A mentira crítica e literária de Umberto Eco | Paulo Polzonoff Jr | Digestivo Cultural

busca | avançada
29020 visitas/dia
891 mil/mês
Mais Recentes
>>> CRIANÇAS DE HELIÓPOLIS REALIZAM CONCERTO DE GENTE GRANDE
>>> Winter Fest agita Jurerê Internacional a partir deste final de semana
>>> Coletivo Roda Gigante inicia temporada no Jazz B a partir de 14 de julho
>>> Plataforma Shop Sui dança dois trabalhos no Centro de Referência da Dança
>>> Seminário 'Dança contemporânea, olhares plurais'
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
>>> Meninos, eu vi o Bolsonaro aterrando
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
>>> O espelho quebrado da aurora, poemas de Tito Leite
>>> Carta ao(à) escritor(a) em sua primeira edição
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 3
>>> Juntos e Shallow Now
>>> Dicionário de Imprecisões
>>> Weezer & Tears for Fears
>>> Gryphus Editora
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
Últimos Posts
>>> É cena que segue...
>>> Imagens & Efeitos
>>> Segredos da alma
>>> O Mundo Nunca Foi Tão Intenso Nem Tão Frágil
>>> João Gilberto
>>> Retalhos ao pôr do sol
>>> Pelagem de flor: AMARELO
>>> Muriel e o vovô
>>> Opção de cada um
>>> Páginas pautadas
Blogueiros
Mais Recentes
>>> YouTube, lá vou eu
>>> O papel aceita tudo
>>> Orgulho e preconceito, de Jane Austen
>>> O Mistério dos Incas
>>> Monteiro Lobato, a eugenia e o preconceito
>>> Rousseau e a Retórica Moderna
>>> Fritas acompanham?
>>> K 466
>>> O próximo do Woody Allen
>>> Terror em São Paulo
Mais Recentes
>>> O Chiste e sua Relação com o Inconsciente (1905) de Sigmund Freud pela Companhia das Letras (2017)
>>> O único final feliz para uma história de amor é um acidente de J.P. Cuenca pela Companhia das Letras (2010)
>>> Manual Elementar de Direito Administrativo de Henrique de Carvalho Simas pela Livraria Freitas Bastos (1978)
>>> Totem e Tabu, Contribuição à História do Movimento Psicanalítico e Outros Textos (1912-1914) de Sigmund Freud pela Companhia das letras (2012)
>>> Facetas Laminadas de Glauco Fioranelli Vieira e outros pela Santos (1994)
>>> Frente Negra Brasileira - Depoimentos Projeto de Dinamização de Espaços Literários Afro-Brasileiros de Márcio Barbosa pela Quilombhoje (1998)
>>> Se você gostou da escola, vai adorar trabalhar de Irvine Welsh pela Rocco (2010)
>>> História das religiões onde vive Deus e caminham os peregrinos de Susan Tyler Hitchcock / John L. Esposito pela Abril (2005)
>>> Os Trabalhdores do Mar de Victor Hugo pela Nova Cultural (2002)
>>> A revolução burguesa no Brasil: Ensaio de interpretação sociológica de Florestan Fernandes pela Globo (2005)
>>> O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald pela Geração (2013)
>>> Ser humano é... de Fábio Sgroi pela Mundo mirim (2009)
>>> Letra e Música: A Canção Eterna / A Palavra Mágica de Ruy Castro pela Cosac NAify (2013)
>>> Livro Atlas do Corpo Humano Barsa de Vigué-Martín pela Barsa Planeta (2010)
>>> Partículas Elementares de Michel Houellebecq pela Sulina (2008)
>>> Toda Luz que não podemos ver de Anthony Doerr pela Intríseca (2015)
>>> Os problemas da família Gorgonzola de Eva Furnari pela Global (2004)
>>> Lua Nova de Stephenie Meyer pela Intríseca (2009)
>>> Alice no país das maravilhas de Adaptada do filme de Tim Burton pela On line (2010)
>>> O guia oficial do club Penguin (volume 1) de Katherine Noll pela Melhoramentos (2010)
>>> Club Penguin O aprendiz de inventor de Tracey West pela Melhoramentos (2010)
>>> Livro Múltipla escolha de Lya Luft pela Record (2010)
>>> Livro Cinema No Mundo - Europa Vol. 5 de Alessandra Meleiro pela Escrituras (2007)
>>> Livro Sim na Terra do Não - Uma Fábula Sobre a Superação do Pessimismo de B. J. Gallagher pela Negócio (2006)
>>> O amigo da bruxinha de Eva Furnari pela Moderna (2002)
>>> A Importação no Direito Tributário - (Impostos - Taxas - Contribuições) de José Eduardo Soares de Melo pela Revista dos Tribunais (2003)
>>> Em busca dos números perdidos de Michael Thomson pela Melhoramentos (2011)
>>> Responsabilidade Objetiva e Antecipação de Tutela (A Superação do Paradigma da Modernidade) de Fábio Luiz Gomes pela Revista dos Tribunais (2006)
>>> Livro Cinema no Mundo: América Latina - vol. 2 de Alessandra Meleiro pela Escrituras (2007)
>>> Anita Ganeri de Sabero horrivel - Tempo ruim pela Melhoramentos (2006)
>>> Livro Voz e corpo na tv: a fonoaudiologia a serviço da comunicação de Cláudia Cotes pela Globo (2006)
>>> Livro O teatro inglês da Idade Média até Shakespeare de Munira H. Mutran pela Global (1988)
>>> Livro A Moratória - Teatro Moderno de Jorge Andrade pela Agir (1995)
>>> 250 Ricette Delle Osterie dItalia 3 volumes de Bianca Minerdo / Grazia Novelinni pela Slow Food Pioltello (2019)
>>> Arrumar as Gavetas de Flávia de Queiroz Lima pela BH Belo Horizonte (2012)
>>> Livro A performance da oralidade teatral de Marlene Fortuna pela AnnaBlume (2000)
>>> O Último Leitor de Ricardo Piglia pela Companhia das Letras São Paulo (2006)
>>> Fazenda Modelo: Novela Pecuária (Livro de bolso) de Chico Buarque pela Circulo do Livro/ S. P.
>>> Aspectos da Antecipação da Tutela na Propriedade Industrial de José Mauro Decoussau Machado pela Revista dos Tribunais (2007)
>>> Fazenda Modelo: Novela Pecuária de Chico Buarque pela Civilizalção Brasileira (1975)
>>> Fazenda Modelo: Novela Pecuária de Chico Buarque pela Civilizalção Brasileira (1978)
>>> O Cortador de Bambu e outros contos japoneses de Sonia Salerno Forjaz pela Aquariana São Paulo (2012)
>>> O Historiador de Elizabeth Kostova pela Objetiva Rio de Janeiro (2005)
>>> Breve Historia Contemporánea de La Argentina 1916-2010 de Luis Alberto Romero pela FCE Argentina (2014)
>>> Casa Velha de Machado de Assis pela Garnier Belo Horizonte (1999)
>>> A Percepção da Morte na Criança e Outros Escritos de Arminda Aberastury pela ARTMED Porto Alegre (1984)
>>> Utilísima modelado de Nora Del Percio / Gabriela Del Duca pela Utilísima (2004)
>>> A Capital Federal de Arthur Azevedo pela Record/ RJ. (2001)
>>> Musa Impassível. A poetisa Francisca Júlia no cinzel de Victor Brecheret de Márcia Camargos pela Imesp (2007)
>>> Jedi Academy - Return Of The Padawan de Jeffrey Brown pela Scholastic (2014)
COLUNAS

