15 anos sem Miles Davis, o Príncipe das Trevas | Jonas Lopes | Digestivo Cultural

busca | avançada
37376 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
Colunistas
Últimos Posts
>>> Nubank na Hotmart
>>> O recente choque do petróleo
>>> Armínio comenta Paulo Guedes
>>> Jesus não era cristão
>>> Analisando o Amazon Prime
>>> Amazon Prime no Brasil
>>> Censura na Bienal do Rio 2019
>>> Tocalivros
>>> Livro Alma Brasileira
>>> Steve Jobs em 1997
Últimos Posts
>>> O céu sem o azul
>>> Ofendículos
>>> Grito primal V
>>> Grito primal IV
>>> Inequações de um travesseiro
>>> Caroço
>>> Serial Killer
>>> O jardim e as flores
>>> Agradecer antes, para pedir depois
>>> Esse é o meu vovô
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Lobão e Olavo de Carvalho
>>> Sabemos pensar o diferente?
>>> Crítica à arte contemporânea
>>> A literatura feminina de Adélia Prado
>>> Jorge Caldeira no Supertônica
>>> A insustentável leveza da poesia de Sérgio Alcides
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Millôr e eu
>>> As armas e os barões
>>> Quem é o autor de um filme?
Mais Recentes
>>> Escola de Mulheres (Capa dura) de Molière (Tradução): Millôr Fernandes pela Circulo do Livro (1990)
>>> Vida Incondicional de Deepak Chopra pela Best Seller (1991)
>>> Poesias Escolhidas de Sá de Miranda pela Itatiaia (1960)
>>> Prosas Históricas de Gomes Eanes De Zurara pela Itatiaia (1960)
>>> Historiadores Quinhentistas de Rodrigues Lapa (Seleção pela Itatiais (1960)
>>> Os Oceanos de Vênus de Isaac Asimov pela Hemus (1980)
>>> O Vigilante de Isaac Asimov pela Hemus (1976)
>>> Today and Tomorrow And... de Isaac Asimov pela Doubleday & Company (1973)
>>> Como Fazer Televisão de William Bluem pela Letras e Artes (1965)
>>> Clipper Em Rede - 5. 01 de Gorki da Costa Oliveira pela Érica (1999)
>>> Para Gostar de Ler - Volume 7 - Crônicas de Carlos Eduardo Novaes e outros pela Ática (1994)
>>> londres - American Express de Michael jackson pela Globo (1992)
>>> Programando em Turbo Pascal 5.5 inclui apêndice da versão 6.0 de Jeremy G. Soybel pela Makron Books (1992)
>>> Lisa- Biblioteca do Ensino Médio -vol. 7 - Ciências - Minerais e sua pesquisa de Aurélio Bolsanelo pela Livros Irradiantes (1973)
>>> Ciências - Corpo Humano de Francisco Andreolli pela Do Brasil (1988)
>>> standard postage stamp catalogue de Sem autor pela Scott (1976)
>>> standard postage stamp catalogue de Sem autor pela Scott (1977)
>>> standard postage stamp catalogue de Sem autor pela Scott (1977)
>>> A World on Film de Stanley Kauffmann pela Harper & Row (1966)
>>> American Wilderness de Charles Jones pela Goushã (1973)
>>> Brazil on the Move de John dos Passos pela Company (1963)
>>> A Idade Verdadeira ( Sinta-se mais Jovem cada dia) de Michael R. Roizen M.D. pela Campus (2007)
>>> The Experience of America de Louis Decimus Rubin pela Macmillan Company (1969)
>>> Regions of the United States de H. Roy Merrens pela Nally & Company (1969)
>>> The Making of Jazz de James Lincoln Collier pela Company (1978)
>>> The Borzoi College Reader de Charles Muscatine pela Alfred. A. Knopf
>>> Architecture in a Revolutionary Era de Julian Eugene Kulski pela Auropa (1971)
>>> Asatru - Os Deuses do Tempo de Bruder pela Do autor (2018)
>>> Talento para ser Feliz de Leila Navarro pela Thomas Nelson Brasil (2009)
>>> Trappers of the West de Fred Reinfeld pela Crowell Company (1957)
>>> Familiar Animals of America de Will Barker pela Alastair (1956)
>>> Asatru - Os Deuses do Tempo de Bruder pela Do autor (2018)
>>> O Outro Lado do Céu de Arthur C. Clarke pela Nova Fronteira (1984)
>>> international human rights litigation in U. S. courts de Beth stephens pela Martiuns (2008)
>>> the round dance book de Lloyd shaw pela Caxton printers (1949)
>>> Fonte de Fogo de Anne Fraisse pela Maud (1998)
>>> The Story of Baseball de John Durant pela Hastings House (1947)
>>> Dicionário de Clínica Médica - 4 volumes de Humberto de Oliveira Garboggini pela Formar
>>> Modern artists na art de robert L. Hebert pela A spectrum book (1964)
>>> A Treasury of American Folklore de Benjamin Albert Botkin pela Crown (1947)
>>> Walk, run, or retreat de Neil V. Sullivan pela Indiana university press (1971)
>>> enciclopédia dos museus--galeria nacional washington de Sem Autor pela Ceam (1970)
>>> Asatru - Os Deuses do Tempo de Bruder pela Do autor (2018)
>>> Four Weddings and a Funeral de Richard Curtis pela Peguin Readers (1999)
>>> a Presidência Afortunada de Candido Mendes pela Record (1999)
>>> Brucker ( Homem que Inventou a Administração ) de Peter F. Drucker pela Campus (2006)
>>> Estudo Dirigido de Português Segundo Grau Vol 3 de J. Milton Benemann Luís A. Cadore pela Ática (1976)
>>> Rebecca de Daphne du Maurier pela Heinemann (1992)
>>> Presente Matemática Material Complementar de Luiz Márcio Imenes e Outros pela Moderna
>>> Conquistas do Homem Vol 5 Átomos para a Paz de R. Argentière pela Samambaia
COLUNAS

