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Quarta-feira, 11/6/2014
O momento do cinema latino-americano
Humberto Pereira da Silva

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Nos anos recentes o cinema argentino despontou e se firmou entre aficionados e os mais importantes críticos de cinema brasileiros. Em conversas soltas e de ocasião, manifestações de entusiasmo pelos filmes portenhos, tanto quanto comparações com a chamada "Retomada" de nosso cinema: os filmes deles são melhores que os nossos.

E, assim, para segmento de público que corre de blockbusters e pasmaceiras passionais que revisitam Sessão da Tarde, se impuseram nomes como Lucrécia Martel, Pablo Trapero, Daniel Burman, Marcelo Piñeyro e o ator Ricardo Darín. O Oscar de melhor filme estrangeiro para O Segredo dos Seus Olhos (2010), de Juan Jose Campanella, foi a afirmação argentina para um público que frequenta o circuito comercial e é, digamos, plugado no momento.

Com menos penetração no circuito comercial que os argentinos, os filmes chilenos de anos recentes também têm cativado. O nome mais destacado é Andrés Wood, que teve aqui exibido seu comovente Machuca (2004), um olhar de crianças de classes sociais distintas no espaço escolar pouco antes do golpe que levou o general Pinochet ao poder. Do mesmo Wood, para um público mais seleto, foi vista a cinebiografia de Violeta Parra, Violeta Foi para o Céu (2011), um dos maiores símbolos culturais chilenos.

E assim, como os argentinos, os chilenos ganham espaço, despertam atenção de público e crítica entre as produções latinas. A comprovação da força do recente cinema chileno se deu com a premiação de Glória(2014), como melhor filme na primeira edição do Prêmio Platino do Cinema IberoAmericano.

Mas o que realmente surpreendeu na acolhida de público e crítica no circuito comercial brasileiro neste ano foi a presença da Venezuela e do Paraguai, respectivamente com Pelo Malo, de Mariana Rondón, e 7 Caixas, de Juan Carlos Maneglia. Não se trata, aqui, de pensar que os filmes venezuelano e paraguaio trazem inovações, que abram discussões sobre linguagem, ou mesmo indiquem rumos, orientações, mas sim de pensá-los como fenômenos. Vale dizer: suspeito que a recepção desses filmes tem a ver com certo cansaço de enlatados americanos, tanto quanto com a necessidade de abertura para filmografias que não fazem parte do circuito convencional.

Mutatis mutandi, Pelo Malo e 7 Caixas, enquanto fenômenos culturais, estão para os dias de hoje como Carlota Joaquina (1995), de Carla Camurati, para a Retomada do cinema brasileiro em meados da década de 1990. Filmes de que não se tem expectativa prévia de recepção, mas que acabam se projetando, como fenômenos, para além do esperado. Deixam assim registro de um momento, para muitos aqui no Brasil que jamais viram um filme da Venezuela ou do Paraguai.

Nisso, bem entendido, nenhum juízo negativo, mas a compreensão de que certos filmes despontam e se inserem num momento em que o dado cultural fala mais alto que o propriamente artístico. O sentido da recepção de Pelo Malo e 7 Caixas, portanto, tem a ver com o clima favorável a recepção de filmes latino-americanos. É esse o sentido para a atual exibição em circuito comercial do drama mexicano Heli, de Amat Escarlante.

E assim, nesse clima favorável à voga de filmes latino-americanos no circuito brasileiro, espera-se o argentino Relatos Salvages, de Damián Szifron. Recentemente exibido em Cannes, com boa acolhida da crítica, tem o astro Ricardo Darín como protagonista. Por se tratar fundamentalmente de fenômenos culturais, ficar no ar então, a expectativa de novos filmes da Venezuela e o Paraguai. E, por que não, da Colômbia, Peru...

O que entendo ser oportuno destacar é que a presença de filmes como Pelo Malo e 7 Caixas sinalizam para um momento de diversidade, um momento de proximidade com filmografias ao lado, mas que praticamente não eram vistas. Entendo também como oportuno destacar que, com filmes assim, o cinema se oferece como veículo de expressão para olharmos e confrontarmos experiências que, para além do evento cultural, abram caminhos para o entendimento de que partilhamos um destino social e político comum na periferia do mundo globalizado.


Humberto Pereira da Silva
São Paulo, 11/6/2014


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