Literatura é coisa para jovem? | Marcelo Spalding | Digestivo Cultural

busca | avançada
100 mil/dia
2,5 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Camila Venturelli e Dani Lima falam sobre os nossos gestos na pandemia
>>> 36Linhas lança Metropolis segunda graphic novel da Coleção Graphic Films
>>> Acervo digital documenta a história da Cantina da Lua - símbolo de resistência cultural
>>> Maíra Lour apresenta leitura dramática audiovisual “Insensatez'
>>> Exposição do MAB FAAP conta com novas obras
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Silêncio e grito
>>> Você é rico?
>>> Lisboa obscura
>>> Cem encontros ilustrados de Dirce Waltrick
>>> Poética e política no Pântano de Dolhnikoff
>>> A situação atual da poesia e seu possível futuro
>>> Um antigo romance de inverno
>>> O acerto de contas de Karl Ove Knausgård
>>> Assim como o desejo se acende com uma qualquer mão
>>> Faça você mesmo: a história de um livro
Colunistas
Últimos Posts
>>> Max, Iggor e Gastão
>>> Mandic, por Pedro e Cora
>>> A Separação de Bill e Melinda Gates
>>> Hemingway by Ken Burns
>>> Cultura ou culturas brasileiras?
>>> DevOps e o método ágil, por Pedro Doria
>>> Spectreman
>>> Contardo Calligaris e Pedro Herz
>>> Keith Haring em São Paulo
>>> Kevin Rose by Jason Calacanis
Últimos Posts
>>> Acentuado
>>> Mãe, na luz dos olhos teus
>>> PoloAC retoma temporada de Os Doidivanas
>>> Em um tempo, sem tempo
>>> Eu, tu e eles
>>> Mãos que colhem
>>> Cia. ODU conclui apresentações de Geração#
>>> Geração#: reapresentação será neste sábado, 24
>>> Geração# terá estreia no feriado de 21 de abril
>>> Patrulheiros Campinas recebem a Geração#
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A paisagem é o homem
>>> Kurt Cobain; ou: I Miss the Comfort in Being Sad
>>> Regras de civilidade (ou de civilização)
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> O segredo da Crise
>>> Os melhores do cinema brasileiro em 2003
>>> As deliciosas mulheres de Gustave Courbet
>>> Entrevista com Luis Eduardo Matta
>>> O fim da MTV
>>> 10º Búzios Jazz & Blues III
Mais Recentes
>>> A Casa da Paixão de Nélida Piñon pela Sabiá (1972)
>>> Os Meninos de Jo 4 de Louisa May Alcott pela Principis (2021)
>>> Gestão Contemporânea a Ciência e a Arte de Ser Dirigente de Paulo Roberto Motta pela Record (1996)
>>> Arsène Lupin e a Garota de Olhos Verdes de Maurice Leblanc pela Principis (2021)
>>> A Princesinha de Frances Hogson Burnett pela ciranda Cultural (2019)
>>> O Médico e o Monstro Em Quadrinhos de Robert Louis Stevenson pela Principis (2021)
>>> A Guerra dos Mundos de H. G. Wells pela Principis (2021)
>>> O Dorminhoco de H. G. Wells pela Principis (2021)
>>> O Sagrado de Nilton Bonder pela Rocco (2007)
>>> Uma Utopia Moderna de H. G. Wells pela Principis (2021)
>>> Sanditon de Jane Austin pela Principis (2021)
>>> Arsène Lupin e o Estilhaço de Obus de Maurice Leblanc pela Principis (2021)
>>> Relato da Vida de Frederick Douglass um Escravo Americano de Frederick D. pela Principis (2021)
>>> Úrsula de Maria Firmina dos Reis pela Principis (2020)
>>> Rapazinhos 3 de Louisa May Alcott pela 9786555521764 (2021)
>>> A Melhor Amiga de Anne de Kallie George pela Ciranda Cultural (2021)
>>> O Chamado Selvagem de Jack London pela Principis (2021)
>>> Robin Hood Em Quadrinhos de Howard Pyle pela Principis (2021)
>>> Frankenstein Em Quadrinhos de Mary Shelley pela Principis (2021)
>>> Museu de História da Arte Viena de Enciclopédia dos Museus pela Mirador (1969)
>>> Galeria Nacional Londres de Enciclopédia dos Museus pela Mirador (1969)
>>> Pinacoteca de Munique de Enciclopédia dos Museus pela Mirador (1968)
>>> Medicina Da Alma (Capa Dura) de Robson Pinheiro pela Casa dos Espíritos (2007)
>>> Dicionário Analógico da Língua Portuguêsa de Carlos Spitzer pela Globo (1956)
>>> Serenidade Uma Terapia Para A Alma de Robson Pinheiro pela Casa dos Espíritos (2013)
COLUNAS

