O pensamento biônico | Evandro Ferreira | Digestivo Cultural

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Terça-feira, 23/7/2002
O pensamento biônico
Evandro Ferreira

+ de 5300 Acessos
+ 21 Comentário(s)



Durante meus anos de faculdade, muitas vezes me deparei com a crítica a um tal de "pensamento único". Como o meu curso era o de Comunicação Social, a expressão não se fazia seguir da palavra "neoliberal", habitual nos cursos mais "preparados" (no sentido carioca do termo). Isso se dá, penso eu, pelo fato de que o referido curso ainda tem de prestar mínimas contas ao mercado, ao estudo do que se costuma chamar de marketing e, por último e não menos importante, à realidade mesma. Assim, a expressão completa eu transcrevo a seguir, a saber, pensamento único neoliberal.

Assim ela é e assim aparece em trecho de artigo do Grande Betto (Estado de S. Paulo, 10/07/2002): "Nestes tempos de aridez na vida intelectual brasileira, cujas produções são guardadas a sete chaves nos cofres da academia, exceto as apologias ao pensamento único neoliberal...".

O trecho me fez lembrar os outrora famosos senadores biônicos, que se elegiam por vias, digamos assim, "alternativas", e não pelas vias regulares e democráticas. A palavra biônico era então usada com um sentido meio vago, mas que se aproximava de "fabricado artificialmente". A biônica, segundo o dicionário Aurélio, é "o estudo das funções, características e fenômenos observados nos seres vivos, a fim de aplicar tais conhecimentos na idealização de novas técnicas e construção de novos aparelhos e máquinas, em especial no campo da eletrônica". Doravante me explico.

Entre as ditas "funções, características e fenômenos observados nos seres vivos", está o pensamento, a produção de conhecimento. E o pensamento é propriamente o que estuda o Grande Betto em suas colunas no Estadão e em outros jornais. Contudo, tenho sérias razões para desconfiar de que esse pensamento que ele estuda foi fabricado (olha a palavrinha mágica!) por ele mesmo e por seus colegas latino-americanos apologistas da teologia da libertação, misto de socialismo e religião católica que tem transformado nossos padres em pseudo-sociólogos militantes.

Através de um método frankensteiniano, o Grande Betto, possivelmente, tomou uns tantos princípios de marketing recolhidos naqueles livros vulgares que se vendem às pencas nas livrarias (juntamente com os de auto-ajuda), acrescentou mais uns pedaços de economês FMista e pronto, estava pronta a sua aberração. No processo, talvez tenha recolhido traços de Friedman e Hayek, tomando-os como expressões máximas do pensamento neoliberal.

Eu sempre tive a boa-vontade de tentar descobrir o que alguém estava querendo dizer quando falava algo que não fazia sentido, como nas redações de vestibular, ou quando se referia a uma realidade que simplesmente não existia. E foi por isso que recorri a essa tese: o senhor Betto - e tantos outros - criaram um pensamento único neoliberal biônico e depois passaram a se referir a ele como se existisse. Digo isso porque simplesmente não consigo enxergar a realidade descrita no trecho citado no segundo parágrafo. Quando eu entro em uma livraria neste país, o que vejo são dezenas, centenas de livros de acadêmicos que criticam o neoliberalismo. Mas não consigo encontrar sequer os livros de Friedman e Hayek, sempre raros e em edições mal traduzidas e feias. Isso, para não falar de Ludwig von Mises, Murray Rothbard, Böhm-Bawerk e tantos outros, da escola austríaca de economia.

Por tudo isso, chego à conclusão de que, quando o Grande Betto fala de pensamento único neoliberal, ele está simplesmente usando a expressão como sinônimo de algo próximo a economia como ciência autônoma. Ou simplesmente como sinônimo de qualquer coisa. Especialmente se essa coisa envolver dinheiro. Então, pensamento único neoliberal é aquele de quem pensa em ganhar dinheiro e que dá uma importância significativa a isso em sua vida. Só assim consigo entender por que o senhor Betto diz que os livros que propagam o dito pensamento estão em maioria em relação aos demais, "guardados a sete chaves nos cofres da academia". Para ele, os livros "neoliberais" são quase todos os da seção de economia e também os da seção de administração de marketing.

