Fragmentos de Leituras e Sentido | Ricardo de Mattos | Digestivo Cultural

busca | avançada
27806 visitas/dia
737 mil/mês
Mais Recentes
>>> CONVITE, 14/08, 19h || Querido Embaixador, exibição especial seguida de debate
>>> Kyungso Park se apresenta dia 15 na Caixa Cultural Brasília
>>> Dia Mundial da Fotografia no Museu da República (RJ)
>>> SHOW SPYAIR
>>> Mariana Xavier fala sobre o canal Mundo Gordelícia no Viralizando
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Não quero ser Capitu
>>> Desdizer: a poética de Antonio Carlos Secchin
>>> Pra que mentir? Vadico, Noel e o samba
>>> De quantos modos um menino queima?
>>> Entrevista com a tradutora Denise Bottmann
>>> O Brasil que eu quero
>>> O dia em que não conheci Chico Buarque
>>> Um Furto
>>> Mais outro cais
>>> A falta que Tom Wolfe fará
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Não sei se você já deitou em estrelas.
>>> UM OLHAR SOBRE A FILOSOFIA (PARTE I)
>>> Globo News: entrevista candidatos
>>> Corpo e alma
>>> Cada poesia a seu tempo
>>> De Repente 30! Qual o Tabu Atual de Ter Essa Idade
>>> Uma jornada Musical
>>> PRESSÁGIOS. E CHAVES V
>>> A passos de peregrinos lll - Epílogo
>>> Jeferson De, Spike Lee e o novo Cinema Negro
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Arrington pós-TechCrunch
>>> Como se vive uma vida vazia?
>>> Um conselho: não leia Germinal
>>> Mário Faustino e a poesia
>>> Mário Faustino e a poesia
>>> Psiu Poético em BH esta semana
>>> Autobiografia teológica
>>> Tumblr: a renovação dos blogs
>>> 10 grandes
>>> O Brasil que eu quero
Mais Recentes
>>> O Homem dos Dados de Luke Rhinehart/ Trad.: Eliana Sabino... pela Imago (1974)
>>> O Homem dos Dados de Luke Rhinehart/ Trad.: Eliana Sabino... pela Imago (1974)
>>> O Homem dos Dados de Luke Rhinehart/ Trad.: Eliana Sabino... pela Imago (1974)
>>> A Hora de Cinquenta Minutos de Robert Lindner pela Imago/ RJ. (1972)
>>> A Hora de Cinquenta Minutos de Robert Lindner pela Imago/ RJ. (1972)
>>> Mutações de Liv Ullmann/ Tradução: Sônia Coutinho pela circulo do Livro (1981)
>>> Mutações de Liv Ullmann/ Tradução: Sônia Coutinho pela Editorial Nórdica (1978)
>>> Mutações de Liv Ullmann/ Tradução: Sônia Coutinho pela Editorial Nórdica (1979)
>>> Um Tesouro de Contos de Fadas de Vários (Clássicos Recontados) pela Ds max
>>> Histórias das Raças Humanas - Raças Mistas da Oceania de Prof. Gilberto Galvão pela Iracema
>>> Histórias das Raças Humanas - Raças Mistas das Américas de Prof. Gilberto Galvão pela Iracema
>>> Arcanjo Zadkiel e os Anos dos Milagres de Elizabeth Clare Prophet pela Nova Era (2009)
>>> Obras Escogidas: los Buddenbrook/ Alteza Real/ Señor y Perros de Thomas Mann/ (prêmio Nobel- 1929) pela Aguilar, Madrid (1956)
>>> Obras Escogidas (tomo Ii): Bajo las Estrellas de Otoño... de Knut Hamsun (prêmio Nobel- 1920) pela Aguilar, Madrid (1958)