Quarta-feira, 24/10/2001
A mentira crítica e literária de Umberto Eco
Paulo Polzonoff Jr

+ de 10100 Acessos
+ 2 Comentário(s)

Daniela Mountain

Agora não tem como adiar. O Baudolino (Record) aqui na minha frente, com sua capa azul, algumas anotações ao lado e um texto que insiste em não sair. Estou no limite do limite do meu deadline. Pergunto-me, porém, por onde começar a destruir o mito que se criou em torno de Umberto Eco. É uma constatação tão óbvia, essa, que me trava os neurônios. Ando um pouco pela saleta que me serve de escritório, vou tomar um café e volto para o computador. Bem, um parágrafo está escrito já.

Agora tenho de parar de fazer o leitor perder tempo. Começar a escrever sobre o livro. Faço-o, pois, contando a historieta de Baudolino, que a crítica inteira, sem exceções, elegeu já como livro do ano, antes mesmo de sair do prelo. Coisas de marketing, creio, sem querer crer. Bem, o livro de Umberto Eco, o mesmo autor de O Nome das Rosa e O Pêndulo de Foucault conta a história de um menino que mente e assim sobrevive. Grosseiramente é isso. Poderia dizer ainda que este menino se chama Baudolino, nome do santo padroeiro da cidade de Alexandria, na qual Eco nasceu. Poderia dizer ainda que este menino está empenhado em algumas missões, digamos, ilusórias, entre elas achar um reino perdido e encontrar o Santo Graal. Para completar o cenário, Baudolino, por força de sua mentira, vira um conselheiro do Sacro Império Romano, uma espécie de braço direito do imperador. Isso tudo porque, lembrem-se, ele mente.