Quinta-feira, 11/9/2008
Literatura é coisa para jovem?
Marcelo Spalding

+ de 11500 Acessos
+ 8 Comentário(s)

Permitam-me um pouco de biografismo: 2008 me tem sido um bom ano literário. Finalmente consegui uma editora que editará meus livros e investirá no meu trabalho, consegui criar um formato de palestra que deu certo e com ela já fui do Rio de Janeiro à Ijuí, cidade a 450 km de Porto Alegre. E foi justamente o tema proposto por essa cidade que provocou este artigo: literatura é coisa para jovem?

A questão parece retórica, mas quem circula por escolas sabe que o interesse pela leitura decresce ao longo dos anos escolares, apesar do esforço das instituições para que os alunos se interessem por literatura: quando se pergunta numa turma de Eduação Infantil quem gosta de ler, todos levantam a mão rapidamente; no Ensino Fundamental, metade levanta a mão com certa timidez; no Ensino Médio, é raro alguém se manifestar. Partindo do pressuposto de que a literatura é, como qualquer arte, "coisa" para qualquer idade, qualquer classe social e qualquer lugar, porque é algo que nos ajuda a compreender o mundo e a nós mesmos, somos obrigados a nos perguntar os motivos desse desinteresse. E nesse ponto algumas perguntas se impõem:

1. A literatura é valorizada na mídia, na publicidade?
Em outras palavras: quantas vezes num filme juvenil aparece um personagem leitor? Qual o espaço que a literatura ocupa nas publicações para jovens, desde a revista Recreio até a Capricho? Quando um personagem de Malhação manifestou interesse por literatura, pela escrita? Este parece o ponto central para compreendermos por que a sociedade como um todo não percebe valor na leitura, e isso responde um pouco também a questão 2.

2. A literatura é presente em casa? E na escola? A criança vê o pai ou o professor com um livro debaixo do braço?
Não sejamos ingênuos: o problema da leitura pode começar na escola, mas prossegue ou se intensifica ao longo da vida. E hoje são poucos os leitores de fato: aqueles que, por puro prazer, entram numa livraria e compram livros. Isso não ocorre apenas com os pais, que têm lá suas ocupações e compromissos, mas também com os professores, soterrados por cargas horárias elevadíssimas e salários que não permitem a compra de, digamos, um bom livro por mês. Assim, a criança e o adolescente não têm o exemplo, a referência, e ainda que isso não signifique necessariamente um afastamento da leitura, pode desmotivar aqueles jovens propensos a ler. Jovens, aliás, logo estigmatizados como nerds ou algo do gênero.

3. Também não será verdade que há uma parcela de leitores entre nossos alunos?
Como esboçado acima, não podemos negar que há algumas crianças e adolescentes propensos a ler, mais interessados na literatura, nas artes. É natural, aliás, que numa turma de 40 alunos uns 10 identifiquem-se mais com a matemática, outros com as ciências, outros com as humanas, incluída aí a literatura. É uma ilusão o professor pensar que toda sua classe irá reagir bem à Hora do Conto ou a um trabalho de literatura. Talvez seja o caso de valorizar aqueles que lêem a fim de que os demais percebam valor nisso. E aí vem a questão seguinte.

