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Segunda-feira, 16/8/2010
Comentários
Beth Castro


Uma sociedade mais culta
É triste constatar que a verdade está clara nesse texto; estamos numa transição para uma nova era - a da robotização... Quem não consegue tirar conclusões escondidas sob a fala ou a escrita é meio cego, surdo e, consequentemente, mudo para a vida! Cabe uma revisão de propósitos no imediatismo dessa corrida sem rumo a que nos propusemos, implicitamente, quando nos recolhemos a nossas convicções e deixamos o mundo correr solto. A revalorização do professor e uma escola que se envolva na formação completa dos seus alunos são imprescindí­veis para a formação de uma sociedade melhor e mais culta. Parabéns, Ana Elisa. Seus textos estão cada vez melhores!

[Sobre "Por que a Geração Y vai mal no ENEM?"]

por Beth Castro
16/8/2010 às
18h34 189.12.203.123
 
Só a longo prazo
É evidente como o Brasil se vê, hoje, em vantagem frente a muitos países em desenvolvimento. A globalização fez-nos ser vistos e comparados, pela promoção externa das atividades brasileiras e das caracterí­sticas territoriais e naturais que o fazem maior aos olhos de outros povos. Só a longo prazo poderemos avaliar as vantagens dessa posição que assumimos, a partir daí­. Por enqanto, seria uma visão mí­ope, pela proximidade dos fatos. [Formiga - MG]

[Sobre "Promoção Mundo Plano"]

por Beth Castro
25/6/2009 às
13h07 189.13.205.220
 
Na beira de um fogão de lenha
Escrever é uma necessidade, para quem gosta. E uma tortura, para os que dizem não gostar. É um diálogo em que a resposta suscitada pode ou não ocorrer, mas, ainda assim, o escritor sempre insiste, com seu interlocutor invisível, o leitor... Através do que se escreve, pode-se livrar de muitos pensamentos obsessivos, porque insistentes, e passar adiante um tempo, uma imagem, uma sensação, uma reclamação, uma ideia ou um sonho... Quantas coisas se pode passar, através de um texto! Ana Elisa Ribeiro o faz com maestria. É prazeroso ler o que ela escreve, tal como o é esticar um bom papo na beira de um fogão de lenha em noite de inverno. Quem for mineiro, como ela e eu, sabe como é a sensação...

[Sobre "Escrever? Quantas linhas?"]

por Beth Castro
16/6/2009 às
16h02 189.13.201.251
 
As mulheres de Hollanda
Convivo com a obra de Chico Buarque, tocando-a ao piano, cantando e degustando as suas maravilhosas letras, desde 1968. Professora de Educação Musical em escola pública, foi ali, entre os adolescentes sob minha orientação, que aconteceu a minha reação maior contra a ditadura que, na época, nos obrigava ao silêncio e à submissão. Meus alunos cantavam todas as músicas do Chico, depois de fazermos o estudo do seu texto e de nos apropriarmos da mensagem embutida sob aparente inocência ("Cale-se, vai passar..."). Ainda hoje muitos deles se recordam da sua indignaçao contra o poder dos militares e das suas atitudes covardes, discutidas em nossas aulas. Percebo no Chico um grande conhecedor da alma feminina que me conquistou e a inúmeras outras mulheres com sua sensibilidade, inteligência e... seus olhos. Sua obra tem sentido atemporal; retrata emoções amordaçadas e acorrentadas pela figura feminina de todos os tempos. A peça "Mulheres de Hollanda" reflete isto muito bem!

[Sobre "Chico Buarque falou por nós"]

por Beth Castro
2/3/2009 às
20h23 189.13.204.96
 
Difícil é conviver com gênios!
A genialidade decorreria de um excesso de neurônios em certas áreas dos cérebros de alguns indivíduos? Provavelmente! Estimulados por circunstâncias ou ocasiões propícias, os tais neurônios, em determinados indivíduos, providencialmente desencadeariam resultados inesperados, surpreendentes, incompreensíveis, em tudo desproporcionais à normalidade de cada época... Talvez, por isso, da genialidade decorram obras individuais, únicas, motivos de admiração, respeito, discussão e crítica, no seu tempo. Aliás, elas extrapolam seu espaço e seu tempo, imortalizando-se pelo seu ineditismo... Imitar um gênio é compreensível. Formar escola a partir se sua obra, também. Difícil, mesmo, é conviver com um deles, pois sua carga de informações e percepções está longe de ser compreensível para a maioria de nós...

