Intenso, lógico e fértil | Rafael Lima | Digestivo Cultural

busca | avançada
80637 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Ibraíma Dafonte Tavares desvenda preparação e revisão de texto
>>> O legado de Roberto Burle Marx é tema de encontro online
>>> Sala MAS/Metrô Tiradentes - Qual é a sua Cruz?
>>> Museu de Arte Sacra de São Paulo - Imagens de ROCA e de VESTIR
>>> Mostra de Teatro de Ipatinga comemora os 15 anos do Grupo 3 de Teatro com espetáculo online
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Da fatalidade do desejo
>>> Cuba e O Direito de Amar (3)
>>> Isto é para quando você vier
>>> 2021, o ano da inveja
>>> Pobre rua do Vale Formoso
>>> O que fazer com este corpo?
>>> Jogando com Cortázar
>>> Os defeitos meus
>>> Confissões pandêmicas
>>> Na translucidez à nossa frente
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mehmari, Salmaso e Milton Nascimento
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
Últimos Posts
>>> Editora Sinna lança “Ninha, a Bolachinha”
>>> “Elise”: Lara Oliver representa Bernardina
>>> Tonus cristal
>>> Meu avô
>>> Um instante no tempo
>>> Salvem à Família
>>> Jesus de Nazaré
>>> Um ato de amor para quem fica 2020 X 2021
>>> Os preparativos para a popular Festa de Réveillon
>>> Clownstico de Antonio Ginco no YouTube
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Boa tarde às coisas aqui em baixo
>>> Spamzines, blogs e literatura
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> O que não fazer em época de crise
>>> Pizzaria Brasil
>>> Os superestimados da música no Brasil
>>> Passeata Contra o eBook
>>> Sendo Humano
>>> O que fazer com este corpo?
Mais Recentes
>>> Bangüê de José Lins do Rego pela Nova Fronteira (1984)
>>> Política - Quem Manda, por Que Manda, Como Manda de João Ubaldo Ribeiro pela Nova Fronteira (1981)
>>> Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus: Crônicas de Amor e Sexo de Carpinejar pela Bertrand Brasil (2012)
>>> Histórias da Velha Totônia de José Lins do Rego pela José Olympio (1981)
>>> Fábulas - Obra-prima de Cada Autor de Esopo pela Martin Claret (2006)
>>> Sobre a Norma Literária do Modernismo - Lingüística e Filologia de Raimundo Barbadinho Neto pela Ao Livro Técnico (1977)
>>> Rei Édipo - Antígone / Prometeu Acorrentado Tragédias Gregas de Sófocles - Ésquilo pela Ediouro
>>> Namoros Com a Medicina de Mário de Andrade pela Martins (1972)
>>> Claude Levi-strauss - o Guardião das Cinzas de David Pace pela Bertrand (1992)
>>> Uma Total Mudança de Mentalidade de Willis Harman pela Pensamento (1993)
>>> Kabballah Egípcia - um Universo de Conhecimento de Gilberto Luiz Bacaro pela Isis (2010)
>>> No Ar Rarefeito de Jon Krakauer pela Companhia das Letras (2006)
>>> As Mais Belas Páginas da Literatura Árabe de Mansour Challita pela Vozes (1973)
>>> Canudos - Diário de uma Expedição de Euclides da Cunha pela Martin Claret (2006)
>>> Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens de Jean-Jacques Rousseau pela Martin Claret (2005)
>>> Conversa na Catedral de Mario Vargas Llosa pela Francisco Alves (1977)
>>> O Príncipe - Escritos Políticos de Nicolau Maquiavel - os Pensadores pela Abril (1979)
>>> A Epistemologia Genética-sabedoria e Ilusões da Filosofia de Jean Piaget - os Pensadores pela Abril (1978)
>>> O Existencialismo é um Humanismo-a Imaginação-questão de Método de Jean-paul Sartre - os Pensadores pela Abril (1978)
>>> Reencarnação de Annie Besant pela Pensamento
>>> Antes dos Tempos Conhecidos de Peter Kolosimo pela Melhoramentos (1970)
>>> Doidinho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Sonetos de Luís Vaz de Camões pela Ciranda Cultural (2019)
>>> A ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson pela Companhia Nacional (2005)
>>> Efésios N Testamento Coleção Lições De Vida de Max Lucado pela Mundo Cristão (2014)
>>> Os Condenados - Obras Completas 1 de Oswald de Andrade pela Civilização Brasileira (1970)
>>> Ponta de Lança - Obras Completas 5 de Oswald de Andrade pela Civilização Brasileira (1972)
>>> A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera pela Nova Fronteira (1986)
>>> A Divina Comédia de Dante Alighieri pela Nova Cultural (2002)
>>> A Luz da Estrela Morta de Josué Montello pela Nova Fronteira (1981)
>>> Quem Foi? Albert Einstein de Jess Brallier pela Dcl (2009)
>>> As Impurezas do Branco de Carlos Drummond de Andrade pela José Olympio (1974)
>>> As Filhas de Rashi de Maggie Anton pela Rocco (2008)
>>> Drummond o Gauche no Tempo de Affonso Romano de Santanna pela Lia (1972)
>>> Traição Em Família de David Baldacci pela Arqueiro (2012)
>>> Bichos de Lá e de Cá de Lia Neiva pela Ediouro (1993)
>>> O Fogo de Katherine Neville pela Rocco (2011)
>>> Desvirando a Página - a Vida de Olavo Setubal de Ignácio de Loyola Brandão; Jorge J. Okubaro pela Global (2008)
>>> Dom Casmurro de Machado de Assis pela Saraiva (2013)
>>> Dom Casmurro - Obras Completas de Machado de Assis pela Globo (1997)
>>> The Elegance of the Hedgehog de Muriel Barbery pela Penguin Usa (2008)
>>> O Direito à Privacidade na Internet de Sidney Guerra pela América Jurídica (2004)
>>> Em Busca de Cézanne de Peter Mayle pela Rocco (2000)
>>> Nono Descobre o Espelho de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta pela Objetiva (2007)
>>> Nós, Mulheres - Edição Especial de Silvia Bruno Securato pela Oficina do Livro (2012)
>>> Autant En Emporte Le Vent - Tomes I et II de Margaret Mitchell pela Gallimard (1938)
>>> Memória de Minhas Putas Tristes de Gabriel Garcia Marquez pela Record (2005)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (2002)
>>> Um Dia "daqueles" - um Lição de Vida para Levantar o Seu Astral de Bradley Trevor Greive pela Sextante (2001)
>>> Seis Suspeitos de Vikas Swarup pela Companhia das Letras (2009)
COLUNAS

