Arte moderna, 100 anos | Daniel Piza

busca | avançada
31833 visitas/dia
891 mil/mês
Mais Recentes
>>> CRIANÇAS DE HELIÓPOLIS REALIZAM CONCERTO DE GENTE GRANDE
>>> Winter Fest agita Jurerê Internacional a partir deste final de semana
>>> Coletivo Roda Gigante inicia temporada no Jazz B a partir de 14 de julho
>>> Plataforma Shop Sui dança dois trabalhos no Centro de Referência da Dança
>>> Seminário 'Dança contemporânea, olhares plurais'
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
>>> Meninos, eu vi o Bolsonaro aterrando
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
>>> O espelho quebrado da aurora, poemas de Tito Leite
>>> Carta ao(à) escritor(a) em sua primeira edição
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 3
>>> Juntos e Shallow Now
>>> Dicionário de Imprecisões
>>> Weezer & Tears for Fears
>>> Gryphus Editora
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
Últimos Posts
>>> É cena que segue...
>>> Imagens & Efeitos
>>> Segredos da alma
>>> O Mundo Nunca Foi Tão Intenso Nem Tão Frágil
>>> João Gilberto
>>> Retalhos ao pôr do sol
>>> Pelagem de flor: AMARELO
>>> Muriel e o vovô
>>> Opção de cada um
>>> Páginas pautadas
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Literatura brasileira hoje
>>> Detefon, almofada e trato
>>> Noturno para os notívagos
>>> YouTube, lá vou eu
>>> O papel aceita tudo
>>> Orgulho e preconceito, de Jane Austen
>>> O Mistério dos Incas
>>> Monteiro Lobato, a eugenia e o preconceito
>>> Rousseau e a Retórica Moderna
>>> Fritas acompanham?
Mais Recentes
>>> A Cabala - Tradição Secreta do Ocidente - Com quadros e ilustrações de Papus pela Pensamento (2005)
>>> Cavaleiros do Zodíaco - Saint Seiya - Vol 17 de Masami Kurumada pela Jbc (2012)
>>> As Artes Adivinhatórias - Grafologia - Quiromancia - Morfologia de Papus pela Ciências Ocultas (1989)
>>> No Caminho da Evolução - pelo Espírito Simone de Aparecida D. Talhari pela João Batista (2010)
>>> A Escolha de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2013)
>>> Uma Carta de Amor de Nicholas Sparks pela Arqueiro (2014)
>>> Um Amor para Recordar de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2015)
>>> À primeira vista de Nicholas Sparks pela Arqueiro (2014)
>>> O melhor de mim de Nicholas Sparks pela Arqueiro (2012)
>>> O Casamento de Nicholas Sparks pela Arqueiro (2012)
>>> Noites de Tormenta de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2011)
>>> Negro e Amargo Blues de James Lee Burke pela Record/ RJ. (1998)
>>> Marcas de Nascença de Sarah Dunant pela Record/ RJ. (1998)
>>> Mistério À Americana- 2: Uma Antologia dos Melhores contos Norte-americanos de Mistério... de Lawrence Block (Editor Convidado/ Vários autores) pela Record/ RJ. (2003)
>>> Mistério À Americana- 2: Uma Antologia dos Melhores contos Norte-americanos de Mistério... de Lawrence Block (Editor Convidado/ Vários autores) pela Record/ RJ. (2003)
>>> Camaradas de Miami de José Latour pela Record/ RJ. (2007)
>>> Camaradas de Miami de José Latour pela Record/ RJ. (2007)
>>> Manual de Sobrevivência Em Recepções Com e Coquetéis Com Bufê Escasso de Angelo Machado/ Ilustrações: Lor pela Ed. Lê/ Belo Horizonte (1998)
