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Segunda-feira, 27/10/2014
Do outro lado, por Mary del Priore
Ricardo de Mattos

+ de 4100 Acessos

"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível" (Inácio de Loyola).

"Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer se alguém ressuscitar dentre os mortos" (Lucas, 16,31).

Há um mês deparamo-nos com os exemplares do livro Do outro lado - a história do sobrenatural e do espiritismo na livraria do terminal Tietê, em São Paulo. Foi escrito pela historiadora Mary del Priore, autora de livros outros como Uma breve história do Brasil, Histórias íntimas e Histórias e conversas de mulher. Seu mais recente livro vem somar-se àqueles trabalhos sobre espiritismo e espiritualismo realizados por pessoas de fora destes movimentos, mas que com eles tiveram contato mais ou menos estreito. Nesta esteira, citamos a biografia de Allan Kardec escrita por Souto Maior e o ensaio do filósofo inglês John Gray Em busca da imortalidade.

É bom que o assunto faça parte da pauta contemporânea. Do outro lado resgata o entusiasmo e os percalços sofridos pelos introdutores do espiritismo no Brasil, traz informações sobre a campanha médica anti-espírita e sobre a criminalização do que se chamava a "prática espírita". Revela a postura dos primeiros defensores da doutrina kardecista e a repercussão na sociedade e na literatura. Por outro lado, padece de inconsistências que restringirão a leitura da obra justamente entre o público mais interessado. Sabemos que uma é a atitude do eterno aprendiz que aprofunda seu conhecimento camada após camada. Outra é a atitude do observador de outra área que cuida do fenômeno de maneira mais ampla e isenta, mas descuida dos detalhes.

Consultamos a bibliografia fornecida e não atinamos qual tradução das obras de Allan Kardec foi utilizada pela autora. Não há notícia de que ela tenha consultado os originais. As demais referências, contudo, seguem as regras da ABNT. Diante disto, não temos como saber si o exótico neologismo "espiritano" foi assim por ela traduzido do original, ou assim colhido de alguma tradução lusa ou brasileira, ou si ela contentou-se com o que possa ter encontrado na internet. Allan Kardec deixou duas opções na introdução do Livro dos Espíritos: espírita e espiritista. Na mesma linha, a expressão "espíritos extraterrestres" afasta-nos do espiritismo e remete-nos à ufologia.

Não são observações de um fanático em relação ao melhor emprego de um termo ou escolha de melhor definição. São inconsistências de informações encontradas por um leitor que busca ser atento. O livro parece um projeto mais antigo, entregue à impressão sem maior revisão. Na página 59, a autora refere-se à desencarnação de Kardec como ocorrida há 120 anos. Dando-se o fato em maio de 1869, este ano ele completou seu 145º aniversário... Além disso, ao contrário do que afirmado na mesma página, o corpo de Kardec não foi incinerado (sic). Quando algum de seus contemporâneos (Flammarion? Sausse?) refere-se ao depósito de suas cinzas sob o dólmen erigido em estilo druida, fá-lo no sentido figurado, não no literal. Por fim, a expressão "Terceira Revelação" - situando o Espiritismo após as revelações feitas por Moisés e por Jesus Cristo - já era encontrada nas obras da Codificação, especialmente O Evangelho Segundo o Espiritismo. Não foi inventada por Adolfo Bezerra de Menezes, portanto.

Na Codificação organizada por Kardec, é relevante distinguir o que é revelado e o que é de seu punho. O revelado, foi-o conforme as já amplas possibilidades de compreensão da época. Quanto ao oriundo de seu punho, inevitáveis as influências do pensamento científico e filosófico então vigentes. Cremos até ser possível encontrar vestígios de insegurança e de pasmo diante do novo, que o torna mais admirável em sua humanidade. Ao rejeitar a dicotomia entre "natural" e "sobrenatural", a nova doutrina ecoava o melancólico Hamlet, quem compreendeu haver entre o Céu e a Terra muito mais do que concebe nossa vã filosofia. Tudo está na Natureza, e a descoberta de suas leis mais evidentes não autoriza a indução do que ainda será descoberto. Kardec recomendou o constante paralelo entre Fé e Razão. Isto se justifica quando pensamos no espiritismo como doutrina de uma humanidade incorpórea transmitindo a uma humanidade corpórea a visão da realidade maior. Esta visão, apesar de mais ampla, ainda é a visão de seres humanos. Logo, parcial e sujeita a equívocos. De toda forma, porém, "espiritismo" e "sobrenatural" são termos excludentes. Ao uni-los no título de seu livro, a autora acaba retratando a confusão conceitual ainda vigente.

