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Sexta-feira, 18/10/2002
Comentários
200.236.109.20


Os homens-massa
Muito bom o artigo. Lembrou-me o que já dizia Ortega y Gasset na sua memorável e esquecida (releve-se o paradoxo) "Rebelión de las Masas". Lula é o homem-massa por excelência, assim como seu vice e os tantos empresários, camponeses, marqueteiros e quejandos que o estão a apoiar. E, como bem alertou o filósofo espanhol, o homem-massa quer que todos sejam como ele, massa. Parabéns mais uma vez pelo artigo.

[Sobre "Lula Já É Um Coitado"]

por Diógenes Coimbra
18/10/2002 às
15h57 200.236.109.20
Diógenes Coimbra no Digestivo...
 
A Arte do Ensaio está aqui
Acho que justiça deve ser feita ao Digestivo Cultural e aos que aqui “publicam” seus ensaios. Este site é o que Daniel Piza se refere. É um tablóide, porém cibernético, com dois acréscimos: é interativo e de grande alcance. Imaginem Montaigne, esgrimando com seus leitores. Como não apuraria ele seus pontos de vista? E como enriqueceria a sua experiência meditativa ou real, mediante contato com todos os cantos do mundo, fora do claustro de suas solitárias horas à luz de vela? Seus ensaios teriam leitores ávidos por trocar idéias sobre a "Vida", sobre a "Fisiognomia", sobre os “Canibais”, sobre a “Bebedeira”... Toda observação e digestão de fatos diversos a fenômenos sociais ou políticos, transformadas em algum tipo de texto serve o mesmo propósito que o ensaio, seja em sua forma formal, à la Montaigne, seja em forma mais flexível e aberta como há hoje aqui. É a evolução, a dinâmica da escrita. Tirada a questão do molde ou da forma do ensaio, fica a diferença apenas no fato de que os grandes ensaistas consagrados, seja dos “journals”, seja do jornalismo brasileiro ainda não escreveram no DC – até onde eu saiba – mas é somente questão de tempo.

[Sobre "A pequena arte do grande ensaio"]

por Antonio Oliveira
15/4/2002 às
18h51 200.236.109.20
(+) Antonio Oliveira no Digestivo...
 