>>> Maçonaria Religião e Simbolismo de Samuel Nogueira Filho pela Traço (1984)
>>> Comedias Escogidas: El Nido Ajeno/ La Noche del Sábado... de Jacinto Benavente (prêmio Nobel/ 1922) pela Aguilar, Madrid (1958)
>>> Obras Escogidas: Mirèio/ Calendau/ Las Islas di Oro... de Frédéric Mistral pela Aguilar, Madrid (1955)
>>> Os Bruxos de Machu Picchu - Os Cinco Degraus do Conhecimento de Padma Patra pela Madras (1997)
>>> Comedias Escogidas/ Héroes/ Cándida/; Trata de Blancas/ Fascinación... de Bernard Shaw (premio Nobel 1925) pela Aguilar, Madrid (1957)
>>> Obras Ecogidas : una Aldea/ El Amor de Mitia y Otros Cuentos... de Iván Bunin/ (prêmio Nobel- 1933) pela Aguilar, Madrid (1957)
>>> Obra Escojida: Lírica Breve/ Teatro/ Cuento/ Aforismo... de Rabindranaz Tagore (premio Nobel 1913) pela Aguilar, Madrid (1955)
>>> A língua de eulália de Marcos Bagno pela Editora Contexto (2014)
>>> Um dia de David Nicholls pela Intrínseca (2012)
>>> A maldição do Titã de Rick Riordan pela Intrínseca (2009)
>>> O Ladrão de Raios de Rick Riordan pela Intrínseca (2010)
>>> A culpa é das estrelas de John Green pela Intrínseca (2012)
>>> Os dois ou o inglês maquinista de Martins Pena pela Ibep Jovem (2013)
>>> O herói perdido de Rick Riordan pela Intrínseca (2011)
>>> O filho de Netuno de Rick Riordan pela Intrínseca (2012)
>>> Cinco Minutos de José de Alencar pela L&PM Pocket (2011)
>>> O doente imaginário de Molière pela Editora 34 (2011)
>>> Iracema / Cinco Minutos de José de Alencar pela Martin Claret (2010)
>>> Bruxaria Contemporânea de Luciana Pereira Machado pela Pallotti (2008)
>>> O médico e o monstro de Robert Louis Stevenson pela Martin Claret (2013)
>>> Isaac Newton e sua maçã de Kjartan Poskitt pela Companhia das Letras (2011)
>>> Inocência de Visconde de Taunay pela Editora Ática (2011)
>>> A Verdade sobre o Sudário de Kenneth E. Stevenson e Gary R. Habermas pela Paulinas (1983)
>>> A pirâmide vermelha de Rick Riordan pela Intrínseca (2010)
>>> O lado bom da vida de Matthew Quick pela Intrínseca (2013)
>>> Espumas Flutuantes de Catro Alves pela Editora Escala (2018)
>>> Os cientistas e seus experimentos de arromba de Dr. Mike Goldsmith pela Companhia das Letras (2011)
>>> Um certo capitão Rodrigo de Erico Verissimo pela Companhia das Letras (2010)
>>> O poeta do exílio de Marisa Lajolo pela FTD (2011)
>>> Cromo-Cristal-Terapia na Apometria de Elizabeth Monteiro Schreiner pela Kuarup (1999)
>>> Uma Ideia Solta no Ar/ Girassol de Pedro Bandeira/ Ilustrações: Rogério Borges pela Moderna/ SP. (1991)
>>> Um Anjo no Jardim/ Veredas de Lino de Albergaria/ Ilustr. Nélson Cru pela Moderna/ SP. (1993)
>>> O Senhor dos Pesadelos de Elisabeth Maggio pela Moderna/ SP. (1991)
>>> Iniciação ao Tarô de Pedro Camargo pela Nova Era (1996)
>>> Sopa de Letrinhas de Teresa Noronha pela Moderna/ SP. (1991)
>>> Sai pra Lá, Dedo-duro de Fanny Abramovich pela Moderna/ SP. (1994)
COLUNAS