Aí então se revela a armadilha. O intelectual anti-neoliberal não se opõe a teorias concretas. Ele se opõe a um frankenstein que ele mesmo criou e projetou no "sistema capitalista", por meio de um processo biônico que, no fim, leva o neoliberalismo artificialmente fabricado a se confundir com o próprio capitalismo. Os anti-neoliberais, como já pude constatar uma série de vezes (e como se pode ver das próprias bibliografias de seus livros), não conhecem os pensadores de quem se poderia dizer que são neoliberais. Só para citar um exemplo, a política econômica do FMI não é neoliberal - no sentido legítimo do termo. Ela é neoliberal no sentido, digamos, latino-americano do termo (com o qual o senhor Betto compactua). Mas para saber disso, é preciso ler os tais neoliberais, e não os Jack Welchs e os Philip Kotlers da seção de marketing das livrarias.

Para começar, eu sugeriria o site da escola austríaca de economia: www.mises.com . O leitor pode cadastrar seu e-mail para receber os "daily articles" e após uns meses descobrirá que o FMI não é neoliberal e que talvez por isso é que ele seja tão prejudicial como instituição que dita as regras da economia latina.

O único problema é que sites como esse estão em inglês, assim como a esmagadora maioria dos llivros neoliberais, a que prefiro chamar simplesmente liberais, dada a imprecisão que aquele termo já adquiriu. E aqui está um dos principais motivos pelos quais pessoas como o senhor Betto são tão ouvidas nesse país. Simplesmente porque escrevem em português, sobre algo que não corresponde ao que dizem. E, como esse algo está em inglês, ninguém vai poder conferir. Ou melhor, quase ninguém. Alguns conferem e ficam calados, outros se manifestam, mas são tidos quase como loucos, como o senhor J. O. de Meira Penna, que escreve às segundas no Jornal da Tarde, de São Paulo. E há também um tímido Instituto Liberal, instituição que vive em dificuldades financeiras, mas que ainda assim consegue traduzir alguns livros. Quem quizer pode conferir: www.institutoliberal.org.br.

Existe, obviamente, o problema da ganância, da ambição e da competição pelo dinheiro. Negá-lo seria insanidade. Entretanto, denunciar as falsas análises de pessoas como o senhor Betto não implica que se está negando esses problemas. Aliás, essa é justamente uma outra armadilha de que fazem uso os anti-neoliberais. Eles sempre rotulam de apologistas da ambição aqueles que os criticam.

Acontece que o neoliberalismo que se costuma criticar não passa de uma certa mentalidade tacanha de empresário mesquinho. Essa mentalidade é a mesma de muitos outros indvíduos que, felizmente, não são empresários. Ela não passa de um senso-comum. Existe o senso-comum e existem as teorias que estão em sua base, as quais ninguém conhece mas todos seguem de maneira surpreendentemente previsível. Nem tudo se explica por esse esquema, mas podemos entender uma boa parte da realidade do mundo se recorrermos a ele. Como já dizia Keynes, "the ideas of economists and political philosophers, both when they are right and when they are wrong, are more powerful then is commonly understood. Indeed, the world is ruled by little else. Practical men, who believe themselves to be quite exempt from any intelectual influences, are usually slaves of some defunct economist. Madmen in authority, who hear voices in the air, are distilling their frenzy from some academic scribbler of a few years back".

Traduzo livremente o trecho: "as idéias dos economistas e dos filósofos políticos, tanto as certas como as erradas, são mais poderosas do que comumente se pensa. De fato, o mundo se governa por pouco mais que isso. Homens pragmáticos, que se acreditam totalmente isentos de influências intelectuais, são usualmente escravos de algum economista defunto. Loucos autoritários, que escutam vozes no ar, extraem seu frenesi de algum garatujador acadêmico do passado recente".



