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Quarta-feira, 7/4/2010
Comentários
Eugenia Zerbini


Ópera e futebol
Ópera sempre foi uma manifestação popular, como você bem frisou. Uma leve lembrança disso você pode ainda encontrar nas apresentações (inclusive no Teatro Municipal de SP) em que os mais aficionados na platéia gritam "Bravo", "Brava" ou "Bravi" (dependendendo se para o cantor, cantora ou para ambos) após as árias mais esperadas. Parece jogo de futebol. Agora, com relação à idade... Tem alguns que admiram a energia e o "punch" de uma voz nova: por volta dos 40 anos as vozes começam a "engrossar" e perder o brilho. Mas parabéns por chamar a atenção dos jovens para esse genero de música (que eu particularmente adoro).

[Sobre "Questão de gosto ou de educação?"]

por Eugenia Zerbini
7/4/2010 às
12h17 201.63.224.18
 
Ao Julio e ao Digestivo: Bravi
Sou supeita para comentar. Tornei-me fã do Julio e do Disgestivo tão logo ouvi uma entrevista sua na Radio Cultura FM, tempos atrás. Nos aproximamos quando comentei uma entevista que ele fez com o José Castello. E tudo foi selado, meses mais tarde, quando ele disse que publicaria um ensaio que eu havia preparado. Palmas em pé para ele e para o Digestivo Cultural.

[Sobre "Digestivo Sete Anos"]

por Eugenia Zerbini
11/10/2007 às
09h34 201.13.3.25
 
Semelhanças
Achei tão parecido com Hell, de Lolita Pille...Parecido até demais.

[Sobre "Sim-me-drogo-sou-fútil-rica-e-escrevo-blogs"]

por eugenia zerbini
21/8/2007 às
10h22 201.27.80.204
 
Grandeza e Servidão
No sec. XIX, Alfred de Vigny escreveu "Grandeza e servidão da vida militar". Hoje, se jornalista, ele endossaria seu texto. De uma forma ou de outra, todas as profissões não passam, com as suas variantes específicas, pelas linhas que você traçou com tanto humor?

[Sobre "Práticas inconfessáveis de jornalismo"]

por eugenia zerbini
5/7/2007 às
09h01 201.27.80.52
 
lendo em voz alta
Li seu texto com interesse e prazer. Lembrou-me de um conselho de um velho professor de grego: a Ilíada e a Odisséia - como a maior parte das obras antigas - devem ser lidas em voz alta. E o "pai" do romance moderno, Flaubert, passava horas a fio lendo também em voz alta trechos de suas obras, enquanto as escrevia e reescrevia. Renato Mezan, em seu magistral "Escrever a clínica" (Casa do Psicólogo, 1998), frisa a importância do "orechiabile" em um texto. Parabéns pela idéia.

[Sobre "Ler em voz alta"]

por eugenia
5/7/2007 às
08h43 201.27.80.52
 
A educação da minha filha
Fantasiei muito a educação que daria a um filho. Em primeiro lugar, abri temporariamente mão da minha carreira por 2 anos para ficar com a bambina. Só eu fazia as papinhas (a educação dos sabores). Como só escuto a rádio Cultura, desde bebê foi exposta ao erudito. Sempre li antes dela dormir, contos de fada e poesia. Além da minha biblioteca, teve a do avô. Aos quatro anos, primeira matinê no Municipal. Aos 7, o primeiro tour pelos museus do mundo. Mente ilustrada em um corpo bacana: no meio disso, idas a parques, natação, ballet etc. Ela ADORA futebol (joga inclusive), nunca se ligou em ler, não gosta de ir aos concertos (vai para me fazer companhia, é o que diz, ligando-se apenas nas óperas), mas parece ser muito feliz. Bem na pele dela. Um dia, com 10 anos, chamou-me para um "diálogo": - Mãe, nós somos muito diferentes. O que é importante para você não é para mim. (Percebi que eu não era Narciso, e ela, um reflexo no espelho.)

