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Sexta-feira, 24/8/2001
Acadêmicos de Curitiba
Rafael Azevedo

+ de 3200 Acessos

Yara Mitsuishi

As universidades brasileiras estão aniquilando intelectualmente toda uma geração, graças à sua insana doutrinação esquerdista. É o que me vem à cabeça quando vejo o "protesto" de estudantes que invadiram a Câmara dos Deputados do estado, sob o pretexto de se opor (democraticamente, claro!) à privatização da companhia de energia do Paraná. A turba, enquanto derrubava a grade e invadia o plenário, ria, cantava as velhas e sem imaginação musiquinhas de torcida (ah-ha, uh-hu, não-sei-o-quê é nosso!), enquanto outros se penduravam, sem camisa, como seres simiescos, pelas mesas e bancadas do recinto. Tudo é farra, tudo é motivo pra cabular aula e se mostrar na frente das coleguinhas. Se perguntados, garanto que a imensa maioria, se não a totalidade, não saberiam dizer contra quê estavam protestando. Só saberiam dizer que eram contra.
Os líderes da "revolução", claro, têm na ponta da língua o discurso. Algo vago, indecifrável para mentes coerentes, cujas palavras-chave são "estratégico", "entreguismo", "interesse nacional".
O nacionalismo continua sendo mesmo "o último refúgio dos velhacos"...

¡Viva la revolución!
Fernando Henrique na TV, abraçado ao insano presidente Chávez, da Venezuela, e a Fidel Castro, o Pol Pot das Américas. Eu tento, sr. presidente, mas está cada vez mais difícil defendê-lo...

É brincadeira? - parte I
"Os clube de futebol" (sic), diz Aldo Rebelo em sua participação num programa da TV Cultura... é este homem que faz campanha pelo bom uso da língua portuguesa? Ô Rebelo, tem coisa mais importante pro idioma que "purgá-lo" dos estrangeirismos, como, por exemplo, falá-lo corretamente em público...

É brincadeira? - parte II
Dois deputados do PT pregam a extensão do horário eleitoral gratuito (gratuito? E nossa paciência, já não vale mais nada?) às TVs por assinatura. Só serve pra confirmar o quanto as esquerdas, que protestam por liberdade e gritam contra "a ditadura", enquanto fazem campanha, anseiam por cumprirem com seus sonhos totalitários, uma vez estando no poder.

Corta essa, velhinho...
Paulo Coelho afirma naquele lixo jogado semanalmente à minha porta, chamado Veja, que Ulisses, de Joyce, é ilegível. Tive um desagradável déjà-vu, lembrando-me de uma edição da mesma revista de alguns anos atrás, onde o estudante mentally challenged que na ocasião passara em primeiro lugar na Fuvest (ah, de novo as faculdades brasileiras!) e destilava todo o seu filistinismo, "sem medo de ser feliz", ao afirmar que Picasso parecia, para ele, tinta arremessada a esmo numa tela. Onde é que está a inquisição cultural quando a gente mais precisa dela?

A Cartilha de Lord Chesterfield
Na Inglaterra do final do século XVII e início do XVIII, Philip Dormer Stanhope, o quarto conde de Chesterfield, foi uma pessoa de posição destacada e de inteligência respeitada, mesmo tendo envolvido-se a fundo com a política, e que notabilizou-se como autor, orador e mecenas. A epítome do tory, aristocrático e conservador.
Um que por um breve período recebeu seu auxílio financeiro foi Samuel Johnson, que parece não ter achado Mr. Stanhope das pessoas mais dignas de sua admiração. Anyway, a obra de mais destaque de Lord Chesterfield foi a série de cartas que mandou para seu filho e que sua esposa posteriormente reuniu. Essas cartas constituíam na época uma espécie de guia de comportamento (e pensamento, para os que precisavam desse auxílio, como aparentemente o jovem Philip Stanhope Junior) aos gentlemen ingleses. Eis alguns destes ensinamentos, juntamente com algum criticismo do Dr. Johnson.

"O que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem."

"O homem de boa criação deixa as pessoas satisfeitas com ele deixando-as primeiro satisfeitas com si mesmas."

"A única paz sólida e duradoura entre um homem e sua mulher é, sem dúvida, a separação."

"Nossos preconceitos são nossas amantes; a razão é no máximo nossa esposa, frequentemente ouvida, mas raramente considerada."

"Modéstia é a única isca garantida quando se pesca por louvor."

"Um conselho quase nunca é bem-vindo; e aqueles que mais o querem quase sempre menos gostam dele."

"Recomendo-lhe que tome conta dos minutos; pois as horas tomarão conta de si mesmas."

"Em assuntos de religião e matrimônio não dou nunca nenhum conselho; porque não quero os tormentos de alguém neste mundo ou no próximo colocados ao meu encargo."

"A inteligência é uma qualidade tão brilhante que todo mundo a admira; a maioria das pessoas a almeja, todas as pessoas a temem, e poucas a amam a não ser em si mesmas. Um homem deve ter uma boa parcela de inteligência nele mesmo para aguentar uma grande parcela dela noutro."

"O costume fez da dança às vezes necessária para um jovem; portanto se preocupe com ela enquanto a aprende, para que possa aprender a fazê-la bem, e não ser ridículo, embora num ato ridículo."

"Quanto às óperas, são essencialmente muito absurdas e extravagantes para serem mencionadas. Vejo-as como um cenário mágico concebido para agradar os olhos e os ouvidos ao custo da compreensão."

"Estou convencido de que um leve jantar, uma boa noite de sono e uma ótima manhã já fizeram um herói do mesmo homem que, por uma indigestão, uma noite de insônia e uma manhã chuvosa, teria se provado um covarde."

"Sexo: o prazer é momentâneo, a posição é ridícula, e o custo é odioso."

"Seja mais sábio que outras pessoas, se puder; mas não lhes diga isso."

"Deve-se abraçar o homem que se odeia, se não for justificável derrubá-lo."

* * *

"[Suas cartas] ensinam as morais de uma puta, e as maneiras de um mestre de dança."

"Não é um patrono, meu Senhor, alguém que olha sem preocupação para um homem que se debate na água, e, quando este consegue chegar à terra, o amontoa de ajuda?" (em carta ao próprio Lord Chesterfield)

"Alguém que patrocina, apóia ou protege. Normalmente um miserável que apóia com insolência, e é pago com lisonja."

"There mark what ills the scholar's life assail, Toil, envy, want, the patron and the gaol."

Marque aí os males que atacam a vida do intelectual,
Labor, inveja, necessidade, o patrono e a cadeia.

E, para terminar, uma intraduzível:

"This man I thought had been a Lord among wits; but, I find, he is only a wit among Lords!"

(Samuel Johnson)



Rafael Azevedo
São Paulo, 24/8/2001


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