Evandro Ferreira
Belo Horizonte, 23/7/2002


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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
23/7/2002
10h41min
Evandro,belo texto,ponderado e percuciente.Concordo com seu pensamento e o modo como deslindou a confusão semântica que impera nos debates economicos e tanto os amesquinha.É pena que o pensamento unico de esquerda(o qual tem seu lugar mas não de modo exclusivo)nas nossas faculdades e academias empobreça tanto nosso ambiente intelectual sectarizando-o até.
[Leia outros Comentários de j. jardim]
24/7/2002
00h20min
Outros brasileiros que sofrem influência dos liberais, mas não citados por este brilhante articulista, são eles: Olavo de Carvalho www.olavodecarvalho.org, Alceu Garcia, Pedro Sette Câmara, Alvaro Velloso de Carvalho, Martim Vasques da Cunha, Marcello Tostes, todos articulistas do inteligente jornal on-line "O Indivíduo" www.oindividuo.com, José Nivaldo Cordeiro, Huascar Terra do Valle, Diogo Chiuso, Maria Lúcia Victor Barbosa, Cristian Rocha, todos articulistas do brilhante jornal on-line "O Expressionista" www.oexpressionista.com.br, Pedro Paulo, Sandro Guidalli, J.O de Meira Penna, já citado neste artigo, Eduy Cezar Ferro, Paulo Diniz, Janer Cristaldo, articulista do jornal on-line www.baguete.com.br e tantos outros que estão fugindo do lugar comum, ou seja, das palavras de ordem. Usarei um trecho de um artigo que expressa de uma maneira inteligente o que eu penso sobre a importância da internet. Quando a Rússia praticava a censura, nós chamávamos isso de "censura". Aqui, chamamos de "politicamente correto". Continuamos tendo que olhar sobre nossos ombros antes de dizer as coisas erradas. A diferença é... qual? Na Rússia, os marxistas pregavam a luta de classes. Aqui eles pregam multiculturalismo. A diferença é... qual? Os Russos, impedidos de falar abertamente, circulavam os samizdat. Aqui temos a internet. A diferença, além da eficiência, é... qual? Graças a Deus temos a internet para fugirmos do pensamento gramsciano que domina quase na totalidade os jornais, revistas e telejornais. É o único meio viável de nos libertarmos. Parabéns Evandro Ferreira pelas honestas considerações. Seremos nós o futuro! Viva a democracia, o Estado de Direito, o respeito a propriedade privada, a livre iniciativa...a liberdade!
[Leia outros Comentários de Sidney Vida]
24/7/2002
01h33min
Fora o já citado IL no brilhante artigo que se localiza no Rio de Janeiro, temos o Instituto Liberal de Brasília www.bsb.netium.com.br/inst.liberal/ temos também o Instituto Liberal do RGS www.il-rs.com.br/ sendo que neste último, encontra-se à venda os melhores e mais raros livros que tratam sobre o Liberalismo, inclusive dos autores citados, em destaque, a corrente austriaca de economia. E pasmem, todos traduzidos para o nosso idioma, o português.
[Leia outros Comentários de Sidney Vida]
25/7/2002
19h43min
Prezado Evandro, gostaria de me comunicar com você. Gostei muito das suas reflexões neste artigo. Espero e aguardo a sua resposta. Mais uma vez, parabéns.
[Leia outros Comentários de Sidney Vida]
26/7/2002
11h00min
Gostaria que o Sidney Vida me explicasse a semelhança entre o multiculturalismo e a pregação da luta de classes. Achei curiosa a analogia mas não a compreendi. Me parecem ser justamente o contrário.
[Leia outros Comentários de João Pessoa]
26/7/2002
16h00min
Evandro, descobrir quem escreva lucidamente dá-me sempre a sensação de testemunhar um milagre. Seu alerta é mais que oportuno. Ganhou um leitor. Atrevo-me a fazer uma intromissão para dizer que a analogia entre multiculturalismo e luta de classes não é do Sidney Vila, mas do autor do texto que ele citou, o qual também recebi por e-mail. Atrevo-me um pouco mais, quero explicá-la: até onde compreendo o que li a respeito, tanto o marxismo como o multiculturalismo escolhem um inimigo, burguesia no primeiro e cultura ocidental no segundo, instigam revolta contra eles e utilizam o conflito para ganhar o poder político.
