A mesa redonda | Gian Danton | Digestivo Cultural

busca | avançada
31843 visitas/dia
1,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
>>> Meninos, eu vi o Bolsonaro aterrando
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
Colunistas
Últimos Posts
>>> 100 nomes da edição no Brasil
>>> Eu ganhei tanta coisa perdendo
>>> Toda forma de amor
>>> Harvard: o que não se aprende
>>> Pedro Cardoso em #Provocações
>>> Homenagem a Paulo Francis
>>> Arte, cultura e democracia
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
Últimos Posts
>>> João Gilberto: o mito
>>> Alma em flor
>>> A mão & a luva
>>> Pesos & Contra-pesos
>>> Grito primal II
>>> Calcanhar de Aquiles
>>> O encanto literário da poesia
>>> Expressão básica II
>>> Expressão básica
>>> Minha terra, a natureza viva.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Os 60
>>> Tico-Tico de Lucía
>>> Abdominal terceirizado - a fronteira
>>> Cinema é filosofia
>>> Quem é (e o que faz) Julio Daio Borges
>>> Mulher no comando do país! E agora?
>>> YouTube, lá vou eu
>>> YouTube, lá vou eu
>>> Bar azul - a fotografia de Luiz Braga
>>> Eu + Você = ?
Mais Recentes
>>> Da Ação direta de declaração de Inconstitucionalidade no Direito Brasileiro de Alfredo Buzaid pela Saraiva (1958)
>>> Ações Cominatórias no Direito Brasileiro de Moacyr Amarral Santos pela Max Limonad (1962)
>>> Do Mandado de Segurança e de Outros meios de Defesa Contra atos do poder público de Castro Nunes pela José Aguiar Dias (1967)
>>> Estudos e pareceres de direito processual Civil de Alfredo Buzaid pela Revista dos Tribunais (2002)
>>> Corinthians é preto no branco de Washington Olivetto e Nirlando Beirão pela Dba (2002)
>>> Do Mandado de Segurança Volume 1 de Alfredo Buzaid pela Saraiva (1989)
>>> Estudos de Direito de Alfredo Buzaid pela Saraiva (1972)
>>> Da Ação Renovatória de Alfredo Buzaid pela Saraiva (1981)
>>> Projeção do Corpo Astral de Sylvan J. Muldoon e Hereward Carrington pela Pensamento
>>> Atribuições dos juízes municipaes de Orphãos e Ausentes na Republica de José Tavares Bastos pela Livraria Garnier (1914)
>>> Novo Dicionário de Processo Civil de Eliézer Rosa pela Livraria Freitas Bastos S.A (1986)
>>> O Novo processo Civil Brasileiro de José Carlos Barbosa Moreira pela Forense (2005)
>>> Manual do Advogado de Valdemar P. da Luz pela Sagra (1999)
>>> Teoria e prática do Despacho Saneador de Jônatas Milhomens pela Forense (1952)
>>> Código de processo Civil Anotado de Sálvio de Figueiredo Teixeira pela Saraiva (1993)
>>> Novo processo Civil Brasileiro de José Carlos Barbosa Moreira pela Forense (1998)
>>> A Prova Civil de José Mendonça pela Livraria Jacintho (1940)
>>> A Morte de Rimbaud de Leandro Konder pela Companhia das Letras/SP. (2000)
>>> Prova Civil Legislação Doutrina Jurisprudência de Raphael Cirigliano pela Forense (1939)
>>> Código do Processo Civil e Commercial para Districto Federal de J. Miranda Valverde pela Impresa Nacional (1927)
>>> De Pessoa a Pessoa - Psicoterapia Dialógica de Richard Hycner pela Summus (1995)
>>> Perfiles Juridicos los Hombre de Toga en El Proceso de D. Rodrigo Calderon de Angel Ossorio pela Rosario
>>> Audiência de Instrução e Julgamento de Athos Gusmão Carneiro pela Forense (1995)
>>> Todos os Homens do Presidente de Carl Bernstein & Bb Woodward pela Franvcisco Alves (1977)
>>> Histórias De Vida E Cozinha Exclusiva Para Você de Ana Maria Braga pela Agir (2012)
>>> Projet de Révision Du Code de Procédure Civile de M. Hector de Rolland pela Imprimerie de Manaco (1893)
>>> O Nosso Processo Civil Brasileiro de José Carlos Barbosa Moreira pela Forense (1994)
>>> Luto - Uma dor perdida no tempo - Princípios básicos para se enfrentar de Rubem Olinto pela Vinde Comunicações (1993)
>>> Vade Mecum acadêmico de direito de Organização; Anne Joyce Angher pela Rideel (2004)
>>> Processo de Execução e Cumprimento de Sentença/ Encad. de Humberto Theorodo Júnior pela Leud (2009)
>>> Processo Civil Commercial de Manoel Aureliano de Gusmão pela Livraria Academica (1924)
>>> Dieta Mediterrânea com sabor brasileiro de Dr. Fernando Lucchese e Anonymus Gourmet pela L&PM Pocket (2005)
>>> Derecho Procesal Civil de Eduardo Pallares pela Porrua S.A Argentina (1961)
>>> Topografia Prática: Tratado da Clotóide - Teoria, Fórmulas, Exemplos.. de Ruey- Chien Lin pela Hemus/ SP. (2019)
>>> La Reconvencion de M. Sanpons Salgado pela Coleccion Nereo (1962)
>>> Construcciones Metalicas (Encadernado) de Fernando Rodriguez- Avial Azcunaga pela Madrid/ Espanha (1958)
>>> tratado das ações (Tomo V ) Condenatórias de Pontes de Miranda pela Revista dos Tribunais (1974)
>>> Tratados das Ações Declarativas Tomo II de Pontes de Miranda pela Revista dos Tribunais (1971)
>>> Tratado das Ações Tomo III Ações Constitutivas de Pontes de Miranda pela Revista dos Tribunais (1972)
>>> Ação Discriminatória de Jacy de Assis pela Forense (1978)
>>> Dos recursos no Código de Processo Civil de João Claudino de Oliveira e Cruz pela Forense (1954)
>>> Petições contestações e recursos de Valdemar P. da Luz pela Forense (2000)
>>> Curso de processual Civil de Luiz Fux pela Forense (2001)
>>> Curso Didático de Direito Processual Civil de Elpídio Donizetti Nunes pela Atlas (2012)
>>> Código de processo Civil Anotado de Sálvio de Figueiredo Teixeira pela Saraiva (2003)
>>> Manual Execução de Araken de Assis pela Revista dos Tribunais (2004)
>>> As Concepções Antropológicas de Schelling de Fernando Rey Puente pela Loyola (1997)
>>> Manual do Processo de Execução de Araken de Assis pela Revista dos Tribunais (2002)
>>> Ministério público e Persecução Criminal de Marcellus Polastri Lima pela Lumen Juris (2002)
>>> Des Problèmes de Droit Judiciaire que Pose L'Union Économique Franco Sarroise de Eugéne Schaeffer pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (1953)
COLUNAS

