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Terça-feira, 22/4/2014
A nova classe média
Jardel Dias Cavalcanti

+ de 3100 Acessos


Imagem: Ronald Polito

"Enquanto houver burguesia, não vai haver poesia." (Cazuza)

Situada entre a classe rica e a pobre, a classe média apresenta comportamentos socioculturais bem específicos e fáceis de serem detectados. A palavra "média" de per si já designa um zoológico de pessoas medianas, aquelas que, por exemplo, passam no concurso ou em provas com conceito apenas médio. São seres que jamais conseguirão atingir os cumes da relevância em nenhuma situação. Estarão sempre num lugar de onde será exigido (e que exigirão de si mesmos) apenas a boçalidade que lhes convém. E de bestas que são para se tornarem bestas-feras, como sabemos, é um passo.

O animalzinho de classe média é aquele que, através de um esforço mínimo e por razões econômicas, conseguiu se distinguir do pobre. Ou seja, ele deu um pequeno passo para além da pobreza. Isso do ponto de vista econômico, pois do ponto de vista cultural e educacional a besta continua andando de quatro.

Para se tornar "classe média" o membro dessa fauna conseguirá passar por uma universidade (nem sempre), arrumará um empreguinho que lhe paga um salário de médio para baixo, por suas oito horas de "serviço" (muitas vezes seu trabalho é alienado, no sentido de que só trabalha por dinheiro, nunca por prazer ou por uma realização existencial). É com esse dinheirinho que ele tentará se manter nessa média. Então, existe o fator determinante econômico que o separa das outras classes. Esse fator, no entanto, não o redime de comportamentos "baixos" (como elencarei mais adiante) da classe pobre e nem o eleva à condição da classe alta.

Dotados de um capital médio/baixo eles passam a tentar imitar a classe rica. E para isso fazem uso apenas de artifícios, pois a cultura que envolve a riqueza está longe deles por séculos, e contas bancárias, de distância. Jamais poderão pagar uma formação para seus filhos na Suíça, por exemplo. Ou ter dinheiro e formação para a ópera de Paris ou Nova York (e isso lhes interessa?). No entanto vão tentar copiar os hábitos externos dos ricos como comprar roupas de marca, carros da moda, aparelhos eletrônicos caros, buscando assim se "parecer" com ricos.

O primeiro passo de sua autoformação é se esforçar para se distinguir do que eles, de forma rancorosa e arrogante, chamam de "pobres". A pior ideia para eles é a de que um dia poderiam vir a se tornar como os "coitados", "sujos", "deselegantes". Então, passam a gastar todo seu mísero salário de classe média em artifícios (citados acima) para fugirem da imagem de "pobres".

Aqui entra o segundo passo: criar uma falsa imagem de si mesmos. Comem mal, moram mal, estudam mal, trabalham mal, mas se apresentam como "fidalgos" para a "sociedade". Como diz a expressão popular, comem couve e arrotam caviar. O que lhes importa é parecerem ricos. Vivem dessa imagem, desse autoengano, o tempo todo. Sua energia é praticamente toda gasta nessa tarefa de "parecer" alguma coisa que no fundo jamais serão. É mais fácil para eles, mais cômodo, do que lutar para ser de classe alta.

Mas por trás dessa máscara social, revela-se, de fato, uma outra espécie de animalzinho, que por mais que tente, não consegue disfarçar sua real pobreza. É essa bestinha que chamamos de classe média.

Como educação, cultura ou elegância não se compra com dinheiro, a classe média jamais conseguirá adquiri-los. Por isso, mesmo com seus carros medianos do ano (tocando sua música de péssima qualidade e no último volume), sua roupa de marca (sempre apelativa), sua maquiagens (sempre exageradas), seus trejeitos (quase de travestis de si mesmos), mesmo com todo esse artifício, há algo que deixará claro de quem se trata: o animal mediano.

Em política, jamais aceitarão partidos dispostos a dar aos pobres mais direitos. Sempre votarão confiando nas palavras da classe alta (em geral, seus patrões), que tentam imitar precariamente. Adotarão perspectivas e ideias dos donos do poder, tornando-se, antes de tudo, conservadores na maioria das questões, sejam elas da ordem da política (são contra o projeto "bolsa família", por exemplo, embora desfrutem de universidades públicas, com moradias gratuitas, restaurantes baratos e bolsas de pesquisa do Estado), ou da ordem da moral, sendo contrários ao aborto e ao casamento homossexual e a favor da pena de morte (para os pobres, sempre identificados como bandidos e ameaçadores no seu imaginário), defenderão a repressão policial e sua violência em detrimento de uma investigação mais racional dos fenômenos sociais.

Por falta de uma instrução mais radical, de uma cultura mais vasta, continuarão religiosos (ou falso-religiosos, pois dependendo da circunstância, um abortinho resolve um problemão que poderia ser uma gravidez indesejada, ser homossexual não é tão pecado assim, como também receber propinas, enganar, cometer injustiças, praticar ou defender violências, torturas, etc). E, pior do que simplesmente religiosos, continuarão achando que religião é assunto de Estado e não de foro íntimo, confundindo, por isso, os dois espaços. Votar num candidato ateu, por exemplo, mesmo que ele seja mais importante para a sociedade, está fora de questão. Respeitar o direito das mulheres serem donas do próprio corpo, seu direito ao aborto, está também fora de questão. A religião pesa nestas questões, dada sua ignorância sobre esses valores.