Quarta-feira, 11/10/2006
15 anos sem Miles Davis, o Príncipe das Trevas
Jonas Lopes

+ de 10900 Acessos
+ 5 Comentário(s)

"No movimento moderno do jazz existem várias mansões, mas apenas quatro arquitetos: Charlie Parker, Duke Ellington, Dizzy Gillespie e Miles, o parceiro mais jovem. Esses foram os 4 cavaleiros do Apocalipse do jazz que começou nos anos 40 e acabou por transformar a música; novas complexidades substituíram velhas simplicidades e, no processo, o jazz cresceu".
Kenneth Tynan, A Vida Como Performance

Tynan, grande jornalista e crítico cultural, foi quase perfeito na sua definição. Quase porque deixou de fora Louis Armstrong. Alguns fãs de jazz logo perguntarão, "espere aí, onde estão Charles Mingus, John Coltrane e Bill Evans?", para ficar com apenas três. Sim, são músicos brilhantes, essenciais, indispensáveis, tão influentes quanto aqueles quatro primeiros. Mas suas inovações só foram possíveis graças aos pioneiros que abriram as porteiras do jazz.

Dos arquitetos, Miles Davis é, sem dúvida, o mais conturbado. É amado e odiado em proporções enormes. É um dos jazzistas mais populares da história, só perdendo, talvez, para Armstrong (até mesmo os roqueiros mais incautos já ouviram ou leram seu nome em algum lugar). Revolucionou o gênero um punhado de vezes com suas viradas radicais de sonoridade. Com seu faro de líder, descobriu e cooptou alguns dos músicos mais importantes das últimas décadas. Criou um estilo próprio ao trompete, que até hoje rende imitadores/seguidores de melhor e de pior qualidade. E não param de sair caixas de material inédito (recomendo Live At The Plugged Nickel e The Cellar Door Sessions).

Ao mesmo tempo, o trompetista suscitou não poucos arroubos de ódio de outros jazzistas e de críticos. As mesmas revoluções sonoras que promoveu foram massacradas. A pecha de traidor do jazz por pouco não pegou nos anos setenta e oitenta. O que para os seus admiradores era inovação, para os detratores era o mais claro sinal de oportunismo. No último dia 28 de setembro completaram-se quinze anos de sua morte. É o momento ideal para ver para que lado pende a balança, a do gênio ou a do picareta.

