Do outro lado, por Mary del Priore | Ricardo de Mattos | Digestivo Cultural

busca | avançada
39917 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Segunda-feira, 27/10/2014
Do outro lado, por Mary del Priore
Ricardo de Mattos

+ de 4100 Acessos

"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível" (Inácio de Loyola).

"Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão convencer se alguém ressuscitar dentre os mortos" (Lucas, 16,31).

Há um mês deparamo-nos com os exemplares do livro Do outro lado - a história do sobrenatural e do espiritismo na livraria do terminal Tietê, em São Paulo. Foi escrito pela historiadora Mary del Priore, autora de livros outros como Uma breve história do Brasil, Histórias íntimas e Histórias e conversas de mulher. Seu mais recente livro vem somar-se àqueles trabalhos sobre espiritismo e espiritualismo realizados por pessoas de fora destes movimentos, mas que com eles tiveram contato mais ou menos estreito. Nesta esteira, citamos a biografia de Allan Kardec escrita por Souto Maior e o ensaio do filósofo inglês John Gray Em busca da imortalidade.

É bom que o assunto faça parte da pauta contemporânea. Do outro lado resgata o entusiasmo e os percalços sofridos pelos introdutores do espiritismo no Brasil, traz informações sobre a campanha médica anti-espírita e sobre a criminalização do que se chamava a "prática espírita". Revela a postura dos primeiros defensores da doutrina kardecista e a repercussão na sociedade e na literatura. Por outro lado, padece de inconsistências que restringirão a leitura da obra justamente entre o público mais interessado. Sabemos que uma é a atitude do eterno aprendiz que aprofunda seu conhecimento camada após camada. Outra é a atitude do observador de outra área que cuida do fenômeno de maneira mais ampla e isenta, mas descuida dos detalhes.

Consultamos a bibliografia fornecida e não atinamos qual tradução das obras de Allan Kardec foi utilizada pela autora. Não há notícia de que ela tenha consultado os originais. As demais referências, contudo, seguem as regras da ABNT. Diante disto, não temos como saber si o exótico neologismo "espiritano" foi assim por ela traduzido do original, ou assim colhido de alguma tradução lusa ou brasileira, ou si ela contentou-se com o que possa ter encontrado na internet. Allan Kardec deixou duas opções na introdução do Livro dos Espíritos: espírita e espiritista. Na mesma linha, a expressão "espíritos extraterrestres" afasta-nos do espiritismo e remete-nos à ufologia.

Não são observações de um fanático em relação ao melhor emprego de um termo ou escolha de melhor definição. São inconsistências de informações encontradas por um leitor que busca ser atento. O livro parece um projeto mais antigo, entregue à impressão sem maior revisão. Na página 59, a autora refere-se à desencarnação de Kardec como ocorrida há 120 anos. Dando-se o fato em maio de 1869, este ano ele completou seu 145º aniversário... Além disso, ao contrário do que afirmado na mesma página, o corpo de Kardec não foi incinerado (sic). Quando algum de seus contemporâneos (Flammarion? Sausse?) refere-se ao depósito de suas cinzas sob o dólmen erigido em estilo druida, fá-lo no sentido figurado, não no literal. Por fim, a expressão "Terceira Revelação" - situando o Espiritismo após as revelações feitas por Moisés e por Jesus Cristo - já era encontrada nas obras da Codificação, especialmente O Evangelho Segundo o Espiritismo. Não foi inventada por Adolfo Bezerra de Menezes, portanto.

Na Codificação organizada por Kardec, é relevante distinguir o que é revelado e o que é de seu punho. O revelado, foi-o conforme as já amplas possibilidades de compreensão da época. Quanto ao oriundo de seu punho, inevitáveis as influências do pensamento científico e filosófico então vigentes. Cremos até ser possível encontrar vestígios de insegurança e de pasmo diante do novo, que o torna mais admirável em sua humanidade. Ao rejeitar a dicotomia entre "natural" e "sobrenatural", a nova doutrina ecoava o melancólico Hamlet, quem compreendeu haver entre o Céu e a Terra muito mais do que concebe nossa vã filosofia. Tudo está na Natureza, e a descoberta de suas leis mais evidentes não autoriza a indução do que ainda será descoberto. Kardec recomendou o constante paralelo entre Fé e Razão. Isto se justifica quando pensamos no espiritismo como doutrina de uma humanidade incorpórea transmitindo a uma humanidade corpórea a visão da realidade maior. Esta visão, apesar de mais ampla, ainda é a visão de seres humanos. Logo, parcial e sujeita a equívocos. De toda forma, porém, "espiritismo" e "sobrenatural" são termos excludentes. Ao uni-los no título de seu livro, a autora acaba retratando a confusão conceitual ainda vigente.