Sexta-feira, 4/4/2003
A mesa redonda
Gian Danton

+ de 2500 Acessos

No final da década de 30, um grupo de cientistas se reunia na cidade de Boston para discutir assuntos científicos. Eles se sentavam ao redor de uma mesa redonda, jantavam e um deles propunha um assunto para discussão.

Embora a maioria fosse procedente da Universidade de Havard, eram pesquisadores dos mais variados campos do conhecimento. Havia psicólogos, biólogos, matemáticos, físicos, filósofos, neurologistas, engenheiros...

As reuniões haviam surgido a partir de uma percepção compartilhada por todos os integrantes do grupo: a especialização cada vez maior dos cientistas estava se tornando um problema. Psicólogos desconheciam completamente o trabalho de biólogos. Físicos não se interessavam minimamente pelas pesquisas dos matemáticos...

Em outras palavras, os cientistas de diferentes áreas se especializavam em campos cada vez menores e desconsideravam inteiramente o trabalho de outros pesquisadores que não faziam parte desses campos.

Esse estado de coisas poderia ser exemplificado pela anedota de Bernard Shaw: "O especialista é um homem que sabe cada vez mais num terreno cada vez menor, o que o fará chegar a saber tudo... sobre nada".

Em pouco tempo agregou-se ao grupo um professor do Massachusetts Institute of Technology chamado Nobert Weiner.

Nobert Wiener

Weiner era uma dessas inteligências enciclopédicas, que dominam vários campos de conhecimento. Aos 18 meses ele já aprendera a ler. Aos sete anos já estava familiarizado com a teoria da evolução, de Charles Darwin, que iria influenciar toda a sua obra. Aos 14 anos se licenciou em ciência. Aos 18 já havia terminado o doutorado.

