busca | avançada
28675 visitas hoje
1,1 milhão / mês
Digestivo Cultural
O que é?
Quem faz?

Audiência e Anúncios
Quem acessa?
Como anunciar?

Colaboração e Divulgação
Como publicar?
Como divulgar?

Newsletter
* Feeds & Twitter
Últimas Notas
>>> A morte do Jornal do Brasil
>>> Alfa, o leitor eletrônico da Positivo
>>> Amar la Trama, de Jorge Drexler
>>> Cachalote, de Daniel Galera e Rafael Coutinho
>>> A Economia das Crises, por Nouriel Roubini e Stephen Mihm
>>> A Questão dos Livros, de Robert Darnton
>>> Coders at Work, de Peter Seibel
>>> House, 6ª Temporada
Temas
Mais Recentes
>>> Por que a Geração Y vai mal no ENEM?
>>> A questão do fim do livro
>>> Meus álbuns: '00 - '09 ― Pt. 4
>>> Metade da laranja ou tampa da panela?
>>> Duas escritoras contemporâneas
>>> Arte e liberdade
>>> O Aspirante a Corrupto
>>> Entrando para ganhar
>>> Poesia, no tapa
>>> Ainda, sempre, Oranje!
Colunistas
Mais Recentes
>>> Copa 2010
>>> iPad
>>> Futuro do Cinema
>>> Livro Eletrônico
>>> Melhores de 2000-2009
>>> Melhores de 2009
Últimos Posts
>>> Entrevista a Karina Cedeño
>>> Claudia Leitte, articulista...
>>> 3 perguntas: Voa Viola
>>> O fenômeno Felipe Neto
>>> The Cure Vídeos
>>> Tom Zé por Giron
>>> The Cure em 2008
>>> Daddy Brother Lover Little Boy
>>> Arianna Huffington sobre o fim
>>> Agnaldo Farias no Supertônica
Mais Recentes
>>> Ponto de ruptura no jornalismo
>>> O entusiasmo de Lobato
>>> O senhor embaixador
>>> Novos caminhos para a cultura
>>> Onde botar os livros?
>>> Twitter versus Facebook
>>> Marina candidata
>>> Sereníssima
Mais Recentes
>>> Harry Crowl
>>> Ron Bumblefoot Thal
>>> Noga Sklar
>>> Paula Dip
>>> Luis Eduardo Matta
>>> Spacca
Mais Recentes
>>> Editoras como Parceiras
>>> Feeds dos Autores
>>> Comentários Liberados
>>> 10 mil seguidores no Twitter
>>> Newsletters à sua escolha
>>> 1,5 Milhão de Pageviews
Mais Recentes
>>> Metacronista? (Carlos Goettenauer)
>>> Nada se salva da mesmice (Sandra Chaves)
>>> Li o Jornal do Brasil (Liliane )
>>> A arte de escrever jornal (Manoel Messias Perei)
>>> Medo de morrer das editoras (Fabiula Neubern)
>>> Uma ameaça enorme aos jornais (Yuri Vieira)
>>> Os livros indispensáveis (Gil Cleber)
>>> Meu coração doeu (Sidcley)
>>> Que delícia ler a experiência (Paula Ribas)
>>> Viajei neste seu Rally (Celito Medeiros)
Mais Recentes
>>> A morte do Jornal do Brasil
>>> Os desafios de publicar o primeiro livro
>>> Os desafios de publicar o primeiro livro
>>> Os desafios de publicar o primeiro livro
>>> Amar la Trama, de Jorge Drexler
>>> A morte do Jornal do Brasil
>>> Alfa, o leitor eletrônico da Positivo
>>> House, 6ª Temporada
>>> Receita para se esquecer um grande amor
>>> Amar la Trama, de Jorge Drexler
Categorias Atualizadas
>>> Celulares e Telefonia
>>> Eletrônicos - Segurança para Casa
>>> Celulares - Bak
>>> TV a Cabo e Via Satélite - Outros
>>> Celulares - Nokia
>>> Celulares - Memória - Memory Stick Duo / Pro Duo
>>> Celulares - Siemens
>>> TV a Cabo e Via Satélite - Antenas
>>> Segurança para Casa - Campainhas
>>> TV a Cabo e Via Satélite - Receptores
>>> Filmadoras - 8 mm, Hi8 e Digital8
>>> Celulares - Foston
>>> GPS - Mapas e Cartas Náuticas
>>> Informática - Notebooks
>>> Móveis e Decoração
>>> Segurança para Casa - Fechaduras e Travas
>>> HP - iPAQ
>>> Televisores - Tela Plana
>>> Celulares - Memória - miniSD
>>> Eletrônicos - TV a Cabo e Via Satélite
>>> MP3, MP4 e MP5 Players - MP4
>>> Celulares - Memória - MMC - Multimedia Card
>>> Informática - Mídias - Blu-Ray
>>> Carregadores e Baterias - Carregadores
>>> Carregadores e Baterias - Pilhas