[Leia outros Comentários de Guilherme]
26/7/2002
16h49min
Se você ler novamente e reparar, justamente, em meu comentário no digestivo eu escrevo que a citação não é minha, "...Usarei um trecho de um artigo que expressa de uma maneira inteligente o que eu penso sobre a importância da internet..." Esta citação está no site "O Indivíduo", no artigo Marx Disfarçado Refletindo Sobre O Apodrecimento. Mais Divertido Que Observar Pássaros. Por Fred Reed com tradução de Sergio de Biasi. Não obstante, eu não poderia explicar melhor a semelhança entre o multiculturalismo e a luta de classes. Faço das suas palavras as minhas.Um forte abraço.
[Leia outros Comentários de Sidney Vida]
26/7/2002
8.
23h14min
Aleluia! ainda há vida inteligente na terra! a humanidade não está perdida!
[Leia outros Comentários de celso pinheiro]
27/7/2002
08h25min
Agradeço a explicação, mas sinto muito, continuei sem entender. A semelhança apontada (ambos escolhem um inimigo, instigam revolta contra ele e utilizam o conflito para ganhar o poder político) não é uma caracteristica de todo e qualquer movimento político que almeja a conquista do poder? Inclusive da direita política, por exemplo? De maneira que a analogia permanece sem justificação, no meu entender. Há tambem outra coisa: nunca ouvi dizer que os multiculturalistas preguem a tomada revolucionária ou violenta do poder. Bem, continuo esperando uma explicação mais precisa. Procurarei ler o artigo recomendado, no entanto.
[Leia outros Comentários de João Pessoa]
27/7/2002
13h02min
Realmente minha primeira explicação, malgrado o endosso e o elogio do Sidney, estava ruim. Tento de novo. É que na verdade não se trata de analogia, como dei a entender, mas de um traço genético, legado do pai ao filho. O marxismo defende que existe a opressão de um classe sob outra pelo monopólio dos meios de produção; que só existe libertação pelo combate dos oprimidos contra os opressores; e que a cultura dominante é manifestação desse domínio e meio de o manter. Conseguintemente, surge o equivalente cultural da luta de classes: o multiculturalismo, defendendo as culturas politicamente fracas contra a forte. Porém, essa política cultural logo se mostra equivalente a uma ditadura do proletariado. O cristão não pode defender que o homossexualismo é um mal, ou é chamado de intoerante. Não se pode dizer que música erudita vale muito mais que o samba porque isso é defesa dos dominadores, ainda que haja no Brasil dez pagodeiros para cada violinista. A tolerância cultural mostra-se intolerância com a cultura acusada de opressora. O mecanismo de censura do inimigo é a regra "politicamente correta". Assim, repete-se no plano cultural o que Evandro nos contou da discussão econômica. Outra coisa: o multiculturalismo não defende a tomada violenta do poder, é verdade, mas justamente porque ele é o substituto da revolução armada, adotado quando se percebeu que a tática anterior não ia longe. São idéias irmãs. A respeito disso, o magnífico artigo de Olavo de Carvalho, "Do Marxismo Cultural": http://www.olavodecarvalho.org/semana/06082002globo.htm Espero agora ter sido mais claro. Um abraço!
[Leia outros Comentários de Guilherme]
27/7/2002
19h58min
Se me permitem. Não consigo imaginar como a defesa das culturas “politicamente fracas” possa se assemelhar à proposta da ditadura do proletariado. A defesa da tolerância é – ao contrário - muito mais aparentada à luta contra uma ditadura do que à imposição de uma ditadura. Discordar do preconceito do cristão não significa oprimi-lo ditatorialmente. É defender a existência de outros valores, e não eliminar os mais tradicionais. A não ser que discordar de um pensamento dominante seja “oprimi-lo”, o que seria uma contradição em termos./// O exemplo da música erudita versus a popular me parece infeliz. Afirmar a “superioridade” de uma cultura é mais do que “defender os dominadores”: é ignorar que há parâmetros não comparáveis, ou seja, que nenhuma das duas é superior a coisa nenhuma. Por sinal: se há, como você diz, dez pagodeiros para cada violinista, não estaria a cultura erudita – seguindo o seu raciocínio - na posição inferiorizada politicamente? Nesse caso, defender a erudição seria, aí sim, a autêntica tolerância cultural! Inverte-se o argumento.../// Uma última coisa: se o multiculturalismo não defende a tomada violenta do poder, como mesmo você reconhece, então como poderia ser “o substituto da revolução armada”? sinto muito, Guilherme mas, tal como o João pessoa, não captei a lógica.
