração. Me identifiquei muito com o último parágrafo, pois foi justamente as histórias em quadrinhos que me incentivaram na leitura. Agradeço por essa iniciativa. Quando criança, eu gastava todo o meu dinheiro com revistas de todos os tipos. HQ, contos, revistas de horóscopo, conhecimentos gerais, e até mesmo jornais. Nos intervalos da escola, eu adorava ir à biblioteca, estar cercada de livros, revistinhas... Essa era minha diversão. E é, também, ainda nos dias hoje.
[Leia outros Comentários de Grazielly Farias]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Estante Poemas
Felipe Fortuna
Topbooks
(1997)



O Corporativismo Em Português
Antonio Costa Pinto
Civilização Brasileira
(2007)



Psicoterapia Familiar un Enfoque Triádico
Gerald H. Zuk
Fondo de Cultura Economica
(1993)



Psychologie et Pedagogie
Jean Piaget
Denoel (paris)
(1969)



Um Pombo e um Menino
Meir Shalev
Bertrand Brasil
(2010)



A Saude Brasileira Pode Dar Certo
Claudio Lottengerg
Atheneu
(2007)



Curso de Direito Penal - Parte Especial Volume 2
Rogério Greco
Impetus
(2011)



Personae: Fotos e Faces do Brasil = Photos and Faces of Brazil
Madalena Schwartz
Companhia das Letras Funarte
(1997)



Dramatica de Television
Ingeborg Munz-koenen
Arte y Literatura (havana Cuba
(1984)



A Carne
Júlio Ribeiro
Três
(1972)





busca | avançada
70300 visitas/dia
2,6 milhões/mês