Voto fulo | Guga Schultze | Digestivo Cultural

busca | avançada
39901 visitas/dia
1,6 milhão/mês
Mais Recentes
>>> SÁBADO É DIA DE AULÃO GRATUITO DE GINÁSTICA DA SMART FIT NO GRAND PLAZA
>>> Curso de Formação de Agentes Culturais rola dias 8 e 9 de graça e online
>>> Ciclo de leitura online e gratuito debate renomados escritores
>>> Nano Art Market lança rede social de nicho, focada em arte e cultura
>>> Eric Martin, vocalista do Mr. Big, faz show em Porto Alegre dia 13 de abril
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Modernismo e além
>>> Pelé (1940-2022)
>>> Obra traz autores do século XIX como personagens
>>> As turbulentas memórias de Mark Lanegan
>>> Gatos mudos, dorminhocos ou bisbilhoteiros
>>> Guignard, retratos de Elias Layon
>>> Entre Dois Silêncios, de Adolfo Montejo Navas
>>> Home sweet... O retorno, de Dulce Maria Cardoso
>>> Menos que um, novo romance de Patrícia Melo
>>> Gal Costa (1945-2022)
Colunistas
Últimos Posts
>>> Lula de óculos ou Lula sem óculos?
>>> Uma história do Elo7
>>> Um convite a Xavier Zubiri
>>> Agnaldo Farias sobre Millôr Fernandes
>>> Marcelo Tripoli no TalksbyLeo
>>> Ivan Sant'Anna, o irmão de Sérgio Sant'Anna
>>> A Pathétique de Beethoven por Daniel Barenboim
>>> A história de Roberto Lee e da Avenue
>>> Canções Cruas, por Jacque Falcheti
>>> Running Up That Hill de Kate Bush por SingitLive
Últimos Posts
>>> Um canhão? Ou é meu coração? Casablanca 80 anos
>>> Saudades, lembranças
>>> Promessa da terra
>>> Atos não necessários
>>> Alma nordestina, admirável gênio
>>> Estrada do tempo
>>> A culpa é dele
>>> Nosotros
>>> Berço de lembranças
>>> Não sou eterno, meus atos são
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Kafka e as narrativas
>>> Raul Cortez no YouTube
>>> Vamos comer Wando - Velório em tempos de internet
>>> Cinema em Atibaia (IV)
>>> Curriculum vitae
>>> Entrevista com Milton Hatoum
>>> Discutir, debater, dialogar
>>> Eu e o Digestivo
>>> A lei da palmada: entre tapas e beijos
>>> A engenharia de Murilo Rubião
Mais Recentes
>>> Hagadá Kabalística Pêssach Decodificado de Yehuda Berg pela Kabbalah Publishing (2011)
>>> O Hobbit de J. R. R. Tolkien pela Martins Fontes (2001)
>>> Pensar pelo Avesso - O Modelo Japonês de Trabalho e Organização de Benjamin Coriat pela Revan/UFRJ (1994)
>>> Vidas dos Santos - 22 Volumes de Padre Rohrbacher pela Das Américas (1959)
>>> Benetton - A Família, a Empresa e a Marca de Jonathan Mantle pela Nobel (1999)
>>> Mais Semelhante a jesus de Alejandro Bullón pela Casa Publicadora Brasileira (1994)
>>> Vencendo com Jesus de Alice P. Cavalieri pela Casa Publicadora Brasileira (1997)
>>> Universo de Amor de Irene Pacheco Machado pela Rema (1998)
>>> Babado Forte Moda Música e Noite de Erika Palomino pela Mandarin (1999)
>>> Babado Forte Moda Música e Noite de Erika Palomino pela Mandarin (1999)
>>> Perguntas Sobre o Dízimo de Roberto R. Roncarolo pela Divisão Sul-Americana (1984)
>>> Uma Viagem Pessoal pelo Cinema Americano de Martin Scorsese e Michael Henry Wilson pela CosacNaify (2004)
>>> A Grande Guerra pela Civilização - a Conquista do Oriente Médio de Robert Fisk pela Planeta (2007)
>>> Asanas de Swami Kuvalayananda pela Cultrix/Pensamento
>>> O Amor que Restaura de Dick Winn pela Casa Publicadora Brasileira (1987)
>>> Colosso - Ascensão e Queda do Império Americano de Niall Ferguson pela Planeta (2011)
>>> Venturas e Aventuras de um Pioneiro de Gustavo S. Storch pela Casa Publicadora Brasileira (1982)
>>> Contradigo de Herminio Bello de Carvalho pela Folha Seca (1999)
>>> Público Cativo de Fabio Cortez pela Oficina (2007)
>>> Andando com Deus Todos os Dias de Moysés S. Nigri pela Casa Publicadora Brasileira (1993)
>>> A Porta do Inferno de Auguste Rodin pela Artmed (2001)
>>> Poemas De Natal de Luiz Coronel pela Sulina (1999)
>>> Buque Cenas de Rua de José de Carvalho pela Córrego (2013)
>>> Opções de Liv Ullmann pela Nórdica (1985)
>>> Perguntas que Eu Faria à Irmã White de Ellen G. White pela Casa Publicadora Brasileira (1977)
COLUNAS >>> Especial Eleições 2006

