Letras | Pilar Fazito | Digestivo Cultural

busca | avançada
49077 visitas/dia
1,4 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Segunda-feira, 8/9/2008
Letras
Pilar Fazito

+ de 3600 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Curso Brastemp, diploma Walita

Lá pelos idos de 1992, quando eu ainda era apenas uma adolescente alienada, sósia da Janis Joplin, entupida de espinhas no rosto e a prova viva de que a Lei de Murphy sabe para quem aparece, me vi com um manual de vestibular nas mãos e com aquela terrível dúvida que nos atormenta ao menos uma vez na vida: que diabos eu vou ser?

Li o guia de profissões de cabo a rabo (ou de cabo à raso, se preferem) e de cara consegui eliminar a maioria das opções. Não daria outra: Comunicação Social ou Letras. Como eu ainda estava no 2º ano do Ensino Médio, resolvi prestar meu primeiro vestibular de mentirinha para Biblioteconomia, após deixar o dedo guiar-se pelo número de candidatos por vaga. Eu nem sabia direito o que um bibliotecônomo faz; a idéia era simples: garantir que passaria para a segunda etapa do vestibular para ver como eram as questões abertas, que também eram cobradas nas provas de Comunicação Social.

E eu passei. Grande feito para uma aluna do meu colégio na época e que ainda nem tinha terminado o 2º ano: passei no vestibular da UFMG. Que interessa que era Biblioteconomia?! UFMG, cara! Derrotei outros 5 candidatos e garanti a vaga pela qual nos estapeávamos, numa universidade federal e aos 16 anos! Grande feito! Grande garota! A fama correu até a sala dos professores do colégio e meu professor de Química chegou radiante em nossa turma, louco para saber quem era nossa brava e dotada estudante que havia passado no vestibular da UFMG. Ele me fez levantar e me deu os parabéns. Então, me perguntou para que curso eu havia feito a prova e eu respondi com um muxoxo: "Biblioteconomia". As primeiras sílabas saíram tropeçando, meio emboladas, e ele ainda orgulhoso perguntou para ter certeza: "Economia?" "Não, fessor, Bi-blio-te-co-no-mi-a", eu respondi, pausadamente e já voltando resignada para o meu lugar. Fez-se o silêncio, ele olhou com aquela cara de decepção e apenas emitiu um "ah" apagado. Terminaram aí os meus 15 minutos de fama e de glória.

Ninguém mais tocou no assunto até o ano seguinte, quando me decidi por Letras e meu pai, com a frustração estampada no rosto, tentava me fazer desistir daquele "cursinho Walita" e seguir seus passos na Medicina, ou optar pelo Direito "ou qualquer outra coisa melhor". Aí eu ameacei tentar Biblioteconomia pra valer e ele me deixou fazer Letras.

O que houve com a Comunicação Social, muita gente ainda me pergunta. E por tempos, há quem achou que eu tivesse feito Letras por conta do baixo número de candidatos por vaga. Não é bem assim. Também não fiz Letras achando que me formaria escritora e, a bem da verdade, a Literatura sequer me passou pela cabeça quando decidi estudar Letras.

Ainda hoje, um dos meus maiores objetos de adoração é a pedra de Rosetta; e na época do vestibular ela só ficava atrás da capa do LP Physical Graffiti, do Led Zeppelin.

Para quem não sabe, a pedra de Rosetta é um bloco enorme de granito que contém inscrições em Grego, Egípcio demótico e hieróglifos, datados de mais de 150 anos antes de Cristo. Ela foi encontrada nas escavações promovidas por Napoleão Bonaparte, em 1799, perto de Alexandria, no Egito. A grande importância da pedra de Rosetta foi ter permitido ao lingüista francês Jean-François Champollion a chave para decifrar os hieróglifos egípcios. Champollion percebeu que os hieróglifos não tinham um valor meramente simbólico, mas também fonético. Ou seja, assim como nos ideogramas, o som era ali representado e capaz de produzir um significado muito maior do que apenas "passarinho-cobra-sol-olho".

Quando optei por Letras no vestibular, eu pensava era nisso, no Champollion. Tudo bem, eu admito, eu não sabia o nome do cara, nem toda essa história de valor fonético e semântico. O que eu sabia era que achava legal esse lance de escavar, achar cartas e papéis velhos, juntar tudo, como um quebra-cabeça, e tentar receber hoje a mensagem de alguém que escreveu há milênios e havia virado pó. Essa possibilidade real de se comunicar com os mortos e antepassados por meio de pergaminhos e palimpsestos me parecia algo tão aventuresco quanto os filmes do Indiana Jones.