Seria subestimar a inteligência dos meus leitores escrever o que vou escrever agora me achando o mais original dos resenhistas. Estou longe disso. Digo, porém, para que fique registrado. Baudolino é uma alegoria para a força que a palavra escrita, aliada à imaginação, tem num mundo de brutos. É pela palavra que Baudolino se faz e se safa, quando precisa. Pergunto aos meus leitores, contudo: onde está a originalidade de se dizer isso?

Umberto Eco faz uma coisa que todo mundo já adorara em O Nome da Rosa: mistura erudição (é como se convencionou chamar hoje em dia um conhecimento que vai um pouquinho além da cultura de massa) com entretenimento. Não sei por quê, os resenhistas acham que isso é assim uma espécie de ousadia pós-moderna. E dá-lhe elogios a Eco.

A mim me parece inútil afirma o que afirmo neste texto, contudo, faço-o, antes por tédio do que por achar que vai de alguma coisa adiantar. Umberto Eco é uma mentira, assim como seu Baudolino. Como escritor de ficção, afirmo. Seus ensaios são bastante interessantes e recomendáveis, mas considerá-lo o melhor escritor dos últimos vinte anos, como fez a revista francesa Lire, é algo que extrapola minha capacidade de compreensão.

Tenho uma pista, no entanto. Algo me diz que Umberto Eco, assim como Borges, é um destes escritores que todo intelectual sem talento gostaria de ser e, em encantando-os, encanta os resenhistas, que por sua vez admira os intelectuais que não são de fato. Nesta cadeia de encantamento é que se forjam mitos literários que, espera-se, não sobrevivam muito mais a seu tempo.

Umberto Eco foi feito sob medida para as faculdades, para os estudantes entusiasmados com digressões sobre a Idade Média, com mapinhas de época. Ora, no fundo, a literatura de Eco, cravada em algum lugar da Idade Média, não é nem mais nem menos que uma história de cavaleiros e damas e ogros e fadas e elfos em bosques e pântanos encantados. Só que tem aquela “aura” de erudição.

Dizem que é errado, mas gosto de fazer comparações. E lendo Baudolino pensei na grande literatura de um tempo que não o nosso (ao menos que não o meu). Já naquelas primeiras páginas do romance, que tentam resgatar um italiano original, por assim dizer, numa mistura de dialetos com latim, lembrei-me de Guimarães Rosa, que jamais fez conjecturas sobre a origem do nosso português em seus romances. Apenas escreveu-os, adicionando elementos antigos daqui, modernos dali, inventando acolá. E foi o criador de um universo que não pertence a nenhum período histórico facilmente datável. É um sertão de ontem, de hoje e de amanhã, o de Rosa. Depois, lendo aventuras de Graal e reinos perdidos, pensei em Swift, em como Swift criava alegoria simples sem recorrer a um possível conhecimento sobre eras passadas. Por fim, pensei até em Borges, que, quando não erudito, criava sua erudição — se bem que entediando a alguns, como a mim.

Ao fim do livro, cheguei à mais nítida percepção de que O Perfume, de Patrick Süskind, este sim é um grande romance. Porque ri de pretensos homens de saber que popularizam o conhecimento de suas torres de marfim com intrincados jogos de quebra-cabeça detetivescos, numa mistura pseudo-moderna de Agatha Christie com, para usar uma figura brasileira, Houaiss.

Olha que boa idéia, para estimular a leitura de dicionários, segundo os preceitos dos romances ecoanos: dicionários que sejam escritos na forma de romance. Um grande romance em muitos volumes, tipo Harry Porter, dividido em capítulos breves que são também verbetes e que vão se costurando através de uma historieta qualquer.

Irritante é este lavapé dos resenhistas. Lendo Baudolino e me lembrando principalmente de O Nome da Rosa, pensei em como é badalado o escritor italiano. Os dois romances históricos de Eco não passaram pelo rigoroso (hahaha) crivo da nossa crítica especializada que, numa situação semelhantíssima, sobre o livro de Ruy Tapioca, A República dos Bugres, disse que “o romance histórico reflete certa falta de imaginação do escritor”. Ora, poupe-me.