Quinta-feira, 12/10/2006
Voto fulo
Guga Schultze
+ de 5000 Acessos
+ 12 Comentário(s)

Fui obrigado a votar, contra minha vontade. Contra a minha vontade fui obrigado a aceitar candidatos a diversos cargos políticos, "vagas" no corpo político do país; um corpo deformado, hiperdesenvolvido, mistura de Godzilla com o homem-elefante e seu capuz, escondendo a cara.

Por falar em país, que país é esse? Um Brasil que dobrou sua população em poucas décadas, uma população, desculpem-me, extremamente "popular", onde a elite - não estou falando de dinheiro - mingua e a outra parte, que alguém já chamou de "plebe ignara", se multiplica com a energia descontrolada de um povo em formação.

São milhões, cheios de duplas sertanejas e falando um português simplificado ao máximo; crédulos por natureza, esperando a redenção que eliminará os que não cabem em seus horizontes atrofiados - essa é, inclusive, a verdadeira causa da proliferação de tanto culto evangélico: o Dia da Ira, em que os exércitos do "senhor dos exércitos" varrerão da face da terra os que lêem, os que não gostam de duplas sertanejas, os que se vestem melhor, não pelo preço das roupas, mas pelo simples fato de que as roupas caem bem em seus corpos, seja que roupa for.

Tive que entrar na fila, entrar na pequena cabine e escolher alguns candidatos, surgidos não se sabe de onde e que, se dependessem de mim, não seriam candidatos a coisa nenhuma. Fico pasmo com a docilidade, às vezes apenas resignada, de pessoas em pé, acreditando em seus eleitos ainda não eleitos e, o que é pior, acreditando em seu próprio tino eleitoral. Porque o povo elege indiscriminadamente gente que seria barrada em qualquer baile de debutante ou portaria de clube; gente que só de andar por alguma rua à noite acaba provocando o latido de todos os cachorros do bairro. Esses eleitos se sentarão nas cadeiras das diversas câmaras, senado, e gastarão mais de noventa por cento do seu tempo de mandato na manutenção desse mesmo mandato.

Porque essa é a divisão do tempo do político, que nenhuma pesquisa mostra: noventa por cento do seu tempo é dedicado à manutenção do poder. Tiramos mais cinco por cento para a vida pessoal e, na maioria dos casos, o que sobra é investido na confecção do "pé-de-meia", porque o futuro é incerto, meu, e Deus não dá asa a cobra, de forma que, quando a bicha ganha um belo par de asas, ela não pára de voar.

Quem realmente acredita que um sujeito, que disputa quase a tapa uma eleição, está nessa porque deseja servir o país da melhor maneira possível? Um ou outro... tá bem, aquela mulher expulsa do partido do governo; mas ali o que sobra em idealismo falta em discernimento, e falta muito. Tá bem, o Robin Hood na sua verde floresta... Robin já foi malvado... E o passado, será que passou mesmo? Poderia, talvez, citar mais alguns exemplos, antigos e atuais, mas não vem ao caso. O que vem ao caso é o fato de que não tive, tenho ou terei candidatos e, no entanto, fui obrigado a comparecer às urnas, como todo mundo.