Terça-feira, 19/3/2002
Intenso, lógico e fértil
Rafael Lima

+ de 3100 Acessos

“Cor em arquitetura deve ser intensa, lógica e fértil”
Antoni Gaudí

Um trecho comum em qualquer resumo biográfico de Antoni Gaudí i Cornet destaca o período em que, combalido por febres reumáticas na infância, perdeu aulas e passou muito tempo observando pedras, animais e plantas enquanto se recobrava. Em meados do século XIX, na província de Reus (Catalunha), ainda não havia televisão, romances policiais ou qualquer tipo de subterfúgio que povoasse o sedento imaginário infantil. As cores, texturas e formas naturais foram suas revistas em quadrinhos, referências perenes que carregou – e retratou - pelo resto da vida.

Antoni Gaudí i Cornet Gaudí concluiu seus estudos básicos em Reus e depois mudou-se para Barcelona. Aos conhecimentos de arquitetura, somou cadeiras de Filosofia, História, Economia e Estética, tendo em mente o quanto injunções políticas e sociais interferiam na estética das formas. Além disso, freqüentou oficinas, travando contato com artesãos, ferreiros e carpinteiros, e expandiu seu conhecimento para áreas de engenharia civil, como a resistência de materiais, abrangendo áreas menos estudadas da Arquitetura.