Oriente Médio requentado
Caro Heitor, Respeito o direito que você tem de se posicionar a favor de Israel, estamos numa democracia, mas, já que estamos aqui, retomando este diálogo, me diga antes demais nada, o que te motiva a justificar as matanças por um Estado altamente armado contra um população que não tem outros meios de resistir a não ser tomando as armas. O terrorismo palestino foi forçado, como foi a Haganah. Sabe o que foi, não? Foi o terrorismo israelense. E por que Israel recorreu ao terror quando os zionistas se deslocaram para o Oriente Médio? E onde vai parar essa espiral? Terrorista por terrorista, vão acabar se matando todos. Os palestinos são terroristas por que não usam uniforme? É essa a diferença? Quando os helicópteros isrealenses lançam bombas em alvos civis, detonando carros, centrais de eletricidade, até um centro de assistência social da ONU (que gerou uma queixa formal da ONU), e bombardeando o QG do Arafat, não são atos terroristas? São atos lícitos de que ponto de vista? No presente round, já são 500 mortos do lado dos palestinos desde que começou a ofensiva. Entenda bem, condeno o terrorismo palestino tão veementmente quanto as ordens de Sharon. Mas o seu artigo não somente justifica Sharon, como instiga, e dá razão a se apelar para a morte para alcançar a paz "real e definitiva"!!!. Não vi você condenar os atos de Sharon como eu condeno os dos terroristaspalestinos. Pergunto, é por convicção ideológica que você acha certo o que Sharon está fazendo? Por lógica, tenho certeza que não pode ser. Eu lamento ler hoje em dia na Internet teorias e argumentos louvando essa ofensiva como forma de alcançar a paz. "Sim, temos que matar, mais mortes para vingar e lambermos os beiços, porque assim vão ver que somos melhores, mais poderosos, melhores armas, vejam que não nos curvamos a essa sub-raça de pobres coitados. Quem são eles, não são humanos. Que direito esses palestinos têm, quando ousam matarem os nossos irmãos. Nós sim, podemos matá-los, porque a paz ideal é sem palestinos para nos atrapalhar!!". É isso que você está dizendo no seu artigo. Se continuarmos assim, nesse discurso de que a violência só se vence com violência, Heitor, perdemos a referência de uma humanidade minimmente digna, nem digo nobre. A humanidade não pode tomar essa direção. Não se pode nunca defender um conflito armado, deve-se lamentar sempre, a cada oportunidade. Ajude a disseminar a paz por meios pacíficos. Os leitores acham que o que está escrito é verdade. Sinto muito. Gostaria poder elogiar a sua posição, mas não consigo. Como você disse no seu comentário, temos posições bastante opostas, mas eu acrescentaria que não são opostas somente neste assunto, e sim no que diz respeito a tudo, toda a visão de mundo e da humanidade. A nossa diferença está na raiz, não nos galhos. Com relação aos pontos que você indicou, aqui vão as respostas: 1 – Você acredita que o exército israelense encontrou provas no QG de Arafat. Tem certeza que não foram forjadas. Você viu os documentos. Eu, só ouvi alegações de Sharon e até a imprensa tem o cuidado de dizer que o exército israelense "teria" encontrado. Ninguém saiu alardeando, porque ninguém viu os documentos, se não a causa de Israel estava ganha. Porque Collin Powell iria se encontrar com um réu confesso? POowell faria qualquer coisa para não ter o enconrtro com Arafat. Qualque descupla serviria. E se as provas fossem sérias, ele teria o maios]r pretexto. Nas imagens do discurso de Sharon no Knesset, ele levantou um papel e disse que aquilo era uma das provas. Quanto a explodir o QG do Arafat seria sim uma burrice, mas não é burrice matar civis com se tem feito. Se Sharon quer a paz acima de tudo, recorrendo a esta ofensiva, porque não detonou o QG. Ele não seguiu a sua própria lógica, que estaria justificada, não? Pequeno detalhe, ele não tinha o sinal verde dos EUA. E, ademais, ele sabe bem que iria jogar fogo no barril de pólvora na redondeza árabe. Então, como é que ele faz o serviço pela metade se a paz "real e definitiva" não tem preço, e segundo você é uma meta nobre? 2 – Sharon é um belicista; você tem dúvidas? Ele sabe o que é negociar? Eisenhower sabia. Eu me arrisco a repetir o que disse no meu comentário e te remeto a ler o texto de novo. Sharon acha que, com esta ofensiva, vai quebrar (física ou moralmente) o Arafat e, assim, também a população palestina. Aliás, Arafat estará sendo visto como interlocutor ou como inimigo pela ótica diplomático-militar de Sharon? E cabe a pergunta: Sharon acha possível que israelenses e palestinos possam conviver na região? Isso terá passado pela mente bélica dele? Até Colin Powell está diferenciando Israel e Sharon, conforme seu discurso na Espanha ontem. 3 – Uma escola de crianças foi atingida durante a intifada há alguns meses. Não vejo qual a diferença se foi nesta ofensiva ou em outra. Não acho mais confortável ou menos cruel, como você insinua, as vítimas poderem ver uma ofensiva se aproximando e ver de balcão os tanques derrubar suas casas, vão morrer de qualquer jeito. A surpresa é cruel? E quem recebe uma bomba vinda de um helicóptero atirando a esmo, não é surpresa? Morre-se do mesmo jeito e toda morte em conflito armado é cruel. Não há outro adjetivo. 4 – O Arafat claramente quer algo e ele não pode querer todo Israel. Se ele quisesse todo o território de Israel já o teriam removido como negociador, pois teria perdido qualquer credibilidade. Mas se ele quer uma parte seria bom sentar e perguntar a ele. Ele tem que pedir ao Hamas e hezbollah e outros eventuais grupos que parem com os atentados. Se ele ainda não fez, é porque são os únicos aliados que podem retaliar ataques de Israel. O Arafat errou ao não aceitar os termos de Camp David com Clinton e Barak, mas havia uma aspecto que ele pediu tempo para consultar, que era aceitar uma unidade americana na Palestina e dividir a administração de Jerusalem com os americanos. A bola está com você. Abraços pacíficos.

[Sobre "O Conflito do Oriente Médio"]

por Antonio Oliveira
11/4/2002 às
17h59 200.236.109.20
(+) Antonio Oliveira no Digestivo...
 
Errata
Errata. A última frase de meu comentário acima tem um "não" a mais. Leia-se: Portanto, não creio que a paz esteja por trás das intenções de Sharon.

[Sobre "O Conflito do Oriente Médio"]

por Antonio Oliveira
9/4/2002 às
16h33 200.236.109.20
(+) Antonio Oliveira no Digestivo...
 
