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DIGESTIVOS

Sexta-feira, 12/1/2007
Digestivo nº 311
Julio Daio Borges

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+ 2 Comentário(s)




Literatura >>> Poeta das mercadorias
Parece incrível mas conseguiram colocar Roseana Sarney no segundo lugar, com 20% das intenções de voto, entre o rol dos pré-candidatos à Presidência da República. A política nacional tem dessas reviravoltas, desafiando a criatividade até mesmo dos terroristas de Bin Laden. É desanimador. Quando se pensa que os meios de comunicação amadureceram, prometendo apurações mais rigorosas de fenômenos de fim-de-semana (como esse), eis que surge uma ilustre desconhecida (pelo menos fora do Norte e Nordeste), na capa dos principais semanários de Pindorama. Pouco mais de dez anos sem Sir Ney, estamos prestes a reeleger a família, que é sinônimo do nosso atraso histórico, só porque Roseana é bonitinha, tem a saúde debilitada e aparece nos comerciais de Nizan Guaranaes sem falar nenhuma palavra. Em boca fechada não entra mosca. O brasileiro médio continua julgando pelas aparências. Nesse aspecto, ninguém precisa se preocupar: Serra, Lula, Brizola, etc., não têm a menor chance de ganhar, são muito desagradáveis esteticamente. Nem mesmo Ciro Gomes, apesar da Patrícia Pillar. O País vive, ao mesmo tempo, um deslumbramento ante as candidatas mulheres, que – supostamente livres das paixões da testosterona – trariam mais serenidade a um governo hipotético. Marta Suplicy está aí para provar: as únicas notícias, que se tem dela, referem-se às suas disputas com os vereadores, com o próprio PT, e com o ex-marido de décadas. Uma TPM que dura meses. Enfim. Os modismos e as ondas são sempre abomináveis, toda a unanimidade é burra. O que há de mais lastimável, porém, nesse episódio todo, é que – depois de tudo – ainda seja aventada a possibilidade, mesmo que brincalhona, de se trazer os Sarney de volta para o Planalto. Será que todo mundo esqueceu do bordão “brasileiros e brasileiras”? Da inflação de mais de 80% ao mês? Da “conversa ao pé do rádio”? Dos “Marimbondos de Fogo”? De um “poeta” que, dentro da América Latina, falava em “ranelas” (ventanas) e “desinvuelvimiento” (desarrollo)? De uma primeira-dama que desfilava, no Exterior, com anéis no dedão? Da salada de cruzeiros, cruzados e cruzados novos? Do “tem que dar certo”? Da ferrovia Norte-e-Sul? Dos “fiscais do Sarney”? Sim, são lembranças de causar engulhos. Mas antes passar mal agora do que depois. [1 Comentário(s)]
>>> Rumo à estação Finlândia
 



Música >>> Religioso, mágico, sofisticado, profano
Parece incrível mas conseguiram colocar Roseana Sarney no segundo lugar, com 20% das intenções de voto, entre o rol dos pré-candidatos à Presidência da República. A política nacional tem dessas reviravoltas, desafiando a criatividade até mesmo dos terroristas de Bin Laden. É desanimador. Quando se pensa que os meios de comunicação amadureceram, prometendo apurações mais rigorosas de fenômenos de fim-de-semana (como esse), eis que surge uma ilustre desconhecida (pelo menos fora do Norte e Nordeste), na capa dos principais semanários de Pindorama. Pouco mais de dez anos sem Sir Ney, estamos prestes a reeleger a família, que é sinônimo do nosso atraso histórico, só porque Roseana é bonitinha, tem a saúde debilitada e aparece nos comerciais de Nizan Guaranaes sem falar nenhuma palavra. Em boca fechada não entra mosca. O brasileiro médio continua julgando pelas aparências. Nesse aspecto, ninguém precisa se preocupar: Serra, Lula, Brizola, etc., não têm a menor chance de ganhar, são muito desagradáveis esteticamente. Nem mesmo Ciro Gomes, apesar da Patrícia Pillar. O País vive, ao mesmo tempo, um deslumbramento ante as candidatas mulheres, que – supostamente livres das paixões da testosterona – trariam mais serenidade a um governo hipotético. Marta Suplicy está aí para provar: as únicas notícias, que se tem dela, referem-se às suas disputas com os vereadores, com o próprio PT, e com o ex-marido de décadas. Uma TPM que dura meses. Enfim. Os modismos e as ondas são sempre abomináveis, toda a unanimidade é burra. O que há de mais lastimável, porém, nesse episódio todo, é que – depois de tudo – ainda seja aventada a possibilidade, mesmo que brincalhona, de se trazer os Sarney de volta para o Planalto. Será que todo mundo esqueceu do bordão “brasileiros e brasileiras”? Da inflação de mais de 80% ao mês? Da “conversa ao pé do rádio”? Dos “Marimbondos de Fogo”? De um “poeta” que, dentro da América Latina, falava em “ranelas” (ventanas) e “desinvuelvimiento” (desarrollo)? De uma primeira-dama que desfilava, no Exterior, com anéis no dedão? Da salada de cruzeiros, cruzados e cruzados novos? Do “tem que dar certo”? Da ferrovia Norte-e-Sul? Dos “fiscais do Sarney”? Sim, são lembranças de causar engulhos. Mas antes passar mal agora do que depois. [Comente esta Nota]
>>> Cantos do Nosso Chão
 



