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COLUNAS

Terça-feira, 1/6/2010
Projeto Itália ― Parte I
Eduardo Mineo

+ de 10500 Acessos

― O brasileiro é o povo mais aborrecido do mundo. Vocês é que não entenderam a piada.

Minha primeira noite na Itália começou com este pequeno esclarecimento sobre a gente. Foi muito necessário. As pessoas caíram naquele papo todo do Getúlio Vargas e ele morreu sem contar que era só uma brincadeirinha. Agora, o maior problema para se resolver este mal entendido é que um punhado de gente no Brasil realmente assumiu essa identidade de povo bobo-alegre, tonto, que ri pra tudo. Tem quem goste desta imagem de capiau mongolóide, mas ― como digo sempre ― me inclua fora dessa.

Então, sair do país sempre significou ter de me comportar como o Paulo Francis, ou seja, fazer de tudo para que não percebessem que era brasileiro até a hora em que a farsa já não se sustentasse e alguém acabasse fazendo perguntas sobre o Pelé. "Who?", respondia chocado. Mas ninguém me perguntou sobre o Pelé. Na verdade, fui muito bem tratado pelos italianos. Me tratavam ainda melhor quando eles notavam que eu não havia chegado ali a nado e que até era possível estabelecer um diálogo interessante e civilizado comigo ― e é, não sou de latir o tempo todo. Muito embora eu não ficasse surpreso se me destratassem por ser de fora. Todo barraco que presenciei na Itália tinha algum estrangeiro envolvido. Nas estações de trem, nove em dez vezes você vai testemunhar um africano ou indiano gritando em inglês com os seguranças. Gritar é o esporte nacional na Itália, mas a etiqueta nos diz para gritar em italiano. Sempre.

De qualquer forma, sair do país é um exercício impressionante de identidade. Já no aeroporto você se sente desaparecendo. Se eu notava que era brasileiro, não queria nem saber. Estava de saco cheio de ouvir gente falando em português, embora eu goste muito da minha língua, mas entenda, eu não queria mais saber do Brasil, queria ver gente diferente, estranha, fazendo coisas bizarras. Também era hora de saber se as aulinhas de terça e quinta fizeram algum milagre com o meu italiano, né? E fizeram. Me compreendiam perfeitamente e muitas vezes até me elogiavam. "Ma parla bene l'italiano!" Parlo nada.

O fato de terem me perguntado se o Rio de Janeiro era a nossa capital me aborreceu um pouco, mas eu me recompus a tempo de explicar que até os americanos sabiam que nossa capital é Buenos Aires, que conquistamos dos argentinos numa noitada de pôker em 1875. "Que burros! Cairam nesse blefe?", me perguntavam incrédulos. Si, si, amici.

A viagem começou na hora em que comprei as passagens. Gastei uma fortuna porque fiz questão de voar pela Alitalia, que usa aviões Boeing. "Air France? No way, sir." Fiz uma rota direta entre São Paulo e Roma, que embora seja mais rápida, ainda assim é uma surra pra quem viaja de econômica. Escolhi corredor para poder esticar as pernas, como me aconselharam amigos mais experientes (e tão pobres quanto). Pode ser um detalhe besta se você se acha jovem e destemido, mas vai fazer muita diferença se você pretende caminhar treze quilômetros por dia.

As sirenes das ambulâncias romanas povoam as minhas memórias mais remotas de estar na Itália. No começo parece o som de um papagaio parindo uma caminhonete, mas depois vai ficando bonitinho e você nunca mais consegue viver sem ele. Entretanto, cheguei em Fiumicino, o aeroporto internacional de Roma, onde ouvi as ambulâncias pela primeira vez, e parti direto para Milão. Assim comecei o meu roteiro de cima para baixo.

