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Quarta-feira, 27/8/2003
Boas doses de Música, Cinema e Teatro
Rennata Airoldi

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Palavras de Mulher
Você já se apaixonou? Alguma vez se uniu a alguém, se separou, se humilhou, implorou, perdoou e foi perdoado. Já traiu e foi traído? Recomeçou várias vezes e voltou a amar como num ciclo insistente e constante. Um pouco disso todos nós já vivemos. Alguns mais, outros menos. Paixão, amor, saudade... Tudo cantado e contado por um olhar de quem sabe as palavras certas para falar à mulher. Confuso? Eis então o esclarecimento: Palavras de Mulher é um musical, mais música que teatro. Até chamaria de um "show dramatizado", somente com músicas de Chico Buarque.

Sob a direção de Fernando Petelinkar, três cantoras-atrizes - Rita Maria, Anna Toledo e Valesca Lopes - revezam suas lindíssimas vozes para contar e cantar as histórias das clássicas músicas de Chico, cujo o foco é a mulher. As decididas, as traídas, as meninas, as vilãs. É simples e extremamente tocante. As músicas são interpretadas de maneira muito especial pelas vozes femininas e é impossível não se comover. Devo recomendar que tragam seus lenços de papel. Nos momentos mais emocionantes do espetáculo, é possível ouvir os "choramingos" e suspiros por todos os lados. E é totalmente compreensível, uma vez que boa parte de nós já teve romances embalados pelas canções deste grande mestre da nossa música.

Esse espetáculo faz parte das Terças Musicais do Teatro Folha. Todas às terças-feiras, às 21 horas, é possível reviver o universo deste fenômeno em letras e composições que é Chico Buarque. Para os mais apaixonados e fãs é um prato cheio. O que impressiona é como foi possível juntar vozes e interpretações tão bonitas, tão complementares e, somando-se a elas, o piano de Ceres Miranda, que contracena o tempo todo com as cantoras-atrizes. Tudo é muito simples em cena: apenas uma penteadeira, alguns objetos femininos e muitas ações são demarcadas de forma precisa, apenas com a luz. Os focos do espetáculo são as letras e os sentimentos. Daí o fato de se provocar uma verdadeira catarse no espectador! (O Teatro Folha fica no Shopping Pátio Higienópolis em São Paulo)

Lisbela e o Prisioneiro
Continuo a falar de amor; desta vez, no cinema. Mais um filme nacional acaba de ganhar as telonas. A superprodução Lisbela e o Prisioneiro teve um percurso bem peculiar até se tornar um longa-metragem. Dirigido por Guel Arraes, o filme já foi minissérie há muito tempo atrás e também uma peça de teatro. A peça, segundo toda a equipe, foi fundamental para a construção do roteiro, que está hoje na tela grande, e também para a construção dos personagens pelos atores. Eles, depois de muito experimentar as ações e reações provocadas na atuação no palco, puderam se impregnar desse universo tão brasileiro e, ao mesmo tempo fantasioso, que é essa "comédia dos erros".

Segundo Guel Arraes, seu objetivo é atingir o grande público, buscando através dessa obra o que ele chama de "Cinema Popular Brasileiro". Acostumar o público ao cinema nacional, criar o hábito, nas pessoas, de ver os nossos atores também nas salas de projeção. Para tanto, a linguagem é simples, o apelo, romântico e as atuações, assumidamente dramáticas, reforçando o colorido da Zona da Mata Brasileira retratada por ele. Um nordeste pouco explorado até então.

Um recurso utilizado para contar a história, e aproximar ainda mais o espectador do filme, é algo semelhante ao que já havia sido feito em "A Rosa Púrpura do Cairo". Aqui, a personagem Lisbela é apaixonada por cinema e costuma freqüentar as salas todas as tardes. E, contando sobre as histórias fictícias, também fala, paralelamente, da história real. Assim, temos a realidade e a ficção caminhando lado a lado. No mais, não faltam nenhum dos elementos de um bom dramalhão: o vilão, o mocinho, a mocinha, a mulher do vilão (que se apaixona pelo herói), o herói, etc. Todos os elementos necessários para compor esse já conhecido "quebra-cabeça". Um dos destaques é a trilha sonora do filme, composta por João Falcão, que enfatiza ainda mais os tons exagerados da trama.

É uma grande produção, que não foge aos padrões e que não propõe grande saltos artísticos. Seria o caminho para a "Hollywood" brasileira? Talvez. O importante é que nosso cinema seja visto e aceito por nosso público. E que dê saltos quantitativos e qualitativos; seja tecnicamente ou artisticamente. Todos são bem-vindos na tentativa de formar uma indústria de cinema nacional. Filmes comerciais ou não-comerciais, o importante é falar de tudo e para todos. Fornecer ao público sempre muitas opções.

Além disso, fazem parte da trama nomes bem consagrados como Selton Mello, Marco Nanini, Débora Falabella, Bruno Garcia e outros. Para Selton Mello, o grande barato é poder viver um herói brasileiro e poder atuar dentro de um outro padrão. Aliás, ele é um dos responsáveis por alguns momentos singelos e tocantes, em que o engraçado é posto de lado e a dor é exposta, de maneira bem humana e universal. Caricaturas à parte, o que temos é mais um filme (dentro de tantos outros das últimas safras do cinema nacional), que não perde em nada para nenhuma superprodução de qualquer outro país.

Está feito o convite a todos os leitores: vamos prestigiar a nossa arte! Não importa se você gosta do mais alternativo ou do mais comercial, o importante é quebrar os resquícios do antigo preconceito que o brasileiro tinha em relação ao próprio cinema, à própria música, ao próprio teatro. Então, entre e sente-se; espere as luzes se apagarem, desligue o celular e boa viagem - porque a sessão vai começar!

Dica (última chance!)
Kerouac é um monólogo de Maurício Arruda com direção de Fauzi Arap. Em cena, Mário Bortolotto vive o autor Jack Kerouac em seus últimos momentos de vida. No palco, a sala de sua casa, uma máquina de escrever, bebida e muita amargura, muito saudosismo. Momentos importantes de uma vida contados por seu protagonista. Sozinho em cena, o ator comove e convence. A direção é muito precisa, nos detalhes da interpretação e do movimento cênico. Neste fim de semana, você tem a última chance para assistir à peça, que está em cartaz no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, nº 1000), sexta e sábado às 21 hrs, e domingo às 20 hrs.


Rennata Airoldi
São Paulo, 27/8/2003


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