Graças à pujança da indústria têxtil, Barcelona florescia em meados do século XIX: a expansão urbana casava com a invasão dos lares por aquelas coisas que passariam a representar a modernidade – telefone, luz elétrica, gás encanado –, tornando a vida cotidiana de um plebeu da classe média mais confortável, prática e limpa do que a de qualquer rei Luís algarismo, duzentos anos antes. A expressão política e cultural dessa nova vitalidade foi conhecida como Renaixença. Eusebi Güell Graças ao seu relacionamento com magnatas, particularmente Eusebi Güell, amigo pessoal por toda a vida, Gaudí pôde executar um sem número de obras com enorme liberdade criativa e experimental. Grande parte é hoje patrimônio da humanidade, constituindo um roteiro turístico quase pronto em Barcelona. Por uma questão do que se chamará aqui intimidade, esta coluna vai se restringir a 3 obras: o Palau Güell, a Casa Milá e, como não podia deixar de ser, a Catedral da Sagrada Família.

Um palácio no meio do pardieiro
Apesar do crescimento de Barcelona, Eusebi Güell Bacigulapi decidiu estabelecer sua residência nas propriedades da família do centro antigo da cidade. Nascida na Plaza Catalunya, Barcelona desceu em direção ao mar via La Rambla, sua rua mais famosa. Mas como qualquer morador de centro urbano sabe, esse movimento centrípeto de ocupação é natural, afastando progressivamente os moradores do local de sua fundação. Até que haja uma iniciativa para recuperar os prédios históricos - em geral, com propósitos turísticos como houve no Recife Antigo - a tendência dos logradouros mais antigos é abrigar a população sem recursos, isso quando não fica abandonada. Com Barcelona não foi diferente, e o Carrer Nou da La Rambla, transversal à La Rambla, tinha por vizinho de Güell o mais famoso bordel da cidade. Mais do que erguer uma suntuosa habitação, Gaudí tinha por missão melhorar a reputação da região.

Entrada do Palácio Güell O Palácio Güell é uma construção relativamente alta, em uma rua tipicamente medieval, leia-se: estreita – por isso é tão raro encontrar uma boa foto de sua fachada; mesmo no alto verão a inevitável sombra produz o que se chama em fotografia de luz podre, a que borra o objeto clicado. O metal retorcido nos portões, de forma inusitadamente parabólica, ao redor da letra G, serve para filtrar a luz externa, mas a imagem que mais rápido vem à mente é a de um corte de repolho (ou qualquer legume folheado). A grande magia de Gaudí no projeto deste palacete em meio ao caos foi o aproveitamento racional do exíguo espaço – apenas 22 por 18 metros – e o uso da iluminação natural para dar a ilusão da amplidão.

Chaminé com trencadís Isso é obtido com o uso de escadas em espiral, e janelas que transmitem a luz incidente a norte e a sul. Há também diversos ambientes reversíveis, tal como uma capela que se converte em salão de baile (com direito a órgão), coligável à sala de jantar adjacente. As formas da natureza se manifestam aqui e ali, surpreendentemente: colunas de tijolos em forma de cogumelos ou árvores sustentam as estrebarias; vegetais de ferro forjado decoram o quarto de Eusebi Güell; a textura da palha trançada aparece na decoração em madeira do teto das salas de visita. Mas é no terraço que Gaudí dá vazão plena à sua criatividade, na decoração das chaminés com trencadís – cacos de azulejos, dispostos em mosaicos, que se tornariam uma de suas marcas registradas – tarefa que ele executava pessoalmente nas construções. Não é por acaso que, atualmente, quando se descobre um baiano ou um carioca decorando suas casas com sucata, ele ganhe o apelido de Gaudí carioca.

