Os desafios de publicar o primeiro livro | Luis Eduardo Matta | Digestivo Cultural

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Terça-feira, 23/3/2004
Os desafios de publicar o primeiro livro
Luis Eduardo Matta

+ de 33500 Acessos
+ 38 Comentário(s)

Costumo dizer que é preciso muita coragem, paciência e uma atração fora do comum pela Literatura e pelo ato de escrever, para uma pessoa, em algum momento da vida, cometer o desatino de querer ser escritor no Brasil e aceitar enfrentar os percalços espinhosos decorrentes desta, eu diria, quase irresponsável decisão. Não só pelo trabalho em si, que é árduo, demorado e, muitas vezes, penoso, como pelas pobres perspectivas de êxito num mercado ainda imaturo, tacanho e rudimentar, cujo grau de profissionalismo, a despeito dos inegáveis avanços verificados na última década e meia, encontra-se ainda muitíssimo aquém do desejado.

Um autor desconhecido que deseje transformar o manuscrito no qual trabalhou durante meses, às vezes anos, num livro publicado terá pela frente uma missão muito mais difícil e enigmática do que imagina. É um problema que aflige uma enormidade de brasileiros - em especial jovens apaixonados pela escrita ou, tão simplesmente, pela perspectiva de construir uma carreira literária -, os quais fazem chegar, semanalmente, às nossas casas editorias centenas de manuscritos, na esperança de que sejam lidos e, quem sabe, publicados dali a alguns meses. Raras vezes isso acontece. Ao que parece, impera nas editoras uma indisfarçável má-vontade em lidar com autores inéditos, o que é comprovado pelo precário processo de avaliação de originais não-solicitados praticado na maioria delas. Em geral, esta função é delegada a assistentes editoriais pouco graduados que, depois da leitura de umas poucas páginas intercaladas, encaminham os textos diretamente para a pilha de devoluções, como num jogo de cartas marcadas, onde a sentença já está decidida antes mesmo de iniciado o julgamento. E então, num prazo que costuma variar de trinta dias a um ano após a remessa dos originais, o autor recebe um comunicado frio e sucinto da editora, informando que o livro não se encaixa na linha editorial da casa (mesmo quando se encaixa) ou que o cronograma de lançamentos para os próximos meses já está definido (mesmo quando não está. E em geral nunca está. Isso porque, quando um título interessa, os impedimentos imediatamente desaparecem) ou as duas anteriores juntas, isso quando a editora se dá ao trabalho de responder. Muitos editores optam pelo silêncio, acreditem ou não, por receio de que uma resposta por escrito crie um indesejado vínculo com um autor chato, que em vez de se limitar ao papel de consumidor de livros, fica amolando a editora com seus garranchos impublicáveis. Não é brincadeira. Tive a oportunidade de ouvir isso textualmente por mais de uma vez, em rodas de conversa das quais me aproximei sem ser notado durante saraus, lançamentos de livros e nos corredores da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que freqüento desde a edição de 1993.

Esse conflito entre autores e editores não é propriamente novo e a rejeição de um manuscrito por parte de uma editora está longe de significar um veredicto definitivo e irrefutável acerca da sua qualidade ou do seu potencial de vendas. John Grisham, autor de mega-sucessos como A Firma e O Dossiê Pelicano e um dos escritores de maior vendagem desde os tempos de Gutenberg, teve o seu primeiro romance, Tempo de Matar, recusado por quinze agências literárias e vinte e oito editoras nos Estados Unidos até, enfim, conseguir ser publicado com uma tiragem modesta pela pequena Wynwood Press, em 1989. E o que dizer de Paulo Coelho, que viu a primeira edição de O Alquimista ser devolvida por seu primeiro editor por haver vendido menos de mil exemplares e de Margaret Mitchell, que teve a tradução brasileira de E O Vento Levou rejeitada, nos anos trinta, por ninguém menos do que Érico Veríssimo, à época editor da Globo, que não fora capaz de prever o êxito estrondoso que a saga de Rhett Butler e Scarlett O'Hara teria poucos anos depois, sobretudo após o lançamento da sua monumental adaptação cinematográfica, hoje um clássico do Cinema internacional.