[Sobre "Gênios e loucos"]

por Beth Castro
19/2/2009 às
14h50 189.12.182.62
 
BBBrasileirismo
Márcia Benetti, no Patifaria, com seu texto publicado hoje pelo Digestivo, inspira-nos a encarar com naturalidade outra Reforma Ortográfica a caminho, algo bem brasileiro, sob as benesses do nosso caro presidente Lula. BBBrasileirismo seria o nome a ser dado à nova conquista da nossa população carente (de informação e cultura..) Arnaldo Branco complementa magistralmente essa possibilidade ao comentar a posição do mesmo dito presidente quanto à recente reforma oficial da língua portuguesa, que se impõe, soberana, sobre tantas nações que também, como nós, usam da "Última flor do Lácio, inculta e bela" (definição de Luís Vaz de Camões).

[Sobre "Lula e a reforma ortográfica"]

por Beth Souza
30/1/2009 às
11h43 189.12.163.226
 
Crise na economia linguística
Este é um mistério instigante! Estará a língua portuguesa sendo influenciada pela crise mundial? Há uma economia de informação, de letras, de concordância que denota medo ou parcimônia de alguns setores, inclusive o linguístico... Algum estranho fenômeno, que só o futuro poderá desvendar, está ocorrendo com a grande massa da nossa população. Pode ser, ainda, que outra língua se imponha até como oficial, dentro em breve, também aprovada pelo presidente Lula e tudo... Quem viver, verá!

[Sobre "BBB matando o português"]

por Beth Castro
30/1/2009 às
11h32 189.12.163.226
 
Tropeçando em livros
Quanta criatividade! É surpreendente o que ocorre durante o trajeto do leitor voraz dessa composição... Identifiquei-me com a idéia central, pois na minha casa também se tropeça em meus livros, o tempo todo! Não sei viver sem eles... Há os que implicam; há quem compreenda a necessidade de ler. Questão de ponto de vista...

[Sobre "A cidade dos livros"]

por Beth Castro
12/12/2008 às
12h17 189.13.192.165
 
Involução artística
A História da Música, desde a Idade Média européia, relata expressões musicais religiosas de grande porte, possivelmente pelo papel dos conventos e mosteiros no resguardo da cultura clássica por mais de mil anos. E nos castelos feudais, desde os tempos das cruzadas os músicos eram acolhidos e abastecidos em suas necessidades pelos senhores que nutriam a espiritualidade geral com sons e harmonias musicais. Tal escalada para a erudição musical continuou na Renascença, passou pelo Classicismo e pelo Barroco, chegando ao Romantismo do século XIX ainda traduzindo o desejo de perfeição do ser humano e sua carência de transcender o visível e o palpável. Apesar da crueza do homem do nosso tempo, essa ainda é a essência dos seus propósitos. Só que hoje ele olha para dentro de si em busca da inspiração e da verdade, em lugar de olhar para o céu à sua procura. Sua religião é a auto-adoração. É difícil a sua música expressar algo maior do que ele. Vivemos a mais pura involução artística, hoje...

[Sobre "Cânticos à Rainha do Céu, por Walter Weiszflog"]

por Elizabeth Castro
1/8/2008 às
13h58 189.12.180.131
 
matemáticos e literatos
Interessante a sua observação sobre a pouca ou nenhuma ênfase dada aos que se dedicam à matemática... Dá até vontade de aprofundar nessa área tão instigante (quando não obrigatória e punitiva, como nas escolas...) e decisiva para o conhecimento e o reconhecimento da vida! Realmente, os literatos são muito mais festejados que os matemáticos...