Itens Mais Recentes
>>> Celular Mp10 Midi 460 Similar Bak725 Dual Touch Tv curitiba
>>> Antena Aquario Dtv 3000 3 Em 1 Vhf Uhf Hdtv Tv Digital Fullh
>>> Smartphone Hp Ipaq 910c Business Messenger. Novissimo!
>>> Dvd Cd Mp3 Player Automotivo H Buster Hbd 9210 Av Tela 3 Pol
>>> Pre Amplificador Mic 100 Valvulado Behringer Mic100
>>> Placa Da Fonte Tv Samsung Lcd Ln26a330 Ln32r81bx Ln26a450
>>> Secretária Digital At&t
>>> Cd Player Portátil Ultra Compacto Coby
>>> Fone De Ouvido Headphone Leadership Microfone Pc Lan Mp3 Nf
>>> Flayback Fat3832 04 Germany
>>> Flayback At2079 B6
>>> Flayback At2079 S0
>>> Lote18 Ci Circuito Integrados Logica Epron Memoria Cmos Ttl
>>> Cd Player Sony Mex Bt4707u Mp3 Usb E Aux Frontal Bluetooth
>>> Anunciador De Presença Gravável Personalize Suas Saudações
>>> Cabo Net Digital Video Componente C Audio Original Garantia
>>> Osciloscopio Cs 4025 Kenwood
>>> Ferro De Solda Pistola 550w P Estanho Prof. Frete Gratis
>>> Titan 150 Esd Mix
>>> Estou Maluco ? Ipig Leilão A 1 Real ! Ipanda Celular Iphone
>>> No Break Apc Be600 Br Bivolt Automático 360 Watts
>>> Repelente A Energia Solar Sem Fio Mata Mosquito Pernilongo
>>> Pião Sonoro Em Alumínio Brinquedos Educativos Criança Antigo
>>> Tenda Dobrável 3x3 Alumínio Verde Azul Ou Branca Nf
>>> Data Show Projetor Sharp Xr10s 450 00
COLUNAS

Quarta-feira, 13/6/2007
Coque, o violeiro de uma mão só
Diogo Salles
+ de 2500 Acessos
+ 4 Comentário(s)

O ano é 2005. Meados de junho. Inverno? Não no Tocantins. Não no coração do Brasil. Na pequena cidade de Natividade, encravada entre o Deserto do Jalapão e a Chapada dos Veadeiros, a temperatura não desce nem ao ameno. Com cerca de 10 mil habitantes, nos salta aos olhos uma cidade deteriorada por uma pobreza e desigualdade social frutos do descaso e de décadas de coronelismo. Diante de tantas dificuldades e de tão poucas oportunidades, muitos encontram no artesanato a única maneira de subsistir. Estamos em três pessoas mapeando a região onde faremos dentro de algumas semanas um trabalho de ação social com a comunidade local. Estou pegando um café na entrada da pousada e vejo um instrumento do tamanho de um cavaquinho amarrado por quatro cordas de náilon. É uma violinha feita de buriti, uma espécie de palmeira, madeira típica da região. Começo a dedilhá-la, produzindo um som sofrível. A dona da pousada diz que foi produzida por um artista local, chamado Coque, que também toca violão. Não chamaria tanta atenção se não fosse por um detalhe: ele é aleijado. Da mão direita. Sim, um artesão-violeiro de mão esquerda.