>>> Os Corvos de Hollywood de Joseph Wambaugh pela Record/ RJ. (2011)
>>> Querido John de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2010)
>>> Livro Fisiologia Clínica do Sistema Digestório de Carlos Roberto Douglas pela Tecmed (2004)
>>> Primeiros Passos 050 - O que é Magia de João Ribeiro Júnior pela Brasiliense / Abril Cultural (1985)
>>> Livro Defesas no Código de Trânsito Brasileiro de Omar Zanette Tobias pela Tradebook (2014)
>>> Planejamento Tributário à Luz da Jurisprudência de Coordenador: Douglas Yamashita pela Lex (2007)
>>> Tutela Cautelar Nas Falências e Concordatas de Caio Graccho Barretto Junior pela Saraiva/ Sp. (1995)
>>> Livro Estimulação Precoce: Inteligência Emocional e Cognitiva de 0 a 1 Ano de José Luiz França pela Grupo Cultural (2018)
>>> Código Comercial e Legislação Complementar Anotados de Fábio Ulhôa Coelho pela Saraiva/ Sp. (1996)
>>> Direito e Internet - Liberdade de Informação, Privacidade e responsabilidade Civil de Liliana Minardi Paesani pela Atlas (2008)
>>> Dicionário de Estudos Bíblicos de Francisco de Jesus Maria Sarmento pela Rideel (2016)
>>> Livro Transtornos de Aprendizagem e Autismo de Ana Maria Salgado Gómez pela Grupo Cultural (2014)
>>> Livro Patologia de Arnaldo Rocha pela Rideel (2017)
>>> Praticabilidade e Justiça Tributária - Exequibilidade de Lei Tributária e Direitos do Contribuinte de Regina Helena Costa pela Malheiros (2007)
>>> Ayuda o Recolonización? Lecciones de un Fracaso (ed. Ltda) de Tibor Mende pela Siglo Veintuno/ México (1974)
>>> Eficácia nas Concessões, Permissões e Parcerias: Comntários. Jurisprudênci e LegislçãoContém Instrução... de Carlos Pinto Coelho Motta pela Del Rey/ Belo Horizonte (2008)
>>> Livro Atividades para o desenvolvimento da inteligência emocional nas crianças de Rafael Bisguerra pela Ciranda Cultural (2010)
>>> As Lanças do Crepúsculo de Philippe Descola pela Cosac Naify (2006)
>>> Código Civil Comentado - XV de Luiz Edson Fachin e Carlos Eduardo Pianovski Ruzyz pela Jurídico Atlas (2003)
>>> Viagem ao Afeganistão de Arthur Omar pela Cosac Naify (2010)
>>> Cadernos Etíopes de J.R. Duran pela Cosac Naify (2008)
>>> Dvdteka Español Sì O Curso De Espanhol Da Abril de Abril Coleções pela Abril Coleções (2011)
>>> Photo Poche Nº 5 de Sebastião Salgado pela Cosac Naify (2011)
>>> Coleção Foto Poche Nº 12 de Seydou Keita pela Cosac Naify (2014)
>>> Grande Dicionário Barsa da Língua Portuguesa - 4 Vols + DVD de Equipe Barsa Planeta pela Barsa Planeta (2005)
>>> Código Civil Comentado - Volume XX de Euclides de Oliveira pela Jurídico Atlas (2004)
>>> O manual da raiva de Dr. Les Carter / Dr. Frank Minirth pela Thomas Nelson (2013)
>>> Coleção Barsa Hello Hoobs - Inglês para crianças de Barsa Planeta pela Barsa Planeta (2007)
>>> Coleção Explorando o Ensino Antártica de Diversos Autores pela Ministério da Educação (2009)
>>> Livro História do Brasil Barsa - 4 Livros + CD Interativo de Paulo Nascimento Verano pela Barsa Planeta (2011)
>>> Código Civil Comentado XI - Direito de Empresa de Priscilla M. Correa da Fonseca, Rachel Sztajn pela Atlas (2008)
>>> Introdução á Psicologia Aplicada á Administração de C.G Chaarron -S.M Evers -E.C Fenner pela Saraiva (1976)
ENSAIOS