Apesar de parcial e susceptível a equívocos, quanto não pode trazer de alento à humanidade contemporânea, desorientada e carente! Há perguntas e anseios eternos que não se restringem ao grupo de pessoas ditas de alguma forma ligadas ao Codificador. Como não temer a morte? Como lidar com a perda de pessoas amadas? Quem não amou o suficiente para não querer de volta aquele que se antecipou nas veredas menos conhecidas da existência? Qual o fundo dos espetáculos narrados por Mary del Priore senão a angústia da perda, a tentativa de resgatar o contato com os entes que se foram e a procura de realidade onde o sofrimento não seja tão marcante? A ciência e a filosofia deste século confuso parecem querer consolidar cada vez mais os "nadas": nada antes e nada depois da vida biológica. Contudo, ainda que estes "nadas" pareçam satisfazer os bem-pensantes mais tímidos, não resolvem a angústia da multidão.


Mary del Priore

No que diz respeito à literatura brasileira do século XIX e começo do século XX, Do outro lado apresenta o posicionamento de alguns escritores diante do espiritismo e do que era entendido como "sobrenatural". No poema Os escravos, de Castro Alves, é possível encontrar indícios de ideias espíritas. José de Alencar fez referência ao século dos espíritas em seu romance Guerra dos mascates. Machado de Assis exprimiu sua crítica ao movimento e seus adeptos em contos como A cartomante e Uma visita de Alcibíades, além do conhecido começo do romance Esaú e Jacó, narrando a discreta visita da mãe dos personagens a uma adivinha. Coelho Neto preferiu enveredar pelo gótico. O escritor João do Rio era frequente em centros e terreiros, transmitindo depois suas observações em crônicas. Embora o texto não seja de gênese literária, mas médica e hoje pertença à história da psiquiatria, podemos incluir O animismo fetichista, de Raimundo Nina Rodrigues.

Algumas personalidades são resgatadas e outras contextualizadas por Mary del Priore. Antes de seu livro, nada havíamos lido sobre o Barão de Santo Ângelo, cuja proposta abolicionista embasada nos princípios espíritas foi apresentada a Pedro II antes mesmo daquela de autoria de Bezerra de Meneses. Desconhecíamos também o ativo divulgador Silva Neto. Políticos como Bittencourt Sampaio, Quintino Bocaiúva e Saldanha da Gama são "encaixados" no plano histórico. Diante da campanha contrária movida por médicos, conhecemos Basílio Marcondes Machado, cuja tese para a faculdade de Medicina foi justamente a possibilidade de diálogo entre esta ciência e o espiritismo. Rejeitada. Não foi o primeiro diálogo que vimos rejeitado ultimamente.

A campanha movida pelos médicos foi ferrenha. Embasavam-se, é certo, em princípios de higiene e de saúde pública. Porém, não se creia em higidez de intenções, nem na exatidão de conceitos. Homeopatia, magnetismo, práticas religiosas de origem africana - aqui já resvalando no preconceito racial: a doutrina dos espíritos tornou-se um saco dentro do qual tentaram enfiar todo o rejeitado pela sociedade, tudo o que contrariava as pretensões do Estado nascente e da Igreja dominante. As práticas mediúnicas também foram acusadas de aumentar o número de "loucos". Hoje temos "loucura" como um conceito cultural, não apropriado às ciências psíquicas devido à sua vagueza. Em psicopatologia, fala-se em neurose, psicose, psicopatia. No século XIX, no Brasil e no mundo, doenças mentais, síndromes e transtornos estavam ainda por serem descritos e estudados. Todos poderiam ser considerados loucos, conforme a perspectiva que se adotasse. Daí a excelência do conto O alienista, de Machado de Assis.

De qualquer forma, podemos verificar na atualidade uma tímida reconciliação. A Universidade local, seguindo alguns poucos modelos no país, que por sua vez embasam-se em diversas instituições estrangeiras, promove anualmente um simpósio sobre Medicina e Espiritualidade. O psiquiatra Alexander Moreira-Almeida é um nome sério no meio acadêmico-científico, responsável pela promoção e realização de estudos. Suspeitamos até que alguns médicos, outrora perseguidores do espiritismo, hoje tentam dele assenhorear-se.

Os brasileiros adeptos do espiritismo no século XIX foram entusiasmados mas imaturos. Em vez de estudar os fenômenos que se apresentavam como espíritas, posicionando-se como antropólogos diante das diversas culturas e assim seguindo o exemplo do próprio Kardec, fizeram campanha contra os chamados feiticeiros e curandeiros, equiparando médiuns sérios e os oportunistas de sempre. Causaram suas próprias dificuldades. Pareciam acenar aos poderosos de então: "ei, vejam, nós também não gostamos deles! Eles não são espíritas, pode prender!". Em linguagem popular, esta atitude foi "um tiro no pé", pois o primeiro Código Penal republicano não fez distinção alguma e a todos reuniu sob a mesma lei. Em seu artigo 157, dispunha ser crime: "Praticar o Espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancias para despertar sentimentos de ódio ou amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim para fascinar e subjugar a credulidade pública". Poucas vezes o ser humano é mais lamentável do que quando se esforça em ser aceito num grupo.