Coquelino Soares Cardoso, filho da própria Natividade, nasceu em 1958 e foi vítima de paralisia infantil aos três anos de idade. Aos 16 anos, ignorando a reprovação da própria família, construiu o seu primeiro violão e ensaiou em acordes disformes seu pioneirismo. "Quer viola pra quê? Nós com duas mãos não tocamos. Você, com uma, vai tocar?", diziam. Solitário, prosseguiu em seu sonho e se tornou um autodidata no instrumento. Além do violão, ele hoje divide seu tempo entre modestas vendas das violinhas de buriti e seu sustento, cortando lenha e afiando serrotes e facas.

Despertados por uma atroz curiosidade, saímos à sua procura. Chegando à periferia, em meio a uma vizinhança quase medieval e envolta por terrenos baldios de um mato implorando por um cortador de grama, vemos uma casa de adobe de dois cômodos, sem janelas ou qualquer iluminação. Só um fogão, duas camas e uma cômoda entulhada de quinquilharias para contar a história. O anfitrião chega para nos receber. "Eu ia sair, mas um anjo veio me avisar que vocês vinham e que era pra eu ficar em casa", disse ele, com um sorriso tímido. Sentados em banquinhos improvisados no quintal, Coque começa nos falando sobre ele, sobre suas origens e de suas dificuldades para ganhar a vida. "Da madeira agora está mais difícil ganhar dinheiro, porque pouca gente hoje tem fogão à lenha", explica. Chegamos aos instrumentos de buriti. Ele nos mostra alguns itens e nos vende dois a módicos 5 reais cada. Enquanto ele enrola um cigarro de palha em sua própria coxa a uma velocidade quase industrial, perguntamos sobre o violão e oferecemos uma cachaça da região como presente. Seus olhos alcoólatras vibram cintilantes. Ele vira a primeira dose e, já de cigarro na boca, começa a tocar.

Pela primeira vez na minha vida estou duvidando dos meus olhos. Seu violão de 12 cordas ― afinadas de forma bastante pessoal ― emanam um som denso, com influências calcadas em violeiros sertanejos, mas de estilo único. Sempre guiado pela melodia, a interpretação para cada música tem sua marca própria. "O menino da porteira", de Sérgio Reis é a sua preferida. Entre uma música e outra de seu modesto repertório, vira uma dose de cachaça como se estivesse abastecendo. Você deve estar se perguntando como ele faz para tocar só com a mão esquerda. Digitando as notas com os dedos, o mindinho lhe serve como "palheta". É dele que saem os acordes. Enquanto isso, do outro lado, sua acanhada mão direita apenas repousa, imóvel, um mero suporte para manter o violão bem apoiado. Ao tocar, o que seria a sua "mão direita" é, na verdade, o dedo mindinho da mão esquerda.

Ainda em estado de hipnose, pergunto a ele quais são suas influências musicais. Uma pergunta estúpida e ao mesmo tempo pertinente. Não há aparelho de som em sua casa, não há TV, nem mesmo energia elétrica, nada. Nenhuma fonte musical em que ele possa beber num raio de quilômetros. Excetuando-se por nomes óbvios como o do próprio Sérgio Reis, a resposta vem em tom prosaico: ele "tira" sons de jingles que ouve de comerciais em televisões ligadas na vizinhança e pratica em cima de melodias que "grava" em sua cabeça e de músicas que ouve no radinho do botequim onde joga sinuca e se embebeda com os amigos.

