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Quinta-feira, 17/4/2014
Os 60
Eugenia Zerbini

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Gustave Klimt Tres idades da mulher

When I get older losing my hair
Many years from now
Will you still be sending me a Valentine?


Os Beatles da minha adolescência e a canção "When I'm sixty four" são o gancho para tratar do tabu: minha idade. Não estou exatamente lá, nos 64. Mas quase lá, com meus 60 anos completados em janeiro. Uma mulher que confessa sua idade não tem mais nada a esconder, alertava Mlle. Chanel no século passado. Ou, nas palavras de um conhecido: peso, idade e preferência sexual não são assuntos para se discutir em público. Integrante, porém, da geração dos Aged Boomers - os Baby boomers que envelheceram - luto para me afastar dessas ideias feitas, encarando a realidade, às vezes custosa de aceitar. Minhas seis décadas. Apesar dos eufemismos de "a melhor idade" (que eu desprezo), acho a chegada da idade ruim. Mas não tem saída. A única, morrer jovem. E eu gosto muito de viver.

Em 1967, pelas mãos da filha de uns amigos de meus pais, tomei conhecimento do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Era domingo e as famílias se reuniram para almoçar. Alguém tinha trazido, dos Estados Unidos,esse LP dos Beatles (era assim que nós nos referíamos àquela grande bolacha escura e cantante). Músicas e capa me fascinaram. Como todos sabem, uma colagem com imagens, entre outras, de Edgard Allan Poe, Oscar Wilde e seu ilustrador, Beardsley, Jung, Aleister Crowley (na época, me interessava também por bruxaria!), Lewis Carroll, Lawrence da Arábia, Fred Astaire e Jung. Sentia que aquela capa era o retrato do meu mundo interior, um baú de mágico de circo, de onde tudo podia sair. Foi uma luta voltar para casa deixando aquele disco para trás.

Carrego a recordação dessa epifania adolescente e do desejo de entender o conteúdo desse baú, paralelo para meu mundo interior. Acredito que meus anos de teenager foram abreviados pelas questões políticas que se abateram sobre meus pais. Com a prisão de mamãe, em 1970, fiquei adulta de um dia para outro. Vivi meus 20 anos com determinação: queria vencer profissionalmente em um mundo de homens. Os 30 foram dedicados a concentrar mais o foco nessa determinação. Paradoxalmente, trouxeram dúvidas quanto à escolha. Lá pelos 38 anos, após um esparramado e dolorido período de análise, abri espaço para viver despreocupadamente meu lado feminino. Fiquei mais vaidosa (e namoradeira) do que nunca. No dia em que completei 40 anos, sai da maternidade com minha filha nos braços. Como um presente, especialíssimo. Minha única gestação e eu, nas palavras da ciência, uma primípara velha. No entanto, deslumbrante, porque nunca me senti tão bonita e feliz como durante a gravidez. Não enjoei, não inchei, não tive vontades, parto natural, sem dor. Só alegria. O mesmo peso reconquistado para o batizado da minha "luz do Senhor", três meses após seu nascimento.

Além da aceitação integral dessa criança, o que contribuiu para esse milagre foi exercício, feito desde sempre. Além da receita disponível a todos: cuidado com a alimentação (frutas, verduras, pouca carne vermelha e muita água). Além disso, banhos quase frios e rápidos (aprendi que evitam o envelhecimento da pele). Nunca tomei Sol sem filtro. Sempre limpei o rosto antes de dormir. Fumei, pouco, da adolescência até a metade dos trinta anos. Aos 60 anos, acredito que, em parte, vivo dessas apostas certas do passado. Não me pouparam, porém, das cirurgias que me acompanharam desde o final dos 20 anos: retirei o apêndice e a vesícula. Fui operada de aderência. O consolo foi sempre uma recuperação rápida, sem problemas. Inclusive na mais recente cirurgia, em 2013, com a retirada do útero, trompas e ovários, devido a um cisto. O lado bom é que comecei a fazer, em seguida, reposição hormonal. Passei a me sentir muito melhor. Não é fácil expor-se nessas confissões, mas penso que é inútil escrever sobre a idade se não contar a verdade. Integra o desafio.