Meu candidato não existe mas, se existisse, ele montaria sua plataforma sobre projetos como: o de aumentar drasticamente o salário dos professores do ensino fundamental e exigir proficiência à altura, seja por meio de concursos, seja por meio de curso superior, o que for. Para isso basta diminuir, também drasticamente, o salário dos políticos. A idéia é buscar, formar, pescar todo possível elemento que venha tomar parte no desenvolvimento de uma elite cultural. A idéia é aumentar o número de pessoas de elite ou na elite. A miséria continuará sendo tratada com todos os paliativos costumeiros, caridosos, conhecidos e amplamente testados, mas sua imobilidade social não deve prejudicar a formação de uma elite cultural que, diga-se de passagem, é a única coisa que se move e promove algum movimento num país.

Não aceito muito bem a divisão de uma sociedade em termos de classes sociais. Isso me soa um dogma meio arcaico precisando de ar puro, mas sou obrigado, pela tradição, a usar a expressão classe média. Mesmo assim quero deixar clara minha simplória definição de classe média: são as pessoas que pagam as contas. Pagam as contas do país, o salário dos políticos, o salário de seus empregados, todos os impostos, todas as taxas, todos os seguros obrigatórios, todas as contas de água, luz, telefone, o escambau. Meu candidato vai ser aquele que proteger, amparar, facilitar as coisas ao máximo para a classe média. A outra classe já têm protetores, pastores, teóricos, aduladores e adulações saindo pelo ladrão (como diria o Leão da Montanha, do velho desenho animado: "saída despistada pela esqueeerda..."). Há ainda uma outra classe, mais acima, mas essa não precisa de nada. Evidentemente agora estou falando de classes econômicas, mas é só.

Meu candidato ia proibir outras atividades paralelas aos cargos públicos. Pastores, militares, artistas, médicos ou sei lá o quê, recolham suas bíblias, patentes, violões e blocos de recibos - ou melhor: antes de assumir, provem a própria probidade, ou estão sumariamente fora.

Meu candidato não será veículo de um paternalismo governamental. Isso é difícil. A idéia é muito arraigada popularmente, é idéia chave nas esquerdas, que são crédulas e acreditam num paternalismo geral: a idéia é que algo, alguém(s), alguma coisa tem o dever de cuidar das pessoas. O governo é a instituição que administrará toda a vida econômica e, por extensão, a vida social de um povo. Administrar é um eufemismo para controlar e os mecanismos de controle sempre tendem à brutalidade burocrática, à brutalidade executiva e à simplificação, também brutal, do sistema jurídico, do código legal que se transforma rapidamente em mecanismo repressor. E isso não é uma especulação; é o que aconteceu em vários lugares e em várias ocasiões. Chama-se História da Administração das Utopias Políticas. Um povo bem cuidado é um povo resolvido, dizem. E um povo, para honrar o nome mítico de "o povo", evidentemente tem que ser formado por pessoas muito semelhantes, pessoas cujas necessidades são básicas e iguais, cujos desejos o são igualmente e, o mais importante: pessoas que pensam igual. Se elas não pensam por igual, faz-se necessário, mais cedo ou mais tarde, corrigir a nota dissonante. Eliminar as divergências sempre foi a saída clássica.

A esquerda acredita em estatísticas e lida só com números gigantescos; o discurso militante que manipula os números da miséria e do desemprego, da insatisfação e da penúria, é de uma arrogância extrema, ainda que quase sempre invisível porque, aparentemente, se baseia num sentimento humanitário. Alguém realmente acredita que se possa manipular essa realidade (a vida, ou chame como quiser) que se espelha em números na casa dos milhões? Alguém acha que qualquer órgão, instituição, poder público, ou o que for, pode resolver, mesmo por meio do melhor planejamento possível, um quebra-cabeça com milhões de peças? Solucionar essa coisa definida como problema social - mas que não é um problema social, é mais que isso - e cuja magnitude é muito superior aos números impressos que a representam? Alguém acredita mesmo que alguém tenha acesso, mesmo teórico, às causas reais da miséria? Se isso não é arrogância pura e simples, é arrogância e má fé.