Depois de algumas horas, vamos embora, e sinto um misto de felicidade, por ter conhecido essa figura tão genuinamente brasileira, e frustração, por não poder fazer nada por ele a não ser contemplar seu talento e rezar para que algum produtor musical visionário o descubra. Sonhando em um dia ver um CD de Coque encontrar a luz do dia, entro em parafuso tentando encontrar meios de lapidar esta pedra preciosa, que, embora calejada, paradoxalmente ainda se encontra em seu estado bruto. Meu consolo era que estaríamos de volta a Natividade dentro de dois meses. E, quando eu voltasse, teria de trazer alguma solução para essas inquietações.

* * *

Voltamos. Agora é agosto e o calor insistente castiga. O trabalho social flui bem, mas a ansiedade é grande. Ao pôr do sol, enfim, rumamos para a estradinha de terra que nos leva à casa de Coque. Desta vez eu estava preparado. Ele, sim, teria surpresas. Ao contrário da primeira vez, hoje são mais de trinta curiosos, e estão todos querendo acreditar no que eu lhes contara. Entre os voluntários da equipe, médicos, engenheiros, advogados, dentistas, fotógrafos e uma equipe de televisão, que registra cada grão de poeira.

Coque demonstra certo nervosismo, afinal não é de sua rotina receber tanta gente, mas se mostra satisfeito com a nossa presença. Simpático, conversa com todos e acaba por vender quase todas as suas violinhas de buriti, que a partir daquele dia têm seu preço inflacionado em 100%. Agora custam ainda módicos 10 reais. Até mesmo violinhas inacabadas foram vendidas. Antes que todos se acomodassem (no chão), descemos de nosso caminhão 10 cestas básicas para ajudar Coque e sua família... Ele costuma receber seus irmãos para almoçar eventualmente.

Hora do show. Um grande círculo se forma à sua volta num clima intimista, típico de shows acústicos. Logo na primeira nota, ele coloca o pequeno público na palma de sua mão esquerda, que circula desenvolta pelo braço do violão, conquistando todos os olhares. Revisitando seu repertório básico, Coque faz cada acorde se materializar em um sorriso. Na noite escura, a única iluminação de seu quintal transformado em palco vem do equipamento do cinegrafista e dos constantes flashes das câmeras fotográficas. Todos queriam uma lembrança daquele momento. O gran finale vem triunfal, em uma versão de "Asa branca", de Luis Gonzaga ― tocada em dueto violão-violino com um integrante da equipe, que é músico. Arrancando aplausos em meio à apoteose, Coque curte, sem devaneios, aquele breve momento estelar. Sabia que, horas depois, seria devolvido ao ostracismo.

Todos satisfeitos e com suas curiosidades devidamente saciadas, é hora de surpreendê-lo. Só um artista entende outro artista. Em um país como o nosso, as dificuldades de se viver de arte não são poucas. Mesmo sendo artista de outras paisagens e de viver a realidade de outro Brasil, eu podia enxergar todo o sofrimento de Coque. Sofrimento de não poder desenvolver o divino dom que quase lhe tiraram, de ter de viver às voltas com a pobreza e todas as limitações que ela impõe. Sofrimento em saber que os únicos prazeres que ele pôde desfrutar até hoje estão no violão e que sua única e inseparável companhia durante todo esse tempo foi a bebida. Mais do que enxergar, eu sentia que devia isso a ele.

A única coisa que eu poderia fazer naquele momento era ajudá-lo a aumentar seu repertório, influenciá-lo de alguma forma. Por mais singelo que isso possa parecer, partiu de uma constatação óbvia: todo grande músico tem seu estilo formado por influências musicais vindas desde a juventude. É a partir daí que ele treina o ouvido e desenvolve o próprio gosto musical. Eu precisava recuperar todo esse tempo em que ele não ouviu música, ou pelo menos tentar atenuar todas essas décadas de não-audição. Como a eletricidade chegaria dentro de poucos meses à sua casa, incluímos no orçamento da ação social um aparelho de som portátil e eu tomei a iniciativa de gravar 10 CDs de música, com um repertório que ia de Almir Sater a Michael Hedges. Fiz também uma pequena reforma em um velho violão de seis cordas que estava encostado desde a minha adolescência e fui à Rua Teodoro Sampaio ― a 25 de Março dos músicos e aspirantes a músicos ― em busca de cordas, palhetas de dedo e outras quinquilharias para dar um tom mais musical à sua cômoda entulhada.

