Literatura para quê? | Marcelo Spalding | Digestivo Cultural

busca | avançada
82631 visitas/dia
2,6 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Curitiba On-line: atividades culturais disponíveis para fazer em casa
>>> Luis Stuhlberger, um dos maiores gestores de fundos do país, participa do próximo Dilemas Éticos
>>> Cia. Palhadiaço faz temporada online de Depósito acompanhada por oficinas grátis
>>> GRUPO MORPHEUS TEATRO leva obra audiovisual “BERENICES” para teatros públicos do munícipio de São Pa
>>> II Bibliofest debate Agenda 2030 da ONU/IFLA em bate-papos literários e oficinas culturais
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Silêncio e grito
>>> Você é rico?
>>> Lisboa obscura
>>> Cem encontros ilustrados de Dirce Waltrick
>>> Poética e política no Pântano de Dolhnikoff
>>> A situação atual da poesia e seu possível futuro
>>> Um antigo romance de inverno
>>> O acerto de contas de Karl Ove Knausgård
>>> Assim como o desejo se acende com uma qualquer mão
>>> Faça você mesmo: a história de um livro
Colunistas
Últimos Posts
>>> Hemingway by Ken Burns
>>> Cultura ou culturas brasileiras?
>>> DevOps e o método ágil, por Pedro Doria
>>> Spectreman
>>> Contardo Calligaris e Pedro Herz
>>> Keith Haring em São Paulo
>>> Kevin Rose by Jason Calacanis
>>> Queen na pandemia
>>> Introducing Baden Powell and His Guitar
>>> Elon Musk no Clubhouse
Últimos Posts
>>> Geração# terá estreia no feriado de 21 de abril
>>> Patrulheiros Campinas recebem a Geração#
>>> Curtíssimas: mostra virtual estreia sexta, 16.
>>> Estreia: Geração# terá sessões virtuais gratuitas
>>> Gota d'agua
>>> Forças idênticas para sentidos opostos
>>> Entristecer
>>> Na pele: relação Brasil e Portugal é tema de obra
>>> Single de Natasha Sahar retrata vida de jovem gay
>>> A melancolia dos dias (uma vida sem cinema)
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Caindo de paraquedas na escrita
>>> Inteligência artificial
>>> Rimbaud, biografia do poeta maldito
>>> 7 de Setembro
>>> Deixa se manifestar
>>> Auctoritas
>>> A arte do cinema imita o caos. Ou vice-versa
>>> Toca Raul!
>>> Seu Mauro
>>> Mamãe
Mais Recentes
>>> 9788522443987 de Michael Porter ( pela Campus (1999)
>>> Renunciando por Amor de Izoldino Rezende pela Cristo Consolador (2012)
>>> Linguagem de Sinais de Vários Autores pela Soc. Torre de Vigilia (1992)
>>> O Golpe de 64 e a Ditadura Militar (colecao Polemica) 5ª de Júlio José Chiavenato pela Moderna (1994)
>>> Guia Ilustrado de Peixes da Bacia do Rio Grande de Org Monica Maria Vaz pela Cetec (2000)
>>> Almas Que Voltam de Fernando do ó pela Feb (1988)
>>> Inculta e Bela V. 2 de Pasquale Cipro Neto pela Publifolha (2001)
>>> Licitações e Contratos Lei Nº 8666/93 de Varios pela Forum
>>> Livro House Of Night -Coleção Completa V.2 (7 ao 12) Ver Desc. Literatura de P.C. Cast e Kristin Cast pela Novo Seculo (2010)
>>> Luz na Penumbra de Aureliano Alves Neto e Outros pela Do Lar (1986)
>>> Quando Setembro Chegar de Fatima Arnolde pela Lumen (2013)
>>> Educação Pre-escolar de Gilda Rizzo pela Francisco Alves (1988)
>>> Dinamica de Grupo: Jogo da Vida e Didatica do Futuro de Balduino a Andreola pela Vozes (1985)
>>> Pronto Socorro de Plantas-bolso de Yone Fukusima pela Nobel (1989)
>>> O Avesso de Saulo Marden pela Do Autor (2005)
>>> Revista 58-ano I Numero 01-da União Brasileira de Escritores de Vários pela Cepe (1991)
>>> Lei de Licitações e Contratos Administrativos de Renato Geraldo Mendes pela Zenite (2006)
>>> Por Que Não o Melhor? de Jimmy Carter pela José Olympio (1976)
>>> O Branco da Maçã e Outros Lapsos de Luiz Ayrton Santos Junior pela Avant Garde (2015)
>>> Mulheres Em Terapia de Harriet Lerner pela Artes Médicas (1990)
>>> Be-a-bá da Cozinha- o Livro Que Ensina a Cozinhar de Vovó Sinhá pela Nagycolor
>>> Pregão Presencial e Eletronico de Joel de Menezes Niebuhr pela Zenite (2005)
>>> Recordações do Escrivão Isaias Caminha de Lima Barreto pela Folha (1997)
>>> Pensamentos e Emoçoes-bolso de Ana Maria Braga pela Nova Cultural (1998)
>>> Reliquias da Casa Velha de Machado de Assis pela Globo
COLUNAS

