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Quinta-feira, 13/4/2017
Os Doze Trabalhos de Mónika. Prólogo. Sem Alarde
Heloisa Pait

+ de 1000 Acessos

A tela afirmava que ela havia se identificado nominalmente e perguntava se estava mesmo disposta a enviar o relato às autoridades educacionais do país. Mónika clicou que sim.

Seu texto dizia em termos burocráticos que em data recente havia sido abordada, em reunião privada e sem registro, pela diretora da faculdade, que fez na ocasião afirmações encomiásticas sobre sua pessoa e observações derrogatórias sobre seu trabalho, complementando a comunicação com asserções enfáticas de mais difícil classificação, entre as quais a de que, até mesmo por sua trajetória, Mónika era a nata da faculdade. Só que a nata a gente joga fora.

Pairava sobre a professora a indefensável acusação de se recusar a dar certos autores em aula, confirmada por vários alunos. Especialmente Auguste Comte, o pai do positivismo.

– Mas o positivismo está morto! – Mónika reagira por instinto.

– Aqui em Ambaíba, não! – Vociferara a diretora. – Aqui em Ambaíba Comte é parte do currículo e será dado em todas as disciplinas optativas e obrigatórias.

– Mas por quê? Por quê? – Perguntar era um vício para Mónika; não vivia sem sua dose diária.

– Porque os alunos precisam saber o que combatemos.

Mónika anexou, nos campos apropriados, uma porção de documentos comprobatórios da situação geral do campus de Ambaíba.

Em sua exposição havia também um longo trecho explicando por que, entre tantas ilações, a última lhe causava arrepios. Falou da história de sua família na Hungria, país que havia sofrido na mão de invasores empunhando seus manuais de ódio desde os otomanos, passando por imperadores austríacos, ocupantes alemães e mais recentemente governantes soviéticos. Esta era sua referência. Mónika não concebia portanto que alguém impusesse os tais certos autores aos próprios compatriotas!

Releu tudo várias vezes. Revisou minuciosamente a parte referente à história húngara e depois deletou o que havia escrito, deixando no sistema apenas os registros públicos, pois que interessavam as desgraças magiares a um avaliador concursado se debruçando sobre o distante campus de Ambaíba?

Mónika deixou sua sala para tomar um ar fresco no campus, esperando se sentir melhor; as autoridades que fizessem seu trabalho.

Mas não foi o que aconteceu.

Leia a primeira aventura de Mónika, À Beira do Abismo.

Esta é uma obra de ficção; qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência


Heloisa Pait
São Paulo, 13/4/2017


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