Apesar de parcial e susceptível a equívocos, quanto não pode trazer de alento à humanidade contemporânea, desorientada e carente! Há perguntas e anseios eternos que não se restringem ao grupo de pessoas ditas de alguma forma ligadas ao Codificador. Como não temer a morte? Como lidar com a perda de pessoas amadas? Quem não amou o suficiente para não querer de volta aquele que se antecipou nas veredas menos conhecidas da existência? Qual o fundo dos espetáculos narrados por Mary del Priore senão a angústia da perda, a tentativa de resgatar o contato com os entes que se foram e a procura de realidade onde o sofrimento não seja tão marcante? A ciência e a filosofia deste século confuso parecem querer consolidar cada vez mais os "nadas": nada antes e nada depois da vida biológica. Contudo, ainda que estes "nadas" pareçam satisfazer os bem-pensantes mais tímidos, não resolvem a angústia da multidão.


Mary del Priore

No que diz respeito à literatura brasileira do século XIX e começo do século XX, Do outro lado apresenta o posicionamento de alguns escritores diante do espiritismo e do que era entendido como "sobrenatural". No poema Os escravos, de Castro Alves, é possível encontrar indícios de ideias espíritas. José de Alencar fez referência ao século dos espíritas em seu romance Guerra dos mascates. Machado de Assis exprimiu sua crítica ao movimento e seus adeptos em contos como A cartomante e Uma visita de Alcibíades, além do conhecido começo do romance Esaú e Jacó, narrando a discreta visita da mãe dos personagens a uma adivinha. Coelho Neto preferiu enveredar pelo gótico. O escritor João do Rio era frequente em centros e terreiros, transmitindo depois suas observações em crônicas. Embora o texto não seja de gênese literária, mas médica e hoje pertença à história da psiquiatria, podemos incluir O animismo fetichista, de Raimundo Nina Rodrigues.

Algumas personalidades são resgatadas e outras contextualizadas por Mary del Priore. Antes de seu livro, nada havíamos lido sobre o Barão de Santo Ângelo, cuja proposta abolicionista embasada nos princípios espíritas foi apresentada a Pedro II antes mesmo daquela de autoria de Bezerra de Meneses. Desconhecíamos também o ativo divulgador Silva Neto. Políticos como Bittencourt Sampaio, Quintino Bocaiúva e Saldanha da Gama são "encaixados" no plano histórico. Diante da campanha contrária movida por médicos, conhecemos Basílio Marcondes Machado, cuja tese para a faculdade de Medicina foi justamente a possibilidade de diálogo entre esta ciência e o espiritismo. Rejeitada. Não foi o primeiro diálogo que vimos rejeitado ultimamente.

A campanha movida pelos médicos foi ferrenha. Embasavam-se, é certo, em princípios de higiene e de saúde pública. Porém, não se creia em higidez de intenções, nem na exatidão de conceitos. Homeopatia, magnetismo, práticas religiosas de origem africana - aqui já resvalando no preconceito racial: a doutrina dos espíritos tornou-se um saco dentro do qual tentaram enfiar todo o rejeitado pela sociedade, tudo o que contrariava as pretensões do Estado nascente e da Igreja dominante. As práticas mediúnicas também foram acusadas de aumentar o número de "loucos". Hoje temos "loucura" como um conceito cultural, não apropriado às ciências psíquicas devido à sua vagueza. Em psicopatologia, fala-se em neurose, psicose, psicopatia. No século XIX, no Brasil e no mundo, doenças mentais, síndromes e transtornos estavam ainda por serem descritos e estudados. Todos poderiam ser considerados loucos, conforme a perspectiva que se adotasse. Daí a excelência do conto O alienista, de Machado de Assis.