Segunda-feira, 8/8/2016
Fragmentos de Leituras e Sentido
Ricardo de Mattos

+ de 1500 Acessos

"De repente, a montanha apareceu
Cinzenta na distância; alta, tão alta
Como jamais tinha visto alguma
"
(Homero).

As Brumas do Sentido

Que a existência humana tem um Sentido é divisa que adotei com plena convicção. Certas questões seguiram meus passos, deitaram no meu travesseiro à noite e aguardaram-me pela manhã sentadas na cadeira do quarto. Que este Sentido não é dado nem prescrito, mas deve ser encontrado pelo indivíduo por meio de certa atitude espiritual parece evidente. Evidente porque superado, isto é, tendo-o encontrado, resta cumpri-lo. Olhando para trás, posso perceber que ele estava encoberto. Poderia até percebê-lo entre as brumas, mas ignorava de que já se tratava dele. "Então era isso?!" constato hoje.

O pobre indivíduo nasce esquecido de tudo que já experimentou. Precisa reaprender tudo repetidas vezes. O espírito padece de cansaço. No caminho, vozes tentam contagiá-lo com o próprio desânimo. "És apenas mais um animal". "Deus está morto". "Não há Sentido". E o vira-lata segue acossado, desanimado. Perde-se nesta estrada. Encontrar-se-á na próxima?

O vira-lata fortalece-se e posiciona-se. Diante da montanha da alma, a decisão de escalá-la é dele. Alguém o levará? Não. Deverá subir sozinho. Ou sobe, ou ficará largado na base, observando aqueles que já decidiram escalar. Falo em escalada, ascensão, em elevação, propositadamente. Na dificuldade da subida, o indivíduo deixará o que pesa demais. A cada dia terá uma visão mais ampla da paisagem. Vivenciando as dificuldades do caminho, calará melhor sua boca diante das dificuldades enfrentadas pelos demais. Pode-se subir acompanhado, é certo, mas cada um escolherá o apoio de seu pé. A partir de certa altura, o retorno é impraticável.

A montanha da alma, monumental livro de Gao Xingjian, escritor chinês ganhador do prêmio Nobel de Literatura do ano 2000, traz passagens em que o Sentido desvela-se, indo o autor da negação à desconfiança de sua presença. Recomendo com veemência a leitura desta obra, verdadeira rapsódia com capítulos de busca pessoal, reflexões e acertos com o passado, encontros, narrativas de lenda e históricas. Notadamente autobiográfica, importante reparar na rejeição do autor ao comodismo esperado pela sociedade e sua decisão de deixar de esperar por um milagre. Há uma vontade que se manifesta interiormente e impede a permanência em estado que não responda a anseios profundos. É necessário seguir, e seguir pode trazer dores: "Mas, uma vez que você está na montanha, prepare-se para sofrer!". Não sou defensor do sofrimento nem do martírio como forma de ascese, mas como fazem parte do pacote existencial, resta utilizá-los de maneira inteligente. Bater o prego na parede para pendurar o quadro envolve o risco de acertar um dedo com o martelo, perder a unha, etc. Imperioso pendurar o quadro, então assuma-se o risco da atividade. Ao abrir-se para o mundo, o indivíduo encontrará companhia, mas também decepções. Acertos e erros. Verá exaltado, mas também vilipendiado aquilo em que acredita. Haverá pessoas a seu lado e pessoas contrárias. Tudo constituirá seu patrimônio espiritual.

Sentido e Parcialidade

Depois de tanta informação a respeito da segunda guerra mundial e dos horrores cometidos contra os prisioneiros nos campos de extermínio, a leitura de É isto um homem?, de Primo Levi, acabou sendo morna. Já estaria eu anestesiado, assim como reconheço-me já insensível ao debate político-criminológico de cada dia, durante o qual políticos ainda pensam enganar alguém com as mais estapafúrdias desculpas para suas falcatruas? De qualquer forma, não poderia desencarnar sem ler o livro de Levi. Agora estou atrás de Assim foi Auschwitz, do mesmo escritor, em co-autoria com Leonardo Benedetti. Por que tanto interesse por período tão sinistro? Porque o estudo de campo de Viktor Frankl realizou-se em lugares assim e porque a desumanização, a visão reducionista, a visão do humano como objeto e meio grassam sutilmente e podem contaminar as melhores casas e famílias. Porque mantendo o Sentido diante dos olhos, fica cada vez mais fácil distinguir o que pode favorecê-lo e o que pode prejudicá-lo.

Inicialmente Levi nega um Sentido para tudo o que presenciou. No capítulo intitulado Um dia bom, porém, ele afirma: "A convicção de que a vida tem um objetivo está enraizada em cada fibra do homem; é uma característica da substância humana. Os homens livres dão a esse objetivo vários nomes, e muitos pensam e discutem quanto à sua natureza. Para nós, a questão é mais simples. Hoje, e aqui, o nosso objetivo é aguentarmos até a primavera. No momento, não pensamos em outra coisa". Sem medo de ser feliz, o leitor leia "Sentido" onde está escrito "objetivo". Pode-se argumentar que a vontade de Sentido seja característica do homem, ainda que este não exista de fato. Contudo, assim como a noção de um Criador é comum à humanidade em todos os quadrantes do planeta, embora ninguém possa definir com exatidão quem é este Criador, a suspeita de um Sentido ontológico inspira as mais diversas mentes. Há um Criador e a maturidade dispensa-me de pretender definí-Lo, pois minha definição não é Ele. Há um Sentido para cada ser que rasteja neste vale de lágrimas em meio ao choro e ao ranger dentes, mas cada rastejante deverá encontrar o seu próprio e cumpri-lo por meio de sua missão. Por "missão", não queremos dizer que cada pessoa deverá fazer cair as muralhas de Jericó. Se criar direito o filho que trouxe ao mundo já está bom demais.