[Leia outros Comentários de Helion]
27/7/2002
22h10min
Bem-vindo à discussão, Helion. Observe que eu não escrevi que defender uma cultura IMPLICASSE LOGICAMENTE oprimir a outra, mas é o que se vê na hipocrisia multiculturalista. Daí a associação que - note - FRED REED fez entre luta de classes e multiculturalismo, que só tentei expor. A alta cultura, esteja embora definhando, é dada como dominante e expressão dos dominadores, assim como acontece com o liberalismo na economia. O uso político da intolerância cultural(disfarçada de tolerância) o texto que sugeri explica melhor do que eu poderia. Finalmente, a música erudita (já percebi que não concordarás) é intrinsecamente melhor do que o samba porque cumpre melhor do que ele sua função artística: "diz" muito mais, exprime bem mais, é muito mais rica em nuanças de expressão. Um grande abraço!
[Leia outros Comentários de Guilherme]
27/7/2002
22h53min
Gostaria de agradecer imensamente os ótimos comentários que li acima. Sidney, comunique-se comigo pelo e-mail: evandros@bol.com.br. A propósito, adorei seu comentário (número 2). Só não falei das fontes que você citou porque acho que elas merecem vários artigos, quase um pra cada uma delas. Sou leitor assíduo do "O Individuo". Vamos trocar umas idéias! Guilherme, obrigado por virar meu leitor e intérprete teórico! João Pessoa, valeu e parabéns pela receptividade à analogia marxismo/ multiculturalismo, pois a maioria das pessoas já a recusa a priori. Celso, não exagere, sou apenas um pobre mortal, habitante de um país marxista de terceiro mundo! E por último mas não menos importante, obrigado J. Jardim, realmente a sectarização nas universidades é uma barbaridade que já me fez desistir de muitas coisas e investir em outras. Enfim, gostaria de escrever muito mais, mas estou "em trânsito" até o dia 30 e não estou tendo muito acesso a computadores esses dias.
[Leia outros Comentários de Evandro Ferreira]
28/7/2002
13h44min
Evandro, fui "apresentado" aos seus artigos ao ler o "da arte opiniática", de maio último. O de hoje, se me permite, é mais "didático" do que "opiniático". Se o opiniático inovou e divertiu, o didático pacientemente instruiu, esclareceu. Também gostei dos comentários que se seguiram, em especial a oportunidade que se deu de comentar o engodo do multiculturalismo. Abraço e parabéns.
[Leia outros Comentários de Toni]
1/8/2002
13h55min
Olá. Guilherme. Continuo não concordando que o apelo à tolerância cultural seja necessariamente um disfarce da intolerância e da luta de classes. Como também não acho, por outro lado, que o apelo à intolerância traga um chamamento à concórdia. Acredito que é necessário examinar o que as propostas de multiculturalismo propõem concretamente em termos de políticas. Por isso acho que a associação feita por esse autor citado – Fred Reed – não significa nada, nos termos “abstratos” que ele a enuncia. Por sinal, não encontrei o artigo de Reed no “Indivíduo”, portanto agradeceria se você me enviasse o link./// Quanto à “alta cultura” ser ou não dominante, acredito que você se refira à chamada cultura erudita, certo? Pois bem, não concordo que ela seja apenas a expressão dos dominadores, acho que é uma aquisição universal e que deveria estar acessível a todos. /// também não acho que ela seja “intrinsecamente melhor” que qualquer outra, até pela carência de “padrões intrínsecos” que me autorizem a afirmar isso. Para ficar com seu exemplo, o samba “diz” perfeitamente sobre aquilo a que se propõe, nem mais nem menos do que a cultura erudita é capaz de fazer. Mas isso é uma longa – e já antiga – conversa. Meu objetivo é basicamente discordar da associação mecânica entre respeito à diversidade cultural, tolerância cultural, multiculturalismo... e luta de classes. Trata-se de uma associação simplista e, a meu ver, não justificada. A menos que a leitura de Fred Reed me convença do contrário.