Weiner estava plenamente de acordo com o promotor dos encontros, o Dr. Arturo Roseblueth, da Havard Medical School, em deplorar a especialização excessiva para a qual a ciência estava se direcionando.

"Cada um tem grande tendência a considerar o tema vizinho como pertencente, com exclusividade, ao seu colega da terceira porta à direita do corredor", escreveu Weiner.

A maioria dos participantes da mesa redonda compreendia que estava se criando ali um novo paradigma, uma nova forma de ver o mundo e a natureza. A idéia era não separar para conhecer melhor, como previa o pensamento de Descartes, mas analisar as partes em suas relações entre si e com o todo.

Mas era necessário dar um nome a esse novo paradigma. Embora boa parte das discussões envolvessem máquinas e mecanismos de calcular, Weiner não queria um nome que lembrasse muito a máquina, afinal a idéia era justamente criar um campo de estudo que pudesse explicar tanto fenômenos mecânicos quanto humanos, tanto computadores quanto homens. Por essa mesma razão, não era aconselhável usar um nome que fosse muito humano.

O objetivo era encontrar uma nomeclatura que representasse uma ciência que estudasse homens, animais e máquinas como um todo; uma ciência que estivesse mais interessada nas semelhanças que nas diferenças entre esses três reinos.

Um dos problemas básicos da cibernética era o do controle e foi dessa característica que surgiu o nome da nova ciência: cibernética.

A palavra cibernética havia sido utilizada antes pelo fisico inglês James Maxwell num artigo de 1886 sobre controle de máquinas. Muito antes disso, Platão havia usado a palavra com o sentido de "a arte de governar os homens".

Os gregos usavam o termo para se referir à arte de governar navios. Em outras palavras, era o ofício do piloto. Necessariamente não é o piloto que traça o percurso do navio, mas ele é o responsável por fazê-lo chegar ao seu destino. Para isso, o piloto corrige continuamente o navio, que é afetado por uma série de ruídos: ventos, correntes maríticas... O melhor piloto é aquele capaz de perceber rapidamente as alterações na rota e de responder a elas, corrigindo o curso.

É, portanto, um problema de comunicação. A cibernética irá se interessar muito por problemas de comunicação, especialmente a comunicação entre máquina-máquina e máquina-homem.

Isaac Epstein lembra que o conceito de cibernética não é necessariamente positivo: "As sociedades não têm alvos claros e aceitos por consenso. O equilíbrio e a homeostase podem estar a serviço de sistemas autoritários e iníquos. Às vezes até do genocídio". (Epstein, 1986, p. 9)

Muitas vezes, o objetivo traçado pode não estar a serviço da humanidade. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a IBM, que utilizou seus sofisticados equipamentos para identificar judeus que seriam exterminados pelos nazistas.

Epstein propõe que, em situações como essa, em que os objetivos não são aceitáveis, seja utilizada a cibernética como anti-cibernética. É o que fazem, por exemplo, os ciberpunks.

A primeira oportunidade de colocar a cibernética em prática surgiu com a II Guerra Mundial.

Havia uma preocupação generalizada por parte dos aliados de evitar que a Inglaterra fosse derrotada por um ataque aéreo fulminante. Para isso seria necessário desenvolver máquinas de ataque anti-aéreo.

O problema não era apenas de física ou de matemática. Se fosse, bastava calcular o local em que estaria o avião após efetuar o bombardeio. Acontece que o piloto, sabendo que seria alvejado, desviava.

A questão, portanto, envolvia física, psicologia e biologia (a curvatura seria limitada pela resistência fisiológica do piloto). Era um problema cibernético em sua essência. E só um grupo de pesquisadores de várias áreas trabalhando em conjunto poderia solucioná-lo.

A resposta foi encontrada no feedback, ou retroalimentação.

A idéia de feedback é antiguíssima. A própria vida tem uma série de processos auto-reguladores. Hipócrates já havia formulado a hipótese de que existem mecanismos no corpo humano que tendem a ser opor às patologias.

O que a cibernética fez e diferente foi estudar a fundo a retroação e compreender seu funcionamento.

No campo da comunicação, o conceito de feedback como elemento essencial do processo de comunicação influenciou a maior parte dos autores posteriores à cibernética, entre eles o educador Paulo Freire.

O feedback torna menos unilateral o processo de comunicação, pois só podemos dizer que houve, de fato, comunicação, quando há uma resposta ao estímulo inicial.