Uma casa das formas do mar
Casa Milá
A Casa Milá foi erguida em um quarteirão do bairro planejado do Eixample, portanto sem as restrições espaciais do Palau Güell e, como não poderia deixar de ser, desrespeitando o rígido gabarito da região – Gaudí recusou-se a corrigir uma coluna que invadia a calçada em um metro, e foi ameaçado do corte da coluna pelas autoridades. Gaudí disse que capitularia, mas colocaria uma placa ali explicando o motivo do corte. Acabou ficando como estava.

Última construção de engenharia civil à qual se dedicou, a Casa Milá é um assombro de movimento e fluidez em meio aos ângulos retos dos prédios de apartamentos de aluguel comuns – a idéia de Pére Milá, quando chamou o arquiteto para projetá-lo. A fachada em pedra – que lhe valeu o apelido La Pedrera - de formas onduladas, desenhando um perfil contínuo, contrasta solidez e dureza dos materiais com a suavidade e movimento das formas, e deve ter inspirarado o pintor Salvador Dalí a dizer que “Gaudí construiu uma casa com as formas do mar, representando a arrebentação das ondas. Outra casa é feita da água plácida de um lago”. À propósito, o estilo único de Gaudí, impossível de ser enquadrado em qualquer escola, já foi descrito como “uma mistura de neo-Gótico e Art Nouveau, mas com elementos cubistas e surrealistas”, esta última, exatamente a linha de Dalí.

Aqui, a elegância das soluções estruturais se manifesta na amplidão dos espaços, já que quase não há elementos de sustentação; apenas os muros estruturais adjacentes à escadaria. Assim, a redistribuição dos espaços internos dos apartamentos é facilitada pela realocação das paredes, já que não é necessário respeitar muros de sustentação. A Casa Milá é administrada por um banco, hospedando um centro cultural e mantendo em exposição permanente um andar inteiro, completamente decorado como um apartamento do início do século, ambientando o visitante ao tempo da construção das principais obras de Gaudí. No telhado, novamente, chaminés e decoração com trencadís.

No último andar de La Pedrera existe uma ampla exposição de croquis, plantas, maquetes e fotos, onde se pode conhecer e investigar o processo criativo de Gaudí - uma coleção de slides evidencia a semelhança entre linhas e texturas de seus trabalhos e formas e cores da natureza. Uma maquete exemplifica seu método originalíssimo de projeto: uma série de barbantes e pequenos pesos amarrados, proporcionais aos arcos e cargas que teriam que sustentar, numa espécie de teia de aranha do projeto. Deixados pender sob a ação da gravidade, esses barbantes assumem formas de catenárias, que, invertidas com o auxílio de um espelho, mostram o exato formato que os arcos deveriam ter para sustentar as estruturas. Se alguma dúvida sobre o brilho de Gaudí ainda persistia na mente do visitante, ela se desfaz ao perceber a eficiência deste método. Gênio, ponto.

A Bíblia em pedra
Catedral da Sagrada Família Dizer que El Temple Expiatori de la Sagrada Família ainda está em construção 115 anos após seu início pode dar a dimensão de sua grandeza, mas não reproduz o impacto em alguém que acabou de sair da estação mais próxima do metrô ao ver as torres da entrada principal, que mais parecem feitas de areia e conchas, se erguendo a 170 metros do solo, o pescoço todo vergado para trás, e a espinha se curvando para olhar o topo. É como o chuá dos pratos ao fim de uma sinfonia, um daqueles que o percursionista fica horas concentrado para fazer. Um monumento sagrado, mas colorido com um parque de diversões e inesperado como um susto. Imponente como as igrejas góticas - foi planejada como uma basílica de 5 naves - tinha por fim enaltecer o triunfo da Igreja Católica, em tempo de queda de popularidade. Homem religioso, Gaudí foi celibatário toda a vida e está em processo de beatificação no Vaticano, atualmente.