A postura dos espíritas foi movimentar-se para nada resolver. Estavam mais preocupados com suas divergências internas a respeito de interpretações e defesa da "pureza doutrinária". Tentativas de unificação de pensamento reiteravam o malogro. Dissidências, chacrinhas, "panelas" e outras "divisões do reino" é que vão minando o trabalho sério e a paciência. Embora o Espiritismo tenha sido estabelecido como doutrina de base científica, filosófica e moral (desculpa, leitor, por usar esta palavra maldita nos dias de hoje), uma primeira cisão ocorreu quando grupos de pessoas privilegiaram estas bases isoladamente. Os primeiros a debandar foram os místicos ou religiosos. Predominaram a ponto de influenciar a visão social da doutrina, "convertendo-a" em religião e posicionando-a ao lado das demais instituições religiosas. No Brasil atual, falar em Espiritismo é falar em instituição religiosa. Diante de certas figuras, vislumbramos um catolicismo reencarnacionista de autoajuda. Justamente o que Kardec queria evitar. Pode parecer quixotesco de nossa parte a retomada do aspecto científico. Entretanto, sabemos onde o calo aperta.

Queríamos apenas que outras pessoas pudessem passar por experiências análogas a tantas que já passamos, seguras de que não estão sendo debochadas ou enganadas. E que estas experiências pudessem ter para suas vidas o mesmo valor que tiveram para a nossa. Como no dia que comparecemos pela primeira vez ao trabalho mediúnico de um centro espírita daqui de Taubaté. Posicionados diante do médium "incorporado" de um espírito que se apresentava como preto-velho, resmungamos a respeito de certas dificuldades do momento, inclusive algo sobre o comportamento do pai - mais conhecido no meio familiar como Pimpolho. O espírito consolou-nos a respeito do conteúdo de nossa fala e, sobre o Pimpolho, afirmou: "quanto a vosso pai, você vai ter uns dias de refresco; ele até já está de passagem comprada, não é?". Pessoa alguma naquela casa, salvo a companheira de nossos dias, sabia que naquela semana o pai faria uma viagem turística para a Turquia. Mais que um artifício, esta fala foi uma assinatura garantindo a seriedade do diálogo mantido naquele momento.


Ricardo de Mattos
Taubaté, 27/10/2014


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Saudade de ser 'professor' de Filosofia de Cassionei Niches Petry
02. Notas confessionais de um angustiado (VI) de Cassionei Niches Petry
03. Os Doze Trabalhos de Mónika. 3. Um Jogo de Poker de Heloisa Pait
04. Os Doze Trabalhos de Mónika. 1. À Beira do Abismo de Heloisa Pait
05. Os novos filmes de Iñárritu de Guilherme Carvalhal


Mais Ricardo de Mattos
Mais Acessadas de Ricardo de Mattos em 2014
01. Memórias de um caçador, de Ivan Turguêniev - 17/3/2014
02. Lares & Lugares - 18/8/2014
03. As Vacas de Stalin, de Sofi Oksanen - 10/2/2014
04. Kardec, A Biografia, de Marcel Souto Maior - 6/1/2014
05. Do outro lado, por Mary del Priore - 27/10/2014


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A LUTA PELO DIREITO
RUDOLF VON IHERING
FORENSE
(1997)
R$ 10,00



MARX
TERRY EAGLETON
UNESP
(1999)
R$ 15,00



O EGITO DOS FARAÓS
FEDERICO A. ARBORIO MELLA
HEMUS
(1981)
R$ 40,00



INTRODUÇÃO À PESQUISA PSICOLÓGICA
ARTHUR J. BACHRACH
E. P. U
(1975)
R$ 10,00



AMULET (THE LAST COUNCIL)
KAZU LIBUISHI
SCHOLASTIC
(2011)
R$ 35,00



O FERRO NA CONSTRUÇÃO CIVIL (EDIÇÃO PORTUGUESA)
MARIANO HERNANDEZ
EDIÇÕES CETOP (LISBOA)
(1973)
R$ 16,82



A HISTÓRIA
ELSA MORANTE
CÍRCULO DO LIVRO
R$ 45,45



JOYAS DE FAMILIA
JUDITH KRANTZ
EMECÉ
(1999)
R$ 60,00



OS AMBICIOSOS
HAROLD ROBBINS
CÍRCULO DO LIVRO
(1985)
R$ 7,00



AS MULTAS DE TRÂNSITO E O DUE PROCESS OF LAW;
REVISTA DE DIREITO DO TJ DO RJ - Nº 52
TJ RJ
(2002)
R$ 18,82





busca | avançada
39917 visitas/dia
1,1 milhão/mês