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Quinta-feira, 28/2/2002
Isso sim era guerra...
Juliano Maesano

+ de 2100 Acessos

Se há uma sugestão minha que você deve seguir, aproveite a chance e siga esta; pois garanto que essa coluna e o filme de que trata ficarão na sua memória.

Há muito tempo eu não ficava estarrecido perante um filme. Aposto que muitos de nós poderiam dizer o mesmo... Depois de centenas ou milhares de filmes assistidos, é duro algo nos surpreender. Pois é, em quase dois anos ininterruptos de edição num programa de cinema clássico, finalmente me deparei com algo que me deixou acordado à noite. É o documentário Shooting War, que leva o título de Filmando a Segunda Guerra, que está estreando hoje mesmo, dia 28 de fevereiro às 22 horas, no canal Telecine Classic. Quem perder, procure a única reprise na Sexta, dia 1º de março às 9h50 da manhã. Quem não for assinante, peça a um amigo para gravar. É imperdível para qualquer fã de cinema, guerra ou História.

Antes vou me retratar pois, pensando bem, esses últimos anos de trabalhos com o cinema clássico me trouxeram ótimos frutos. Hoje poderia dizer que conheço uma boa parte de filmes, astros e diretores dos anos dourados do cinema. E que belas obras temos ali... mas isso fica pra outro papo, pois o assunto hoje é outro: Guerra.

Filmando a Segunda Guerra é um documentário produzido por Steven Spielberg e apresentado por Tom Hanks. Atenção: não confundir com o Band of Brothers, da mesma dupla que estará passando na HBO. Esse também deve ser um ótimo material, mas não o assisti ainda. Note também que na época Hanks devia estar filmando Náufrago, pois está com uma comprida barba desgrenhada...

Voltando, o documentário em questão traz entrevistas com cinegrafistas da época do combate, contando suas agruras no front. Pra quem não sabe, os EUA (assim como a Alemanha e outros) investiram certo esforço em obter imagens reais das batalhas, para animar e instruir seus cidadãos e fazer sua propaganda, no sentido literal.

São imagens belas e fortes, que não são páreo pra nada que o cinema possa fazer em ficção, já que sabemos que o sangue, no caso deste documetário, é real. O que mais me chocou foi sentir a realidade de uma guerra que moveu milhões de vidas, em imagens que nunca mais foram repetidas na História Mundial. E nunca mais serão... Pois depois da "Segunda", as outras maiores guerras foram travadas em ruínas, desertos, montanhas e florestas.

Aqui não. É chocante ver tanques invadindo Paris, tiroteios nas capitais mundiais, o povo desesperado... E corpos, muitos corpos... E não pensem que vê-se de longe não, podemos ver os rostos e os gritos de soldados americanos, japoneses e alemães em cada trecho. E novamente os corpos... queimados, queimando, boiando, enterrados...

As imagens dos aviões são magníficas e as dos porta-aviões dão um show, as vezes até consegue-se rir com um ou outro pouso, por mais que se contenha... Mas no fundo, no fundo mesmo, o que me tocou mesmo foi ver e sentir que todos os soldados estão retratados ali nos poucos americanos, japoneses, alemães e franceses que aparecem. Até os nossos brasileiros que combateram na Itália. E por mais que se pareça piegas, fico com a idéia de que aqueles rostos não têm aqui no Brasil o respeito que merecem.

Quantos não deixaram seu país sem retornar vivos, pra depois alguns boçais os acusarem de querer dominar o mundo e de serem intrometidos? Seu governo tinha ou tem ainda razões escusas ou secretas? No caso não importa, pois o sentimento dos que realmente lutaram era apenas de salvar o mundo de uma ameaça que crescia. Tinham interesses próprios? Claro. Quem não tem? Mas por uma razão ou outra, o fato é que sua aliança é que virou o jogo... e deve ser duro sentir a ingratidão por parte dos países beneficiados, como nós mesmos ou os velhos franceses... Parece que alguns mereciam ser deixados na situação em que estavam, com as pernas bambas e o rabo entre elas...

No mais, não desgrude o olho da TV nem por um minuto. Verá cenas feitas no Japão mostrando os efeitos nucleares e até Mussolini depois de morto e linchado... São tantas imagens fortes de uma época em que a guerra era travada "olho no olho", com garra e resistência. Depois me contem suas impressões.

Logo após a estréia, hoje, dia 28 de fevereiro, o Telecine Classic mostrará outra obra da guerra: A Batalha de San Pietro, um documentário feito por John Huston na Itália. Os dois filmes juntos proporcionam uma sessão inesquecível.


Juliano Maesano
São Paulo, 28/2/2002


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