[Sobre "Um plano"]

por eugenia
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5/7/2007 às
08h31 201.27.80.52
 
cada livro é um livro
Além do primeiro comentário, uma dúvida: será que todas as ficções são mesmo iguais? Duvido. Acredito que cada livro é um livro, ainda que o enredo (por vezes o menos importante) guarde semelhança. Nem toda boca tem o mesmo gosto, nem todo sexo o mesmo perfume. Os bons livros são únicos, assim como uma impressão digital. Além disso, nossa leitura difere; o J. Verne que eu lia com 12 anos é diferente daquele que eu leio hoje.

[Sobre "A Pirâmide B"]

por eugenia zerbini
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27/6/2007 às
09h18 201.27.81.203
 
essas inglesas...
Quando tinha 11 anos li O Morro do Ventos Uivantes. Foi durante as férias de verão, passadas no interior de SP. Um "caldo da morire"; no final da tarde, eu ia passear em um eucaliptal. Me imaginava nas charnecas. O livro forjou minha forma de entender o amor. Para o bem ou para o mal.

[Sobre "A Pirâmide B"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
16/6/2007 às
13h10 201.27.81.200
 
A visceralidade do papel
Gostei muito de suas considerações, muito bem articuladas. Porém, acho que diante do livro, as reações são mais carregadas de sentido. Em ensaio anterior, você analisou a poesia de Saint-John Perse, por exemplo. Minha emoção maior é lê-lo em um volume que foi de meu pai, com trechos grifados à margem. Já caí na mesma tentação que você caiu: ter mais de um exemplar da mesma obra, só por causa da beleza de uma capa nova. Livros importados têm "cheiros" diferentes dos nacionais, assim por dainte. Não quero ser injusta: a Internet já me deu muita informação. Prazer - aquele a que se refere Clarice Lispector em "Felicidade Clandestina", da menina segurar o livro e sentir-se rica como a Rainha do Sabá (ou, mais tarde, da mulher tocar com as mãos o corpo do amado) -, só mesmo os livros.

[Sobre "Livro fora e dentro do papel"]

por eugenia zerbini
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9/6/2007 às
09h33 201.27.80.11
 
Oscar Wilde e A Rebours (2)
Aqui na USP (FFLCH), há alguns trabalhos sobre Huysmans, inclusive a tradução As Avessas, por J. P. Paes. Não deu para consultar esse material enquanto escrevia o ensaio porque a USP está em greve. Quando voltar ao normal, vale até uma consulta. Com relação às observações da Adriana: há décadas, sou uma admiradora de Huysmans, mais por sua vida do que por sua obra. A determinação com que ele procurou a sua verdade me comove. E ele "nunca deixou barato". Há uma aura de heroísmo em sua trajetória. Ele freqüentou o que havia de melhor em termos literários em seu tempo. Foi amigo íntimo de Prosper Mérimée e de Barbey d’ Aurevilly. Com uma turma de escritores foi ao enterro de Flaubert, em 1880, além de ser o testamenteiro dos irmãos Goncourt. Ele agitou. Não teve vida de autor maldito (embora suas obras justificassem esse título).

[Sobre "O romance sobre o nada"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
29/5/2007 às
19h10 201.27.81.246
 
Oscar Wilde e A Rebours (1)
Olá pessoal, Adriana, Edson e Lucio (A Adriana pediu que a resposta à questão do Edson fosse compartilhada): Pois é, Wilde pode ter posteriormente afirmado que "o livro amarelo" não existia; porém, ficou mais ou menos público na época que se referia ao A Rebours. Em resposta paralela ao Edson, aventei a angústia da influência, tratada por Harold Bloom. Já pensaram que podia ser uma vaidade de autor? Além do trecho que eu cito, Wilde volta a comentar sobre o livro mais adiante, afirmando que o que lera não lhe saiu da cabeça durante anos. Eu estudei (Direito, pasmem), há tempos, em Dijon (França). Na biblioteca de Faculdade de Letras daquela cidade havia livros e algumas teses sobre Huysmans (onde me aprofundei sobre sua obra). Muitas delas abordavam essa questão.