[Sobre "A vida secreta dos números, de George G. Szpiro"]

por Beth Castro
16/6/2008 às
12h06 201.19.152.126
 
À Ana Elisa, de uma avó
Também fui à Bienal. O objetivo era apresentar o mundo dos livros a dois netinhos, num fim de tarde de domingo. Ao contrário de você, enfrentamos filas e aglomerações nas livrarias e cafés. Pareceu-me que minha idéia tinha sido assimilada por muitas outros avós... Mas foi uma festa, para nós, a intimidade que estabelecemos com outros usuários do mundo das letras. Pipocas, água de coco, fotos em alguns estandes, vários livros comprados e outros tantos continuados no desejo, voltamos para casa tarde da noite... Ali, continuamos a explorar as letras até a exaustão. O entusiasmo das crianças teve seu ápice no dia seguinte, quando meu netinho de quatro anos, diante da TV, me gritou: "Vó, tá passando a Bienal do Livro. Será que vamos aparecer?" De livro na mão, ele tinha ainda nos olhos o mesmo brilho da véspera. Valeu!

[Sobre "Igual, mas diferente: a Bienal de Minas"]

por Beth Castro
1/6/2008 às
21h59 201.58.145.10
 
Confirmação das Amizades
Lendo, reafirmei, para mim mesma, que buscar os amigos e declarar a eles o valor que têm, nas nossas vidas, demonstra que não estamos sozinhos, apesar de nos sentirmos isolados, e sem futuro, em momentos difíceis...

[Sobre "The ultimate cure for startup"]

por Elizabeth Castro
28/4/2008 às
10h10 201.58.179.8
 
O valor das diferenças
Ótimo, esse texto, onde é demonstrado que, entre homem e mulher, o sabor de um relacionamento rico está exatamente nas diferenças e não na igualdade. Quando ambos pensam igual, a mesmice da vivência na relação pode torná-la monótona e desenxabida, fadada à morte súbita pelo cotidiano... Onde se resolvem tais diferenças? Nem mesmo foi necessário abordar isso, pois é óbvio que o desempenho na cama é que determina o grau de interação entre os casais...

[Sobre "Cenas de um casamento"]

por Elizabeth Castro
28/4/2008 às
10h03 201.58.179.8
 
O mito Piaf e seu destino
Há os que vêm para brilhar, e se vão. São os que permanecem brilhando, independentemente de estarem fisicamente aqui. Edith Piaf foi um desses mitos. Sua arte resta como inspiração e mito, suas melodias insubstituíveis continuam a comover, pela simplicidade de sua performance ao cantá-las. No mais, observa-se que álcool e drogas sempre estiveram presentes entre os que se debatem entre emoções e sentimentos conflituosos, o que é também a marca da diva Piaf. A sua vida efêmera foi um privilégio. Nada mais tinha a fazer, dizer ou cantar, por aqui. Cumpriu seu tempo mas continua sendo lembrada por ser quem foi.

[Sobre "Piaf, por Marion Cotillard"]

por Elizabeth Castro
7/4/2008 às
13h06 201.58.179.8
 
Mudança de papéis
Nada pode deter o rumo de preferências ditadas pela modernidade. A Internet impôs ao mundo mudanças inevitáveis, que se refletem cada vez mais nos mais variados campos de atuação. Com relação à imprensa mundial, acertou quem investiu na mídia digital, que está substituindo o papel do papel... É certo que saudosistas ainda sentem a saudade do seu cheiro e o da tinta de impressão dos tradicionais periódicos. Também se aceita como inevitável que novos tempos exigem novas condutas adaptativas que, na sociedade atual, têm o peso do imediatismo. Lucra quem está conseguindo vislumbrar vantagens com as mudanças e age nesse sentido! Viva o Digestivo Cultural, que é um exemplo brasileiro desses novos tempos!

[Sobre "A morte do jornal, pela New Yorker"]

por Elizabeth Castro
7/4/2008 às
11h52 201.58.179.8
 
Julio Daio Borges
Editor
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