Milão é o melhor lugar que já estive na vida, se é que dá para pensar num elogio maior. É uma São Paulo que deu certo, entende? Mesmo não tendo lugar para se estacionar os carros. Você vê carros empilhados nas calçadas de maneira que realmente ofendem o meu bom senso. O trânsito italiano também é particularmente chocante. Pelo que entendi, você só não pode bater. Buzinar, talvez seja obrigatório, algum tipo de dever cívico. Mas existe lei, não me compreendam mal. Em Siracusa, estacionei embaixo de uma placa de rimozione, que seria o equivalente à placa de sujeito a guincho. A questão é que, para guincharem meu carro, teriam de guinchar juntamente uns vinte e três carros, pelo que contei. Aplicar a lei de trânsito na Itália é algo próximo do inviável.

Mas no continente, andei a pé. E às vezes de bonde. Num bonde em Milão, conhecido como tram, achei graça quando li que os assentos não são reservados para idosos ou gestantes, mas para mutilados da guerra, o que dá um tom honrado pra coisa toda. E achei estranho não ter cobradores. Cheguei a me informar se seria ético deixar de pagar a viagem e a resposta foi "até dois pontos", mas não vi ninguém pagando e toda vez que eu colocava meu passe, as pessoas me olhavam com cara de horror. Na dúvida, paguei todas.


Bonde em Milão

Já disse que Milão é maravilhosa? Pois é, principalmente quando está gelada. Era dezembro e peguei um frio razoável, não congelante, mas o suficiente para doer. E gostei. Não tem nada melhor que você se agasalhar adequadamente e sair no frio rigoroso. E para me agasalhar bem, me preparei bastante antes de viajar. Comprei uma bota forrada com pele de carneiro por algo em torno de R$ 200,00 no centro de São Paulo. Ainda no centro, comprei malhas, uma calça 501 da Levis ― aquela que os carvoeiros usavam ―, e mijões, que são como cuecas, mas o tecido desce até o tornozelo. Já na Itália, comprei um tênis para as caminhadas mais longas e aprendi que é possível usar cachecol de maneira macha ― ou quase ― embora seja obrigatório tirá-lo quando se entra em ambientes fechados para não se ganhar uma gripe. E dá para usar chapéu sem parecer um bestalhão da Vila Madalena, desde que, óbvio, retire-o juntamente com o cachecol quando entrar em algum lugar, principalmente em igrejas e restaurantes.


Cemeterio Monomentale de Milão

Passei dois dias em Milão, o suficiente para andar pelo centro, conhecer a Catedral e assistir Carmen, no Teatro alla Scala, com regência de Daniel Barenboim. Depois, fui para Veneza. Fui, mas voltei no mesmo dia, pois dormir em Veneza é caro demais e daria, com algum esforço, para fazê-la em apenas um dia. Ainda mais contando com os trens de alta velocidade, que me ajudaram a aproveitar o dia lá. Os trens são da Trenitalia e comprei todas as passagens ainda no Brasil, pela internet. Quem me acompanhou nos trens foi Jeffrey Bernard. Ele tomando uísque em seus Low Life e More Low Life e eu, minhas àguas com gás. Rimos muito com sua coluna "Train in Spain", que ele descreve uma viagem muito parecida com a minha, que fez pela Espanha. "Vá de trem, diziam meus amigos, pois o cenário é lindo. Só não me avisaram que o cenário contaria com coadjuvantes cagando no chão." Nessa, ele deu muito azar.


Veneza

Veneza me rendeu trezentas fotos e pés em frangalhos. Cheguei à estação Santa Lucia e fui recebido (muito bem) pela neve que caía fraquinha. A ideia era sair da estação, tomar café no Brek, seguir em direção à Ponte di Rialto e à Piazza San Marco pelos bairros de Santa Croce e San Polo e finalmente retornar à estação pelo bairro de Dorsoduro. Deu tudo mais ou menos certo. Muita sinalização para se chegar à Piazza San Marco, mas pouca para se retornar. No fim, retornei mais cedo do que esperava e gastei o tempo que sobrava perambulando pelo bairro de Cannaregio, onde à noite tem uma feirinha bacana.