Que tipo de livros esses alunos procuram? E que tipo de livros nós gostaríamos que eles procurassem e por quê?
Já foi dito que necessariamente haverá, numa classe de 40 alunos, uns 20% que gostam de ler, têm prazer em pegar um bom livro ou uma boa revista. O problema é quando o que eles consideram bom não é do gosto do professor, seja por um motivo ou outro. Exemplos temos vários, desde o menino fissurado por história em quadrinhos, que conhece todos os heróis e lê os gibis do pai para conhecer a história do gênero, até a menina ingênua encantada com Pollyanna ou agora fã de Meg Cabot. Passando, é claro, por alguns que descobrem que a literatura não precisa ser politicamente correta e procuram nela sexo ou violência, para pavor do professor, ainda que talvez seja este seu gênero preferido.

É nesse sentido que entra também o já batido debate sobre a leitura dos clássicos em sala de aula. Se percebemos uma perda de interesse pela leitura ao longo dos anos, não podemos negar que ela está relacionada à obrigatoriedade: quanto mais avançam na escola, mais os alunos são obrigados a determinadas leituras e, por não estarem de acordo com seus gostos e hábitos pessoais, rejeitam-nas. Mas, como sabemos, eles são obrigados a ler tais títulos, e isso os leva a rejeitar a leitura como um todo, não preservando sequer aquele eventual gosto por gibis ou contos de fadas ou histórias policiais.

Também é verdade que a escola e o professor não podem se omitir diante da indústria cultural. São eles, e talvez só eles, que um dia falarão sobre Homero, Machado de Assis, Luís de Camões, Gustave Flaubert, Edgar Allan Poe, ou mesmo Pablo Picasso, Wolfgang Mozart, Aleijadinho. É a escola a responsável por apresentar ao adolescente toda uma história cultural que forjou nossa civilização, mesmo que depois o aluno renegue esse aprendizado e torne-se um Homer Simpson diante da tevê.

Difícil dilema, que, para mim, só se resolve com equilíbrio e adequação. Mas não vou me furtar de uma idéia de solução, ou de intermediação: um olhar mais atento para a literatura contemporânea.

Porque entre o clássico Flaubert e a popular Meg Cabot temos o contemporâneo, o Milton Hatoum, o Chico Buarque, a Jane Tutikian, a Ana Maria Machado, o Luis Fernando Verissimo, o Renato Russo, o Vinicius de Moraes. Antes de ensinarmos a história da literatura, apresentarmos os clássicos, é preciso mostrar por que a literatura nos ajuda a compreender o mundo e a nós mesmos, tornando-se um prazer solitário e permanente. Isso não será feito com um texto de cem anos atrás que representa outra época, outro mundo, e sim com algo próximo a eles e escolhido pelo professor.

Sim, porque, como mencionei acima, o professor e a escola não podem se omitir. Eles precisam saber indicar à turma ou ao aluno o tipo de livro mais adequado ao seu perfil, ao seu nível de aprendizado e interesse. Há hoje uma enorme oferta de títulos, muitos especialmente feitos para crianças e/ou adolescentes, de qualidades e intenções variadas, de preços e procedências variadas. Tendo o professor como filtro dessa produção, o aluno poderá manter o prazer pela leitura, mas tornar-se-á mais exigente e, consequentemente, um leitor melhor.

Daniel Pennac, em "Os direitos imprescindíveis do leitor", defende, entre outros, o direito de ler qualquer coisa, e conclui dizendo que "uma das grandes alegrias do educador é ― toda leitura sendo autorizada ― a de ver um aluno bater sozinho à porta da fábrica Best-seller para subir e respirar na casa do amigo Balzac".

Aí, sim, aí está criado o ambiente propício para o professor passar aos clássicos, porque este deve ser, sempre, o objetivo final de uma disciplina de literatura (não o inicial, note-se bem). Ítalo Calvino tem um texto formidável sobre o tema, "Por que ler os clássicos?". Para ele, "os clássicos não são lidos por dever ou por respeito mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os 'seus' clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola."

Não é tarefa fácil, sem dúvidas. Mas depois de refletir sobre tudo isso me parece cada vez mais claro que o desafio é fazer da literatura não só coisa para jovens, mas coisa para pais e professores também. O que só se faz exatamente com bons professores ou quixotescos entusiastas, e você pode ter certeza de que é um deles se chegou ao final deste artigo.