E ainda: meu candidato iria acabar com o voto obrigatório. Não gosto de ser obrigado a nada, muito menos a escolher alguma coisa no lixo. E a elite moral desse país, ou seja, as pessoas de bem e com bons sentimentos que, felizmente, são numerosas, poderiam tentar bloquear essa malta de aventureiros que aspira ao poder, obrigado.

Nota do Editor
Leia também "Por que votei nulo".


Guga Schultze
Belo Horizonte, 12/10/2006

Mais Guga Schultze
Mais Acessadas de Guga Schultze em 2006
01. Mané, Mané - 22/6/2006
02. A Legião e as cidades - 3/8/2006
03. Voto fulo - 12/10/2006
04. Mitos na corda bamba - 29/12/2006
05. Radiação de Fundo - 21/9/2006


Mais Especial Eleições 2006
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
12/10/2006
00h14min
O texto apresenta-se como um oráculo... O homem é um animal político, já sabiam os gregos. Vem o Guga e embaralha tudo.
[Leia outros Comentários de Belon]
12/10/2006
15h17min
Guga. Maravilhoso este seu texto. Assino embaixo, como se meu fosse. Quem sabe, algum dia, este país consiga ser moralizado. Abraços. Eliana.
[Leia outros Comentários de Eliana Q. Linhares]
13/10/2006
09h16min
Guga, eu também votaria em seu candidato, com suas idéias revolucionárias. "Viva a revolução"!, e não é ironia. Mas a coisa política está tão suja, que para ele ser realmente candidato, teria que inventar um partido só para ele.
[Leia outros Comentários de Marcelo Telles]
14/10/2006
00h02min
Além da qualidade estética - que, de tão presente nos textos do Guga, a gente nem se preocupa mais em destacar -, o conteúdo revela uma posição super-saudável de liberdade frente a uma infinita hipocrisia. Destaco a observação sobre o tempo do político ser gasto quase inteiramente com a obsessão de se manter no poder, e também o comentário final sobre a imposição que nos transforma em catadores de lixo.
[Leia outros Comentários de Faiçal Carvalho]
14/10/2006
13h36min
Caro Guga, Primeiro, esclareço que sou (sempre fui) a favor do voto facultativo. Por maior que fosse a abstenção, isso em tese levaria às urnas pessoas realmente interessadas no processo eleitoral. Mas, por favor, dê-me licença para acreditar que algumas mudanças podem, sim, acontecer por meio do voto. Também sou classe média, também pago contas (muitas, aliás), mas não creio em "elite moral". Em 1964, houve um golpe em nome de conceito semelhante, e deu no que deu. Alguém sempre irá assumir o poder, e eu prefiro que seja pelo voto.
[Leia outros Comentários de Vitor Nuzzi]
14/10/2006
19h11min
Guga, fiquei impressionada com a ênfase dada na educação, pois sendo professora há 44 anos, acredito ser esta nossa única saída viável e ainda possível... Me fez bem saber que ainda temos reflexões neste nível e que elas podem chegar a um grande numero de pessoas no país.
[Leia outros Comentários de Lea Anastasiou]
23/10/2006
23h42min
É curioso, pra não dizer terrivelmente triste, que no Brasil ainda se acredite que o pobre, o negro, o cara que precisa de crédito na lavoura, a família que não pode pagar por todas as contas (não por falta de vontade, provavelmente), da qual a sofrida classe média tanto reclama, sejam todos o “outro”. O Brasil, afinal, é este de que fala o Guga, um país bonitinho, inteligente, que se veste bem porque tem bom gosto. Essa teoria, que me perdoem, soa como as do século XIX. E não é exagero. Quem quiser pode conferir.
[Leia outros Comentários de Selma Vital]
15/10/2010
14h48min
Eis que reina a falta de opção! Votamos em um outro alguém para que não permitamos que certa persona vença. Pode parecer falta de senso, mas não é. Torço para que o candidato revolucionário, utópico e verdadeiro, citado neste texto venha a existir!