É certo que a esmagadora maioria dos originais que chegam a uma editora não possui qualidade suficiente para ser publicada, por inúmeras razões que não cabe aqui esmiuçar. Também é preciso que se diga que uma editora comercial é, antes de tudo, uma empresa, que não tem qualquer obrigação de aceitar um autor novo, de avaliar seus textos ou sequer de recebê-los. Para viabilizar seu funcionamento e obter rentabilidade, ela precisa estar atenta aos movimentos de um mercado muito disputado, onde os custos de impressão são altos, os meios de divulgação, escassos e os pontos de venda, em número extremamente reduzido, se comparados ao volume de lançamentos. Além disso, a avaliação criteriosa de um manuscrito custa caro: uma leitura crítica acompanhada de um parecer detalhado, dependendo da extensão do texto, não sai por menos de cento e cinqüenta reais. É preciso que o autor inédito tenha escrito um livro excepcional para ter sua publicação seriamente considerada e, ainda assim, ela implicará num risco que nem sempre o editor está disposto a correr. A editora Laura Bacellar, no seu guia Escreva Seu Livro (Mercuryo; 160 páginas, 2001) afirma que, para ser publicado, um original precisa basicamente: 1) ter qualidade; 2) estar dentro da linha editorial da empresa; 3) ter boas perspectivas de vendas. No entanto, dado o desdém dos editores em relação aos manuscritos que lhes chegam, um texto pode reunir todas essas características e mais alguma coisa e mesmo assim ser sumariamente recusado. Isto é: ter escrito uma obra-prima ou um potencial best-seller não é garantia de publicação.

O que os novos escritores podem fazer diante dessa conjuntura? Como poderão mostrar ao que vieram, se não conseguem sequer encontrar uma única porta aberta que lhes dê uma chance de ser postos à prova? Em países como Estados Unidos, Espanha e Alemanha eles ainda contam com a assistência dos agentes literários, que possuem um esquema ágil e eficiente de seleção e apresentação de originais, poupando os escritores do contato desgastante com as editoras, mas por aqui esses profissionais ainda são raros (menos de uma dezena, enquanto nos Estados Unidos são quase dois mil) e, em geral, com uma sobrecarga de trabalho que os impede de admitir novos clientes. Imaginem o quão difícil seria para um bacharel em Direito tornar-se um advogado renomado se não conseguisse ingressar num escritório onde pudesse pôr em prática todo o conhecimento adquirido na universidade. Assim como um advogado necessita do suporte de uma firma ou escritório para crescer na profissão, um manuscrito só poderá se transformar num livro bem-sucedido, se tiver o apoio de uma casa editorial capaz de identificar nele as qualidades necessárias para convertê-lo em algo viável, seja do ponto de vista cultural ou comercial. Digo isso, porque são raríssimas as ocasiões em que um manuscrito chega a uma editora inteiramente acabado, impecável em todos os sentidos, pronto para ir para o prelo e dali para as prateleiras das livrarias e isso é particularmente verdade no caso dos autores iniciantes. Trata-se de uma circunstância natural e compreensível. Um escritor, por estar intimamente ligado ao seu livro, dificilmente consegue avaliá-lo objetivamente e, por isso mesmo, às vezes comete pequenos deslizes que a orientação correta e profissional de um editor competente e empreendedor pode corrigir sem maiores atropelos. A lapidação de um texto é parte do processo de publicação em todo o mundo editorial civilizado. Se houvesse, por parte das editoras, uma preocupação genuína em garimpar, em meio à pilha de manuscritos inéditos, textos de talentos promissores e uma disposição em investir neles a médio prazo, certamente o mercado editorial brasileiro viveria dias melhores. Ainda porque, o autor brasileiro é barato, se comparado aos estrangeiros, que praticamente dominam o calendário de lançamentos de todas as principais editoras. Para publicar o título de um escritor de fora, além de arcar com os custos da tradução, a editora precisa desembolsar um polpudo adiantamento em dólares ou euros para o autor. Esses livros muitas vezes vendem tiragens modestas que não compensam o investimento e sua divulgação, em geral, é limitada pela evidente ausência física do escritor que não pode ser entrevistado na TV ou travar um contato direto com o público pelo simples fato de morar em outro país e a tradução brasileira de seus livros ser apenas mais uma entre tantas outras espalhadas mundo afora. Aí, eu pergunto: não seria mais simples e viável investir num autor nacional?