Nota do Editor
Leia também "Adolescente lê, sim, senhor!".


Marcelo Spalding
Porto Alegre, 11/9/2008


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Tempos de Olivia, romance de Patricia Maês de Jardel Dias Cavalcanti
02. Veja e Cachoeira: relações perigosas de Gian Danton
03. Corrupção ou esperança de Daniel Bushatsky
04. iPad pra todo mundo de Ana Elisa Ribeiro
05. Natureza Humana Morta de Vicente Escudero


Mais Marcelo Spalding
Mais Acessadas de Marcelo Spalding em 2008
01. Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha - 6/3/2008
02. O melhor de Dalton Trevisan - 27/3/2008
03. Nossa classe média é culturalmente pobre - 21/8/2008
04. Cartas a um jovem escritor - 31/1/2008
05. Literatura é coisa para jovem? - 11/9/2008


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
11/9/2008
08h52min
Seu texto mereceria um comentário extenso e detalhado, mas devido à pressa vou tocar num ponto só: você mencionou Renato Russo. Trabalhei oficinas de leitura (atuo em biblioteca escolar) e uma das mais prazerosas - para mim e para meus leitores entre 11/13 anos - foi aquela em que levei fitas aúdio do Legião Urbana, dando a eles cópias das letras que iam acompanhando enquanto ouvíamos as canções... Depois, discutíamos cada letra justo por terem uma 'realidade', uma 'proximidade' inegável para eles - isso sem cair no óbvio e na ausência de poesia, tão visíveis em boa parte da dita 'literatura para jovens'. A leitura obrigatória nas escolas pode ser defendida e acusada, justo pelas razões que você aponta aqui. É necessária - mas o COMO fazer é importante, é central.
[Leia outros Comentários de Claire Scorzi]
11/9/2008
12h14min
Caros leitores, do meu ponto de vista, há imposições e restrições quanto à leitura por parte dos pais, das instituições escolares e da mídia. No século XXI, em qual vestibular um texto de Franz Kafka é leitura obrigatória? Por outro lado, há clássicos que não foram escritos para crianças e, no entanto, as crianças se apropriaram dos referidos, como, por exemplo, "As viagens de Gulliver", de Jonathan Swift; "Moby Dick", de Hermam Melville; as obras de Charles Dickens e tantos outros. Tais escritos visavam o público adulto, jamais o infantil! Concordo com Daniel Penac, e com ele proclamo por "todos os direitos imprescindíveis do leitor", desde a infância!
[Leia outros Comentários de Sílvio Medeiros]
11/9/2008
16h51min
Estou promovendo uma mesa redonda com crianças de dez a quatorze anos para debaterem sobre importância da leitura. Essas crianças participam do Bando da Leitura há mais de um ano. Fiquei impressionada com o nível da conversa. Nesta mesa redonda que se chama "Só para menores", os adultos só se pronunciam por meio de bilhetes que são enviados à mediadora e encaminhados aos debatedores da mesa. Em breve publicarei no blog um vídeo sobre o evento!
[Leia outros Comentários de lucelia]
12/9/2008
08h27min
O bom seria que fôssemos um país de leitores. É claro, que não alcançaríamos a totalidade. Mas, que tal 70% da população? Isso! Certamente nos daria "visões" desse tipo: um ônibus com metade da lotação, lendo; um trem, um navio ou um avião repletos de pessoas com um livros nas mãos; nos bares e restaurantes, as mesas cheias de gente se deliciando com uma boa história; nos escritórios ou em consultórios, bancos e cadeiras com clientes esperando, enquanto lêem; enfim. Mas, enquanto não atingimos "metas" como essas, não percamos a esperança, sem desconsiderar também aqueles, que, por razões diversas, preferem a "hora da química, da física ou da biologia" à "hora do conto", sem, contudo, rejeitarem por completo a literatura. Apenas, dedicam menos tempo (e dinheiro, é claro) a ela.