[Leia outros Comentários de Helion]
1/8/2002
14h15min
Guilherme, li, conforme aconselhado, o artigo de Olavo de Carvalho (“Do Marxismo Cultural”, fttp://www.olavodecarvalho.org/semana/06082002globo.htm). E nele, sinto dizer, não encontrei nenhum esclarecimento melhor do que os que você mesmo havia fornecido. O texto é espantosamente “achista” e não fundamentado, além de apelar a mexericos da Candinha do tipo afirmar que o “filósofo marxista Gyorgy Lukacs gostava de repartir a própria mulher com os interessados”. Não, é, francamente, uma afirmação a constar em um artigo sério sobre qualquer coisa. Se O de C. se acha perseguido pela imprensa esquerdista, que estaria boicotando seus textos, deveria então oferecer serviços a publicações tais como “Amiga” ou “Caras”, que certamente não lhe negariam espaço./// O segundo marxista citado na polêmica sobre multiculturalismo, a “cabeça notável” Felix Weil, eu desconhecia, e não me incomodo em dizer isso uma vez que não tenho a pretensão de entender sobre tudo e todos. Fui pesquisar a respeito na internet e não encontrei, em português, nenhuma referência cruzada entre “Felix Weil” e “multiculturalismo”, e apenas uma em inglês, uma serie de artigos de F.C. Blahut curiosamente intitulada “Cultural Comunism” (www.americanfreepress.net/Cultcommsup.pdf), o que me remeteu de imediato ao título do artigo de Carvalho./// O restante do artigo deste último consta de superficialidades sobre outros filósofos, intercaladas a referências a “cérebros marxistas anormais”, “charlatanices”, “dogmas macabros”, “conteúdos perversos” etc. Em respeito à forma civilizada como o debate vem se travando neste espaço, acho que nem vale a pena nos basearmos em panfletos como esse. Continuo, pois, aguardando uma justificativa consistente para a associação entre multiculturalismo e luta de classes.
[Leia outros Comentários de Helion]
3/8/2002
17.
22h49min
Brilhante Evandro! É bom conhecer mais um escritor, que são pouquíssimos, com a perspicácia em que aborda assuntos sérios, infelizmente massificado entre chavões esquerdistas. Salve por ter ressuscitado o mestre von Mises e a obscura escola austríaca. Com estima Lucas Mendes Estudante de Economia UNIJUÍ-RS
[Leia outros Comentários de Lucas Mendes]
13/8/2002
22h10min
Concordo, Hélion, que o samba "fale" perfeitamente bem sobre aquilo a que se propõe, não menos do que Bach, o Bonde do Tigrão ou uma criança batendo panelas. O que põe uns acima de outros é justamente o quanto cada um pretenda dizer e diga. Vamos aos mal-entendidos que continuam: quando eu digo "alta cultura", quero dizer alta cultura; e tu, quando dizes "cultura erudita", queres dizer alta cultura? Quando eu afirmei que ela era expressão dos dominadores, adotava, para ilustrá-lo, o modo de ver dum multiculturalismo de ressentidos que vê em toda parte algum "ismo", ou machismo, ou imperialismo, ou racismo, ou eurocentrismo, e censurando o objeto de sua revolta se acham muito pluralistas. O Harold Bloom chamou a isso "culture of complaint". De modo nenhum eu sou contra a variedade de culturas, nem direi coisa alguma contra o que haja de valoroso em cada uma delas. No entanto, há por aí esse multiculturalismo lamentável que vive de encontrar indícios e mensagens de opressão contra as "minorias" em toda a cultura e de interpretá-la como ferramenta de algum inimigo, a burguesia, as "oligarquias", o diabo a quatro. O texto do O. de C. apresenta a origem desse cacoete mental. Não é, como dizes, "achista", a menos que descrever fatos e resumir doutrinas seja o mesmo que dar palpites. Está ótimo discutir os fatos e contestar os resumos, se quiseres; mas