Festival Indie Rock | Débora Costa e Silva | Digestivo Cultural

busca | avançada
14031 visitas/dia
1,2 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Quarta-feira, 1/8/2007
Festival Indie Rock
Débora Costa e Silva

+ de 3100 Acessos
+ 2 Comentário(s)


Moptop abre o Festival Indie Rock (foto: Caio Kenji)

"Festa estranha com gente esquisita". A frase de Renato Russo poderia resumir muito bem o que aconteceu no Via Funchal nas noites dos dias 26 e 27 de julho. A festa foi estranha: platéia metade cheia, metade vazia, e as bandas que se apresentaram não tinham estilos muito semelhantes entre si (tinha som instrumental, pop, hard-core, mangue beat e uma big band com um completo naipe de metais). A gente era esquisita: uns com dreads, outros com cabelo bem liso; uns com roupas estampadas e colantes, outros de camisa listrada e folgada; uns com cara de tédio, outros que não paravam de pular. Mas toda essa "esquisitice" gerada pela diversidade me pareceu ser a característica central do evento e de seu público, que se auto denomina "alternativo". Pelo menos, foi o que vi no Festival Indie Rock.

Um fato curioso é a contradição que existe entre o termo indie rock e a proposta mainstream do festival. Indie é uma contração de independent ("independente", em inglês). Bandas que recebem esse tipo de definição são aquelas que não são lançadas por grandes gravadoras, que geralmente tocam para platéias pequenas, em locais de pouca (ou nenhuma) estrutura. Conceitos totalmente avessos ao que se passou no Via Funchal: uma casa de shows grande, uma infra-estrutura que suporta 6 mil pessoas e com ingressos entre R$ 100 a R$ 140.

Esta foi a primeira edição do festival em São Paulo (a primeira no Brasil foi no ano passado, no Rio de Janeiro, com a participação de Franz Ferdinand). Desde 1997 a organização do evento guarda a marca "Festival Indie Rock" patenteada. E por quê não foi feito antes? De acordo com Maria Luísa Jucá, produtora e curadora do festival, eles aguardavam um momento em que o público estivesse tão grande quanto a quantidade de bandas alternativas no circuito. "Agora a garotada está sedenta por esse tipo de banda, trocando informações e pesquisas na internet. Então decidimos que era o momento perfeito para a realização do festival", diz. "Queremos fortalecer a rota indie no Brasil. Quanto mais forte o mercado, melhor para todos."

Mercado? Essa palavra definitivamente não faz parte do vocabulário indie. Mas quem - além dos que pagaram mais de R$ 100 para assistirem aos shows - vai reclamar do lucro obtido nesse festival? Afinal, não se pode negar que é uma boa oportunidade para os músicos ganharem mais espaço, reconhecimento e até fãs.


A baixista do Magic Numbers vibrou com a platéia (foto: Caio Kenji)

As bandas
O Moptop abriu o primeiro dia do festival pontualmente às 21h30. A banda carioca, formada por dois guitarristas (um deles é o vocalista), um baixista e um baterista, tocou para um público desanimado, além de a platéia estar praticamente vazia. As pessoas que estavam na imensa pista poderiam encher facilmente as casas undergrounds daqui da capital. Depois fui entender que grande parte dos que compraram ingresso para o primeiro dia de show iria chegar mais tarde para ver apenas os ingleses do The Magic Numbers.

O Hurtmold tocou logo em seguida, mas não colaborou muito no quesito animação. Por ser uma banda instrumental, até fez com que os poucos que ainda estavam na pista aproveitassem o momento para ir beber alguma coisa no bar, fumar um cigarro ou dar uma volta. A banda faz mesmo um som diferente, misturando elementos eletrônicos com o rock, com muita percussão e improvisação. Percebi que há um público cativo, que deve estar sempre presente em seus shows, mas havia muita gente que não conhecia o grupo e não demonstrou interesse.

Mas quando o quarteto inglês The Magic Numbers começou a tocar, o cenário mudou. A platéia estava bem mais cheia e animada. Quase todos cantavam as letras junto com a banda que, por sinal, era muito carismática. A baixista Michele Stodart, além de ótima instrumentista, estava muito empolgada. Além de grandes sucessos como "Love's game", a banda, que é por muitos considerada uma nova versão de The Mamas & The Papas, tocou uma música brasileira. Diferente de outros gringos que vêm e tocam sempre Tom Jobim, eles mostraram que têm bom gosto e conhecem a música brasileira e tocaram "Baby", do Caetano Veloso.



No segundo dia do Festival, em que achei que ia encontrar uma platéia mais cheia, me enganei. Novamente, o Via Funchal estava meio vazio, mas, dessa vez, o público parecia mais animado. A Nação Zumbi abriu a noite, com o vocalista Jorge Du Peixe dedicando o show ao falecido flautista do Mombojó, Rafael Torres. Por conta deste incidente, os meninos do movimento mangue beat substituíram a banda, ainda fragilizada pela morte de um de seus integrantes, no Festival. Mas, apesar de os batuques de maracatu serem contagiantes, o repertório não era muito conhecido, nem as músicas tão criativas como as da época do Chico Science.