Esta parcialidade de Sentido que Levi menciona e exemplifica com a chegada da primavera, deve-se, segundo Frankl, ao fato de que o Sentido da vida sempre se modifica, mas jamais deixa de existir. Então a vida teria mais de um sentido? Ou é o mesmo Sentido encontrado no passo a passo da jornada? Na Tese do otimismo trágico, texto integrante do livro Em busca de sentido, o fundador da Logoterapia esclarece. Há um sentido maior, um sentido a logo prazo, como ele diz. Utilizando os recursos de sua época, compara a vida humana a um filme composto por inúmeros quadros sucessivos "cada um deles vem carregado de sentido e traz um significado, mas o sentido do filme todo não pode ser visto antes que sua sequência seja mostrada". A expressão "só por hoje" dos grupos anônimos revela sua carga terapêutica: só por hoje manter-se limpo e na sucessão das 24 horas configura-se a abstenção, a sobriedade, a recuperação. O Sentido é a saúde do sujeito.

Agressão ao Sentido

Pela manhã, havia lido no jornal a respeito do lançamento de uma antologia de contos do norte-americano O. Henry (1862-1919). Lembrando-me da possibilidade de haver algum texto deste escritor, procurei na estante por determinada coleção. Leitores de sessenta anos atrás talvez lembrem-se de uma coleção de contos em que o título de cada volume começa com "Maravilhas": Maravilhas do conto português,Maravilhas do conto inglês. Ignoro se a editora Cultrix ainda atua no mercado, mas um de seus melhores trabalhos é o lançamento desta coleção. Acreditava limitar-se a dez volumes, mas já encontrei outros que fogem ao nacionalismo e ligam-se a um tema: Maravilhas do conto de humor, por exemplo. Os dez volumes inicialmente herdados de meu avô foram encadernados com capa marrom café.

Lá estava o conto de O. Henry, pseudônimo de William Sidney Porter. Prisão sem grades. Percebi que poucos contos foram lidos deste volume e decidi dedicar-me a mais alguns. Caro leitor: as voltas que dou nesta coluna para chegar ao ponto refletem as voltas que dei para chegar ao texto que realmente quero mencionar. É que gosto da coleção de contos e há tempos não a consultava. Várias páginas adiante escolhi Os crisântemos, de John Steinbeck (1902-1968), ainda encarnado à época da edição (1958).

Narra o conto o encontro entre uma fazendeira e um trabalhador ambulante, dedicado a consertos em geral, enquanto o marido encerrava alguns trabalhos no campo. Steinbeck já havia descrito a dedicação de Elisa - a fazendeira - ao seu canteiro de flores, entre as quais os crisântemos "com um palmo de diâmetro". Percebe-se que a este cultivo a personagem dedicava suas melhores energias de sua existência, no mais, apagada. Enlevada pela jardinagem e na expectativa de outra esplêndida florada, Elisa vê adentrar a propriedade o ambulante, simplesmente referido como "o homem". Depois de conversarem e de ele realizar pequeno reparo numa panela, o homem informa à fazendeira que certa vizinha gostaria muito de ter flores como as que ele estava vendo no jardim. Afetada naquilo que a justifica perante si mesma e perante o mundo, Elisa cede alguns brotos para o homem levar a tal vizinha. A partir deste momento, dois estados de ânimo verificam-se na personagem.