Ainda há o senão do público. Gente que compra Umberto Eco só para cobrir-se de verniz cultural. Eu já cansei de ver estas pessoas e tenho certeza de que o freqüentador assíduo de bibliotecas ou livrarias também. Gente que pede Umberto Eco com pompa de quem está comprando Patek Phillip. Gente que lê Umberto Eco com a pompa de quem tem a Caras na mão. E coisas do gênero. Eco foi feito sobre medida para certa elite econômica que faz questão de virar a cara para coisas infinitamente melhores que aqui mesmo se faz.

Ah, sim, mas Umberto Eco é sinônimo de semiologia, não se pode esquecer. E não se pode esquecer também que semiologia, no Brasil, é sinônimo da mais elevada das inteligências, que a nós, leitores pobres e mortais, só é dado o direito de se curvar.

O livro de Umberto Eco nada mais é do que um Pinóquio contemporâneo. Cheio de mentirar, frases feitas e uma inteligência mastigada, onde falta sobretudo ironia e sutileza. Um ensaio, em suma, pontilhado por um romance detetivesco. Uma paródia do que se tornou o saber no século 21.


Paulo Polzonoff Jr
Rio de Janeiro, 24/10/2001


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Minimundos, exposição de Ronald Polito de Jardel Dias Cavalcanti
02. Famílias terríveis - um texto talvez indigesto de Ana Elisa Ribeiro
03. As Lavadeiras, duas pinturas de Elias Layon de Jardel Dias Cavalcanti
04. Goeldi, o Brasil sombrio de Jardel Dias Cavalcanti
05. A barata na cozinha de Luís Fernando Amâncio


Mais Paulo Polzonoff Jr
Mais Acessadas de Paulo Polzonoff Jr em 2001
01. Transei com minha mãe, matei meu pai - 17/10/2001
02. Está Consumado - 14/4/2001
03. A mentira crítica e literária de Umberto Eco - 24/10/2001
04. Reflexões a respeito de uma poça d´água - 19/12/2001
05. Um repórter a mil calorias por dia* - 5/9/2001


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
30/4/2002
22h21min
Aleluia! Finalmente encontrei o artigo que eu procurava há meses sobre o homem! Quem tem semi-ótica, jamais vai ter a ótica inteira. E quem se limita a ECOS jamais terá acesso a consistência das autenticas VOZES. Se é que vocÊ me entende...
[Leia outros Comentários de Carlos Ribeiro]
1/6/2009
21h41min
Chame-me do que quiser, mas adorei "O nome da rosa". Achei genial. Apesar da sua "simpática" crítica, voltarei a ler livros do senhor, pois tenho certeza que é muito melhor do que você o pinta. Este é provavelmente (ainda não li o "Baudolino") um dos casos para se aplicar a seguinte frase de Oscar Wilde: "quando li o crítico odiei o livro, quando li o livro odiei o crítico".
[Leia outros Comentários de Catarina Garcia]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




EM BUSCA DO SENTIDO DA VIDA
AUGUSTO CURY
PLANETA
(2013)
R$ 29,00



PREACHER O CAVALEIRO ALTIVO ESPECIAL
GARTH ENNIS / STEVE DILLON / JOHN MCCREA
VERTIGO
(2000)
R$ 9,00



JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS NA JUSTIÇA FEDERAL
AGAPITO MACHADO
SARAIVA
(2007)
R$ 25,00



TIL
JOSÉ DE ALENCAR
L&PM POCKET
(2012)
R$ 12,00



ME - STORIES OF MY LIFE (7015)
KATHARINE HEPBURN
ALFRED KNOPF
(1991)
R$ 60,00



CIÊNCIA NA TRANSIÇÃO DOS SÉCULOS
OLIVAL FREIRE JÚNIOR
EDUFBA
(2014)
R$ 25,00



CARLOS GARDEL PARA TODOS
AUGUSTO FERNANDEZ CAPA DURA
EDICIONES PORTEÑAS
(1996)
R$ 19,82



MICROTENDÊNCIAS
MARK J. PENN
BEST SELLER
(2008)
R$ 18,00



CULINARIA ILUSTRADA PASSO A PASSO MASSAS
PUBLIFOLHA
PUBLIFOLHA
(1999)
R$ 10,00



HISTÓRIA DA MÚSICA - GUIA DA MÚSICA E DA DANÇA
LUIS ELLMERICH
BOA LEITURA
R$ 21,00





busca | avançada
29020 visitas/dia
891 mil/mês