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Quinta-feira, 18/11/2004
Retrato I: Seu Cabatosta, Corretor de Imóveis
Ricardo de Mattos

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"Seu" Cabatosta, corretor de imóveis, nasceu, cresceu, reproduziu-se e morreu. Nasceu ao sair da prisão e achegar-se a uma imobiliária. Aproximou-se manso, sondou o ambiente, foi admitido, auxiliou no preparo do café e na varredura das salas. Logo assumiu uma tradição para acompanhar. Nunca acertou os documentos obrigatórios e confundiu-se boquiaberto com perguntas de clientes tão leigos quanto ele. Depois de quinze ou vinte tradições ele já sabia quais eram os documentos, mas por via das dúvidas, listou-os n'uma folha arrancada d'um caderno de espiral. Trinta anos ele manteve-se no ofício e trinta anos teve essa folha à mão, para consultá-la solenemente. Movia os lábios ao lê-la. Alienante e adquirente, por várias vezes, acertaram o negócio praticamente sozinhos, mas o corretor incluía a sua comissão entre as custas. Toda corretagem inicial foi praticada sem conhecimento órgão disciplinador da profissão, sempre sob o olhar benevolente do patrão.

O corretor de imóveis é uma pessoa que anda muito. As mulheres são obrigadas a sempre trocar os saltos dos tamancos. Por isso fazem um ruído imenso pelos corredores dos prédios particulares e repartições públicas. Pelo barulho dos passos, ou é o próprio Satanás quem chega, ou uma corretora de imóveis. Sucede as duas figuras unificarem-se. Como os demais corretores, Seu Cabatosta foi fiel ao princípio "devagar e sempre". Estava em toda parte, mas sem alterar a lentidão do passo. Acelerasse, e faria com demasiada presteza suas tarefas diárias, restando-lhe muito tempo ocioso. Entre suas virtudes, no elenco do que formava seu tino para negócios, arrolava-se a capacidade em farejar a morte ao longe, pois um defunto pode significar um imóvel a ser vendido. Se comparecia ao velório, cedo ou tarde certificava-se quanto ao espólio. Havendo interesse, ficava para o enterro. Se não, saía imperceptivelmente. Caso conhecesse algum parente próximo do finado, cumprimentava-o e ao fim incluía a fórmula: "se precisar de ajuda com alguma coisa, é só avisar, viu? Estamos aí".

Assim como com todas as coisas vivas, Seu Cabatosta acabou crescendo. Seis meses foram-lhe suficientes para perceber o quanto evoluiu na profissão. Já sabia onde ficavam os cartórios e o que devia providenciar em cada um deles. Já sabia acompanhar a venda e compra, bem como fazer uma locação. A imobiliária que o acolheu passou a ser pequena demais para seus projetos. O dono, sabia bem, estava ultrapassado na metodologia. O corretor maduro jamais estudou um texto legal por inteiro, mas leu um livro de motivação profissional e sentiu-se então aberto para novos empreendimentos. Despediu-se do antigo patrão, pois passaria a tocar o próprio negócio. Não se afastou brigado, buscou deixar a porta aberta. Escolheu um ponto comercial e instalou-se. Logo bateu-lhe à porta uma mocinha pedindo trabalho como secretária. Entregou-lhe o curriculum onde o item "computação" era acompanhado da observação "em curso". E "em curso", longo e caudaloso, permaneceu. Admitida, pareceu destinada a perder as unhas de tanto lixá-las nas tardes de ócio. Alguém resolvia ler as plaquetas de anúncios e ela endireitava-se tesa e séria na cadeira. Telefonava para sua própria casa e falava misteriosamente em código. Após alguns instantes, perguntava sem elevar a voz: "posso ajudar"? Ela cuidava do atendimento inicial, pois seu patrão tornou-se executivo e revirava gavetas a fim de aparentar ocupação. Caso o curioso manifestasse interesse em algum bem, ela levantava-se e - batendo os tamancos no chão, ou arrastando os chinelos - dirigia-se até à saleta formada por uma divisória de vidro e madeira. "O senhor aguarde só um momentinho, que o Seu Cabatosta já vai atender". Seu Cabatosta telefonava para casa e falava algo sério. Coçava preocupadamente a testa com a outra mão.

A qualidade do atendimento era diretamente vinculada ao imóvel em torno do qual girariam os interesses. Se o proprietário quisesse alienar uma casa vendável ou o comprador procurasse uma de grande porte, sentar-se-iam na cadeira puxada pelo próprio Cabatosta, então pleno de espirituosidade. Cada documento desnecessário levado era analisado com a importância d'um pergaminho inédito. Tudo prometido com presteza e agilidade.