A mulher vive embebida em uma sopa de hormônios. Quando acabam, muda tudo. No meu caso, para pior. Poucos anos depois da gravidez, fui assaltada pela menopausa, por mim encarada como um luto. Sempre me comparei à Lua e seus ciclos. Sem nenhum aviso, eles foram embora. Meus cabelos, volumosos e cheios de ondas, passaram a cair, ficando finos e lisos. A pele afinou e ficou hiper-sensível. Apareceram alergias, a rinite, a sinusite, a intolerância à lactose e a insônia. E uma imensa melancolia. Try, try, never say die! Insisti na homeopatia para contornar os problemas. Não sei se adiantou. Vivi tudo calada. A feminilidade, para mim, foi sempre uma força, nunca uma fragilidade.

A idade, no meu caso, não trouxe a consciência dos limites. Apesar da pequena perda auditiva e da leve calcificação da aorta, detectadas no check-up mais recente e atribuídas à idade, diariamente tenho vontade de me reinventar, de fazer coisas novas (produto do tempo são também os pequenos pontos pretos que às vezes dançam nos olhos, como aranhinhas, sem mais nem menos; o segredo é ignorá-los, ensinou o oftalmo) . Um dos recados que deixei escrito para minha filha é que somos como a fênix e que podemos renascer das cinzas todos os dias. Para mim, as limitações da idade, até o momento, chegaram por meio dos outros: perguntam-me, por exemplo, quando vou me aposentar. Logo eu, com tantas ideias, querendo até mudar de profissão...

Afinal, o que é ser uma mulher de 60 anos, no século XXI? Por um lado, com a ressalva já apontada por Michel Foucault(1926-1984), de que não existe "A Mulher", mas mulheres (com seus muitos condicionantes, como classe social e diferenças culturais), e, por outro, com a observação de que toda generalização tende a ser redutora, meu ponto de partida para a resposta é banal: ter 60 anos, em 2014, é diferente do que foi outrora. Desnecessário mencionar que, como consumidoras, somos uma fatia expressiva no mercado, vide Jessica Lange (64, ex-loira do King Kong), garota propaganda de Marc Jacobs; Charlotte Rampling (68, estrela de O porteiro da noite, de Liliana Cavani) e Diane Keaton (68, Annie Hall, sob a direção de Woody Allen), anunciando as griffes de beleza Nars e L´Oreal. Lembro-me de tias nessa idade, vestindo trajes escuros, acomodadas, com fiozinho de pérola no pescoço. Não desprezo as pérolas (quanto mais velha, cada vez maiores), mas me sinto muito bem usando uma calça de couro preta, avatar da rebeldia. Não aguento mais, entretanto, a dor causada pelos saltos altos, que valorizam as pernas e o andar da mulher. Indo bem mais além, não acredito que, para sair de um estereótipo - a velhice assexuada -, seja necessário criar outro, de uma sensualidade forjada.

A velhice não é feia nem bonita. Ela simplesmente é. Particularmente, estou convencida de que da forma com que vivemos os outros ciclos da vida (a infância, a juventude, a maturidade) iremos viver a velhice, cuja extensão está sendo cada vez mais alargada, pelos avanços da medicina. Antes mesmo de ouvir o "When I'm sixty four" , em 1967, costumava cheirar o vidro de perfume da minha mãe, Bellodgia, na antiga fórmula da Caron. Embevecida pelo odor de não sei quantos tipos de rosas, cravo e jasmim, indagava que tipo de mulher eu seria. Será que eu combinaria com aquele perfume? Nunca soube a resposta porque o Bellodgia saiu de moda e mudou de composição. Que tipo de velha serei eu dentro de 15 anos? Lúcida e escrevendo, como Adélia Prado (1935 - ) ou com problemas de memória ou de visão? Há 10 anos fiz minha estreia como escritora, conquistando o Prêmio SESC Literatura. A última década me dá certezas, mas e a próxima? Vai a pergunta básica: estarei viva? Como toda criança que cresceu assim, meio sozinha, desde menina tenho a consciência da morte. Sei que sou finita apesar dos meus mil e um projetos para o futuro. Meu palpite, por ora, é que irei amar a morte do mesmo jeito, parafraseando Manuel Bandeira, que amei a vida. Sempre aceitando as surpresas guardadas naquele baú de mágico de circo.


Eugenia Zerbini
São Paulo, 17/4/2014


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