Se chamo um cachorro e ele se aproxima, estabeleceu-se uma comunicação. Embora o feedeback não tenha ocorrido no mesmo canal e mesmo código, é inegável que o receptor respondeu à mensagem.

Se, por outro lado, o animal não se mexe, o processo de comunicação não se estabeleceu, talvez em decorrência de um ruído (o cachorro pode, por exemplo, ser surdo).

Essa nova maneira de ver os fenômenos encarando-os como problemas de comunicação e de controle (que deveriam ser estudados por várias disciplinas em conjunto) forneceu uma poderosa percepção que influenciaria muitos pensadores e voltaria com grande força com a teoria do caos e o pensamento complexo de Edgar Morin.

Para ir além

ASHBY, W. R. Introdução à cibernética. São Paulo: Perspectiva, 1970.
ECO, Umberto. O Nome da rosa. Rio de Janeiro: Record, 1986.
------------------. Obra Aberta. São Paulo: Perspectiva, 1997.
EDWARDS. Elwyn. Introdução à Teoria da Informação. São Paulo: Cultrix, 1971.
Entropia: progresso para a destruição! In: Editora Mandruvá.
EPSTEIN, Isaac (Org.). Cibernética e Comunicação . São Paulo: Cultrix & Edusp, 1973.
--------------------. Cibernética. São Paulo: Ática, 1986.
--------------------. Teoria da Informação. São Paulo: Ática, 1986.
LAGE, Nilson. Teoria da informação e da mídia.
LATIL, Pierre de. O pensamento artificial. São Paulo: Ibrasa, 1968.
PIGNATARI, Décio. Informação. Linguagem. Comunicação. São Paulo: Perspectiva, 1976.
Sala de de física.
SINGH, Simon. O livro dos códigos. Rio de Janeiro: Record, 2001.
STAFFORD, Beer. Cibernética na Administração. São Paulo: Ibrasa, 1979.
WIENER, Norbert. Cibernética e Sociedade. São Paulo: Cultrix, 1968.


Gian Danton
Macapá, 4/4/2003


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Carta aberta a quem leu Uma Carta Aberta ao Brasil de Adriane Pasa
02. Por que a Geração Y vai mal no ENEM? de Ana Elisa Ribeiro
03. Escritor, jovem escritor de Guga Schultze
04. A massa e os especialistas juntos no mesmo patamar de Marília Almeida
05. Páginas do Diário de Um Leitor de Ricardo de Mattos


Mais Gian Danton
Mais Acessadas de Gian Danton em 2003
01. A teoria do jornalismo e a seleção de notícias - 28/2/2003
02. A análise da narrativa - 24/1/2003
03. Os X-men e o fim da infância - 31/1/2003
04. Experiências e Livros - 7/10/2003
05. Demônio maniqueu e demônio agostiniano - 11/4/2003


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




RELATOS DE UMA GUERRA
MARIA CHRISTINA VON RAINER FAHIANI
IPSIS
(2017)
R$ 1.000,00



PRÁTICAS PROFISSIONAIS NA GESTÃO PÚBLICA
MARIA THEREZA BOND
IBPEX
(2007)
R$ 12,00



O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA?
ASSOCIAÇÃO TORRE DE VIGIA DE BIBLIAS / TRATADOS
ASSOCIAÇÃO TORRE DE VIGIA DE
(2006)
R$ 5,00



APRENDIZ DO FUTURO: CIDADANIA HOJE E AMANHÃ - 8
GILBERTO DIMENSTEIN
ÁTICA
(1999)
R$ 6,82



SERÁ QUE É POSSÍVEL?
SERGIO CHAIA
INTEGRARE
(2012)
R$ 17,85



A GRANDE COZINHA - SALADAS
EDITORA ABRIL
ABRIL
(2007)
R$ 14,00



O PROGRAMA DE VERNÁCULO
G. GUIMARÃES CORRÊA
LIVRARIA FRANCISCO ALVES
R$ 6,00



O FRACASSO DO ENSINO
CODECRI
REGIS FARR
(1982)
R$ 4,00



O CORUJA
ALUISIO AZEVEDO
GLOBAL
(2008)
R$ 3,50



RASTROS DE EVA NO IMAGINÁRIO IBÉRICO: (SÉCULOS XII A XVI)
MARIA DO AMPARO TAVARES MALEVAL
LAIOVENTO
(1995)
R$ 35,70





busca | avançada
31843 visitas/dia
1,0 milhão/mês