A Literatura brasileira contemporânea é uma sombra do que foi um dia e seu esvaziamento se tornará cada vez mais acentuado à medida que escritores em atividade, consagrados em gerações passadas, forem desaparecendo e não surgirem outros que os substituam à altura. E há muita gente boa escrevendo por aí, que não consegue aparecer e acaba engavetando seus escritos, na esperança de dias melhores. Sempre que entro numa livraria e vejo, na seção de lançamentos, o livro de um autor brasileiro estreante exposto em destaque, a primeira imagem que me vem à mente é a de um cometa. Isso porque, assim como são raras as ocasiões em que um cometa dá o ar de sua presença por aqui, muito mais rara parece ser a disposição das nossas casas editoriais de abrir espaço para os novos talentos da Literatura nacional. Eu, inclusive, caso tivesse cara-de-pau e influência para isso, sempre que fosse informado do lançamento do livro de um autor novo, trataria de, por meio da imprensa e da internet, conclamar a população a correr às livrarias para testemunhar o raro fenômeno, que, assim como a passagem de um cometa ou a ocorrência de um eclipse, só acontece entre grandes intervalos de tempo. Seria uma espécie de flash mob cultural, que, com certeza, traria ao livro uma boa visibilidade. De todo modo, está lançada a idéia.

Nota do Editor
Leia também "Uma questão de ética editorial", do mesmo autor.


Luis Eduardo Matta
Rio de Janeiro, 23/3/2004


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* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
23/3/2004
09h23min
LEMatta, Honesto, porém ingênuo, o seu texto. Antes fosse tão simples assim editar um autor nacional. Aliás, quisera Deus tivéssemos autores publicáveis por aqui. Não temos. Vc é a exceção, não a regra.
[Leia outros Comentários de Paulo Polzonoff Jr]
29/3/2004
22h38min
Apesar de talvez fazer parte da regra apontada pelo senhor acima, consegui publicar meu primeiro romance. Ele se chama "Domingo." e foi publicado pela 7Letras. Já foi lançado aqui no Rio - e foi uma pena não ter tido acesso a você antes e ter podido lhe convidar pra ocasião - e no próximo dia cinco será lançado em SP. Caso você esteja interessado em novos autores - bem como em suas árduas provação na estrada da publicação me escreva; podemos trocar livros, não? Pra mais informações, veja essa matéria que saiu no JB sobre como publiquei meu livro. Ou dê uma passada no meu blog. Obrigado. E quero ler seu livro!
[Leia outros Comentários de Francisco Slade]
3/4/2004
11h39min
Seu artigo descreve com exatidão a luta do escritor inédito ou quase inédito no Brasil. Parece que as editoras copiam as respostas umas das outras: "embora tenha valor, sua obra não se encaixa no perfil desta editora" . Fiz de propósito uma vez: enviei para a mesma editora, em tempos diferentes, 4 obras distintas uma da outra, inclusive a tradução de um excelente livro de um autor espanhol bastante aceito no Brasil - e a resposta foi a mesma: que a obra não se "adequava ao perfil da editora". O que lamento e acho deplorável é que há no Brasil excelentes autores que vão simplesmente desistir de escrever e publicar seus livros, os quais jamais conheceremos. Não acho justo nem democrático que as editoras exerçam esse papel de censores daquilo que nós, brasileiros, vamos ou não vamos ler. Reconheço que editora é uma empresa, precisa ganhar dinheiro - mas trabalhar com livros, ou seja, cultura, é um papel muito importante, diferente de vender roupa ou refrigerante.
[Leia outros Comentários de Maura Maciel]
4/4/2004
00h05min
Estou exatamente na situação-problema: procurando, como vários outros novos escritores, uma editora que tenha interesse em publicar meu livro. Não que eu seja inocente de achar que meus originais valham apena, ou que minha literatura será a ponta de uma renovação, uma revolução, não. Acho cruel taxar que não existem autores publicáveis aqui no Brasil, na verdade acho isso um tanto amargo demais. Concordo que o mercado editorial brasileiro é imaturo (e nem é preciso ser expert no assunto pra concordar) e cheio de percalços, mas nada disso deve servir de desculpa ou desestímulo, trilhemos os caminhos enleados de pedras e pontes quebradas. Romântico pensar assim? Inocente? É, é sim, mas se não ouver sonho, não há realidade. E como diria Caetano: "o novo sempre vem". Quero ver meu livro na loja, quero sentir a textura do papel, ver a capa, realizar meu fetiche, ainda que alguém ache aquilo tudo uma grande besteira. Quem disse que é fácil?
