busca | avançada
25594 visitas hoje
330 mil no mês
Segunda-feira
Artes
Internet
Terça-feira
Teatro
Televisão
Quarta-feira
Cinema
Música
Quinta-feira
Além do Mais
Gastronomia
Sexta-feira
Imprensa
Literatura
Newsletter
* por Julio Daio Borges
Segunda-feira
Daniel Bushatsky
Gian Danton
Ricardo de Mattos
Terça-feira
Débora Carvalho
Diogo Salles
Jardel Dias Cavalcanti
Quarta-feira
Guilherme Montana
Luiz Rebinski Junior
Rafael Fernandes
Quinta-feira
Elisa Andrade Buzzo
Marcelo Spalding
Vicente Escudero
Sexta-feira
Ana Elisa Ribeiro
Marta Barcellos
Rafael Rodrigues
Especiais
Últimos Posts
>>> Verão Poesia Internacional BH
>>> O tablet do Google
>>> Steve Jobs apresentando iBooks
>>> Steve Jobs apresentando o iPad
>>> Mais uma Borrachalioteca
>>> Jobs homenageia o Kindle
>>> iPad o Leitor da Apple
Mais Recentes
>>> Considerações sobre a leitura
>>> 77 anos do Mercado Municipal
>>> Ayn Rand ou o primado da razão
>>> A humanidade segundo Saramago
Mais Recentes
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
>>> Spacca
>>> Cris Dias
>>> Ricardo Freire
>>> Lúcia Guimarães
Mais Recentes
>>> O mistério dos dinossauros (Claudio Spiguel)
>>> Cachorros e pichadores (Paulo Mauad)
>>> Os Olhos do Dragão (Isadora Padilha)
>>> Os entraves permanecem (Isadora Padilha)
>>> Lindo (Juliana Galvão)
>>> Coleção Para Gostar de Ler (Paulo Mauad)
>>> Ainda outra dúvida (Paulo Mauad)
>>> Não existe melhor (Denise Macedo)
>>> A escola sempre leva a culpa (Débora Carvalho)
FAQs
site, divulgação & colabs.
Quem Somos
histórico & mapa do site
Audiência & Anúncios
quem lê & como anunciar
Expediente & RSS
quem é quem & feeds
Últimos Releases
Categorias Atualizadas
Informática - Apple
Informática - Servidores
Celulares - Acessórios - Películas Protetoras
Celulares - Acessórios - Canetas
Informática - Notebooks
Telefonia - Centrais Telefônicas
Acessórios Áudio e Vídeo - Limpadores
Celulares - Sony Ericsson
Móveis e Decoração
Acessórios Áudio e Vídeo - Divisores
Agro, Indústria e Comércio
Acessórios Áudio e Vídeo - Fontes
Celulares - Acessórios - Câmeras
Artigos para Bebês
Celulares - Acessórios - Chips
Acessórios Áudio e Vídeo - Fitas de Vídeo
Informática - Handhelds
Informática - Monitores
Acessórios Áudio e Vídeo - Microfones
Brinquedos e Hobbies
Acessórios Áudio e Vídeo - Controles Remotos
Celulares - Nokia
Animais
Eletrônicos - Calculadoras
Celulares - Samsung
Celulares - LG
Celulares - Acessórios - Adaptadores USB
Celulares - Palm
Eletrônicos - Filmadoras
Informática - Tuning
Celulares - Acessórios - Software
Informática - Wireless e Wi-Fi
Celulares - Acessórios - Carregadores
Celulares - Acessórios - Capas e Suportes
Celulares - Acessórios - Outros
Celulares - Acessórios - Carcaças e Face Plates
Celulares - Acessórios - Cabos
Celulares - Acessórios - Adaptadores Dual Chip
Acessórios Áudio e Vídeo - Fones
Telefonia
Eletrônicos - Segurança para Casa
Celulares e Telefonia - Outros
Informática - Outros
Celulares - Motorola
Celulares - Apple iPhone
Celulares - Cartões de Memória
Eletrônicos - Som e Vídeo para Carro
Informática - Componentes
Informática - Impressoras
Informática - Redes
COLUNAS