Paz é a última meta de Sharon
Discordo que a "ofensiva das Forças de Defesa de Israel visa a estabelecer uma Paz mais real e definitiva, baseada na destruição dos principais centros de terror na área palestina." Essa diretriz implicaria em que o quartel-general do Arafat é um centro de terror. E, portanto, já deveria ter sido destruído pelo bem da paz. Não, não é por aí. Não vejo Ariel Sharon motivado pela Paz, mas sim em vencer um conflito, pois é um militar; ele foi treinado para ver e interpretar a realidade de uma forma bélica. A atual ofensiva nos territórios palestinos é uma resposta direta aos atentados suicidas, não uma busca da paz. O que Israel deseja é inviabilizar o diálogo, isolando e, se puder fazê-lo impunemente, destruindo o interlocutor. Sharon acredita que quebrando Arafat (física ou moralmente) quebrará a unidade palestina ou desorientará o povo palestino, fazendo-o mais facilmente se render a Israel. Isso é hipotético, mas Sharon acha que acontecerá. Então, nessa lógica, onde o discurso é de guerra aos terroristas para alcançar a, conclui-se que terá de destruir tudo que é potencialmente terrorista, inclusive escolas de crianças, as quais um dia poderão vir a ser terroristas. Isso é almejar algum tipo de paz real e definitiva? Nessa lógica não há um resultado equilibrado, mas apenas a destruição da Palestina inteira. E, no final, para os espanto geral, terá arrasado o povo palestino e, de quebra, despertado todos os vizinhos numa guerra generalizada. Isso é um projeto estranho de paz. Acho que nem o próprio Sharon sabia originalmente quando iria parar a destruição – agora está freando um pouco, por influência externa, porque Bush elevou a voz, pedindo a retirada dos territórios. Se Sharon quisesse a paz, ele daria o que os Palestinos querem. Isso seria lógica (utopia, também), mas obviamente uma negociação com vistas à paz seria mais realista. E não parece haver paz no fim deste túnel. Portanto, não creio que a paz não está por trás das intenções de Sharon.

[Sobre "O Conflito do Oriente Médio"]

por Antonio Oliveira
9/4/2002 às
16h16 200.236.109.20
(+) Antonio Oliveira no Digestivo...
 
Retruco
Caro Rafael, obrigado por ter prestado atenção no meu comentário. Acabou que, sim, pequei pela simplificação - mas a visão não é ingênua, e sim menos sofisticada do que os vôos e as elocubrações exacerbadas dadas à questão - e nem disse que "tudo" se resume ao aspecto tribal . Pareceu simplificada, de fato, porque me detive mais num aspecto dentre um grande emaranhado cultural daquela região, mas escrevi correndo, por falta de tempo, e num sopetão hoje à tarde. Não reli, porque raramente me releio. Mas, por força, agora, relendo, vi que escrevi "primeiramente" no primeiro argumento e não retomei o resto da argumentação. Aliás, você já escreveu nesta janelinha e sabe que é impossível escrever um ensaio digno neste espaço. Além do mais, um comentário muito longo acaba monopolizando o espaço dos demais leitores. Procurarei estruturar melhor a minha argumentção e voltar a esta página ou enviá-la a você. Só gostaria de registrar, para todos que consultarem o seu artigo e lerem estes comentários, que há muito mais a ser considerado sobre a questão Palestina do que a sua visão parcial - e até mesmo da minha.

[Sobre "Intolerâncias e inconsequências"]

por Antiono Oliveira
5/4/2002 às
18h28 200.236.109.20
(+) Antiono Oliveira no Digestivo...
 