A personalidade de Miles pouco ajudou no juízo público: era uma pessoa desagradável, grosseira e, acima de tudo, racista. Em sua autobiografia (redigida por Quincy Troupe, atualmente fora de catálogo no Brasil), a palavra "brancos" é tão freqüente quanto "música". Quase sempre ela vem acompanhada de adjetivos pouco favoráveis, como "loucos", "putos" e "merdas". Miles foi um caso raro de negro americano que não passou necessidades durante a infância. Seu pai era um dentista bem conceituado em Chicago e um defensor radical dos direitos dos negros. Transmitiu ao filho o orgulho pela raça, mas também a intransigência.

Como todos os grandes talentos, era contraditório até não poder mais. Quando, no começo da década de 60, músicos como Ornette Coleman, Cecil Taylor e Don Cherry começaram a praticar uma música improvisada e sem limites formais, muitas vezes até atonais - o chamado free jazz -, Miles caiu em cima: "O pessoal engolia aquilo porque engole qualquer coisa que não entende se é bastante badalada. Quer estar na onda, quer sempre estar por dentro da coisa nova, para não parecer quadrado. Os brancos são especialmente assim, sobretudo quando um negro faz alguma coisa que eles não entendem. Não querem admitir que um negro faz alguma coisa da qual não sabem nada. Ou que ele possa ser um pouco mais - ou muito mais - inteligente que eles".

Estranho. Ainda mais vindo daquele que mais buscou novos caminhos para o jazz, mesmo que nem sempre tenha acertado. Em seus últimos anos de vida, por exemplo, Miles não acertou uma. Ele ficara sem pegar no trompete de 1975 até 1980. Os discos que gravou a partir daí são medíocres, tentativas constrangedoras de se aproximar da música pop que teve seu auge na versão de "Time After Time", hit de Cyndi Lauper registrado em You're Under Arrest (1985). É verdade que ganhou um Grammy por Tutu (1986), mas o prêmio foi mais um consolo pela sua importância no passado que pela qualidade do disco, dominado, como todos dessa época, por sintetizadores aguados. A música insípida veio acompanhada de uma toda uma postura: Davis usava roupas de cores berrantes, sapatos chamativos, penteados moderninhos, Ferraris amarelas. Esse desejo de ser um popstar (mais as buscas pelas tendências, como o hip-hop, explorado em seu último álbum, Doo-Bop) fortaleceu os argumentos dos que o acusam de ser um mero oportunista.

Sim, ele gravou discos inacreditáveis, de tão ridículos. Sim, ele pagou incontáveis micos com as roupas coloridas e o desespero em ser popular. Só que, sem tudo isso, não seria Miles Davis. Sempre fez parte da sua personalidade a inquietude artística e a necessidade de se mover, de nunca estagnar musicalmente, e a indulgência sempre foi um risco a se correr. Ele tentou e errou, mas também tentou e acertou - muito, muito mais. Em sua primeira sessão de gravação como líder, em 1949, ele já foi revolucionário: criou o cool jazz em The Birth Of The Cool, vertente mais lenta e menos virtuosa do bebop de Charlie Parker e Dizzy Gillespie. O cool renderia nomes como Chet Baker, que por sua vez deságua na nossa bossa nova, e por aí vai...

O estilo elíptico de Miles ao trompete levou muitos críticos a dizerem que ele toca mal. Insanos, é óbvio: "No bebop, todo mundo tocava muito rápido. Mas eu jamais gostei de tocar um monte de escalas e essa merda toda. Sempre tentei tocar as notas mais importantes do acorde, decompô-lo. Eu ouvia os músicos tocando todas aquelas escalas e nunca nada que a gente pudesse lembrar". Durante os anos 50, ele montou seu primeiro grande quinteto, com destaque para o jovem John Coltrane.

No final da década, outras duas revoluções. A primeira na parceria com o maestro Gil Evans e a união de jazz, música erudita e sons latinos de Miles Ahead (1957), Porgy And Bess (1958) e Sketches Of Spain (1959). A outra revolução veio com Kind Of Blue (1959), seu trabalho mais famoso e um dos discos de jazz mais vendidos de todos os tempos. Aqui ele popularizou o modal, técnica de composição baseada em módulos, em vez de notas ou melodias, o que favorece a improvisação. Nos ensaios de Kind Of Blue, Miles levava apenas as bases das músicas, repetitivas e simples (ouça "So What"); a banda improvisava por cima. O disco inteiro surgiu desse processo.