Segunda-feira, 24/8/2009
Da relevância e do respeito musical
Rodrigo Cavalcanti da Rocha
+ de 400 Acessos
+ 1 Comentário(s)

O que faz uma banda se tornar realmente grande? Ok, ela vender muitos discos ou lotar shows por um grande período de tempo são critérios interessantes ― mas que só podem ser medidos depois da obra pronta. A questão que nos interessa aqui é como uma banda se torna artisticamente relevante, ícone de seu tempo. Pensando nas duas últimas bandas de rock realmente grandes, que extrapolaram a (hoje em dia imensa) fronteira do termo "rock" e atingiram um público muito maior, temos uma pista. Goste ou não do som, trata-se de U2 e Metallica. Você pode até pensar em Pearl Jam, mas nunca foram excepcionais vendedores de disco. Você pode pensar no Nirvana, mas não tiveram nem tempo de se estabilizar. Você pode pensar em Oasis ou até mesmo em Coldplay (e eu discordaria de você), mas são bandas que não atingiram um patamar realmente gigantesco (se o Oasis já atingiu, foi nos anos 90 e não manteve, o que coloca os Gallagher fora do nosso campo de análise).

Mas volto. Artisticamente, quais os caminhos que uma banda pode fazer para ir além de seu gueto musical? Adotando o U2 e o Metallica como exemplo, só me resta a palavra "reinventar". Arriscar, em nome da liberdade artística, da inquietação que só os grandes nomes têm. Guinadas radicais na carreira. E, curiosamente, a grande guinada para as duas bandas veio em 1991, respectivamente com os discos Achtung Baby e Metallica (ou Black Album). São sonoridades diferentes entre si, tanto quanto U2 e Metallica são diferentes, claro. Mas estes discos representaram uma virada bem-sucedida tanto economicamente (venderam pra caramba) quanto artisticamente (ganharam respeito pela coragem e ousadia). E um fator ainda une mais estes discos e artistas: deixaram os seguidores mais fanáticos de cabelo em pé, aos gritos de "traidores", "vendidos" e afins. Estes mesmos fãs que, hoje, numa discussão, podem muito bem apontar estes discos como dado inconteste da importância das bandas na história da música popular do último século. O que indica que estas bandas passaram com louvor no chamado "teste do tempo". Que é, no fim das contas, o que indica se o artista ou sua obra podem ser realmente considerados clássicos.

Vamos ao U2. Os álbuns imediatamente anteriores, The unforgettable fire, The Joshua Tree e Rattle and Hum, venderam muito, tiveram muitas músicas tocadas ad nauseum. Os dois discos continham aqueles "hinos de uma geração". Não se lembra? Então lá vai: "Pride (in the name of love)", "I still haven't found what i'm looking for", "Where the streets have no name", "With or without you", "Angel of Harlem", "Desire", fora outros sons, de discos anteriores, tão (ou mais) tocados quanto. Ou seja, uma banda alçada à condição de grande, máquina de hits radiofônicos desde a estreia, em 1980. Os irlandeses poderiam lançar mais do mesmo e colher os frutos até a fórmula se esgotar. Mas não: viraram totalmente, modernizaram o som, botaram batidas dançantes onde havia um rock duro, de raiz, conservador até ― são irlandeses, lembre-se disso. O "Messias do rock", como Bono era chamado inclusive pela imprensa (?), zombou de si mesmo, se maquiou, assumiu outras personas (The Fly, Mr MacFisto, Mirror Ball Man) e foi à luta. Ninguém entendeu, os xiitas ficaram com raiva... e o U2 nunca mais foi o mesmo. O disco já começa incomodando os puristas com Zoo Station, uma mixagem muito diferente do que o U2 havia feito. Emenda com "Even better then the real thing", no título e no primeiro verso ("me dê mais uma chance e você estará satisfeito") praticamente um recado aos fãs. O single foi "The Fly", outra música totalmente fora do padrão U2. Eles saíram da zona de conforto, arriscaram, ousaram ― mesmo ao vivo. A Zoo TV Tour mudou o conceito de shows. Palco móvel, telões de altíssima definição. Bono ligando para a Casa Branca durante os shows. Caracterizações, jogo de luz, maquiagem, tudo para o entretenimento, ainda que a mensagem continue ("One"), confunda ("The Fly") ou apenas sugira. E o U2 passou ao status de banda mítica. Produziram discos bons, regulares, voltaram ao rock básico (no bom All that you can't leave behind), cruzaram o mundo com palcos gigantes... e ainda são e serão relevantes.