Os claustros, utilizados para procissões, isolam o ruído das ruas; os arcos externos, que tradicionalmente sustentam o peso da construção em igrejas góticas comuns foram substituídos: Gaudí não acreditava que eles fossem a solução definitiva para a sustentação das cargas, até mesmo por estarem expostas à deterioração das intempéries. Ao invés deles, o peso ficou sustentado por colunas em de material mais resistente, combinado com abóbadas hiperbólicas, produzindo o efeito de uma floresta. As torres têm perfil parabólico, ocupando-se o espaço oco das escadas com sinos tubulares. Claro que muito disso apenas prepara o palco, como um roadie, para o espetáculo das fachadas mesmerizar os olhos do crente.

Já foi dito que a Sagrada Família pode ser considerada uma Bíblia em pedra, haja vista a variedade de ícones católicos em sua fachada: há Adão e Eva, o nascimento de Cristo, os 12 apóstolos, além de uma infinidade de espécies animais e vegetais. À maneira daquele militar no filme Mediterrâneo, Gaudí também emprestou os rostos de ajudantes, e serventes aos personagens moldados em gesso. Há detalhes e mais detalhes para se perscrutar com tempo de sobra na parte externa da Sagrada Família, uma verdadeira catedral do século XX, uma daquelas obras monumentais capazes de extrair fé do mais renhido dos ateus.

Mas afinal, por que Gaudí?
Este ano comemora-se seu aniversário de 150 anos. A província de Reus colocou um website no ar e várias comemorações estão programadas para Barcelona, sua herdeira maior.


Para ir além
A maior parte das informações desta coluna foi retirada deste site.
El Temple Expiatori de la Sagrada Família (página oficial)
La Rambla - na Time Out e no Lonely Planet
Barcelona - no Guia Lonely Planet
Homenagem de Reus (cidade natal de Gaudí)
Modelo em 3D da Casa Milá
Fotos variadas da Sagrada Família de La Pedrera
Barcelona - Robert Hughes, Cia das Letras, 1995


Rafael Lima
Rio de Janeiro, 19/3/2002


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I de Cassionei Niches Petry
02. Bonecas russas, de Eliana Cardoso de Eugenia Zerbini
03. A História de Alice no País das Maravilhas de Marcelo Spalding
04. A arte de narrar a História de Marcelo Spalding
05. Cartas a um jovem escritor de Marcelo Spalding


Mais Rafael Lima
Mais Acessadas de Rafael Lima em 2002
01. Coisas nossas - 23/4/2002
02. Pi, o [fi]lme, e o infinito no alfa - 25/6/2002
03. Ar do palco, ou o xadrez nos tempos da Guerra Fria - 16/4/2002
04. Quando éramos reis, bispos, cavalos... - 9/4/2002
05. Quebrar pratos com Afrodite - 14/5/2002


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Édipo Rei
Sófocles
Ediouro
(1999)
R$ 10,00



Muitas Vidas, Muitos Mestres
Brian L. Weissm Md
Salamandra
(1991)
R$ 10,00



B de Busca
Sue Grafton
Ediouro
(1993)
R$ 10,00



Lola e o Garoto da Casa ao Lado - 5F
Stephanie Perkins
Novo Conceito
(2012)
R$ 10,00



Ritos de Passagem de Nossa Infância e Adolescência: Antologia
Fanny Abramovich Org.
Summus
(1985)
R$ 10,00



Medical Complications During Pregnancy
Geraldo N Burriw
W B Saunders Comapny
(1975)
R$ 10,00



The Treasure Principle
Randy ALcorn
Christian Book Distributors
(1988)
R$ 10,00



A Reta e a Curva Reflexões Sobre Nosso Tempo
Riccardo Campa
Max Limonad
(1986)
R$ 10,00



Psicologias do século XX
Edna Heidbreder
Mestre Jou
(1981)
R$ 10,00



História da Civilização - 8a. parte - Volume 28-T - A Era de Luís XIV (História MUndial)
Will e Ariel Durant
Cia. Nacional
(1967)
R$ 10,00





busca | avançada
80637 visitas/dia
2,4 milhões/mês