Cannaregio, Veneza

Certa vez comparei Florença à Marginal Pinheiros e causei burburinhos, mas tenho de pedir perdão. Florença é uma extensão das obras de arte que ocupam suas praças e museus. Muito do que vi caberia em bons quadros. Não aconselho andar pela marginal do rio Arno durante o inverno porque venta muito e o frio machuca. Prefira ir pelas ruas paralelas e adjacentes, que são estreitas, mas confortáveis. Tudo é muito bonito e senti nostalgia de coisas que não lembro. De um lado do Arno estão os museus, as lojas, o centro etc. Atravessando a Ponte Vecchio, está o Palazzo Pitti. Gastei um dia em cada lado, mas gastaria um século, se pudesse.


Margem do Rio Arno, Florença

Fui a Assis exclusivamente a pedido de um grande amigo, que queria uma foto da basílica de São Francisco. Como não existe trem de alta velocidade de Roma para lá, gastei três horas para ir e três para voltar no mesmo dia, me sobrando o tempo exato para ir até a igreja, tirar a foto e voltar. Que judiação. Se eu soubesse como seria a sensação de estar lá, de sentar no parapeito da cidade e observar o vale coberto por luzes e nuvem, eu teria reservado minha vida toda para nunca mais deixar a cidade. Ouvi dizer que Assis tem dessas, ou seja, gente que vai para lá e nunca mais volta. Talvez eu tenha feito bem em ficar apenas duas horas. Mais uns minutos e eu talvez não estivesse escrevendo este artigo.


Basílica de São Francisco de Assis

Preciso dizer que Roma é uma tragédia. Já nos estranhamos no metrô(politano), com imigrantes e seus filhos correndo de um lado para o outro. Muita gente e tudo muito escuro. Fiquei no bairro próximo ao Vaticano, que é nobre, mas ainda assim não era exatamente o que eu esperava. Passei meu primeiro dia no Museu do Vaticano, onde estão diversas obras de arte, como O Pensador, de Rodin, ornamentado alegremente com turistas pendurados em seu pescoço para tirar fotos do tipo Orkut. Os turistas me irritaram às lágrimas no Vaticano. Estavam por todo lado fazendo turistices. Só consegui despejá-los da minha mente quando cheguei à Capela Sistina. Sentei por uma hora no cantinho e descobri que Deus tem bunda ― uma coisa curiosa de se saber. À noite, fui comprar um presente para minha namorada e descobri que havia esquecido meu cartão de crédito numa lojinha dentro do Vaticano, que já havia fechado àquela hora ― desespero. Voltei no dia seguinte e me informaram, depois dos devidos esporros, que meu cartão fora enviado à polícia. No final das contas, ganhei um passeio pela cidade do Vaticano, cuja entrada de turistas é proibida. Pena que não pude tirar fotos.


Saída do Museu do Vaticano, Roma

Meu segundo dia em Roma foi no centro, mas fugi de tudo que pudesse comportar turistas. Negligenciei bastante o meu plano e nem na Basílica de São Pedro eu entrei, por causa da fila. Fiz um passeio melhor, suponho. Durante o caminho à Fontana di Trevi, fui surpreendido pelo Pantheon, que tem uma imagem muito impressionante. O centro de Roma é agradável durante o dia e vale o passeio. Andei pela Piazza del Popolo, que tem as igrejas gêmeas, pela Piazza di Spagna e encontrei, segundo os romanos, a melhor sorveteria do mundo, a Giolitti.


Pantheon, Roma


Piazza del Popolo, Roma

Nota do Autor
Leia também "Projeto Itália ― Parte II".


Eduardo Mineo
São Paulo, 1/6/2010


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O massacre da primavera de Renato Alessandro dos Santos
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03. Sebastião Rodrigues Maia, ou Maia, Tim Maia de Renato Alessandro dos Santos
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