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Quinta-feira, 21/11/2002
Escrita e Artes Visuais
Maurício Dias

+ de 10600 Acessos
+ 5 Comentário(s)

"Günter Lorenz: Você tem alguma coisa contra os filósofos?

João Guimarães Rosa: Tenho. A filosofia é a maldição do idioma. Mata a poesia, desde que não venha de Kierkergaard ou Unamuno, mas então é metafísica."


(in FICÇÃO COMPLETA, Volume I, João Guimarães Rosa, Ed. Nova Aguillar, 1994, 1a. edição. Pág 33)

Esta declaração de Rosa pode parecer chocante, mas ele sempre afirmou, como Bergson, que a observação intuitiva é superior a intelectualidade.

E, levando-se em conta que Rosa era um artista de vulto, tal declaração nos deixa claro que o caminho do artista e o do intelectual não são necessariamente os mesmos. Ainda assim, o próprio Rosa era sem dúvida um intelectual, um profundo estudioso de línguas.

Penso que em tal afirmação Rosa não queira de fato atacar a filosofia, mas sim apontar que um discurso desnecessariamente complexo é sempre o caminho preferido dos sofistas, daqueles que preferem questionar e problematizar a Obra do que propriamente criarem uma obra.

E o que isto tem a ver com artes visuais?

Bem, no período chamado pós-modernista das artes plásticas (pós-1945), mais e mais o discurso intelectual se tornou necessário para corroborar a validade artística do que se pretendia como obra visual.

Já na década de 80, era comum entrar numa galeria de arte contemporânea e encontrar textos referentes às próprias obras ali expostas. Por acaso estas obras per si não bastavam enquanto explicação? Alguém precisa traduzir aquele idioma estranho ao público?

Sei que já no séc. XIX foi necessária a intervenção de escritores e intelectuais para o reconhecimento de algumas obras que foram a princípio rejeitadas. É célebre o auxílio que Zola prestou a Manet quando este foi alvo da ira crítica.

Mas na segunda metade do séc. XX não se trata mais da elaboração textual ser utilizada como contraposição às críticas, esta elaboração tornou-se mesmo prévia às críticas. De escudo, a avaliação escrita passou a aríete, arma de invasão.

Sabemos que o século XX foi o século da propaganda, em todos os níveis. Da propaganda dos objetos de consumo como tênis e refrigerantes, da propaganda política e ideológica, da propaganda até filosófica. E da cultura de massa, da TV, dos quadrinhos, de Hollywood, do Rock'n'roll.

Vários artistas, de diferentes áreas, tiveram popularidade maior que seus méritos graças à propaganda. Assim foi com os comunistas Pablo Neruda, Jorge Amado, Frida Kahlo que usufruíram das benesses da esquerda internacional. E em contrapartida, sabemos que a divulgação de Jackson Pollock foi auxiliada pelo departamento de estado norte-americano.

Arte e propaganda sempre tiveram seus pontos de contato, desde tempos imemoriais. Não há como negar que os afrescos da Capela Sistina sejam, entre outras coisas, uma arma de propaganda da instituição que os financiou - a Igreja Católica. Não vejo neste princípio um erro: artistas precisam de financiamento para erguerem grandes obras e instituições precisam divulgar seus princípios e qualidades.

O problema começa quando o lado de propaganda fica "mais importante que a arte, como pode ser visto em vários contextos, como na MPB dos anos 60 : "A briga era supostamente política, e os litigiantes eram um novo grupo de compositores, muito mais ocupados em queimar pestanas sobre os livros do intransponível sociólogo Herebert Marcuse do que sobre métodos de violão ou composição. Não era o caso de Edu Lobo, que levava o estudo a sério, mas o de Geraldo Vandré, para quem dois acordes davam e sobravam para se fazer uma canção. 'O importante é a comunicação com o povo', dizia." (Ruy Castro, Chega de Saudade, Companhia das Letras, 1995, 2a. edição, pág. 401-402)

A propaganda sempre terá como princípio o caminho mais curto até o público, o acerto imediato de um alvo, a busca do mínimo denominador comum, e por isso mesmo, tende a ser efêmera. Já a arte deveria buscar o eterno. Por isso mesmo alguns grandes artistas demoram a obter todo o reconhecimento que suas obras merecem, e alguns sequer o obtiveram em vida, como Van Gogh ou Kafka. Em compensação, suas obras têm longa vida, enquanto a propaganda, apesar de obter uma resposta mais rápida do público, não sobrevive ao crivo do tempo.

Hélio Oiticica pode ser considerado um media man. Como tal, chegou a ir no programa do Chacrinha mostrar suas obras. Qual era o sistema ou a ideologia que defendia? A subversão de valores, pura e simplesmente.