E o Metallica? Ícone maior do rock de garagem, trash metal até a medula ("Fade to black" a parte), bebedeiras, calças e camisas rasgadas e velhas, atitude punk. Contra o sistema. A banda mais íntegra do metal, a que se negava a fazer vídeos ― e quando fizeram foi no quarto álbum, de "One", com a banda tocando, em preto e branco, sem concessão alguma. Essa mesma "One" e a tour do disco ... And justice for all já tinham levado o Metallica para um patamar muito superior a qualquer outra banda similar. Mas quando veio a notícia que o produtor do (glam, hard) Motley Crue, de nome "Bob Rock", havia sido recrutado para o quinto álbum da banda, ninguém entendeu nada. E quando saíam notícias da gravação, parecia um disco do Emerson, Lake and Palmer, ou do Pink Floyd. Quase um ano no estúdio. Oito meses até achar o som ideal da bateria. Guitarras gravadas em camadas, várias ― algumas com seis guitarras. Baladas, no plural. Canções mais curtas, mais refrões. Pré-lançamento do álbum e do single. E então veio "Enter Sandman". Maravilhosa, mas diferente de tudo o que fora feito antes. Curta, com imenso apelo comercial, um riff absolutamente incrível ― mas nada de trash metal. O Metallica renegou sua origem? Cuspiu no prato em que comeu? Baladas (lindas, as duas), lados B orquestrados, cover do Queen (a foderosa "Stone cold crazy"). Correram o mundo numa turnê gigantesca, quase tão ousada quanto a do U2 (nem tanto porque, afinal, eles eram muito mais sérios que Bono e companhia). Questionaram a própria sanidade (impossível não citar a declaração do baterista Lars Ulrich, no México, em 1993: "será que o Metallica virou atração de circo?"). E eles gravaram um clipe com um diretor badalado. E outro. E outro. Foram indicados ao Grammy. E entraram pra história. "Enter Sandman" ainda é presença obrigatória nos shows ― e berrada por gerações de fãs, nos shows, em festas ou bares. Seus lançamentos ainda recebem aquele "parem as máquinas". E, a julgar pelo mais recente disco (o ótimo Death Magnetic), os caras ainda têm lenha de sobra para queimar.

Enfim, goste ou não das bandas citadas, não se pode fugir dos fatos. E estas bandas, a partir destes discos, atingiram um nível que pouquíssimas bandas no mundo podem se gabar. Mais importante: ainda são mundialmente relevantes, dezoito anos depois, fora de seu universo musical. Algumas bandas perderam oportunidades de atingir este nível e estagnaram (o Iron Maiden é o primeiro exemplo que me vem). Outras atingiram patamar similar justamente por manterem-se fiéis, sem grandes viradas na carreira (veja o AC/DC). Nestes casos, em particular, ambos os artistas atingiram um patamar mítico, em maior ou menor escala. Mas isso é outra conversa, que fica para outro dia.

Nota do Editor
Rodrigo Cavalcanti da Rocha é professor e mantém o blog Seleta de Prosa.