[Leia outros Comentários de Américo Leal Viana]
12/9/2008
21h38min
Meus parabéns pela edição de seu livro! Copiei o texto para reler com calma: ele suscita muitos comentários pra seus leitores inquietos... rs. Sim, o amor pela leitura dos pais e professores e aliados é contagiante. Sou aprendiz, autodidata e mãe de filha única e leitora... Beijo ;-)
[Leia outros Comentários de Gisele Lemper]
13/9/2008
10h13min
Acho que leitura é coisa para todas as idades. Desde o começo da minha vida fui incentivado a ler. Lembro de uma coleção que tinha do Monteiro Lobato. Depois, na escola, vivia freqüentando a biblioteca, e fora da escola também. Adorava a matéria literatura, onde tínhamos que ler livros: Clarice Lispector, Drummond, José de Alencar, George Orwell... Depois, uma cirurgia muito delicada de coluna que me deixou acamado por mais de 20 dias e fora o colete de gesso que fui obrigado a usar por 1 ano, me limitando a toda e qualquer atividade física, me aproximou ainda mais dos livros. Na minha casa, de três filhos eu fui o único que ama ler, as outras duas não passam nem perto. Hoje continuo com esse meu hábito de leitura, comecei a escrever uma coluna de crônica política em alguns sites, já tive ela publicada em um jornal da Bahia... Tudo ainda sem remuneração, mas não desisti. Hoje sou um comprador voraz de livros.
[Leia outros Comentários de claudio schamis]
13/9/2008
10h23min
Tenho uma comunidade no Orkut chamada "Viciados em Livros", e tenho visto cada vez mais pessoas envolvidas com a leitura. Vejo jovens lendo, sim. Sempre gosto de encontrar alguém, ou no ônibus, metro, lendo. E os pais deveriam ajudar a incentivar esse hábito, mesmo hoje tendo concorrentes como jogos de computadores, videogames de ultima geração. Vale incentivar.
[Leia outros Comentários de claudio schamis]
15/10/2008
14h40min
Marcelo, parabéns por sua conquista. Neste mundo de ilhas de vendas cheias de traduções e auto-ajuda, é uma vitória conseguir um lugar na estante. Concordo plenamente com sua opinião. De nada adianta apenas encomendar pesquisas sobre percentuais de leitores. Somos os responsáveis por fazer esses jovens perderem o brilho diante de um livro. Critica-se demais, cerceia-se demais, ganha-se leitores de menos. Há tantos autores contemporâneos que envolvem os leitores, nas mais variadas faixas etárias. Autores nacionais ou não. Por que não divulgamos essa literatura? Porque muitas vezes só os clássicos são valorizados. Esses que são imprescindíveis conhecermos, porém que não são de leitura exclusiva nem prioritária.
[Leia outros Comentários de Ana Cristina Melo]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Instrumento - Números 7 e 8 de 2006 Revista
Universidade Federal de Juiz de Fora
Edufjf
(2006)



Objective Tests in English as a Foreign Language: Pupils Book 1
Meriel Bloor, Thomas Bloor e Outros (vol 1)
Macmillan
(1974)



As Origens da Globalização da Economia
Jacques Adda
Manole
(2004)



Vida na Terra - Conhecer para Proteger
Rosicler Martins Rodrigues
Moderna
(2003)



Papeis Em Destaque: Mestres do Século XX
Glaucia Cohn Coord.
Dan Galeria
(2009)



Making Metal Jewelry Projects, Techniques, Inspiration
Joanna Gollberg
Lark Books
(2002)



Password English Dictionary For Speakers of Portuguese
Martins Fontes
Martins Fontes
(2005)



Relatório da Cpi Que Apurou Irregularidades na Administração Públ
Senado Federal (cpi)
Senado Federal
(1989)



Grande Dicionário Enciclopédico Brasileiro Ilustrado Edição Espcial
Vários Autores
Novo Brasil
(1979)



Direito Administrativo
Fernando Ferreira Baltar Neto
Juspodivm
(2015)





busca | avançada
100 mil/dia
2,5 milhões/mês