[Leia outros Comentários de Ernesto Diniz]
9/4/2004
21h02min
Sim, pergunto porque é tão difícil, no Brasil, um autor novo conseguir uma editora que se proponha a publicá-lo. Acredito que tudo o que acontece na vida é uma conseqüência de algo. O seria esse algo que funciona como empecilho para os novos escritores, de maneira geral? É simples, creio eu, a resposta. Vivemos num mundo dominado pela vontade do lucro. Uma editora que não veja grande possiblidade de venda de um livro não quer se arriscar a um gasto com leitura de avaliação e tampouco com revisão. Como vc mesmo mencionou, são poucos e caros esses profissionais. Também esse fato não deixa de ser uma conseqüência de outro -o brasileiro lê pouco. Temos pouquíssimas bibliotecas públicas e, nas escolas, a leitura é pouco e mal estimulada. É errado dizer-se ao jovem ou à criança o que devem ou não devem ler. Que os deixem ler o melhor lhes aprouver, pois o importante é ler - seja uma revista, um jornal, um livro bobo... enfim, ler é um hábito que, uma vez adquirido, fica. Com o tempo, o jovem irá selecionar o que ler. Outra forma de se estimular a leitura é a televisão. Quando são apresentadas mini-séries ou mesmo outros programas onde são apresentados temas interessantes o público tele-espectador é levado a comprar o livro, a se envolver e a ter interesse em saber mais sobre o assunto. Se o número de leitores aumenta, a venda de livros aumenta, as editoras vão empregar mais avaliadores de manuscritos e os novos escritores terão mais e melhores oportunidades. Será um sonho? Acho que não. Finalizando, peço aos novos escritores que, podendo, não desistam!
[Leia outros Comentários de Regina Mas]
20/4/2004
13h47min
A resposta me parece o que algumas pessoas prescientes já estão fazendo: criar novas editoras, com uma mentalidade não viciada. Mas eu concordo que a mudança é difícil, porque o que vende livros é marketing - ao menos no início, e como faze-lo com pouco dinheiro e sem ter uma persona pública?
[Leia outros Comentários de Ram]
25/4/2004
12h02min
Realmente é muito difícil editar um livro no nosso país, assim como lançar um disco ou um CD. Porém, precisamos encontrar formas alternativas que nem sempre estão ao alcance de todos como, por exemplo, editar o seu próprio livro e colocá-los à venda em bancas de jornal e revisterias independentes. Alguns músicos estão fazendo isso contra os chamados jabás musicais, lançando os seus prórpios CD´s em tiragem mínima e publicizando-os de forma alternativa. Será este um possível caminho?
[Leia outros Comentários de Welington Silva]
6/5/2004
17h00min
Creio que a salvação dos autores inéditos será com a revolução na internet, que possibilitará que sua obra seja conhecida fora de sua aldeia. Chegaremos lá.
[Leia outros Comentários de Paulo Pegoraro]
7/1/2005
02h40min
Tenho quatorze anos, mas amo muito escrever, com 11 anos fiz um livro, com 13 fiz outro, entretanto perdi os dois, pois meu computador deu problema. Mas estou fazendo outro. Não vou desistir por pouca coisa. Sei que é muito difícil ser escritora brasileira, por isso vou me esforçar o mais que puder. Vou fazer o possível, se for tudo bem, se não for o que é que tem? Não vai haver aquela história de meus olhos teimarem para ficar molhados, pois sou brasileira e não desisto nunca. J. K. Roling. (acho que é assim o nome dela), que escreveu o livro do Harry Potter, se não me engano, ela passou mais de dois anos para publicar seu livro e conseguiu, ela é estrangeira e não desistiu, por que nós que somos brasileiros vamos desistir? Assim tão fácil? Nós só vivemos com um objetivo: vencer. Se não der certo, tudo bem, tenta outra vez ou outra coisa, mas não desistir.