Do pouco que fizeram por Coque até aquele agosto de 2005, fico feliz de ter lhe proporcionado um horizonte musical um pouco maior. Hoje, dois anos depois, ainda tenho vivo em minha memória cada detalhe desses dois encontros. Penso que um dia o destino ainda poderá corrigir essa terrível falha e mudar sua trajetória. Ainda imagino que ele possa se tornar uma nova versão de Helena Meireles, a "Dama da Viola". Coque e "Dona" Helena possuem as mesmas peculiaridades da vida interiorana de realidade hostil: ambos, apaixonados e influenciados pela viola caipira, tiveram o autodidatismo oriundo da falta de apoio da família e são vítimas do talento inóspito. Foram necessários 69 anos para que "Dona" Helena fosse descoberta. Hoje já não podemos mais contar com sua genialidade, mas ainda há tempo para que o Brasil descubra a mágica mão esquerda de Coque.


Diogo Salles
São Paulo, 13/6/2007

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Lula, o filme de Jardel Dias Cavalcanti
02. O melhor da década na literatura brasileira: prosa de Marcelo Spalding
03. Os Eleitos, de Tom Wolfe de Jorge Wagner
04. Agora eu era cronista de Marcelo Spalding
05. Livros no Google de Wellington Machado


Mais Diogo Salles
Mais Acessadas de Diogo Salles em 2007
01. Telemarketing, o anti-marketing dos idiotas - 20/9/2007
02. Ensino Inferior - 16/10/2007
03. Coque, o violeiro de uma mão só - 13/6/2007
04. A internet e a arte marginal - 19/7/2007
05. A favor do jornalismo contra - 7/8/2007


Mais Colunas Recentes

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
15/6/2007
11h47min
Um belíssima crônica e retrato do interior deste grande país. Me senti na roda de viola no quintal da casa de terra batida. O mais notável deste país é sua imensidão que possibilita esse tipo de descoberta, e, mais do que tudo, seus personagens. Você está de parabéns!
[Leia outros Comentários de Daniel M. Lisboa]
18/6/2007
12h19min
Belo exemplo de superação. O talento bruto fascina; mais que o lapidado, por ser fruto de autodepuração; trabalhado por si mesmo, desenvolvido a partir das próprias descobertas, não através de ensinamentos, que facilitam o fazer, mas direcionam o olhar, uniformizando a criação, que deixa de parecer única, não conseguindo se destacar dentre outras, dentre tantas. Num mundo competitivo destacar-se é fundamental. E quem se diferencia desperta curiosidade, inquieta, assusta; isso pode tornar o talento inóspito, refugiado em si, escondido para não atrair olhos desconhecidos. Surge a incompreendida contradição: atenções despertam orgulho, vaidade, contudo, é difícil a pessoa que tem um talento assim gostar de ser alvo constante de um monte de olhares curiosos, incrédulos. Não pensamos nisso, mas o talento do autodidata evolui da sua solidão, a pessoa pode não ser tão interessante quanto suas obras, ou ser facilmente destruída ao se expor, uma pena. Faz parte do que não entendemos na vida.
[Leia outros Comentários de Cristina Sampaio]
21/6/2007
21h01min
Diogão, querido amigo. Já comentei contigo sobre como gostei deste texto, mas nunca é demais repetir minhas palavras neste nobre espaço. Você conseguiu transmitir o clima de viola sertaneja, de dificuldades... E ainda assim temperou tudo com um ar romântico e, por que não dizer, jazzístico. Adorei.
[Leia outros Comentários de Luiz Augusto Lima]
3/7/2007
18h49min
O Brasil é um país de verdadeiros artisas que se encontram, na maioria das vezes, anônimos em sua poesia. São eles os verdadeiros lutadores, sonhadores, que fazem acontecer a história deste jovem país. Coque é um exemplo anônimo, esquecido no interior do Brasil, e que às vezes é descoberto por pessoas que, com sensibilidade, de alguma forma ajudam o seu povo e mergulham na cultura da nossa história real. Histórias de brasileiros que vivem e sobrevivem à margem da modernidade, infiltrando-se nas sensíveis veias daqueles que percorrem o ainda não descoberto sertão brasileiro. Sertão das violas, da lua, dos pássaros, das fogueiras, cachoeiras, da sincera amizade e do puro coração. Parabéns a todos aqueles que têm em seu coração a humildade e o amor que nosso Coque possui em seu reino na Natividade. E que novos anjos visitem sua casa, sempre que possível...
[Leia outros Comentários de Luis Salvatore]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Editora Objetiva
AIC
Editora Paz e Terra
Editora Planeta
Editora Unicamp
Livraria Cultura
Intrínseca
MercadoLivre
Editora Globo
Companhia das Letras
KindleBookBr
Hedra
Conrad Editora
Editora Record
Campus-Elsevier
Cosac Naify
Submarino
PROMOÇÕES
Campus-Elsevier

