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Quarta-feira, 23/3/2011
Outono antecipado de seus anos
Maurício Dias

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Talentos precoces existem desde que o mundo é mundo, em diferentes áreas. Jesus, questões teológicas à parte, foi um deles: aos doze anos impressionou os sábios do templo (Ev. Lucas 2:41-51). Mozart foi criança-prodígio: desde seus seis anos de idade seu pai levava-o, juntamente com sua irmã, em excursões por cidades europeias. Alguns alegam que Pablo Picasso foi também um exemplo, sendo aos catorze anos admitido na escola de belas artes La Lonja, de Barcelona ― mas há aqui um porém: seu pai era professor da instituição, o que pode ter facilitado sua entrada.

O Vaudeville americano das duas primeiras décadas do século XX está repleto de casos. Fred Astaire, incentivado por sua mãe, se apresentava desde os seis anos, juntamente com sua irmã Adele, dois anos e meio mais velha. Judy Garland, os Irmãos Marx... são muitos os exemplos. Alguns leitores podem já estar, com razão, chiando por achar que, ao citar os Irmãos Marx e Mozart, eu pretenda colocá-los no mesmo patamar. Não é o caso, garanto.

Há a questão de que uma parcela significativa do contingente de estrelas-mirins/adolescentes foi e ainda é explorada impiedosamente pelos pais, seja para que estes últimos compensassem frustrações de suas próprias vidas, ou pelo dinheiro, simplesmente. O há pouco falecido Michael Jackson, junto com seus irmãos, foi um dos exemplos mais notórios.

Mas estas estrelas-mirins citadas acima, em que pese a esmerada preocupação que os pais tiveram com sua preparação, o foram por méritos próprios. Foras de série que eram, provavelmente seriam celebridades em qualquer época. E, excetuando-se Jesus, cujo projeto de vida não deve ser qualificado exatamente como "carreira", os outros mantiveram suas atividades profissionais ao longo da vida adulta.

Mas eu quero falar é de outro tipo de estrela-mirim, aquela que não tem um talento específico, e só existe para atender a uma demanda.

Existem aquelas celebridades-mirins que tornaram-se famosas por encantarem principalmente ao público adulto ― formado por aqueles que tinham idade para serem seus pais ― como foi o caso da atriz-mirim Shirley Temple, que, mesmo tendo o auge de sua carreira nos anos 1930, até hoje gera clones, vide a Maísa do Sílvio Santos. Seu equivalente masculino seria seu contemporâneo Mickey Rooney, o qual, ao contrário de Shirley, seguiu carreira vida adulta afora.

Mas, sobretudo na segunda metade do século XX, foi ganhando força um público infanto-juvenil com poder de demanda, o qual desejava ver-se retratado ― de forma idealizada e irreal, claro ― no mundo pop e da mídia. Aí abriram-se as comportas para as crianças nas telas e na música pop, muitas delas adestradas e robotizadas, totalmente despidas de qualquer autenticidade.

E estes ídolos, como tudo no mundo pop, podiam ser descartados depois de devidamente usados. E, depois de descartados, o que sobrava para eles? Eram em grande parte crianças que tiveram uma infância totalmente diferenciada, sem o longo aprendizado de socialização que se costuma obter nas brincadeiras em grupo; em sua grande maioria tinham uma educação escolar altamente deficiente em detrimento de seus compromissos profissionais; muitas vezes eram detentores de um poder/potencial econômico que tornava seus pais condescendentes/subservientes; e estavam acostumadas a serem o centro das atenções, a sofrer assédio de fãs e serem paparicados.

Mas como estrelas meramente infanto-juvenis que eram, ao chegarem numa certa faixa etária perdiam seu encanto. E, de repente, aqueles que cresceram em meio ao assédio e bajulação, entre os dezoito e vinte e poucos anos de idade se viam na condição de "acabados". Um has been, alguém cujo tempo já passou. Aos vinte anos! Não é muito diferente do mundo dos esportes, este talvez ainda mais cruel, onde muitos atletas, aos trinta e poucos anos, por fadiga e lesões acumuladas ao longo da carreira, sentem que já é muito difícil competir com alguém de vinte anos.