Segunda-feira, 10/9/2007
Arte moderna, 100 anos
Daniel Piza

+ de 13700 Acessos
+ 2 Comentário(s)

A tela máxima do modernismo, As Senhoritas de Avignon, de Pablo Picasso, completou cem anos de existência. O que isso quer dizer? Quer dizer que o modernismo, amigo, está velho, bem velho. Há boatos até de que já estaria morto. Mas não passam disso, boatos.

O conceito de arte moderna é tão elástico que é capaz de ricochetear de volta em quem o estica. Para alguns, o primeiro artista moderno foi Goya, que adotou uma linguagem aguda e veloz para reagir aos acontecimentos de sua época. Para outros, foi Delacroix, com suas pinceladas curtas que transmitem vibração à tela. Para outros ainda, foi Manet, com sua Olímpia, uma mulher avançada e ambígua, cuja volúpia parece um desafio na forma de um convite. Por fim, há quem diga que a arte moderna tem dois pais de temperamentos distintos, o rigoroso Cézanne e o ansioso Van Gogh, o primeiro pelo desenho que quebra a perspectiva, o segundo pelas cores que subvertem a convenção. (Como sempre, tal polarização implica muita injustiça. A cor em Cézanne é fundamental para criar uma sensação até mesmo táctil de realidade; a linha em Van Gogh, para criar uma noção de volume que não obedece à perspectiva matemática.)

Seja como for, o que ocorre na arte ao longo do século XIX é uma aproximação física – material, concreta, exposta na própria linguagem – entre sujeito e objeto. O artista fala mais abertamente de si mesmo ao falar de alguma coisa. O tema é quase um pretexto para ele exprimir sua condição pessoal e ao mesmo tempo torná-la universal, permitindo que o observador se identifique com seu estado de espírito. Há uma tentativa – antes de mais nada, admitida como tentativa – de superar a divisão entre classicismo e romantismo, entre o privilégio do objeto e o privilégio do sujeito. E isso, no início do século XX, especialmente com a obra de Picasso, chega a um ponto em que inaugura um procedimento, um modo de linguagem. Não que outros artistas como os citados não tenham realizado “rupturas”, “breakthroughs” equivalentes; mas o que se convencionou chamar de modernismo tem sua forma mais característica com as Demoiselles.

Antes de seguir, porém, vale anotar que toda uma escola de interpretação a respeito do modernismo, escola que tomou corpo ao longo do século XX, causou uma série de distorções a respeito do que veio antes dele. A própria idéia de “ruptura” é contestável, até porque muitos – e Picasso em destaque – sempre declararam estar trabalhando a partir da tradição, a qual buscavam renovar por amor a ela, não para descartá-la como “coisa de museu”. Outra distorção diz respeito ao caráter mimético da arte pré-moderna. É como se tudo que foi pintado antes, digamos de Giotto a Goya, tivesse como missão única copiar a realidade exterior tal como é, “fotograficamente”, naqueles tempos em que não havia fotografia – e muito menos cinema e televisão – para registrar imagens de pessoas, coisas e paisagens. Supor que a preocupação maior de um Rembrandt fosse mimetizar as formas reais é reducionismo atroz.

Também são insuficientes as explicações mais “técnicas”, digamos, sobre a mudança numa hierarquia entre forma e fundo. É verdade que Matisse usa elementos que antes seriam decorativos ou secundários numa pintura de um modo novo, dando-lhes peso relativo maior. Mas não se pode tomar essa atitude como se fosse um salto numa “linha evolutiva”, como se na pintura modernista já não houvesse hierarquia alguma, sintaxe alguma. Certos teóricos deram a entender que a finalidade da estética moderna seria fugir cada vez mais da representação, do reconhecimento de objetos reais na tela; daí às teses sobre a “explosão da superfície bidimensional” (em direção à arte conceitual, feita de instalações) ou a abolição total da “representação” (segundo a qual a pintura de Malevitch ou Mondrian não teria sentido algum salvo o da própria questão de linguagem, o mero “arranjo de formas e cores”) foi um passo.