É certo que no contexto em que Oiticica atuou o Estado havia se tornado uma entidade algo repressora. Ainda assim, elogiar um assassino como Cara-de-Cavalo - como fez, ao retratá-lo na década de 60 - não é justificável. Nós, que vivemos numa época em que o tráfico de drogas se tornou uma entidade poderosa, inclusive com aspirações políticas ao longo de toda a América do Sul, sabemos que o slogan "Seja marginal, seja herói" apregoado nesta obra não corresponde a um ideal positivo. E sobretudo, esta obra não resiste por sua própria indigência artística.

Não se trata de algo como o filme "O Triunfo da Vontade" (1936), da cineasta alemã Leni Riefenstahl, obra bem acabada, mas a serviço de idéias nefastas - o nacional-socialismo alemão. Ou a música Charles, Anjo 45, de Jorge Ben (atual Benjor), também esta uma louvação de um criminoso, e que pode ser considerada feliz na realização de seus objetivos artísticos. O retrato de Cara-de-Cavalo é pior: é uma obra pobre e mal realizada a serviço de idéias questionáveis.

E no entanto, como se falou (bem) de Hélio Oiticica e outros. E como se negou artistas que se recusaram a mergulharem no modismo do momento. A mídia, na sua ânsia por novidades, tem um peso inquestionável neste processo, que se intensificou a partir do Séc. XX, mas já é detectável no século XVIII. E este se dá pelo mesmo princípio jornalístico de que um dia de sol em Ipanema não é notícia, mas um assassinato em Ipanema sim, isto é notícia. Assim a mídia adora a arte que choca, rende assunto, logo "épater les bourgeois" - chocar os burgueses - passou a ser a tônica, pois os artistas que chocam conseguem repercussão (e espaço).



Logo, o século da comunicação de massa foi também o do acúmulo das rupturas artísticas, explodindo-se a importância da forma e dos seus critérios: expressividade, composição das imagens, uso das cores, anatomia, perspectiva. E os que cultivavam estes valores foram negados e acobertados. Como fica claro nesta passagem de Umberto Eco (Apocalípticos e Integrados - Editora Perspectiva, Pág. 57):

"Parece-nos, no entanto, necessário reconhecer que também no campo dos valores estéticos se verificou uma especificação de níveis, de tipo análogo: de um lado a ação de uma arte de vanguarda, que não pretende nem deve pretender a uma imediata compreensibilidade, e desenvolve ação de experimentação sobre as formas possíveis (sem que por isso deva, necessariamente, ainda que ocorra em certos casos, prosseguir ignorando os outros problemas e julgando-se a única criadora de valores culturais )."

O grifo é meu. O texto foi escrito há mais de trinta anos. O problema persiste.

Este preâmbulo, com a citação de G. Rosa e tudo, foi apenas para deixar claro que não julgo necessárias explicações de cunho filosófico, psicológico, semiótico, para avaliar ou endossar uma obra visual. Ela tem de falar por si mesma. Tenho ao longo da vida lido ou folheado dezenas de livros sobre arte repletos de jargões intelectuais que me são particularmente ofensivos por seu pedantismo. E muitas vezes a verborragia é apenas um disfarce para a verdade: que nada de relevante está sendo dito ali.

Li também alguns livros muito bons, indispensáveis aos amantes da arte, pela divulgação que promovem, além de permitirem uma familiarização com a obra. Existem vários tipos de livros de artes plásticas, mas nos detenhamos em dois tipos básicos: os catálogos ou livros-portfólios, que consistem em reproduções das principais obras dos artistas - já que poucos felizardos podem ter um Rembrandt ou Goya originais em casa - e os livros analíticos ou críticos.

Quando compro um livro sobre artes plásticas, me interessa a princípio a qualidade do(s) artista(s) ali estudados, a qualidade e quantidade das reproduções fotográficas de sua(s) obra(s) ali contidas. O texto em geral é minha última preocupação, salvo o caso de já ter uma boa referência ou indicação a respeito ou já gostar do escritor, como me sinto em relação a Kenneth Clark. Imagino que a maioria das pessoas interessadas em arte faça o mesmo.

Ao meu ver, permitir às pessoas um primeiro contato com a obra de um grande artista é uma missão quase sagrada daqueles que já conhecem esta obra. Sobretudo porque a grande arte, uma vez assimilada, cria anticorpos contra as aberrações artísticas. Uma vez que um ser humano racional e honesto seja exposto aos efeitos de Ticiano, El Greco, Daumier, etc. é pouquíssimo provável que alguém consiga convencê-lo de que de Kooning ou Rauschenberg sejam nomes a serem considerados.