[Leia outros Comentários de Débora]
22/1/2005
15h42min
A sensação que tive ao ler o texto de Luis Eduardo Matta, embora tão tardiamente, foi a de alguém que, havendo padecido de uma espécie de injustiça por muito tempo, de repente ouvisse em voz clara e inconfundível a mensagem dos excluídos. Também escrevi um livro - um trabalho desenvolvido ao longo de 12 sérios e dedicados anos de estudos - e enviei a umas 5 ou 6 editoras, recebendo em troca respostas semelhantes. Apenas em uma delas, que não cabe aqui citar, a avaliadora foi sincera o suficiente para me dizer que se fosse a dona da editora publicaria, porque vira no livro mérito suficiente. Mas o dono não apostava em autores desconhecidos. Como não sabia, até aquele momento, que o problema poderia não ser com o meu livro mas com o próprio mercado editorial fiquei pensando nas razões pelas quais ele fora rejeitado. Sobre a espinha dorsal do livro - o estudo da questão mente-corpo, dentro da filosofia e da psicologia -, achei difícil. Afinal, após a chamada "década do cérebro", parecia-me natural que o próximo tema da medicina e da ciência fosse o estudo das interações que ele, o cérebro (mente), mantém com o corpo. Se não era esse o problema, talvez o motivo das rejeições fossem os mitos utilizados no estudo da questão, em relação ao homem atual. Como escolhera para isso mitos atuais, como as figuras dos imortais Dom Quixote e Sancho (em contrapartida as de Hamlet e Falstaff), além do eterno vagabundo, Carlitos, imaginei que a "cultura dos ressentidos", termo que o crítico Harold Blooom cunhou aos que ignoram os clássicos, também houvesse chegado em terras brasileiras. Por tudo isso e mais, ficarei eternamente grata ao "defensor" de todos nós, os excluídos das editoras! Já pensava em aposentadoria numa profissão que, graças a essas dificuldades, nem conseguira estrear. Mas a leitura do comentário levantou meu ânimo, de novo. Mesmo sem novidade ou garantias, acho que vou batalhar com o tema e o livro, por mais algum tempo. Afinal, preciso merecer a honra de haver escrito sobre o cavaleiro mais teimoso, incansável e altivo que já encarnou nessa terra - o valoroso fidalgo Dom Quixote De La Mancha, trocando a paz dessa aposentadoria compulsória, pela aventura das pelejas e contendas. Não é isso o que sempre espera um escritor estreante, no Brasil? Ah, ainda mais nesse ano, quando o mundo todo comemora o quartocentenário da publicação dessa obra máxima de Cervantes. Quem sabe dessa vez terei mais sorte?
[Leia outros Comentários de Rosaura Paranhos]
21/2/2005
08h09min
Colega, tenho medo de (sermos) acorretados pelo desencanto. Gostaria de falar com você e outros autores nessa situação.
[Leia outros Comentários de Carlos Kahe]
2/3/2005
16h07min
Infelizmente é a situação; seja o livro uma obra-prima, ou potencial best-seller, ele não será editado! E achei muito engraçado essa coisa do flash mob... quando tiver um, me avisa!!
[Leia outros Comentários de Denny Yang]
2/6/2005
13. 349
23h03min
Meu comentário é curto, porém creio eu que não é necessário mais que isso: "Para ser publicado é presiso ser bom escritor". Está bem, esses autores estrangeiros vendem bem, mas será que relmente escrevem bem? O que são eles perto de pessoas como Machado de Assis, Clarice Lispector...? É preciso reavaliar nossos conceitos de literatura.
[Leia outros Comentários de Lucas Restelli]
10/6/2005
13h35min
O negócio é fazer o que se pode, "a livros do mal" conseguiu publicar bons autores jovens, uma grande iniciativa, embora pareça parada hoje. Ru publiquei um livro 2002 e, neste 2005, um outro, técnico, ambos com recursos próprios e vendendo pros amigos, parentes, conhecidos, etc., conseguindo uma ou outra livraria pra vender consignado. Temos que nos virar mesmo, nunca passou por minha cabeça enviar um livro pra avaliação, eles sequer serão lidos, o texto deixa isso claro, temos que ocupar espaços onde podemos, blogs, portais, e ir à luta, e jamais deixar de escrever. Parabéns a todos e coragem. Quem for abrir uma editora pode contar comigo.
[Leia outros Comentários de Gustavo Henn]
30/7/2005
23h37min
Estive lendo sua mensagem, e notei que ela não é muito animadora, porem mesmo que tivessem outras coisas fáceis neste pais, eu ainda continuaria tentando realizar meu sonho, que é ser escritor. Quando escrevo me sinto o onipotente criando personagens, e elas acabam fazendo parte do meu mundo. E esta é a pior parte! Eu gostaria de dar vida aos meus personagens e ver eles serem comentados. E qual o escritor que não pensa assim? Eu sei que escrever nada mais é que expressar sentimentos, e isso até os animais fazem! E com minha teimosia, continuo por esta estrada espinhenta. Quem sabe um dia eu me depare com as flores! Até agora foi só espinhos! Um abraço! Deste pretenso escritor!
[Leia outros Comentários de Joao Cirino Gomes]
3/1/2006
16h32min
Sinto uma grande angústia ao escrever mais um livro, mais um conto, mais um poema e saber que muito dificilmente ele será publicado. São como filhos que não conseguem andar.