Em entrevista a mim, o trompetista norte-americano Dave Douglas, talvez o principal herdeiro da inquietude artística de Miles, afirmou: "Uma das coisas mais fascinantes em Miles é que há pessoas que amam uma ou duas fases dele e detestam todas as outras. Ele devia estar fazendo alguma coisa certa". Em Miles, não há uma fase melhor; há fases favoritas. A minha fase favorita é aquela entre 1965-69, período que compreende o seu segundo quinteto e seu início elétrico.

O segundo quinteto é, na humilde opinião deste escriba, a mais completa banda de jazz que já tocou junta: Wayne Shorter (saxofone), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (baixo) e Tony Williams (bateria). Com essa banda, Miles flertou com o jazz mais vanguardista, sem que as composições perdessem a forma. O entrosamento do quinteto era incrível. Nos shows, Hancock sentava em cima da mão esquerda, para que seus companheiros não pudessem descobrir para onde ele levaria a melodia. Williams, que entrou na banda com menos de 20 anos, criou escola com sua polirritmia. Carter era sólido como uma rocha. E Shorter contribuía com seu talento de compositor. São dessa época clássicos como "Footprints", "Masqualero", "Nefertiti" e "Prince Of Darkness".

Em 1968, Miles, influenciado pelo rock, parte para os instrumentos elétricos e promove sua última revolução no jazz. No ano seguinte sai o irretocável In a Silent Way e ele sai em turnê com o chamado "lost quintet", composto por Shorter, o baixista inglês Dave Holland (então com 22 anos), o pianista Chick Corea e o baterista Jack DeJohnette. Infelizmente essa banda não chegou a gravar em estúdio, mas os registros dos shows que fizeram mostram que eram quase tão bons quanto o segundo quinteto. Ainda em 1969 sai o famoso (e irregular) Bitches Brew, com participação do chato guitarrista John McLaughlin. A partir daqui, Miles levou a fundo as experimentações elétricas, flertando com o rock e o funk. Seus discos dos anos setenta são desiguais: há coisas excelentes (Get Up With It, 1972), outras cansativas e indulgentes (A Tribute To Jack Johnson, 1970).

Depois, veio a vergonhosa fase pop dos anos oitenta. Mas dá para condenar Miles totalmente? Será que gravar versões de Cyndi Lauper não é tão degradante quanto fazer um revival e tocar "My Funny Valentine", de terninho e pela milésima vez? Se correr riscos faz parte do conjunto do gênio, ele foi dos maiores.


Jonas Lopes
Florianópolis, 11/10/2006


Quem leu este, também leu esse(s):
01. A cidade e o que se espera dela de Luís Fernando Amâncio
02. Numa casa na rua das Frigideiras de Elisa Andrade Buzzo
03. K 466 de Renato Alessandro dos Santos
04. Famílias terríveis - um texto talvez indigesto de Ana Elisa Ribeiro
05. estar onde eu não estou de Luís Fernando Amâncio