Artes >>> It’s digital, it’s DaniCast
Parece incrível mas conseguiram colocar Roseana Sarney no segundo lugar, com 20% das intenções de voto, entre o rol dos pré-candidatos à Presidência da República. A política nacional tem dessas reviravoltas, desafiando a criatividade até mesmo dos terroristas de Bin Laden. É desanimador. Quando se pensa que os meios de comunicação amadureceram, prometendo apurações mais rigorosas de fenômenos de fim-de-semana (como esse), eis que surge uma ilustre desconhecida (pelo menos fora do Norte e Nordeste), na capa dos principais semanários de Pindorama. Pouco mais de dez anos sem Sir Ney, estamos prestes a reeleger a família, que é sinônimo do nosso atraso histórico, só porque Roseana é bonitinha, tem a saúde debilitada e aparece nos comerciais de Nizan Guaranaes sem falar nenhuma palavra. Em boca fechada não entra mosca. O brasileiro médio continua julgando pelas aparências. Nesse aspecto, ninguém precisa se preocupar: Serra, Lula, Brizola, etc., não têm a menor chance de ganhar, são muito desagradáveis esteticamente. Nem mesmo Ciro Gomes, apesar da Patrícia Pillar. O País vive, ao mesmo tempo, um deslumbramento ante as candidatas mulheres, que – supostamente livres das paixões da testosterona – trariam mais serenidade a um governo hipotético. Marta Suplicy está aí para provar: as únicas notícias, que se tem dela, referem-se às suas disputas com os vereadores, com o próprio PT, e com o ex-marido de décadas. Uma TPM que dura meses. Enfim. Os modismos e as ondas são sempre abomináveis, toda a unanimidade é burra. O que há de mais lastimável, porém, nesse episódio todo, é que – depois de tudo – ainda seja aventada a possibilidade, mesmo que brincalhona, de se trazer os Sarney de volta para o Planalto. Será que todo mundo esqueceu do bordão “brasileiros e brasileiras”? Da inflação de mais de 80% ao mês? Da “conversa ao pé do rádio”? Dos “Marimbondos de Fogo”? De um “poeta” que, dentro da América Latina, falava em “ranelas” (ventanas) e “desinvuelvimiento” (desarrollo)? De uma primeira-dama que desfilava, no Exterior, com anéis no dedão? Da salada de cruzeiros, cruzados e cruzados novos? Do “tem que dar certo”? Da ferrovia Norte-e-Sul? Dos “fiscais do Sarney”? Sim, são lembranças de causar engulhos. Mas antes passar mal agora do que depois. [Comente esta Nota]
>>> Daniela Castilho no Dynamite Pub
 

 
Julio Daio Borges
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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
10/1/2007
13h18min
Sinto que nossa musica - a musica popular brasileira - tenha, por convençao das ignorancias e preguiças da massa, atingido um ponto de solidificaçao impropria ao bom gosto e 'a qualidade artistica. Penso que o brasileiro em geral quando compra um calçado sente-se seguro e incluido no grupo ao comprar um Nike. Porque ele vai arriscar adquirir pra si uma arte desconhecida e diferente ao ouvido do povo? Isso me da' medo, restringe mais e mais os bons ouvintes da boa musica... Afinal quem manda ainda é o mercado. Torço para que trabalhos como o de Benjamin Taubkin perdurem... E eu sigo calçando sandalias.
[Leia outros Comentários de Bruno Melo]
15/1/2007
21h42min
Li o "Rumo à Estação Finlândia" já faz alguns anos. Talvez uma das melhores abordagens da revolução soviética porque Edmund Wilson, pese sua simpatia pela causa, não permite que sua objetividade seja ameaçada, de forma que seu enfoque não perde o foco e é neutro na medida do possível. Wilson valoriza a questão humana por trás da questão puramente política. É irônico que a gente aprenda coisas sobre a revolução russa, e aprenda bastante, com livros escritos por norte-americanos, como John Reed e Edmund Wilson. Sendo que o último é bem melhor. Muito bem lembrado.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]

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