[Leia outros Comentários de plinio nunes souza]
10/1/2006
15h21min
A solução mais interessante quanto a isso é a de publicar a si mesmo, ou fazer como o pessoal da Livros do Mal, que criou uma editora para publicar novos talentos. Isso é feito há muito tempo no Brasil. Dessa forma, quando for tentar uma editora "de verdade", o autor já vai ter um currículo consolidado, não vai ser mais um novato. Creio que seja uma boa ajuda. É o que estou fazendo. Não dá pra esperar a boa vontade das editoras, que não parecem muito interessadas em autores nacionais, muito menos novos autores. Bom texto.
[Leia outros Comentários de Gustavo Henn]
5/4/2006
19h54min
Bem, sou um novato na literatura (em termos de manuscritos, de escrever), pacientemente construi um livro do qual ainda estou indeciso sobre o nome... Esta pagina me ajudou a conhecer diversos fatos sobre os quais ainda não havia pensado e tambem a encontrar diversas respostas que tanto almejava... Obrigado, Luis Eduardo, pela oportunidade de nos deixar mais preparados e contribuir conosco atraves de suas experiencias!
[Leia outros Comentários de Miguel Arcanjo ]
19/8/2006
19h53min
Se por um lado escrever nos é de tamanha importância (pelo menos pra mim), publicar o que se escreveu pode ser ou não decisivo, se você faz uma obra-prima, fonte de todos seus desejos e inspirações, não pelo reconhecimento em si, não para ser famoso, mas sim para ser ouvido. Em um livro você pode gritar sua realidade, ajudar a transformar a realidade alheia, mas acima de tudo pode proporcionar o prazer contido em você mesmo, enfim, se na nossa sociedade nos deparamos com obstáculos e dificuldades, cabe a nós o outro lado da moeda: saber enfrentá-los, morrer e ser reconhecido após a morte... Quem sabe não é isso que esperam as editoras: uma boa história real para fazer render nossa história "ficticia"; não é ser dramático, nem pessimista, mas sim realista. Um bom site, com boas idéias, quiça vocês ainda lerão meu livro! Seria sem dúvida um iluminado dia pra mim... pois viver essa realidade aos 15 anos, como eu, às vezes se torna um fardo muito pesado!!!
[Leia outros Comentários de Valquíria Cristina]
20/8/2006
16h36min
Apesar de não possuir a escrita como um ofício, versejo tomada por um sentimento lírico. Já lancei entre amigos três livros de poesias, crônicas e reflexões. Contudo, decepciono-me com falta de oportunidade dos novos escritores. Fazer poesia em tempos tão difíceis exige mais que inspiração e talento, é necessário uma fé apaixonada e uma perseverança inabalável!
[Leia outros Comentários de Deolinda Cornicelli ]
14/9/2006
16h27min
Sou assistente social e escrevi já dois livros a respeito do posicionamento do "Ser Humano" perante os problemas da sociedade, principalmente sobre própria a omissão. E tenho tentado muito publicar meus livros. Porém as Editoras parecem muito mais interessadas em publicar coisas fúteis, do que livros sobre reais problemas que afetam a nossa sociedade...
[Leia outros Comentários de Daniela Réus C.]
2/10/2006
16h11min
Bem, sou funcionária pública, mas há muito tempo tenho o desejo de publicar um livro meu, tenho uma história há muito escrita, e também adoraria publicar um livro de poesias, que faz mais o meu gênero... Amo escrever... Mas é tudo tão caro e difícil, a burocracia é muito grande e às vezes nos impede de realizar o grande sonho de nossas vidas. Enquanto isso, vou participando de concursos de poesias, tudo o que consegui foi publicar 2 poemas numa antologia... Mas devagar e sempre né, acho que um dia eu consigo!!!
[Leia outros Comentários de Deise Formentin]
29/10/2006
22h28min
Eu já imaginava as dificuldades existentes para a publicação do primeiro livro. Estamos no Brasil, país que tem pouca afinidade com a leitura. Entretanto, flertando com a sandice, que torna um autor desconhecido, como eu, um Cavaleiro da Triste Figura, lembrei-me de uma frase de Monteiro Lobato, não conseguirei repeti-la com exatidão, que diz que todas as coisas, antes de tornarem-se reais foram loucura ou sonho. Considerando isto depois que li Henry Miller eu me perguntei “por que não eu, cara?!”. Se os editores não se interessarem pelo livro (o que não quer dizer que o livro seja ruim), ainda nos resta a satisfação de ter escrito, ah!ah!ah! Escrever é um prazer, que o digam Joyce, Proust e Céline, é um meio de registrar a minha experiência, o-mundo-como-eu-o-vejo (“minha concepção-do-mundo”, como escreveu Guimarães Rosa na introdução ao Sagarana), e assim criar literatura e um estilo!