Contudo, caso o interessado trouxesse à imobiliária ou quisesse informações sobre um imóvel modesto, esperaria mais por um atendimento apressado. A secretária sequer oferecia-lhe a convencional água de batata apelidada "cafezinho". Sua cadeira era posta onde o Sol batia. Apenas um vira-lata passageiro balançava a cauda ao encará-lo. Seu Cabatosta não se erguia para atendê-lo e murmurava um pedido de desculpas justificando-se com o excesso de trabalho. No período abrangido pelo início e término da consulta, o humilde adquirente ou alienante não conseguiu concluir uma só frase. Os documentos da sua casinha foram empelotados sobre a mesa para futuros estudos. Nunca teve um telefonema respondido. Quando um imóvel humilde era vendido, Seu Cabatosta exigia a comissão em porcentagem superior.

A secretária passou a aprendiz de corretagem. Dois meses deram-lhe uma visão ampla do mercado imobiliário. Era encarregada de mostrar casas, apartamentos e terrenos aos pretendentes. A apresentação era perfeita: aqui é um quarto. Aqui é uma sala. Aqui é a cozinha. O condomínio? Não sei, tem que perguntar o valor p'ro síndico, mas o porteiro disse que ele não 'tá' agora. Retornando à imobiliária, respondia ao olhar inquisidor do patrão: deu tudo certo. Logo passou a receber comissões. Seu Cabatosta tornou-a sócia com participação nos lucros da empresa. Considerando-se que o salário obrigatório é mensal e a comissão é incerta, e considerando-se que um sócio é alguém com quem se divide despesas e responsabilidades, avalia-se melhor a boa vontade d'ele em promover sua primeira discípula a corretora de imóveis.

Seu Cabatosta, ao longo de sua carreira, foi desconhecido pelo fisco e pelo órgão de classe. Seu estabelecimento possuía uma porta e uma janela de frente, perfeitas para serem fechadas às pressas. O quadro com os anúncios não era fixo. O mobiliário consistia de duas mesas, quatro cadeiras, uma estante, um arquivo emperrado de metal sem chave, e dois quadros sem molduras - um de paisagem e outro de flores. O café era trazido de casa pela manhã e deveria durar até o final do dia. Os copinhos de plástico eram discretamente retirados do cesto de lixo e lavados, durando assim vários anos. O único copo de vidro era lavado na pia do banheiro e mantinha um discreto limo no fundo. O pequeno filtro d'água, a garrafa térmica, o açucareiro - com a colherinha grossa de tanto açúcar grudado -, a pilha de copinhos e o telefone: tudo mantido sobre a mesa da secretária. A "mesa da frente". O capricho feminino levou-a a comprar um vaso de flores artificiais, um porta lápis e um porta clipes. Seu espaço de trabalho era mínimo. Em cima da mesa do Seu Cabatosta eram mantidos papéis, jornais e revistas antediluvianos. Já as gavetas estavam sempre vazias, quando muito um saco de balas com a validade vencida, destinadas aos filhos dos clientes. Um misto de paletó, lenço e guardanapo era mantido ad aeternum no encosto da cadeira.

O problema de Seu Cabatosta era ser carismático. A ninguém queria desagradar e todo cliente deveria ser mantido, fosse como fosse. Todas as concessões imagináveis eram feitas, admitisse-as a Lei ou não. "Lei" só traz complicação e a vida é complicada por si mesma. O que sabia do assunto, aprendia através de periódicos, da televisão e em conversas com outros corretores. Seus contratos foram copiados dos modelos de seu antigo patrão, que por sua vez prendia-se a uma longíssima cadeia até alcançar aqueles celebrados nos moldes das Ordenações Filipinas. Cláusulas d'esses contratos não eram mais legíveis, se é que um dia o foram. Seu Cabatosta conservava-as sem crítica ao conteúdo, pois para alguma coisa elas poderiam servir. Nunca houve um corretor mais querido pelos inadimplentes, pois somente após meses de débito ele via-se obrigado a informar os locadores da situação. Ante à indignação d'aqueles que um dia confiaram-lhe o patrimônio, respondia com bonomia que o assim o mercado de imóveis, sujeito a altos e baixos. Era a situação do país.

Infelizmente, Seu Cabatosta um dia faliu. Sua sócia conheceu ainda nova as angústias do processo falimentar. As economias pessoais de ambos foram empregadas na diminuição dos prejuízos. O oficial de Justiça enrugou a testa ao arrolar os bens da imobiliária, calculando a insignificância do débito que eles atenderiam. Seu Cabatosta também pensou n'isso quando estava no banheiro examinando uma mancha em seu rosto. Formou um ângulo reto com os espelhos do armarinho para que o reflexo da luz n'um d'eles iluminasse mais a tal mancha. Levando a cabeça em direção ao vértice, deu um leve sorriso ao ver sua imagem multiplicada à esquerda e à direita.