[Sobre "O romance sobre o nada"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
29/5/2007 às
19h03 201.27.81.246
 
Vale a pena declinar
Olá, Julio. Ainda há pouco, no café da manhã, comentava - enquanto me deliciava com meus ovos mexidos - que há coisas tão boas para a saúde que vale a pena declinar que nos fazem engordar. O exemplo que dei foi o abacate. Coincidentemente, tomei conhecimento, abrindo sua página, dos abacates - melhor "avocados" - de Jaguacy. Uma amiga mandou-me um artigo do NY Times com uma lista de coisas que quase nunca comemos e que são fundamentais para a saúde: abacate, veio em primeiro lugar; depois batata doce, soja, salmão e cevadinha. Almoço, guacamole.

[Sobre "O Conselheiro também come (e bebe)"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
27/5/2007 às
09h42 201.27.80.203
 
Lúcido, mas livro é fetiche
Caríssimo, parabéns pela lucidez de suas palavras. Mas a escrita é paixão. O livro é fetiche, encerra mais do que declara. Livros têm cheiro, volume, "temperamento", vão com a gente para cama, alguns envelhecem com quem pertencem. Por prazer, passei a frequentar seu espaço, depois de publicada. E fui muito bem recebida. Meu caminho foi o dos concursos, atalho rápido em todos os sentidos: tiragem grande, acesso facilitado à mídia, mas nem por isso diferente do que você retratou. Sempre gostei de escrever; lia e escrevia para não enlouquecer. Ganhava a vida, porém, me atormentando no setor financeiro. A publicação foi o presente da maturidade. Logo que me inscrevi no concurso, criei um blog. Acho que não soube levar a coisa, mas os que sabiam achavam "cool". Desencanei quando percebi que, no meu caso, era gastar boa vela a troco de nada: ninguém me lia. Agora, até que senti vontade de voltar. Compro livro de estreante: se abro e gosto da primeira página. Cada um com sua história.

[Sobre "Publicar em papel? Pra quê?"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
17/5/2007 às
19h26 201.27.80.217
 
Meu ícone
Sérgio Augusto, sou sua leitora e admiradora desde os tempos do Pasquim (digamos que eu comecei a ler bem cedo na vida...), mesmo antes de você ter escrito sobre meus pais (a Terezinha Zerbini, na época encabeçando o Movimento Feminino pela Anistia, e meu pai, o General Zerbini - preso e cassado pelo golpe de 64)afirmando que este último parecia um oficial inglês, com um bigode de caçador de raposa... Admiro muito tanto sua cultura (que já é erudição) como seu bom gosto, além do estilo "witty" com que escreve. Mistura de taça de champagne com Fred Astaire dançando. Você, além de lúcido jornalista, é um artista. Um dos raros presentes na época atual é poder lê-lo aos domingos no Estadão (que não compro durante a semana). Todos os meus cumprimentos seriam pouco para você.

[Sobre "Sérgio Augusto"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
16/2/2007 às
13h10 201.27.82.48
 
Mãe, quanta coisa feia!
Cada um é abençoado, nesta vida, de uma forma... Minha benção foi ter recebido uma filha que se interessa por artes plásticas, e adora ir a todas as exposições. Por insistência, dela fomos à 27ª Bienal. Ela tem 12 anos e essa foi a sua segunda Bienal. Seu comentário: "Mãe, quanta coisa feia". Respondi que quem gosta de coisa bonitinha compra bibelô na esquina... Mas você tem razão em sua crítica: Quanta coisa mal apresentada e sem propósito. Quanta banalidade e quanto lugar-comum... E, finalmente, quanto recurso ($) foi gasto em tanta bobagem?

[Sobre "Bienal 2006: fracasso da anti-arte engajada"]

por eugenia zerbini
http://netasdaema.zip.net
25/11/2006 às
17h09 201.27.81.75
 
Julio Daio Borges
Editor
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