Quinta-feira, 17/12/2009
Literatura para quê?
Marcelo Spalding

+ de 12600 Acessos
+ 5 Comentário(s)

Eis uma questão recorrente em salas de aula e mesas de bar: afinal de contas, literatura para quê? Respostas prontas temos várias: ler é viajar, ler é conhecer a si mesmo, ler é trilegal, ler é tudo. Mas raros são os textos sérios sobre o tema, textos que abordem de frente a diminuição do tempo de leitura, do gosto pelos livros, especialmente os literários, do desinteresse social por uma instituição milenar como a literatura. Por isso indico a leitura do livro de Antoine Compagnon Literatura para quê? (Editora UFMG, 2009, 57 págs.), resultado de uma conferência do autor no Collège de France.

Logo num primeiro momento percebemos que essa problemática não é própria do Brasil e sua educação deficiente: Compagnon fala do "berço da civilização" para um público de letrados franceses que um dia estudaram ou conheceram Barthes, Lévi-Strauss etc. E diz:

"Hoje, mesmo se cada outono vê a publicação de centenas de primeiros romances, pode-se ter o sentimento de uma indiferença crescente pela literatura ou mesmo de um ódio à literatura, considerada como uma intimidação e um fator de 'fratura social'. (...) Toda menção ao poder da literatura era julgada obscena, pois entendia-se que a literatura não servia para nada e que somente o domínio dela contava. Mas em nossa época de latência em que o progressismo como confiança no futuro não está mais na ordem do dia, o evolucionismo sobre o qual a literatura repousou durante todo um século pode ter chegado a seu termo".

Preciso nos diagnósticos, o autor não consegue, porém, responder de forma convincente sua própria indagação, embora aponte alguns "para quês" fundamentais. Lembra uma frase de Sartre, por exemplo, que dizia: "mesmo que não haja livro que tenha impedido uma criança de morrer, seu poder nos faz escapar das forças de alienação ou de opressão". "Contrapoder", dirá Compagnon, "[a literatura] revela toda a extensão de seu poder quando é perseguida. Por conseguinte, o enfraquecimento da literatura no espaço público europeu no final do século XX poderia estar ligado ao triunfo da democracia: lia-se mais na Europa, e não somente no Leste, antes da queda do muro de Berlim".

O deleite, é claro, também aparece como um motivo importante para a existência da literatura, mas Compagnon ressalta que "a recusa de qualquer outro poder da literatura além da recreação pode ter motivado o conceito degradado da leitura como simples prazer lúdico que se difundiu na escola do fim do século". Adiante, o autor arrisca que "a literatura deve ser lida e estudada porque oferece um meio de preservar e transmitir a experiência dos outros, aqueles que estão distantes de nós no espaço e no tempo, ou que diferem de nós por suas condições de vida".

A evolução tecnológica e o surgimento de outras mídias para a ficção, como o cinema, não passam desapercebidos pelo autor, que afirma, entretanto, que "a literatura inicia superiormente às finesses da língua e às delicadezas do diálogo", para concluir sua fala, adiante, dizendo ser a literatura não a única, mas mais atenta que a imagem e mais eficaz que o documento, o que é suficiente para garantir seu valor perene. "Ela é A vida: modo de usar, segundo um título impecável de Georges Perec."

Até aqui me ative ao precioso texto de Compagnon, que não poderia mesmo ser definitivo, mas expõe uma ferida aberta e nos permite, também, pensar sobre ela. Afinal, literatura para quê? Agora me proponho a arriscar algumas respostas.

Primeiro, não sou daqueles que acham que a literatura torna o homem ou a humanidade melhores. Meu pai deve ter lido meia dúzia de livros em toda sua vida e é uma pessoa boníssima, enquanto pessoas de ética duvidosa têm estantes abarrotadas de clássicos (lidos ou não), e por vezes se jactam em citá-los (Fausto e O Príncipe, não por acaso, entre eles).