A Gaivota, de Anton Chekhov

"Todos nós estamos envelhecendo, nos degradando sob o efeito das intempéries..." (Chamraiev, 4º Ato)

"Quem escreve como Ibsen, Strindberg e Chekhov não ganha muito dinheiro, mas cem anos depois ainda estamos falando deles e não dos outros." (Stella Adler)

Anton Pavlovitch Chekhov (1.860/1.904) foi médico, escritor profícuo e autor de algumas das mais importantes peças teatrais do final do século XIX e início do século XX. Sendo médico, suas obras dão a entender que ele transcendeu o exame do corpo para a observação da alma. Escreveu tal quantidade de contos - muitas vezes premido pela Necessidade - que é possível editar uma série de antologias sem repetir um só. Em relação ao teatro, podem ser assinaladas duas fases. Podemos citar entre as peças pertencentes à primeira fase: Os Amores de Platonov, Kalkas ou Canto do Cisne, Ivanov, O Urso e Pedido de Casamento. Houve um período de desânimo e o conturbado início da segunda e mais importante fase, com as quatro seguintes peças: A Gaivota, Tio Vânia, As Três Irmãs e Jardim das Cerejeiras. Estrearam respectivamente em 1.896, 1.899, 1.901 e 1.904. Volume de trabalho não significa grandeza literária. Por isso ninguém recrimina Chekhov o não ter escrito volumes alentados assim como Tolstoi, Dostoievski ou Turguieniev. Há Minha Vida, é claro, mas de dimensões tão modestas que uns querem-no romance, outros novela.

A estréia d'A Gaivota - Ianka - em São Petersburgo foi um fracasso. Sequer o autor assistiu-a por inteiro entre a platéia. Hoje um teatro apresenta apenas uma obra por noite, mas na primeira encenação d'esta peça de Chekhov o público ansiava pela que viria em seguida. Uma peça cômica e leve foi antecedida por outra que, apesar de também denominada "comédia", exigia concentração e atenção ausentes nos expectadores d'aquela ocasião.

Quem lê as obras teatrais de Chekhov deve entender que elas não trarão um encadeamento rigoroso entre começo, meio e fim. Tampouco haverá preparo até o clímax, se considerado este momento, n'A Gaivota, como o suicídio de Trepliov. Os antecedentes das situações encenadas perdem-se no passado das personagens, descoberto através de suas falas. Se Irina Arkádina afirma ter 43 anos, é necessário indagar como foi esta vida para que se possa entende-la no flash levado ao palco. Talvez a justificativa da peça restrinja-se à "coincidência" de todos estarem reunidos na mesma época e no mesmo local. Pode-se dizer que o período trazido à cena é individualmente irrelevante.

O velho Sórin é um bom exemplo. Na peça inteira, ele pouco faz além de claudicar de um lado ao outro. Onde Adler viu alienação e saudosismo, pode ser observada também certa ânsia pela neutralidade. O velhinho repete que durante 28 anos foi um burocrata, nada deu certo em sua vida e aposentado, gostaria de finalmente poder viver. Faz isso sempre rindo, para seu posicionamento não levantar discussões. Em relação a ele, seu amigo o médico Dorn tem a função de lembrar-lhe a mortalidade. Assemelha-se a uma caveira n'uma natureza-morta barroca. Quando não cantarola, Dorn repreende o amigo tentando convencê-lo da inutilidade de tratar-se aos sessenta anos. Sórin, portanto, sabe que pouco resta-lhe a viver, conhece o estado de sua saúde e seus insucessos desfilam continuamente diante de si. No passado eu desejava apaixonadamente duas coisas: casar e ser um escritor, mas não consegui nem uma coisa nem outra. Daí sua neutralidade e distanciamento em relação aos conflitos familiares. Quer passar seus últimos dias sossegadamente, não preso aos amores do sobrinho ou à embriagues da filha de seu administrador.

Receio forçar a semelhança, pois adquiri e li A Gaivota e A Luz do Farol conjuntamente. Todavia, em ambas, é flagrante a falta de diálogo entre os personagens. N'A Luz do Farol, se o personagem Declan pergunta:

"A gente não vai para a casa da vovó?"

Lily, sua mãe, responde:

"Eu preparei alguns sanduíches. Podemos comê-los na praia se o tempo continuar firme."

Da mesma forma, quando Trepliov finalmente consegue ficar a sós com Nina e dar-lhe um beijo ansioso, ela pergunta:

"Que árvore é esta?"

Sugiro que se leia a peça uma vez para conhecer o conteúdo e acostumar-se com os personagens. Konstantin Gavrílovitch Trepliov ora é chamado pelo nome e patronímico, ora pelo sobrenome, ora pelo apelido "Kostia". Cada leitura acentua detalhes e aprofunda a compreensão da obra.

Para ir além






Ricardo de Mattos
Taubaté, 18/11/2004


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