O Grande Recomeço
Richard Florida
por R$ 65,00


À Beira do Abismo Financeiro
Henry Paulson
por R$ 89,90


O cérebro do vencedor
Jeff Brown
Mark Fenske

por R$ 55,00


Como ensinar Física ao seu cachorro
Chad Orzel
por R$ 59,90


A Matemática pode mudar sua vida
James Stein
por R$ 59,90


A Inteligência não verbal
Joe Navarro
Tony Poynter

por R$ 49,90


Marketing 3.0
Philip Kotler
por R$ 55,00


Uma vida decodificada
J. Craig Venter
por R$ 51,90


Por que elas compram
Bridget Brennan
por R$ 75,90


O lucro não é tudo, mas é o que realmente importa
George Cloutier
por R$ 49,90


A Geração Y no trabalho
Nicole Lipkin
April Perrymore

por R$ 59,90


Como dizer tudo em inglês em viagens
Ron Martinez
por R$ 39,90


O inglês das estrelas de Hollywood
Christiano Barretto
por R$ 49,90


Motivação 3.0
Daniel Pink
por R$ 59,90


Nunca Faça a Primeira Oferta
Donald Dell
John Boswell

por R$ 55,00

OFERTAS
Impressoras e Copiadoras - Térmicas


Impressora Térmica De Cupom Não Fiscal 40 Colonas = Bematech
por R$ 329.99
até 03/9/2010



Impressora Térmica Não Fiscal 57mm Oletech Automação Caixa
por R$ 335.90
até 29/8/2010



Cabeca De Impressao Termica Zebra S600 & 35; G44998 1m
por R$ 599.00
até 17/8/2010



Promoção: Impressora Térmica Não Fiscal Daruma Frete Grátis
por R$ 741.90
até 11/8/2010



Impressora De Código De Barra Zebra Eltron P2242 Usb
por R$ 339.99
até 30/7/2010



Impressora Termica Portátil Palm E Coletores Datecs Dpp 250
por R$ 750.00
até 09/8/2010



Impressora Termica Bematech Mp 4000 Th 4 Opções De Saida
por R$ 799.00
até 28/9/2010



Impressora Térmica Cupon Não Fiscal Pertoprinter Semi Nova
por R$ 399.00
até 28/8/2010



Impressora Térmica Fiscal Bematech Mp 3000 Th Fi lacrada
por R$ 1200.00
até 17/8/2010



Impressora Térmica Urmet Daruma Dr 700
por R$ 499.00
até 29/8/2010


Mais "Impressoras e Copiadoras - Térmicas"...

busca | avançada
28675 visitas hoje
1,1 milhão / mês