Mais Jonas Lopes
Mais Acessadas de Jonas Lopes em 2006
01. Ser escritor ou estar escritor? - 2/6/2006
02. 15 anos sem Miles Davis, o Príncipe das Trevas - 11/10/2006
03. Tchekhov, o cirurgião da alma - 13/7/2006
04. Cony: o existencialista, agora, octogenário - 3/5/2006
05. Herzog e o grito de desespero humanista - 18/9/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
11/10/2006
16h06min
Infeliz o comentário sobre Cyndi Lauper... Ele não regravou versões de Cyndi Lauper, mas unicamente "Time after time", que aliás é muuuuuito elogiada até hoje. Ela até hoje agradece em suas entrevistas por ele ter acreditado no trabalho dela. Você deve ser um crítico que está preso à imagem anos 80 da Cindy Lauper. Sabia que ela é considerada uma das melhores cantoras da musica americana? Que é aplaudida de pé toda vez que se apresenta em grandes eventos?
[Leia outros Comentários de juliano centena]
13/10/2006
18h48min
Delícia, muito boa a matéria! Senti falta apenas de mencionar o álbum Big Fun, que também tinha um time da pesada como o Joe Zawinul, Herbie Hancock, Chick Corea, Wayne Shorter, John McLauglin, Steve Grossman, Dave Holland, Michael Henderson e Jack DeJohnette. Não sei se é real, mas o "chato" do John McLauglin entrou substituindo o Jimi Hendrix, que Miles Davis tentou de toda maneira para tocar com ele mas não conseguiu e ele teve que se contentar com o McLauglin. Realmente não dá para comparar os dois. Mas pelo título da musica "go ahead John", Miles Davis devia gostar bastante do que o McLauglin fez no disco. Também acho ele chato, mas lá na minha opinião ele está bem.
[Leia outros Comentários de Diter Stein]
15/11/2006
21h51min
Oi, Gente, adorei o artigo e acho o Miles realmente um gênio, q não tinha medo de arriscar novas sonoridades, tanto q meus discos favoritos são de fases totalmente distintas: Kind of Blue (59), Bitches Brew (69) e Tutu (86). Só não concordei com os comentários sobre John Mclaughlin, q considero um excepcional guitarrista e levou seu trabalho com Miles a definir o som do Mahavishnu Orchestra nos anos 70. Foi John Mclaughlin quem introduziu Miles ao som de Jimi Hendrix, som esse q posteriormente o levou ao fusion com o rock. Mesmo a fase pop do Miles (a mais criticada de todas) tem coisas bem interessantes e q mostrava q ele gostava de correr riscos, coisa q nem todos os musicos têm coragem. Muitos se atêm às formulas q os tornam populares e acabam estagnados no tempo, sempre se repetindo, com medo de perder seus fãs e isso Miles Davis nunca fez.
[Leia outros Comentários de Diogo Salles]
17/7/2008
19h46min
Olá! Achei interessante o artigo do ponto de vista histórico por repassar alguns momentos importantes da vida de Miles Davis. Quanto às opiniões pessoais do autor expressas no artigo, não concordo com a maioria. O trabalho de John McLaughlin, na minha opinião, é muito bom, tanto com Miles, quanto no Mahavishnu e também tocando com Paco de Lucia e Al di Meola. Quanto à fase anos 80, ele novamente usou seu poderoso faro pra pegar músicas de alto calibre como John Scofield e Darryl Jones e montar outro conjunto forte. Sua versão de "Human Nature" de Michael Jackson traz uma sensibilidade ímpar com seu trompete.
[Leia outros Comentários de Thiago Viaro]
12/11/2010
13h16min
O artigo fica bom se tirarmos as opiniões pessoais do articulista. A fase do segundo quinteto é realmente muito boa, mas nem tudo o que o Miles fez nos anos 80 é lixo, como ele insinua. Jamais um álbum "irregular" teria a repercussão e a avaliação da crítica que "Bitches Brew" teve. E mesmo que você ache o McLaughin "chato", a importância dele para o jazz/fusion não pode ser desprezada.
[Leia outros Comentários de Camilo]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ACHO QUE QUEBREI SUA EMPRESA!
KAREN PHELAN
BENVIRÁ
(2015)
R$ 24,00



JUNTOS PARA SEMPRE
WALCYR CARRASCO
ARQUEIRO
(2013)
R$ 12,99



O BOLO, BORRA DE CAFÉ E IDENTIDADE CULTURAL NA PARAÍBA
REBECA OLIVEIRA SOUSA
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 349,00



SOLE E NEBBIE
CARLO PERASSO
BARULLI
(1972)
R$ 53,52



APRENDENDO E ENSINANDO ENSINANDO E APRENDENDO
IRMÃ MARIA HELENA ARNS
CNBB
(2000)
R$ 20,00



CALLING OF AN ANGEL
DR. GARY L. GLUM
SILENT WALKER
(1988)
R$ 250,00



THE COTTAGE
DANIELLE STEEL
RANDOM HOUSE
(2002)
R$ 17,50



SAKURA CARD CAPTORS Nº 14
CLAMP
JBC DO BRASIL
(1997)
R$ 7,00



A VIDA DO BEBÊ DA GRAVIDEZ AO PARTO
DR. RINALDO LAMARE
AGIR
(2008)
R$ 6,97



CONVERSA FRANCA SOBRE SOLIDÃO
JOYCE MEYER
BELLO PUBLICACOES
(2014)
R$ 9,90





busca | avançada
37376 visitas/dia
1,1 milhão/mês