Ao que eu lembre ― cartas para a redação se estiver errado ―, a primeira vez que o próprio mundo pop apontou este problema do ídolo-mirim esquecido foi em O que terá acontecido a Baby Jane? (What ever happened to Baby Jane?, 1962). A trama: duas irmãs idosas moram sozinhas, uma delas a ex-estrela infantil Jane (a "bebê" Jane do título), a qual, enlouquecida, vive a torturar sua irmã paraplégica, que ousou fazer sucesso depois que a carreira de Jane já estava em declínio. Jane, apesar de idosa, se veste como uma menina de dez anos.

Tudo que foi escrito acima é basicamente um preâmbulo para o que segue. E o que segue é uma resposta a uma questão que me veio à mente uma noite destas:

Que fim levaram as crianças do Clube do Mickey (The Mickey Mouse Club)?

Tendo o programa da TV americana começado em 1955, houve três gerações de crianças/adolescentes que integraram os elencos. Da última, produzida nos anos 1990, saíram nomes que protagonizaram carreiras-solo, como Christina Aguilera, Britney Spears e Justin Timberlake.

À primeira versão do programa ― a de 1955, em preto e branco ― eu não lembro de ter algum dia assistido. Annette Funicello, atriz que nos anos 1960 viraria um ícone algo kitsch graças aos "filmes de praia" que estrelou com Frankie Avalon, era um dos nomes que apresentavam esta primeira versão.

A versão que acompanhou minha infância foi o revival de 1977 a 1979, The New Mickey Mouse Club, reprisada aqui por anos a fio. Em minha defesa devo dizer que, na verdade, mesmo criança, eu queria ver apenas os desenhos da Disney ― curtas-metragens com Pato Donald e Pateta; e trechos dos longas ― que eram exibidos no programa. Eram anos pré-internet, pré-DVD, e, aqui no Brasil, até pré-video-cassete. Então, para ver o que você queria, tinha que se sujeitar a certas chaturas. Eu aturava os esquetes com os adolescentes por causa dos desenhos, e também porque algumas das meninas que apresentavam o show já me falavam aos baixos meridianos. Uma delas, Kelly Parsons, loirinha de olhos azuis, o sonho de eugenia hitlerista e uma de minhas paixões infantis, anos mais tarde seria concorrente a Miss America.

E, sendo criança, você acaba capturado por aquela eficiente estrutura que é montada justamente para este fim. Assim como os soldados ao final de Nascido para matar (Full Metal Jacket, 1987), de Kubrick, eu sabia de cor a canção que abria e encerrava o programa ― no meu caso, a versão tupiniquim, claro.

Dos jovens que estrelaram esta versão do programa, alguns morreram ― um deles por doenças ligadas a AIDS ―, outros despontaram pro anonimato, uma se revelou uma devota religiosa extremada (ou, como alguns qualificariam, uma fanática). Uma delas era irmã de um dos astros adolescentes dos anos 1980 ― Corey Feldman, o qual trabalhou em filmes como Goonies e Conta comigo. Foi o que descobri buscando os nomes que podem ser lidos neste link.

Pelo menos nenhuma das meninas virou atriz-pornô, mas houve um boato envolvendo uma das sete meninas que interpretaram a Tabitha Stephens do seriado A Feiticeira (clique aqui para ver uma lista com o elenco da série). Busquei bastante a história na internet, mas não achei confirmação. Ao que parece, uma aspirante a atriz pornô sem nenhuma conexão com a série resolveu adotar como seu nome de guerra um muito similar ao da personagem ― Tabitha Stevens. Uma homenagem, se é que se pode chamar assim.

Nota do Editor
Mauricio O. Dias é roteirista de cinema e mantém o blog Como eu era trouxa aos 18 anos.


Maurício Dias
Rio de Janeiro, 23/3/2011


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