Nação Zumbi dedicou o show ao flautista do Mombojó

O grande destaque da noite, sem dúvida, foi a banda Móveis Coloniais de Acaju. Talvez por terem um estilo musical mais destoante das outras bandas (metais presentes em todas as músicas e alternância de ritmos em uma mesma canção), talvez por misturarem muitos ritmos (ska, rock, elementos de músicas brasileiras e ritmos do leste europeu), talvez por terem uma presença de palco muito forte, talvez por fazerem uma performance louca e eletrizante, ou talvez por tudo isso ao mesmo tempo.

Além de todos os integrantes (menos o baterista) dançar e tocar ao mesmo tempo, pulando ou correndo pelo palco, na última música, "Copacabana", a banda fez o inusitado: eles desceram do palco, foram para a pista e montaram uma roda imensa com o público. Ainda cantando e tocando, fizeram todos dançar. No final, todo mundo foi para o meio da roda fazer o tradicional "bate cabeça".



Em seguida, o The Rakes subiu ao palco para tocar. Mas tanto pelo estilo musical quanto pelo cansaço das pessoas que haviam dançado e pulado junto com o Móveis, o público não manteve a mesma energia. A tradução de rakes é "farrista", o que pode-se justificar pelo vocalista, que gemia e dava alguns gritinhos entre uma música que outra, mas nada comparado à simpatia do The Magic Numbers e o agito do Móveis.

Acho que para um Festival que pretendia ser grande, o Indie Rock não cumpriu totalmente sua função, por não ter lotado a casa. Público existe, a produtora do evento estava certa. No entanto, ingressos caros não funcionam muito para pessoas que não estão acostumadas a irem a mega eventos, muito menos pagar caro para isso. Mas pela qualidade de algumas bandas, acho que valeu a pena inciativa.


Débora Costa e Silva
São Paulo, 1/8/2007


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O Carnaval que passava embaixo da minha janela de Elisa Andrade Buzzo
02. George Orwell e o alerta contra o totalitarismo de Gian Danton
03. O pródigo e o consumo de Eugenia Zerbini
04. Um lugar para o tempo de Elisa Andrade Buzzo
05. John Lennon, o homem de Marco Antonio Santos Silva


Mais Débora Costa e Silva
Mais Acessadas de Débora Costa e Silva
01. Semana da Canção Brasileira - 20/12/2007
02. Balanço geral de 2008 - 8/1/2009
03. Depois do sexo... - 11/9/2008
04. Samba da Vela - 23/7/2007
05. A crítica musical - 10/4/2008


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
1/8/2007
11h30min
Há sempre rótulos na música, talvez isso sirva simplesmente para separar os festivais por nomes. É uma pena ver o preço dos ingressos salgados e a falta de público, mas convenhamos o indie rock combina mais com locais pequenos, afinal você lembrou que eles são independentes. O Móveis Coloniais de Acaju é destaque em todos os festivais que toca, no meio de tantas bandas atuais, a banda de Brasília consegue sacudir multidões e a roda/ciranda no final do show é um clássico imperdível para qualquer fã do estilo "rock?" do Móveis.
[Leia outros Comentários de Bia Cardoso]
6/4/2008
00h21min
Sempre vibro quando encontro algo inteligente na Internet. O Digestivo Cultural é uma excelente iniciativa, que só faz somar o universo tão carente de coisas construtivas.
[Leia outros Comentários de Jacytan Melo]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




MANUAL DE INTRODUÇÃO À ECONOMIA
JEFFERSON MARIANO
PAPIRUS
(2002)
R$ 11,00



ADMINISTRANDO A INFORMÁTICA
PAULO ROBERTO RODRIGUES
PIONEIRA
(1989)
R$ 15,00



A FESTA
CHRISTIANE GRIBEL
PLANETA
(2004)
R$ 10,00



DEPOIMENTOS
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE PROPAGANDA
APP
(1985)
R$ 20,00



PEREGRINO DO TEMPO
EDUARDO PIOCCHI
MERCURYO
(1992)
R$ 10,00



CORA DO MEU CORAÇÃO
MÔNICA AGUIEIRAS CORTAT
EME
(2012)
R$ 23,00



CONTRÔLE DE QUALIDADE - 1 METROLOGIA
PANAMBRA
PANAMBRA S. A.
(1961)
R$ 50,00



CONTOS BUDISTAS
SHERAB CHODZIN
MARTINS FONTES
(2003)
R$ 46,00



ATTRACTION UNIVERSELLE ET RELIGION NATURELLE CHEZ QUELQUES...
HELENE METZGER FEDERICO ENRIQUES ORG.
HERMAN & CIE
(1938)
R$ 75,00



MEMORIAL DO PRESENTE
AUGUSTO MARZAGÃO
NOVA FRONTEIRA
(1994)
R$ 6,47





busca | avançada
14031 visitas/dia
1,2 milhão/mês