[Leia outros Comentários de Adriano Cubas]
6/5/2007
17h11min
Gostei bastante do texto. Informativo. Mas... Estou escrevendo um livro, e me assustei quando li isso. Será que tb terei esse tipo de problema para publicá-lo?
[Leia outros Comentários de Gabrielle C. Torres]
7/5/2007
17h02min
Sim, Gabrielle, você vai. Contudo, recomendo a todos o site lulu.com, onde as pessoas podem publicar seu livro sem ter que arcar com qualquer "tiragem mínima". A autopublicação é a saída para aqueles que não podem ter seu livro publicado por uma editora tradicional, ou ainda, para aqueles que querem mandar uma banana pra elas! Se seu livro for bom mesmo, talvez elas venham atrás de você...! Aí, vê se aproveita e pisa muito, antes de aceitar qualquer oferta. Abraços.
[Leia outros Comentários de Albarus Andreos]
27/5/2007
08h45min
É fantástico. Pelo menos, serve como advertência aos incautos que, no pôr-do-sol do nosso país, ainda insistem em coisas elevadas. Parece que o Governo Secreto do Mundo nos quer idiotas desde sempre. Segundo Jabor, sejamos idiotas no dia-a-dia...
[Leia outros Comentários de Ronaldo Antunes]
13/6/2007
15h08min
Dicas para ter um livro lançado por um editora: afinidade com a proposta da editora; conhecer se seu público de interesse é renovável, no mínimo expressivo; o fator ineditismo; temas contemporâneos (atuais); encontrar um filão de mercado e explorá-lo; aproveitar as tendências e movimentos literários, e daí, tomar carona "nessa onda". Para que um novato evite levar um fora, é melhor optar por publicar pequenas tiragens, se possível, independentes. Seja aquele quem irá divulgar seu trabalho; e seja incansável nessa prática.
[Leia outros Comentários de Gradizzi, Robert]
17/9/2007
10h35min
Gostei do seu comentário, muito verdadeiro. Tive 4 livros aprovados numa editora pequena, que me pediu uma fortuna para me lançar. Respondi que se tivesse tal dinheiro colocaria na poupança e viveria de juros! O editor me disse que se eu fosse filho de (não vou citar nome) uma dupla caipira muito famosa ele editaria qualquer porcaria que eu escrevesse! Percebi, então, que o que importa a aguns editores não é muito o conteúdo, mas a fama do escritor, um nome famoso de familia e somente vender e vender e nada mais, sem a preocupação do conteúdo. A gente vê cada coisa editada que pensamos como alguém pode editar coisas assim. Então, tento me tornar conhecido, entro em concursos, posto meus escritos em sites, envio gratuitamente colaborações para rádios e jornais e quando envio algo para editoras tiro xerox de todas as minhas publicações mostrando que tenho um público, que tenho leitores. Parabéns pelo seu textos, muito verdadeiro e sincero. Atenciosamente Lucas Durand.
[Leia outros Comentários de Lucas Durand]
25/9/2007
02h24min
Bom, na verdade estou escrevendo um livro. E fiz um resumo básico para meus amigos de como sera a história. Eles estão adorando a história que estou criando... Mas não sei como montar o livro com seus devidos encaixes... Como por exemplo, capa, sobrecapa, gravuras etc... Não quero publicar em diversos lugares não! Tenho apenas vontade de publicar nas escolas de minha cidade... E por enquanto tá dando tudo certo.. Eu disse por enquanto!
[Leia outros Comentários de Bruno Teogenes ]
26/12/2007
16h39min
Gostei de sua explicação, mas não podemos parar perante as adversidades. Saiba que, como mesmo você escreveu, os grandes autores tiveram seus momentos de apreenssão, mas nem por isso devemos esmorecer. Creia que assim como o sol nasce para todos, também seremos abençoados. Eu escrevi recentemente um livro chamado "E ao Sair da Caverna" com lançamento previsto para Janeiro de 2008. É uma produção independente, espero vender. Obrigado, Deus te abençoe.
[Leia outros Comentários de Ronaldo Alves Silva]
6/1/2008
18h57min
Matta... como você tem razão! As editoras não arriscam nada. Assim, como saber se os novos autores são bons ou medíocres? Tudo bem que uma editora é um negócio, como outro qualquer, mas um pouco mais de respeito com os "pretensos" escritores seria bom. Tenho dez livros escritos, todos registrados na BN (Escritório de direitos autorais). São mais de 2.500 páginas escritas e não publicadas. Cansei de enviar cópias dos originais para as editoras. Enviava antes os resumos dos livros e muitas editoras pediam as cópias, mas, dois ou três meses depois, informavam que não era bem isso que queriam e diziam que estavam inutilizando-as... Para mim, livro não publicado é como um filho natimorto. Com a paciência lotada de recusas, estou abrindo a minha própria editora; publicarei meus livros e tentarei ajudar os não publicados.