Rodrigo Cavalcanti da Rocha
São José dos Campos, 24/8/2009

Quem leu este, também leu esse(s):
01. 2009 e minhas leituras de Rafael Fernandes
02. Murilo Rubião e o chocolate de Wellington Machado de Carvalho
03. PMDB: o retrato de um Brasil atrasado de Diogo Salles
04. A arte de narrar a História de Marcelo Spalding
05. Impressões de Marta Barcellos


Mais Rodrigo Cavalcanti da Rocha
Mais Colunas Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
24/8/2009
08h43min
"Algumas bandas perderam oportunidades de atingir este nível e estagnaram (o Iron Maiden é o primeiro exemplo que me vem)." Iron Maiden deve ser a banda de heavy metal que mais lota os shows e mais vende CDs, sem falar das grandes mudanças que fizeram ao longo da carreira e nunca decepcionaram os fãs. Que critérios você usou para fazer este comentário?
[Leia outros Comentários de Johnny]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Site/Blog:
Texto:
 
0 (número de caracteres digitados até agora)
Título:
 
publicar este comentário no site
 
receber próximos comentários por e-mail
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Editora Record
Editora Objetiva
Companhia das Letras
Editora Planeta
Campus-Elsevier
Livraria Cultura
Submarino
Conrad Editora
MercadoLivre
Editora Globo
LANÇAMENTOS
Campus-Elsevier

A era do radicalismo
Cass Sunstein
por R$ 49,90


O poder das conexões
Nicolas A. Christakis
James H. Fowler

por R$ 69,90


Os bastidores da Crise
David Wessel
por R$ 69,90


Eu quero ser rico!
Maurício Bastter Hissa
por R$ 45,00


Gestão 2.0
José Cláudio Terra
por R$ 49,90


Mudança Climática
Stephan Faris
por R$ 67,90


O segredo das mulheres francesas
Mireille Guiliano
por R$ 32,90


Tenha Calma!
Vera Martins
por R$ 47,00


As mulheres francesas não engordam
Mireille Guiliano
por R$ 49,90


Milionário-Minuto
Robert Allen
Mark Hansen

por R$ 59,90


A nova regra do jogo
Rafael Paschoarelli
por R$ 53,00


Como dizer tudo em inglês em viagens
Ron Martinez
por R$ 39,90


Fitoterapia Contemporânea
Leda, Sá, Saad e Seixlack
por R$ 139,00


Mulheres, trabalho e arte do savoir fare
Mireille Guiliano
por R$ 66,00


O guia prático de finanças de Roberto Zentgraf
Roberto Zentgraf
por R$ 49,90

OFERTAS
Celulares - Samsung


Samsung Omnia 2 Tela Amoled 3.7 8g 5mp Wi Fi Igo8.3 Mapas Br
por R$ 1540.00
até 14/2/2010



Samsung I8000 Omnia 2 Omnia Ii Gps Igo 8 Instalado
por R$ 1399.99
até 25/3/2010



Celular Samsung B5702 Dual Chip Desblo 4gb Cam 3.0mp Port Nf
por R$ 699.00
até 23/3/2010



Samsung I8910 Omnia Hd 8.0 Megapixel Gps Wi Fi 3g 3 7 8gb
por R$ 1599.99
até 25/3/2010



Samsung I8000 Omnia 2 5mpx Wi Fi Gps Divx Amoled 8gb
por R$ 1399.00
até 26/3/2010



Omnia I900 8g Nacional Desbloqueado Novo Na Caixa Completo
por R$ 949.00
até 16/2/2010



Celular Pda Samsung Omnia Hd I8910 3g Gps 8mp Amoled 16gb
por R$ 1990.00
até 15/3/2010



Nao Perca Samsung Omnia Hd I8910 8gb Tela 3 7 Gps Wifi Hd 3g
por R$ 1599.00
até 12/3/2010



Samsung I8910 Hd 8mp Wifi Gps Garmin Xt Mapa Do Brasil 8gb
por R$ 1589.99
até 14/3/2010



Samsung B5702 Dual Sim Quadriband Funciona Na Vivo Gsm
por R$ 695.00
até 15/3/2010


Mais "Celulares - Samsung"...

busca | avançada
25594 visitas hoje
330 mil no mês