Como estudantes universitários, a classe média jamais perderá seu tempo com esforços intelectuais, pagando para outros fazerem seus trabalhos, TCCs e teses. O que lhes importa é o "canudo" não a informação e a cultura. Passearão pelo campus universitário de salto alto, maquiados e bem vestidos, sempre com sacolas nas mãos ("dei uma passadinha no shopping antes de vir para aula"), falando suas abobrinhas de sempre ao celular, mas jamais com livros nos braços, que poderiam estar lendo e lhes servindo de instrumento para ficarem mais ricos. As bibliotecas andam às moscas, pois ali, não sendo espaço para o narcisismo, a fala alta e fútil, se transformou no inferno para eles. Os corredores universitários, ultimamente frequentados pela classe média, se tornaram uma passarela para desfile de grifes, trejeitos e conversas inúteis... apenas. Os cartazes de festas sertanejas em excesso pregados pelo campus dão o fundo musical para a pobreza mental.

Como proprietários de bens tecnológicos, que consomem seus "salários de fome", isso não lhes acrescenta nada em termos de qualidade humana: celulares só servem para conversas toscas com pessoas da mesma ordem de idiotice e para fotografar suas imbecilidades e narcisismos vulgares, que são expostos diariamente, ou a cada minuto, nas redes sociais: "eu no cabeleireiro", "eu diante de meu carro novo", "eu e meu cachorrinho", "eu preparando um macarrãozinho", "eu no espelho mostrando a mim mesmo e meu celular novo", "eu no barzinho fingindo que sou feliz", "eu de calça nova", "eu na academia", "meu novo corte de cabelo" etc. Uma vida vazia exposta como imagem publicitária de si mesma, como se tivesse algum valor além da própria inutilidade febril.

Ainda sobre essas imagens de redes sociais, vale observar o contexto onde essa gente bem vestida e maquiada se expõe. Nos quartos, guarda-roupas vagabundos, camas de ferro sem a mínima qualidade estética ou de material, na sala as mesinhas horrorosas (às vezes aquelas de boteco de esquina), a decoração vagabunda, telas nas paredes compradas em feiras de artesanato de fim de semana sem o mínimo valor estético. Enfim, o dinheiro de classe media dá para comprar apenas algumas coisas... As que se pode mostrar na rua, no shopping, na "faculdade", ou seja, apenas o disfarce.

Seus novos carros, e sua dívida eterna, com sua música de péssima qualidade e no mais alto volume, desrespeitando as pessoas à sua volta, revela a grosseria que tentam esconder nas suas "imagens fabricadas de gente fina". Mostra a ausência de cultura e civilidade e a porta aberta para se tornarem imediatamente bestas-feras se você os contestar.

Seus churrascos semanais, regados também a gritaria, música alta, conversas inúteis, bebedeiras entorpecentes, revelam uma vida desesperada no seu vazio cotidiano, no fracasso que é o trabalho inútil, o amor mal vivido, e a total incapacidade de serem donos de si mesmos, de governarem a própria vida. Esse vazio se deve, como diriam os pensadores Deleuze e Guatarri, à captura da subjetividade da classe média, que vive segundo padrões de comportamento e pensamentos fabricados pela mídia que os idiotiza, os obriga ao consumo inútil/fútil e à ideologia da falsa felicidade que lhes vendem (a preços exorbitantes).

Em termos de cultura, acham que é jogar dinheiro fora ver bons filmes, comprar livros, frequentar teatros, concertos. O que fazem é ver o filme da moda (dois por ano?), em shoppings, esse "paraíso artificial da classe média", abarrotados de consumidores neuróticos que levam para dentro do cinema suas carências, frustrações e grosserias (quanto barulho para comer!). Jamais procurarão filmes em que as questões da existência são discutidas de forma mais complexa, pois "não querem pensar". Quando compram livros é o da moda, aquele que a vida de gado os obriga a ler (Cinquenta tons de cinza, Código Da Vinci, etc). Sua cultura jamais alça voo para além das indicações midiáticas. Proust para eles deve ser algum ET. Não conseguirão ir além dos capítulos das novelas (sim, no plural) que os anestesiam depois de um trabalho desgastante e alienado.

Em suma, o problema da classe média é de fato econômico e psicanalítico: seres complexados e sem identidade, que precisam viver segundo uma falsa imagem de si mesmos e sem dinheiro para ter ao mesmo tempo bens de consumo e cultura. Vivem à margem das grandes questões da cultura e educação.

Como a cultura tem um preço e exigências e este preço compete com as roupas, carros, celulares, a classe média viverá afundada na ilusão de pertencer a algum lugar, apenas a imagem de um lugar, sendo esse lugar apenas um lugar nenhum. Que vá para o inferno!


Jardel Dias Cavalcanti
Londrina, 22/4/2014


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