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Sexta-feira, 6/8/2004
Aina: dos álbuns conceituais até a ópera-rock
Daniel Aurelio

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O termo ópera-rock causa arrepios na rapaziada e desconforto enojado aos puristas. Como consegue misturar a água ao azeite das manifestações artísticas? A qual público se destina? Hoje em dia, reduzida ao nome de uma grife feminina (o pop nunca poupou ninguém), a ópera-rock ainda é vista como uma excentricidade, um Lenny Kravitz com chapinha japonesa.

Ocorre que o rock não é só musica, ao passo que a opera não se reduz a contar histórias rocambolescas, sejam elas dramáticas ou bufas; existem nuances, climatizações, e um remoto herdeiro melódico comum, o heavy metal. Mas isso não ficou claro da noite para o dia. Ou de um pesadelo ao outro.

Londres, 1969. A ópera-rock Tommy lança-se como pedra fundamental de um novo gênero, ao propor a fusão deliberada de códigos eruditos e da nascente cultura jovem do pós-Guerra. Aos quinze anos, o ritmo de Elvis e Berry esmerava-se a procura lisérgica de sua "maturidade"; uma onda conceitual tomou-lhe de supetão as jaquetas de couro, ora na caça ao pop perfeito, deflagrada pelos álbuns Revolver e Sgt. Peppers, dos Beatles, e Pet Sounds, dos Beach Boys, ora nas experiências classicistas e alucinadas de Sid Barret e Roger Waters no Pink Floyd. (Nos escombros da revolução, o que não virou pastiche de progressivo, foi soterrado por teclados, sintetizadores e geringonças aceleradas pela corrida tecnológica).

Em panorama apropriado, contestador e vanguardista por ordem dos tempos, Tommy não provocou estranheza, salvo a surpresa de ter sido concebida pela mais romanesca e explosiva das bandas da época: os incautos roqueiros do The Who. Todavia, álbum e espetáculo não faziam uma inversão abrupta de valores; os shows da banda já pareciam suficientemente teatrais e sentidos, um ritual catártico em que instrumentos, corações e mentes eram impiedosamente mutilados. Tommy era, no fundo, o Who elevado à enésima potência.

Já o progressivo, raciocínio lógico levado ao limite, alinhava-se com espartanos tecladistas egressos de conservatórios e gélidos guitarristas que não solavam por menos que a eternidade. Perto deles, a ópera do grupo londrino, enredada nessa imensa vala comum que são as gerações, primava pela doçura e lirismo. No entanto, o menino Tommy, cego, surdo, mudo e campeoníssimo no fliperama, abrira um precedente, uma fresta para um mundo confuso, chicoteado pela inocência perdida, respirar. Uma página que, por sorte ou acaso, nem as tesouradas punk conseguiram rasgar.

Em outra garagem inglesa, sob um temporal de riffs massudos de outro Tommy (Iommy), um tal de Ozzy Osbourne regurgitava letras etéreas e soturnas. Era a raíz do Black Sabbath, um filho das mesmas angústias do Who ou do Led Zeppelin, só que eivado por propriedades satânicas. Não se criava ali uma escola sonora, mas uma lenda. Os primeiros rascunhos de um musical macabro. Depois de diluídas em concertos tecnicólor, as óperas-rock encontraram no metal aconchegante morada. Por esse ângulo, nada seria mais coerente do que uma ópera-metal.

Ao longo desses trinta e tantos anos (e uns cem subgêneros que se retro-alimentam) não foram poucos os roqueiros que investiram em obras maiúsculas e intrincadas, dada sua combinação de elementos caros ao estilo, como solos hábeis e velozes, timbres intensos, enredos e cenários mitológicos. A maioria escorregou nas babas napoleônicas da pretensão. Não foi esse o caso do projeto Aina - Days of Rising Doom, megalômano álbum triplo idealizado pela gravadora holandesa Transmission Records e pelo produtor Sascha Paeth, ex-guitarra do Haven's Gate e mito nos confins dos "camisas pretas". A concepção artística ficou a cargo de Amanda Somerville, a moça responsável pela atmosfera e letras que são, no mínimo, impregnadas de uma força literária convincente. Por um lado distante do realismo social, de fomes e guerras high-tech. Do outro, igualmente afastada de sexismos, machismos e outros "ismos" rudes e deprimentes do nu metal e facções correlatas.