nunca fingir que se trata de opiniões somente, e não de uma versão dos fatos. Se quiseres outras versões, põe MARXISM e MULTICULTURALISM no Google. Vais encontrar logo uns tantos autores relacionando, como ele, doutrina marxista e multiculturalismo. Ou podes ainda ler o citado Harold Bloom queixando-se de ver os clássicos de língua inglesa julgados por critérios políticos, em vez de literários: http://bostonreview.mit.edu/BR23.2/bloom.html Pessoalmente, nunca investiguei muito o que era isso porque já mo explicara mediante seu próprio exemplo uma professora universitária que, anos atrás, me dizia que não há povo tão estúpido quanto o "homem branco ocidental", só porque esse povo besta não arraigou o bastante as idéias de igualdade dos sexos e das raças, liberdade de pensamento, ativismo ecológico e outras maravilhas... justamente inventadas pelo homem europeu. Era o mesmíssimo raciocínio paradoxal que Carvalho atribui à Escola de Frankfurt e à revolução cultural.
[Leia outros Comentários de Guilherme Q.]
14/8/2002
10h34min
Se não me engano, Guilherme, quem cunhou a expressão "culture of complaint" foi Robert Hughes no livro "The Culture of Complaint - the fraying of America", e não Harold Bloom. No meu texto "A garganta da reclamação", aliás, recomendo esse livro, quando imaginei estar ironizando o absurdo a que essa cultura politicamente correta pode nos levar. Fiquei sabendo ontem, porém, que em Londres, pra variar, há agora uma exposição de cadáveres intitulada alguma coisa como "The art of the body". Não há mais parâmetros, definitivamente. Abraços,
Eduardo
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
14/8/2002
20. Ops!
11h35min
Agradeço a gentileza do eufemismo do "se não me engano". Tens razão. O pior é que o Bloom atribui a expressão a Robert Hughes no texto mesmo que sugeri. Cochilei feio. Diria não sei que grupo de rap, expressando perfeitamente aquilo a que se propunha: "escreveu, não leu, o pau comeu". Quanto à exposição londrina de cadáveres, isso é o que chamo de "natureza morta". Um abraço.
[Leia outros Comentários de Guilherme]
14/8/2002
12h26min
Guilherme, não estava claro na sua mensagem o que exatamente você chamava de “alta cultura”, e eu por isso a associei à cultura erudita. Caso a associação não tenha sido apropriada, desculpo-me. Mas, então, fiquei sem entender./// Veja bem, agora você já está qualificando o multiculturalismo, afirmando que existe um “multiculturalismo de ressentidos”. Já estamos mais próximos, você e eu, porque eu acho possível se reconhecer um “multiculturalismo” que exprime ressentimento de classe, étnico ou cultural. Mas ele nem sempre “vive de encontrar indícios de opressão”: muitas vezes reconhece – com maior ou menor exagero – formas de opressão efetivamente existentes, buscando lutar contra as mesmas. Se as formas de atuação são ou não eficientes para enfrentar o preconceito, o racismo, é outra discussão. Podemos até enveredar por ela. Mas não concordo de maneira nenhuma com o “essencialismo” da relação marxismo e multiculturalismo que é defendido pelo texto citado. Aliás, acho que quanto a esse não vamos concordar mesmo./// Falando nisso, encontrei outros textos no Google, conforme sua sugestão, e não poderei ler todos. Me parece que se referem, na sua maioria, à versão das “culture wars” que marcam o debate político e cultural norte-americano, que é bem diferente do nosso. Forçar analogias com o caso de lá é se arriscar a não compreender nada, e tal recurso só convence aqueles que já estão predispostos de antemão a achar “genial” tudo o que sai da pena de um determinado articulista./// Sobre a professora universitária que te dissertou sobre a estupidez do homem branco ocidental, quero crer que ela não representa o que há de mais sério da postura multiculturalista, assim como fofoquinhas sobre a mulher de Lukacs não representam o que há de mais sério dentre as críticas ao marxismo.
[Leia outros Comentários de Helion]
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