Segundo, não acho que seja impossível vivermos sem literatura. Uma vez uma professora comentou, na faculdade, que era impossível vivermos sem poesia. Contestei, dizendo que muitas pessoas jamais abriram um livro de poemas, e ela me respondeu que na sociedade moderna muitas vezes as músicas, com suas letras, suprem esse papel. Bela resposta, me convenceu. Assim também nenhuma pessoa pode viver sem narrativas, mas pode viver sem ler romances, pois as narrativas estão no cinema, no teatro, nas telenovelas, nos quadrinhos.

Terceiro, não acredito que a literatura ajude alguém a "vencer na vida". Não por culpa da literatura, mas porque "vencer na vida", hoje, significa ter mais dinheiro ou mais poder ou mais respeito, e a literatura por si só não torna ninguém mais rico ou poderoso ou influente. Não por acaso policiais ganham muito mais que professores, e aspirantes a modelos são muito mais valorizada$ que escritores. Sem falar nos jogadores de futebol...

Ou seja, parte desse questionamento de literatura para quê tem a ver também com questionamentos mais amplos que devemos fazer sobre a vida. Viver para quê?, pergunto eu. Se for para acumular riquezas e porres e cargos, a literatura não serve para nada mesmo. Não se iluda. Agora se vivemos para conhecer, ampliar os horizontes, descobrir o outro e nós mesmos, explorar aquela enorme fatia do cérebro inexplorada pela maioria dos homens, a literatura é, sim, fundamental. Se valorizamos a liberdade e a diversidade, a literatura é, sim, fundamental. Se queremos indivíduos críticos e ativos socialmente, a literatura é, sim, fundamental.

Não só a literatura, claro. E está aí, aliás, uma grande confusão: a literatura perdeu muito espaço de 100 anos para cá, de 50 anos para cá, porque seu espaço era exagerado, superestimado. A literatura havia se institucionalizado de tal forma que se confundiu com a arte em si, mas a arte abriga o cinema, a música, o teatro, a ilustração, a pintura, a escultura e, inclusive, a literatura. Nem mais nem menos importante: a literatura é a arte da palavra.

Aliás, talvez responder para quê literatura seja olhar com atenção essa definição: a literatura é a arte da palavra. Ou seja, enquanto existir arte ou enquanto existir palavra, fatalmente haverá alguém fazendo literatura e alguém buscando literatura.

Outra resposta mais afinada com nossa sociedade materialista seria a de que a literatura é uma "vantagem competitiva", porque um leitor de literatura sempre será um leitor melhor, mais preparado para as leituras técnicas, os concursos, os contratos... Mas deixo esse tipo de argumentação para os leitores de Maquiavel.

Para ir além






Marcelo Spalding
Porto Alegre, 17/12/2009


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O chilique do cabeleireiro diante da modelo de Yuri Vieira
02. Só por uma noite de Carina Destempero
03. Questão de gosto ou de educação? de Débora Carvalho
04. Ideologias em forma de spam de Diogo Salles
05. White Stripes, Icky Thump e a unanimidade burra de Rafael Fernandes


Mais Marcelo Spalding
Mais Acessadas de Marcelo Spalding em 2009
01. Quanto custa rechear seu Currículo Lattes - 5/3/2009
02. O melhor da década na literatura brasileira: prosa - 31/12/2009
03. Literatura para quê? - 17/12/2009
04. Era uma vez o conto de fadas - 2/4/2009
05. Literatura e interatividade: os ciberpoemas - 10/9/2009