Não é necessário aferir as canções para verificar sua ponta de excelência; o projeto gráfico é maravilhoso e o encarte, acredite, é integral: nada de folhinhas constrangedoras das coletâneas rasteiras desovadas pelas multinacionais (aquelas que vivem aparvalhadas atrás do público que já não possuem).

Sem falar na audácia de se distribuir os três discos, respeitando a obra original, uma condição que deveria ser obrigatória: Days of Rising Doom - The metal opera é o disco um, com a ópera completa; The History of Aina, com versões alternativas que nada devem às "oficiais"; e o DVD Beyond the Borders, cuja riqueza de imagens impressiona e merece uma segunda vista, mais acurada.

Desde já nivela para alto, muito alto, o padrão qualitativo da nossa indústria fonográfica. Duvida-se que seu bom precedente seja acompanhado, apesar da comprovação de que respeito ao consumidor é, sim, um ótimo negócio - as boas vendagens que o Aina obteve atestam. Por sinal, nas lojas do ramo, o triplo ficou a frente dos eternos papa-números do Guns'n'Roses e sua discografia de clássicos como Appetite for destruction (1987) e a dupla Use Your Ilusion I e II (1991), auge e ocaso de Axl Rose, Slash & cia.

Bolachas ouvidas, considerações postas. No prelúdio da ópera, ali, logo nos primeiros acordes, algo soa como jornal da semana passada. A sensação é de ter ouvido aquela "orquestração" furiosa no S&M do Metallica (1999) ou em Moment of Glory, dos Scorpions (2000). A cadência caminha firme para um metal melódico. Súbito, porém, penetram os primeiros guinchos de guitarra e a voz marcante de Michel Kiske (ex-Helloween) na faixa "Revolutions". Vocalista não: narrador, com apontam os créditos. No mais, é trancar-se num cômodo da casa, luz baixa, e apreciar o desfile de sumidades roqueiras como o tecladista torpedo Jens Johanson (Stratovarius) e Glenn Hughes (Deep Purple). São acelerações, calmarias, batidas de cabeças e sonoridades pesadas que se sucedem ao sabor da ópera e, a certa altura, até a voz de André Matos não fica assim tão destoante.

Em entrevistas, Amanda Somerville empreendeu um esforço tocante para desvincular sua história da ilustríssima influência de O Senhor dos Anéis. A audição das faixas e a leitura das letras desmentem. Mas isso não depõe contra o resultado final. Se o "Ainahaf", a língua do país Aina, remete aos "elfos" e afins de Tolkien, que assim seja. Nada mais justo e natural. O mundo de Amanda e Paeth, e de milhares de headbangers anônimos, não é composto somente pelo som de ícones como Nightwish, Judas Priest ou o Iron Maiden do Killers; é também uma lógica tribal, regulada por um sistema de comunicação que é um verdadeiro sonho, coerente com seus princípios, envolvente e à margem da mídia grande: dão conta desse mundo revistas, lojas especializadas e um cabedal literário que abarca Stephen King e Anne Rice, Adouls Huxley e... J.R Tolkien.

Figuras míticas? Imagens de monstrengos? Não importa. São apenas atestados de sinceridade. E, francamente, de arte, também. De que qualidade? Que resmunguem os críticos (a função social da música não é outra). Amanda e Sascha compuseram uma sinfonia criativa, com a linguagem que apreciam e lhes é próxima. E ficou bem bacana. (Esta resenha, por exemplo, é escrita ao som do segundo disco. Aquele que, na teoria, seria preenchido de sobras e extras...)

Num tempo de acústicos oportunistas e de divas recauchutadas, Aina é uma ópera-rock para ser, antes de tudo, celebrada. Não como um clássico da dimensão de Tommy, é claro, mas como um agradável presente. Neste caso, um presente de conteúdo tão precioso quanto é deslumbrante o embrulho. Uma surpresa luxuosamente embalada...

Para ir além




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Daniel Aurelio
São Paulo, 6/8/2004


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