[Leia outros Comentários de I. Boris Vinha]
19/1/2008
11h45min
Penso eu que é super difícil, mas ao mesmo tempo não impossível. Eu gostaria de ser escritora e tenho idéias que me induz neste campo; gostei do seu texto, e mesmo eu que ainda não iniciei não me sinto amendontrada, mas ao contrário, suas palavras tão sábias nos encoragam para esse desafio. Muito obrigado e parabéns pelo seu trabalho, suas dicas e orientações.
[Leia outros Comentários de Adriana]
15/2/2008
22h58min
Não há dúvida de que tudo que foi citado em seu texto é a mais santa verdade. Por isso eu, como escritor novo e amador, não escrevi para que meus livros fossem publicados por editoras, ao menos até agora. Crio histórias passadas do meu lugar, com personagens fictícios, é claro, eu mesmo imprimo os livros, rudimentarmente e vendo-os na minha banca. Acreditem que tenho uma grande gama de leitores, alguns até se reconhecem como personagens do livro, outros pedem para ser os próprios personagens na proxima história, enfim. Vendo por mês um total de 50 livros por mim escritos, somente na minha comunidade. Alguns livros já foram levados para algumas escolas e nelas debatidos com os alunos de 1º grau, depois de algumas professoras verem e aprovarem. Procuro fazer a propaganda e distribuição dos mesmos em sebos conhecidos. Faço isso porque acredito, que é necessário ter o seu público (leitor) primeiro, para depois poder publicar o livro em alguma editora, de preferência com meu dinheiro.
[Leia outros Comentários de Delton]
28/4/2008
16h21min
Também escrevi um livro... E sabe o que mais? O livro é diferente de tudo que já se viu... É o livro de memórias mais inusitado que alguém poderia imaginar pois chama-se MEMÓRIAS DE UM VASO SANITÁRIO: LIÇÕES DE UMA VIDA. O livro é sério, metafórico, analítico e trata o comportamento do ser humano (frustrações, alegrias,decepções, anceios...) tendo o banheiro de uma casa como um grande divã! Não foi fácil contar a vida de uns 10 personagens parafusado em um único lugar! Dificilmente conseguirei fazer algo parecido outra vez, mas parece que as editoras nem se dão ao trabalho de ler. Já antes de ler o texto em questão, estava desanimado... Tenho tanta inspiração que chega a me fazer mal, mas reluto em sentar e escrever, pois sinto estar perdendo um tempo que não tenho... Fazer o quê? Tô no Brasil...
[Leia outros Comentários de Marcelo dos Anjos]
19/8/2008
13h12min
Após ter lido o texto intitulado "Os desafios de publicar o primeiro livro", dá-me uma angústia e sou apoderado por uma tristeza atroz. Penso seriamente em pôr no lixo os meus 65 livros de literatura infatil, ou colocá-los numa imensa fogueira e tocar fogo. Percebe-se com clareza como são amadoras as editoras no Brasil. Já li de tudo a respeito do desatino dos que avaliam livros (originais) de candidatos a escritor: alguns deixam a cargo do filho(a) (uma criança!); outros lêem 10, 20 páginas e logo descartam. Alguns gênios de muitas áreas nascem em barracos de madeira e não têm nem o que comer, mas conseguem criar obras-primas que nuncam vão ser publicadas, haja vista que os que vão analisar seus originais são meras criaturinhas, simples, pouco talentosas e bem limitadas.
[Leia outros Comentários de Leônidas Gregol]
20/5/2009
14h21min
Entre a data do texto e hoje muita coisa aconteceu. Agora existe a e-auto-publicação. Autores podem escrever e divulgar os seus e-books, e o melhor, com uma boa rentabilidade.
[Leia outros Comentários de Rogério]
16/2/2010
17h05min
Olá! Estou com 12 anos e já sou escritor. Adoro escrever e quero publicar meu livro :)
[Leia outros Comentários de joao pedro passos]
12/9/2012
09h48min
Eita! Será então que em outro país que valoize os escritores eles pagam mais mesmo para estrangeiros brasileiros? Triste por isso!
[Leia outros Comentários de Isaac]
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