Já é tempo de abandonar essas visões simplistas e lineares – ou seja, nada modernas – sobre a história da arte. O que os diversos movimentos modernistas propuseram, entre eles o cubismo, pode ter soado “radical” ou “chocante” em sua época, mas as obras de arte que sobreviveram aos projetos utópicos e muitas vezes ideológicos são aquelas que não se basearam numa fácil refutação do passado, e sim numa elaborada revisão dele em face dos novos tempos, novos tempos marcados pela ascensão de uma vida urbana, novidadeira, inquietante, que obrigava e obriga o ser humano a repensar certezas a todo momento. Foi em grande parte por essa rotulação da arte moderna que o modernismo perdeu fôlego. E que ele perdeu fôlego me parece cada vez mais claro.

Bastaria o exemplo de Picasso, cuja obra tem uma grandeza e um vigor de quem busca se equiparar aos Grandes Mestres que, ainda criança, estudava com afinco no Museu do Prado. Ou Matisse, Miró, Mondrian. Mas pense também na literatura. Escritores da segunda metade do século XX, para não falar deste início de século XXI, mal disfarçam o poder que sobre eles exercem os fantasmas de grão-modernos como Marcel Proust, Thomas Mann, James Joyce, Franz Kafka. Seus livros são grandes aventuras lingüísticas e humanas, uma mistura sofisticadíssima de gêneros, visões profundas do indivíduo diante da história de seu tempo. Onde está essa inventividade hoje? Onde está essa abrangência? Tudo que se escreve hoje, inclusive por bons escritores como Philip Roth, Günter Grass, Ian McEwan, Amós Oz, tudo parece pálido, descafeinado, diante deles.

Aos poucos parece evidente a um número maior de pessoas que as artes e as idéias – é melhor nem falar de cientistas como Einstein, Bohr ou Dirac – viveram entre 1880 e 1930 um período tão fértil quanto havia sido o Renascimento ou o Iluminismo. E, sendo tão fértil, é sob a sombra dele que vivemos até hoje, mesmo que conceitos como “pós-modernismo” – que na verdade é apenas a aposta mais sistemática em recursos já valorizados pelos modernos, como a alegoria e a colagem – tenham buscado um alívio para essa influência. Mas quem poderia negar que a obra de um Roth é, antes de mais nada, modernista, ou a pintura de um Anselm Kiefer? Não há entre elas e as obras de cem anos atrás a diferença que há entre As Senhoritas de Avignon e Olímpia. De jeito nenhum. E este é o ponto central.

Certo, alguém pode argumentar que algumas táticas modernistas se esgotaram. Diversos movimentos se asfixiaram em seus próprios excessos. Subprodutos da vanguarda de cem anos atrás ultrapassaram limites que não são os da convenção ou do conservadorismo, mas os da própria noção do que é arte e do que é uma obra de arte duradoura. Certos músicos tentaram abdicar da melodia; autores de instalações converteram suas obras em acontecimentos sociais ou políticos, jamais estéticos; narradores da literatura e do cinema se entregaram a exercícios de obscuridades; poetas abriram mão da sintaxe; etc., etc. Enquanto isso, por sinal, o grande público continuou consumindo canções feitas de rimas e melodias, filmes que contam histórias com personagens, imagens figurativas em revistas, etc. Cole Porter, John Ford, Saul Steinberg – não por menos cito três americanos – encontraram no gosto de todas as classes e gerações um lugar aonde Stockhausen, Robbe-Grillet, Duchamp jamais chegarão.

Nessa bifurcação, no entanto, a arte perdeu força. Ou ela é comercial demais e portanto não quer saber de mesclar gêneros ou parecer densa, ou ela é experimental e portanto se dirige apenas aos pedantes e nem vê que também optou por uma convenção. Quando Picasso pintou seu quadro em 1907, levou meses para terminá-lo; fez centenas de esboços, mudou de rumo várias vezes, perdeu noites de sono porque sabia que queria chegar a um território inexplorado e estava inseguro sobre como fazê-lo. Sabia também que, depois de um estranhamento inicial, viria o encantamento geral. Para ele não havia oposição entre inovar e comunicar; ao contrário. E suas formas angulosas e sua composição vertiginosa são a melhor tradução expressiva disso.