De qualquer forma, podemos verificar na atualidade uma tímida reconciliação. A Universidade local, seguindo alguns poucos modelos no país, que por sua vez embasam-se em diversas instituições estrangeiras, promove anualmente um simpósio sobre Medicina e Espiritualidade. O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida é um nome sério no meio acadêmico-científico, responsável pela promoção e realização de estudos. Suspeitamos até que alguns médicos, outrora perseguidores do espiritismo, hoje tentam dele assenhorear-se.

Os brasileiros adeptos do espiritismo no século XIX foram entusiasmados mas imaturos. Em vez de estudar os fenômenos que se apresentavam como espíritas, posicionando-se como antropólogos diante das diversas culturas e assim seguindo o exemplo do próprio Kardec, fizeram campanha contra os chamados feiticeiros e curandeiros, equiparando médiuns sérios e os oportunistas de sempre. Causaram suas próprias dificuldades. Pareciam acenar aos poderosos de então: "ei, vejam, nós também não gostamos deles! Eles não são espíritas, pode prender!". Em linguagem popular, esta atitude foi "um tiro no pé", pois o primeiro Código Penal republicano não fez distinção alguma e a todos reuniu sob a mesma lei. Em seu artigo 157, dispunha ser crime: "Praticar o Espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancias para despertar sentimentos de ódio ou amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim para fascinar e subjugar a credulidade pública". Poucas vezes o ser humano é mais lamentável do que quando se esforça em ser aceito num grupo.

A postura dos espíritas foi movimentar-se para nada resolver. Estavam mais preocupados com suas divergências internas a respeito de interpretações e defesa da "pureza doutrinária". Tentativas de unificação de pensamento reiteravam o malogro. Dissidências, chacrinhas, "panelas" e outras "divisões do reino" é que vão minando o trabalho sério e a paciência. Embora o Espiritismo tenha sido estabelecido como doutrina de base científica, filosófica e moral (desculpa, leitor, por usar esta palavra maldita nos dias de hoje), uma primeira cisão ocorreu quando grupos de pessoas privilegiaram estas bases isoladamente. Os primeiros a debandar foram os místicos ou religiosos. Predominaram a ponto de influenciar a visão social da doutrina, "convertendo-a" em religião e posicionando-a ao lado das demais instituições religiosas. No Brasil atual, falar em Espiritismo é falar em instituição religiosa. Diante de certas figuras, vislumbramos um catolicismo reencarnacionista de autoajuda. Justamente o que Kardec queria evitar. Pode parecer quixotesco de nossa parte a retomada do aspecto científico. Entretanto, sabemos onde o calo aperta.

Queríamos apenas que outras pessoas pudessem passar por experiências análogas a tantas que já passamos, seguras de que não estão sendo debochadas ou enganadas. E que estas experiências pudessem ter para suas vidas o mesmo valor que tiveram para a nossa. Como no dia que comparecemos pela primeira vez ao trabalho mediúnico de um centro espírita daqui de Taubaté. Posicionados diante do médium "incorporado" de um espírito que se apresentava como preto-velho, resmungamos a respeito de certas dificuldades do momento, inclusive algo sobre o comportamento do pai - mais conhecido no meio familiar como Pimpolho. O espírito consolou-nos a respeito do conteúdo de nossa fala e, sobre o Pimpolho, afirmou: "quanto a vosso pai, você vai ter uns dias de refresco; ele até já está de passagem comprada, não é?". Pessoa alguma naquela casa, salvo a companheira de nossos dias, sabia que naquela semana o pai faria uma viagem turística para a Turquia. Mais que um artifício, esta fala foi uma assinatura garantindo a seriedade do diálogo mantido naquele momento.


Ricardo de Mattos
Taubaté, 27/10/2014


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