Guerra entre irmãos
Apesar da vasta pesquisa e dos dados citados, num aparente conhecimento de causa, o artigo reflete apenas uma opinião e não esclarece. Pelo contrário, é uma simplificação ingênua, que reflete a mitificação da cultura judaica e a animosidade do autor contra os árabes. Ambas culturas são ricas e produziram grandes expoentes e contribuições valiosas para a humanidade. A questão na região da Palestina é muito mais complexa do que o Rafael Azevedo supõe. Primeiramente, porque toda a questão está relacionada com a visão de mundo semita (vide dicionário; o grupo semita inclui árabes, assírios, fenícios, judeus entre outros originários da região do Crescente) e tem uma vertente preponderantemente cultural e não apenas religiosa. Num segundo plano, sim, está a religião. Os semitas, desde muito antes da época bíblica se dividiam – e ainda se dividem - em clãs e tribos. Como é notório, não há maiores inimigos entre si que clãs ou tribos rivais em territórios adjacentes. A questão não é propriamente religiosa, porque não se discute a divindade de Jeová ou de Allah, ou de nuances epistemológicas entre Torah e Corão, ou sobre as profundas diferenças entre os rituais do judaísmo e do islamismo. A questão, repito, é tribal e remonta a milênios. A questão de demarcação de territórios – que toda cultura preza em algum grau, terras hereditárias, feudos, Estado-Nação, latfúndios – serve apenas para quantificar poder de uma tribo ou grupo e demarcar uma propriedade para fins produtivos (na velha receita Terra-Capital-Trabalho). Se um palestino ou israelita viver de um lado ou outro de da fronteira naquela região pouco afetará a sua vida, pois o seu cotidiano seria quase o mesmo que o de seu rival – obviamente seria uma vida mais tranquila se apagassem de sua mente a questão de pertencer a uma tribo e tudo que isso implica. Voltando ao que eu me referi acima, os semitas bíblicos e as sociedades semitas atuais vêem o mundo em grupos, tribos, etc... Até o judeus modernos se dividem e muitas vezes evitam casamento entre membros de uma tribo ou outra – sefarditas, neftalis, efrains, benjamins etc.. Portanto, colocar a questão entre judeus e muçulmanos apenas é errar o alvo. Na realidade, são todos irmãos brigando entre si. É realmente tudo farinha do mesmo saco, como um comentarista acima apontou. A história recente está regada de conflitos da mesma natureza, como servios e croatas, tutsis e hutus, e até clãs norte-americanos, como os Hatfields e os McCoys, que se matavam entre si na virada do século passado. Por fim, gostaria de notar que, com relação às atrocidades que vemos na Palestina, de parte a parte, não há justificativa sob qualquer ângulo que se analise. É uma guerra entre irmãos e, como dizem, "não se deve meter as mãos". Nas matanças, nenhum dos dois lados está certo, nenhum dos dois lados é levado por lógica ou por sentimentos nobres. Não há mocinhos.

[Sobre "Intolerâncias e inconsequências"]

por Antonio Oliveira
5/4/2002 às
17h07 200.236.109.20
(+) Antonio Oliveira no Digestivo...
 
Há doutrina na nossa mídia?
Acho saudável que a nossa mídia tenha um ponto de vista. Ninguém escapa. E, tão saudável, é o fato de que haja artigos claros e elucidativos como o de Jonas Medeiros, mas que peca por acusar a revista Veja de praticar fundamentalismo midiático. Se a Veja deseja ser pró-americana, que o seja. É apenas um veículo emitindo um ponto de vista, dentre vários outros que estão no mercado. Não chega a ser criminoso ser favorável aos EUA, pois lá há valores defendidos pela sociedade americana que são válidos e que merecem ser considerados. A questão aqui, acho eu, é a reclamar do estilo quase caricatural da Veja defender valores norte-americanos, mitificando uma sociedade que é tão vulnerável, mortal e sujeita a errar quanto qualquer outra. Mas isso é fundamentalismo midiático? Acho que isso é imprensa ruim, justamente por não ter "fundamentos". É por causa de afirmações com a pobreza intelectual como as citadas no artigo de Jonas Medeiros que ninguém rotula a Veja como sendo uma revista inteligente ou para intelectuais. Eu não cito Veja para nada... Acho, pelo contrário, tratar-se de leitura "light", que não se deve levar muito a sério. A imprensa é considerada um poder (o quarto, se não me engano), mas que somente é efetivo se conseguir argumentar razoavelmente, caso contrário, torna-se ridícula e perde a credibilidade de seu público. Acho que a Veja deveria atentar mais para esse aspecto se não quiser parecer uma instituição doutrinada, tentando doutrinar. Agora, se a Veja é doutrinada e quer doutrinar... aí temos outro problema, que é a questão de um veículo da mídia nacional ser instrumentalizado ideologicamente por um Governo ou grupo estrangeiro. Aí, sim, gostaria de ler mais um artigo do Jonas Medeiros sobre essa hipótese.

[Sobre "Relativismo e Fundamentalismo Midiático"]

por Antonio Oliveira
3/4/2002 às
14h54 200.236.109.20
(+) Antonio Oliveira no Digestivo...
 
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