[Leia outros Comentários de Vanderlei]
15/10/2010
15h34min
O texto eloquente e cheio de razão não é novidade. Muitos de nós não aguentamos mais o "velho" modelo de governo. Mas o que estamos fazendo para mudar? Textos? Críticas? O que estamos fazendo de concreto? Porque quem lê este tipo de texto, ou melhor, quem lê, já tem uma outra visão do mundo que nos cerca. Que tal partir para a ação? Criar espaços físicos para discutir e planejar ações efetivas? Será que os ideais dos anos 70, 80, não poderiam renascer? Será que a ousadia, o empreenderorismo político que nos movia a ir às ruas e gritar pelo que queríamos não está vivo, ao menos nos pensamentos de alguns? Proponho usarmos espaços públicos para iniciar uma revolução política, cultural, social, educacional. Cada um levando seu conhecimento e despertando o senso crítico do outro, seja um vizinho, um amigo, um parente ou até um desconhecido. O que vocês acham?
[Leia outros Comentários de Rosangela Friedrich ]
16/10/2010
11h20min
Quando analfabetos, alfabetizados que não entendem o que leem, crianças e vagabundos condenados, têm o poder de cancelar votos conscientes ao votar contra os informados, cultos, produtivos, e esclarecidos, fica estabelecida a "aberração democrática" brasileira, mãe do voto chulo, aquele que elege rinocerontes, primatas, analfabetos, alienados de vários matizes, patifes, ladrões, estelionatários, assassinos, corruptos e malfeitores, oportunistas e debochados em geral. Sobra para o cidadão consciente, o voto nulo. A alternativa de negar-se a participar de uma verdadeira orgia moral, quando os valores, (ética, honestidade, competência, seriedade, compromisso, patriotismo e dignidade) desaparecem em meio a escândalos, falcatruas, conchavos e malversação dos bens da República. Voto chulo ou voto nulo? Fico com o segundo.
[Leia outros Comentários de Raul Almeida]
17/10/2010
07h52min
Engraçado... O texto foi escrito nas últimas eleições presidenciais, há 4 anos. Levei um susto ao terminar a leitura, achei que seria pra estas. Incrível, nada mudou. Aliás, mudou, sim. Alguns pontos que o Guga destacou tão bem pioraram nestes 4 anos. Tenho medo do Brasil.
[Leia outros Comentários de Fernanda]
17/10/2010
19h40min
Já comentei este texto, mas me ocorreu outro pensamento: se o voto não fosse obrigatório, vocês já imaginaram como seria a disputa pela "compra" de votos dos que, supostamente, não iriam por livre e espontânea vontade às urnas? Será que estamos amadurecidos para o voto não obrigatório?
[Leia outros Comentários de Rosangela Friedrich ]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Face 2 Face Cultura Inglesa Upper-intermediate Sb Wb
Chris Redston Gillian Cunningham
Cambridge University Press
(2008)



Falando de Amor 2ªed(1979)
Flavio Gikovate
Mg Editores Associados
(1979)



Geografia do Brasil: Grande Região Leste: Volume V - Série A
Conselho Nacional de Geografia
Ibge
(1965)



Made in Japan: Akio Morita y Sony (1986)
Akio Morita
Lasser Mexico
(1986)



3 X Amazonia
Tiago de Melo Andrade
Dcl
(2005)



Profecias de Notradamus e Outros Videntes (até Out 1999)
Marques da Cruz
Pensamento
(1999)



Foi Assim! (obra Definitiva de Rampa)
Lobsang Rampa
Record
(1975)



O Que Cabe no Meu Mundo Atividades (2007)
Carol Gonzales
Bom Bom Books
(2017)



Primeiro Mataram Meu Pai / 1ª Ed - Condira !!!
Loung Ung
Harper Collins
(2017)



Vade Mecum Saraiva 2012 13ª Ed.
Obra Coletiva da Saraiva
Saraiva
(2012)





busca | avançada
39901 visitas/dia
1,6 milhão/mês