Como apontou Walter Benjamin há mais de um século, vivemos numa época de reprodutibilidade técnica da arte. E devemos ser gratos por isso. Para entender quem foi Vermeer não é preciso mais ir à Holanda - embora isto fosse o ideal -, a Holanda vem até nós em belos livros. Hoje em dia, até em sites de internet podem ser vistas obras de Grünewald, Renoir e muitos outros. Ver uma obra do século XVI no monitor de um computador é uma das possibilidades idiossincráticas do mundo contemporâneo.

Por tudo isto, sinto-me honrado de apresentar aos que não conhecem a obra de um mestre brasileiro, o pintor e professor de desenho Lydio Bandeira de Mello (1929 - ).

Ao contrário de Guimarães Rosa, Bandeira nada tem contra a filosofia - até porque seu pai foi um filósofo, e o pintor cresceu entre livros. Mas, como Rosa, Bandeira é um mineiro, um amante dos cavalos e da vida do interior. E como Rosa, na hora de se expressar, Bandeira é alguém que preferiu a observação e a poética (do traço) ao cerebralismo (do discurso). Poética esta que pode ser vista nas reproduções que embelezam este texto. E nem eu nem ninguém precisa dizer ao leitor que estas obras são grande arte. Elas o dizem por si só.

Para ir além
Por ora, recomendo alguns textos de ou sobre Ferreira Gullar, acerca de artes plásticas.

Também textos de intelectuais e artistas de diferentes áreas sobre artes.


Maurício Dias
Rio de Janeiro, 21/11/2002


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* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
28/11/2002
23h13min
Parabéns pelo seu texto. É preciso coragem para dizer que o rei está nu. Bandeira de Mello é um artista que indubitavelmente está entre os grandes, e que nunca percorreu o caminho fácil dos modismos nem do culto aos poderosos, esses dois defeitos cada vez mais comuns no meio artístico.
[Leia outros Comentários de Sancier]
6/12/2002
02h36min
Vc tem razão, Eduardo. E além do Bandeira há toda uma linhagem de figurativismo brasileiro. Com a exceção de Vitor Meirelles Eliseu Visconti, Portinari, muitos nomes ainda aguardam uma bibliografia que lhes faça jus. Nomes como Zeferino da Costa, Castagneto, Oscar Pereira da Silva, Belmiro de Almeida, Henrique Bernardelli, Timoteo da Costa, Quirino Campofiorito, Henrique Cavalleiro, Marques Junior – e outros. Muitos deles só podem ser vistos pelo grande público no site http://www.itaucultural.org.br/Enciclopedia Enquanto isso quase todo mês sai um livro sobre arte contemporânea patrocinado por alguma grande empresa. Não se pode ter futuro sem olhar para o passado.
[Leia outros Comentários de Mauricio Dias]
23/1/2007
19h07min
É um grande artista. Na cidade do Rio de Janeiro há um painel executado por ele na Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, 25, Centro). É enorme mesmo, cerca de 50 m x 4 m de altura. Vale a pena ser visto.
[Leia outros Comentários de Renata Paraguaçu]
22/6/2007
21h58min
Seu texto é tudo que eu penso, falo e pinto... concordo com tudo que está escrito aí. Incrível, depois de ler seu texto, Maurício, me sinto mais leve, até com mais desejo de prosseguir na minha estrada. Dê uma olhada no meu site, e saiba porque estou dizendo isto...
[Leia outros Comentários de Adão Rodrigues]
21/11/2010
13h35min
Olá, Mauricio. Nem sei por onde começar. Fui expositora da Praça da República de 1980 a 1998, quando fomos expulsos de lá, com metralhadora e tudo. E meus quadros sempre tinham "título", até o dia em que pintei o "Águas claras", uma moça de perfil aparando com as mãos uma límpida água caindo. A mulher que o comprou viu ali o seu gato branco, e até o prato onde dava leite para ele. A partir daí, não coloquei mais título, somente o numero de identificação. E eu sou figurativa, portanto, não devia haver "distorção" na imagem. Agora que envio minhas pinturas digitais para a Artwanted.com, novamente o título torna-se nescessário. Mas ver uma obra de arte é "sentir" o que se vê e então o "quem vê" é tanto ou mais importante que a própria obra. Muita gente vê no sorriso de Mona Lisa um sarcasmo indefinido; é o que essas pessoas sentem, e isso não quer dizer que sejam ignorantes em arte, mas sim que o sentimento de uma obra depende do olhar. Minha pintura "é minha" enquanto está no cavalete, depois, só o futuro dirá.
[Leia outros Comentários de maria anna machado]
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