O modernismo está vivo, ainda que um século tenha se passado. Talvez seja importante aceitar que grandes viradas são raras na história da arte e do conhecimento. O mesmo modernismo, porém, criou a mentalidade de que há sempre uma grande ruptura a ser feita ainda. Eu já me contentaria com obras de arte que fossem tão inconformistas quanto as de um século atrás.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na revista Continente Multicultural, em agosto de 2007.


Daniel Piza
São Paulo, 10/9/2007

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Para o Daniel Piza. De uma leitora de Eugenia Zerbini
02. A Cultura do Consenso de André Forastieri
03. Crítica literária ainda existe? de José Castello
04. Sermão ao cadáver de Amy de João Pereira Coutinho
05. Pierre Seghers: uma exposição de Manoel de Andrade


Mais Daniel Piza
Mais Acessados de Daniel Piza
01. Arte moderna, 100 anos - 10/9/2007
02. Como Proust mudou minha vida - 15/1/2007
03. Saudades da pintura - 16/5/2005
04. A pequena arte do grande ensaio - 15/4/2002
05. André Mehmari, um perfil - 20/11/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
17/9/2007
11h06min
O que faz com que os "bisões de Altamira", as pinturas rupestres com mais de dez mil anos de idade, possuam uma modernidade assustadora? Creio que é a ausência da passionalidade, da intenção do "sublime", o fator que mais caracteriza o que seja moderno, em pintura. Picasso, apesar da violação da forma e da cor, ainda deve muito ao barroco. É uma pintura pletórica demais, cheia de fantasmas barrocos, se é possível dizer assim. Van Gogh daria a outra orelha para pintar como Rembrandt - era um romântico incurável. A modernidade é mais evidente em Modigliani e Paul Klee, por exemplo. Ou seja, recusam o "deslumbramento" do observador; impõem uma distância, típica do modernismo, entre a obra e aquele que a observa. Mas, buscando um exemplo na música, pra variar, as duplas sertanejas que ainda pululam por aí atestam que a modernidade é muito rara.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
27/9/2007
18h26min
O modernismo está morto? Não diria morto, mas velho. Velho porque se antecipou, e você sabe: quem se antecipa logo velho fica. Velho de tanto inovar, que não consegue se renovar agora, tampouco revolucionar. Caiu num comodismo, num ostracismo; ficou obsoleto; ficou massivo. O velho modernismo, nosso velho conhecido, não agoniza: cala-se diante da imensidão do porvir.
[Leia outros Comentários de Lúcia do Vale]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




SEXO E AFETO NA TERCEIRA IDADE
ANA PERWIN FRAIMAN
GENTE
(1994)
R$ 10,07



CONCEPCOES POLITICAS DO ESTADO E DA QUESTAO NACIONAL NOS SECULOS
LUIZ TOLEDO MACHADO
CPC UMES
(2000)
R$ 5,04



A DITADURA ENVERGONHADA - AS ILUSÕES ARMADAS
ELIO GASPARI
COMPANHIA DAS LETRAS
(2002)
R$ 35,00
+ frete grátis



E O NILO CONTINUA ...
CARMEN ANNES DIAS PRUDENTE
EDIÇÕES MELHORAMENTOS
(1958)
R$ 9,50



ÁTILA, O FLAGELO DE DEUS
THOMAS B COSTAIN
BOA LEITURA
R$ 5,75



NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI
EDUARDO ALVES DA COSTA
NOVA FRONTEIRA
(1985)
R$ 25,00



TEMPO DE MENINO
DOMINGOS PELLEGRINI
ÁTICA
(1992)
R$ 4,00



VERSOS TRAVESSOS
ANA RAQUEL; ANGELA LEITE DE SOUZA
SALESIANA
(2006)
R$ 8,00



DECISÕES QUE FAZEM A DIFERENÇA
MAGALHÃES JR
SALESIANA
(2005)
R$ 5,99



UNA GUÍA PARA LA ACCIÓN: LOS INFORMES ALTERNATIVOS ANTE EL COMITÉ DE D
DANTE VERA MILLER (ELABORAÇÃO) PERU
CEDAL
(2002)
R$ 19,82





busca | avançada
31833 visitas/dia
891 mil/mês