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
17/12/2009
09h21min
Gostaria de compartilhar que, já há algum tempo, retirei esta pergunta do meu caderninho. Rabisquei-a com alguma raiva por ter uma resposta, mas uma resposta que não me satisfazia, como se esperasse que alguma mágica saísse dela e me fizesse melhor. Aprendi na pós-graduação (pois, por alguma razão, não acreditaria nisso se não fosse através das vozes de doutores): literatura não serve para nada! A literatura é um fim em si mesmo; você pode até ler para "ser uma pessoa melhor", para "aprender com a vivência de outros", "para sonhar" etc., mas tudo isso pode ser obtido também através de outros meios, como sugerido (o cinema, uma boa conversa com o pai, ou remédios tarja preta). Mas, ao saber que a literatura é só literatura, vim a descobrir que é importante por si mesma, passei a vê-la como algo maior. Cada filme, cada peça de teatro, cada graphic novel... veio através da literatura, ou foi construída através dela. A literatura é grande, um ser autônomo deste mundo, sem a qual vivo, mas pior.
[Leia outros Comentários de Albarus Andreos]
20/12/2009
13h12min
Já me fiz essa pergunta muitas vezes. Tenho a leitura como vício. Leio tudo, até bula de remédio, mas às vezes me pergunto se não é perda de tempo, se não seria melhor trocar os livros por outra atividade mais produtiva ou, melhor, que me trouxesse retorno imediato... No entanto, mesmo pensando assim, não abandono os livros, e perco horas com eles... Fazer o quê???
[Leia outros Comentários de stefano kerhart]
25/12/2009
11h11min
Claro que dá para viver sem literatura, mas vive-se mais precariamente, a meu ver. A literatura está no âmbito das artes e está no âmbito do simbólico/imaginário. Psicanalistas que estudaram Lacan sabem da sua importância para o equilíbrio proposto pelo nó borromeano. Literatura é tão importante quanto brincar é importante para a criança. Há crianças pobres que jamais pegaram num brinquedo e sofrerão de uma falta simbólica. O mesmo se dá com os livros. Os livros não fazem ninguém melhor, no sentido de ser uma pessoa boa, mas é claro que, estando no âmbito da arte, amplia-lhe o repertório. Tenho para mim, também, que ao ler a história de outras pessoas, no caso eu falo de ficção e, consequentemente, de outros personagens, saímos de nosso mundinho e desenvolvemos a compaixão. Tornamo-nos menos egóicos. É isto. No mais, literatura é prazer, puro prazer... Mas nosso imaginário caminha junto e com ela, a literatura, sempre há um aprendizado. É isto...
[Leia outros Comentários de isa fonseca]
26/12/2009
00h32min
O Sr. Marcelo Spalding mistura alhos com bugalhos em seu texto. Seu título é interessante e trouxe-me ao texto com uma certa expectativa, frustrada por uma viagem superficial por tópicos irrelevantes ao título como materialismo, altruismo, gosto por poesia etc. Recomendo ao Sr. Spalding (pertinente ao tema) uma leitura: "O Gene Egoísta" ("The Selfish Gene"), de Richard Dawkins, para entender que a literatura é um dos mecanismos de evolução da cultura da espécie humana, uma evolução tão Darwiniana como a evolução biológica da espécie. Essa evolução cultural é basicamente o que nos separa das outras espécies animais, e portanto a questão real é: evoluiríamos melhor, ou seríamos melhor adaptados sem o mecanismo de passagem de "memes" (leia o livro recomendado) proporcionado pela literatura? Eu, pessoalmente, acho que não, porém, como diria Darwin, teríamos de eliminar a literatura de uma população, esperar umas gerações, e aí teremos a resposta. Obrigado pela oportunidade de comentar.
[Leia outros Comentários de Claudio Spiguel]
10/2/2010
10h37min
Acabo de ler o livro de Compagnon e o achei extremamente produtivo em seus questionamentos. A Literatura terá sentido e utilidade na vida das pessoas que estão buscando algo mais, que desejam novas compreensões, novos sentidos. A Literatura nos ajuda a ler o mundo e a nós mesmos. Dizia o Guimarães Rosa que, quando nos lançamos nas questões da língua e do que ela pode produzir, encontramos a nós mesmos. Para mim, tem sido uma viagem altamente proveitosa. É uma pena que algumas pessoas não façam uso desse instrumento de reflexão e de aprendizagem. "O sol doira sem Literatura", dizia o Fernando Pessoa, mas tudo se torna mais significativo com ela. Acredito que o Sr. Spalding foi um pouco simplista em suas colocações, pois seu pai deve ser uma ótima pessoa pelas coisas que aprendeu, pelas leituras da vida que foi capaz de realizar. As narrativas orais, os casos que contamos, como narramos nosso passado, tudo isso é LITERATURA, de alguma forma. Desejo-lhe, sinceramente, felicidades.
[Leia outros Comentários de Flávia Aninger]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Frommers - Guia Completo de Viagem - Orlando
Rena Bulkin
Julio Louzada
(1995)



A Última Conversão
Art Ayris - Danny Buladani e Outros
100%cristão
(2012)



Gente Catarina Origens e Raízes
Werner Zotz
Letras Brasileiras
(2002)



Bichinho de Estimação - Coleção Eu Gosto Mais Leitura
Alina Perlman
Ibep Geral
(2012)



Le Dernier Jour Dun Condamné
Victor Hugo; Lecture Accompagnée Par Alain T
Gallimard
(2000)



A Lenda do Centauro
Antonio Santos
Record
(1999)



Transformando Suor Em Ouro
Bernardo Rocha de Rezende
Sextante
(2006)



Língua e Estilo Ironia e Humor Nas Crônicas de Veríssimo
Roberto Carlos Borges
Velocípide
(2002)



Und Jetzt Ihr! Basisgrammatik Fur Jugendliche
Christine Schmidte * Marion Kerner
Hueber
(2002)



Nada Melhor Que um Beijo
Carmen Martins
Difusão Cultural do Livro
(2006)





busca | avançada
82631 visitas/dia
2,6 milhões/mês