Primeiro, espécie de orgulho invade-a, decorrente da satisfação de ver seu trabalho reconhecido e disseminado. Percebeu que o homem tomou outro caminho, não o que o levaria até a propriedade mencionada. Mas sua visão foi comprometida pelo sentimento agradável de ver uma pessoa levar para outra um "vaso vermelho e grande" com os frutos de sua dedicação. Apesar de cumprir a rotina junto ao marido, parecia ter encontrado a consagração. O que realmente é próprio de quem exerce a tarefa que encontrou para si. Dentro dos limites de sua vida pacata, o entusiasmo de Elisa fê-la considerar algumas pequenas mudanças. Alma satisfeita com o reconhecimento parece expandir-se e procura caminhos por onde isso possa ocorrer, as chamadas "válvulas de escape". Contudo, mesmo diante do reconhecimento "de boca" de uma tarefa, é necessária maturidade para acolhê-lo. Maturidade que faltou à personagem e levou-a ao segundo estado de ânimo.

Seguindo com o marido pela mesma estrada do homem, deparou-se com cena que lhe afetou o orgulho inicial. Os brotos selecionados e acomodados no vaso foram atirados à beira da estrada pelo homem que, ao que tudo indica, jamais dar-se-ia ao trabalho de levá-los tão longe. O recipiente era tudo o que lhe interessava. "Se rotas, em pedaços,/ as coisas por que tu sacrificaste a vida,/ curvado as reconstróis com os teus doridos braços", versejou Kipling... Mas Elisa, afastada do convívio social e provavelmente desconhecedora do poeta, não conseguiu ficar "sem uma queixa, uma palavra de lamento" (a tradução é de Gondin da Fonseca). Esta intromissão entre o ser e sentido pode ser dolorosa. É mais fácil aceitar que um empreendimento falhe pela própria inépcia que pela intervenção dolosa de outrem. Cada broto despejado à beira da estrada era um "crisântemo de mais de um palmo" que foi abortado, um poder-ser que não se concretizou. Se a autotranscendência de Elisa verificava-se no cuidado com as flores, Steinbeck permite ao leitor, em poucas linhas, acompanhar esta agressão ao Sentido.


Ricardo de Mattos
Taubaté, 8/8/2016


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Por que HQ não é literatura? de Cassionei Niches Petry
02. Noel Rosa de Fabio Gomes
03. Apontamentos de inverno de Elisa Andrade Buzzo
04. Aquarius, quebrando as expectativas de Guilherme Carvalhal
05. Meu pé quebrado de Luís Fernando Amâncio


Mais Ricardo de Mattos
Mais Acessadas de Ricardo de Mattos em 2016
01. A biblioteca de C. G. Jung - 15/2/2016
02. Livrarias - 30/5/2016
03. Ação Social - 25/4/2016
04. Srta Peregrine e suas crianças peculiares - 5/9/2016
05. Omissão - 28/11/2016


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ACCIÓN Y SÍMBOLO EN MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA - BRAULIO SÁNCHEZ-SAEZ (LITERATURA ESPANHOLA)
BRAULIO SÁNCHEZ-SAEZ
USP - FACULDADE DE DIREITO
(1940)
R$ 50,00



INSTABILIDADE DO CANTO
HENRIQUE SIMAS
JOSÉ OLYMPIO
(1963)
R$ 8,97



DICIONÁRIOS BERTRAND FRANCÊS - PORTUGUÊS
JEAN ROUSÉ
BERTRAND
(1986)
R$ 8,00



CASTRO ALVES- IMAGENS FRAGMENTADAS DE UM MITO
EDILENE MATOS
EUC- FAPESP
(2001)
R$ 24,90



MICHELANGELO - A RENASCENÇA - GRANDES ARTISTAS
DAVID SPENCE
MELHORAMENTOS
(1998)
R$ 6,00



OS GRANDES PINTORES DA HISTÓRIA QUERO SABER POCKET
CONSTANTINO KOUZMIN-KOROVAEFF (TRADUÇÃO)
ESCALA
(2007)
R$ 8,00



TRÈS SAGE HÉLOISE - ROMAN
JEANNE BOURIN
LA TABLE RONDE
(1966)
R$ 14,90



GUIA PRÁTICO DE INVESTIMENTOS DAS BEARDSTOWN LADIES
BEARDSTOWN LADIES
SALAMANDRA
(1994)
R$ 20,00



MARIA NO NOVO TESTAMENTO
R.E. BROWN, K.P. DONFRIED, J.A. FITZMYER, J. REUMANN (ORG)
EP
(1986)
R$ 79,90
+ frete grátis



ANTOLOGIA POETICA
MANUAL BANDEIRA
NOVA FRONTEIRA
(2001)
R$ 10,00





busca | avançada
27806 visitas/dia
737 mil/mês