Em termos líricos e edificantes, eu pensava na transmissão de conhecimento ao longo dos séculos através da escrita, nessa capacidade que a escrita tem de deixar instruções para que as gerações seguintes não tenham que redescobrir a roda todo dia. E isso me parecia um motivo mais nobre do que o que me vinha à mente quando pensava em fazer Comunicação Social. No curso de Letras eu estudaria como uma idéia vira verbo para, em seguida, virar idéia de novo na cabeça de outra pessoa. Como as palavras podem ser combinadas entre si e como essa disposição afeta as interpretações; por que discursos políticos, esportivos etc. são sempre iguais e ainda assim "colam". Eu queria saber se a dor de amor que temos hoje é a mesma do Machado de Assis, do Platão ou de Domingos Tomacaúna, o mameluco pego pela Inquisição no século XVI, no Brasil.

Essas eram algumas das questões que me motivaram a estudar Letras, apesar de toda a má-fama do curso e do senso comum difundido até mesmo entre alunos e diretores de que ele só forma professores e donas-de-casa. Aliás, sempre tive pavor da idéia de virar professora ― dona-de-casa, idem ― e foi depois de formada, ao encarar a realidade dos fatos e o desprezo público pelo diploma de Letras que surtei e fui parar diante de um teste vocacional.

Depois de formada num curso que me deu muito conhecimento e satisfação, acabei fazendo outros três vestibulares para tentar "arrumar uma profissão de verdade": um para Direito e dois para Jornalismo. No de Direito eu desisti em cima da hora, feito noiva que foge no altar. Eu tinha medo de não passar e mais ainda de passar, porque então me sentiria obrigada a me formar e passar o resto da vida trabalhando na área.

Nos de Jornalismo, eu passei, freqüentei duas semanas de curso ― em cada uma das vezes ―, o suficiente para me perguntar "o que eu tô fazendo aqui?". Em ambas as vezes, tive vontade de sair correndo: o tema me parecia árido demais, real demais, com aquela gente fissurada em notícias de guerra, política e economia, acompanhando e discutindo diariamente as estratégias do submundo das relações de poder.

Enquanto meus coleguinhas de primeiro período se sentiam verdadeiros profissionais da mídia, analisando o papel do sindicato na manutenção da reserva de mercado profissional, com aquela adrenalina constante que me dava falta de ar, eu só conseguia pensar no urso polar que devia estar afogando no ártico por causa do degelo. Ainda assim, dificilmente eu faria uma reportagem sobre o aquecimento global. Era mais fácil eu me filiar ao Green Peace, jogar uma bóia para o urso ou então chorar junto dele.

Se abandonei o curso de Comunicação Social foi porque a idéia de "venda" que norteia toda a lógica da profissão me parece muito voraz e me assusta: venda na publicidade, venda de imagem pessoal nas Relações Públicas, venda de notícias e de jornal, venda em prol de uma audiência etc. Ainda não consegui proteger o que me resta de idealismo e romantismo para enfrentar um curso desses.

O fato é que acabei não cursando Comunicação Social, mas talvez ainda o faça, em vista da exigência do diploma e do registro na Delegacia do Trabalho para muitas atividades que já faço. E esta é minha única objeção ao curso de Letras: a falta espírito empreendedor de diretores de faculdades e dos próprios alunos para transformar uma boa formação intelectual em trabalho prático e economicamente produtivo. Falta identidade profissional e unidade de classe capazes de validar o diploma para o exercício de atividades já regulamentadas, justamente o que os profissionais de Comunicação Social sabem fazer tão bem.

É bizarro que haja concursos públicos para Revisores de Texto, por exemplo, que restrinjam a inscrição aos diplomados em Comunicação Social e não permitam que um detentor de diploma de Letras se inscreva. Acreditem, isso existe.

A estrutura curricular dos atuais cursos de Letras tem total flexibilidade para incorporar disciplinas, disponibilizar intercâmbios e formações complementares capazes de oferecer habilitações direcionadas a outras atividades que não seja o trivial "dar aulas". Diretores de faculdades de Letras deveriam ter mais iniciativa para se unirem, pleitear alterações nos currículos junto ao MEC e o reconhecimento do diploma para o exercício de outras profissões, fazendo com que o estudante possa optar por outras formações como: redator, revisor, editor de texto, tradutor/intérprete, dramaturgo, roteirista.

Na prática, muita gente que se formou em Letras já trabalha nessas áreas. Mas como não há um reconhecimento formal e público da compatibilidade entre o diploma e a profissão, um aval trabalhista que seja, vez por outra o detentor de um diploma como esse ainda encontra dificuldades no mercado de trabalho. Basta ver as exigências dos concursos públicos e a quase inexistência de vagas exclusivas para os detentores do diploma de Letras.

É bem verdade que nem diploma nem curso são suficientes para formar um profissional. Mas que ajudam bastante em sua qualificação, ah, isso ajudam. Os diretores e profissionais de Letras bem que poderiam se ajudar mais.

Nota da Autora
Queria agradecer ao Dimas, leitor atento que manda de lá: o profissional de Biblioteconomia recebe o título de "bibliotecário" e não "bibliotecônomo", como esta incauta letrada neologizou. E como ele bem lembrou (e eu emendei), apesar do desprezo social em relação ao curso dele, Biblioteconomia ao menos garante vaga em concurso público, ao contrário de Letras. Se ninguém sabe o que um bibliotecário faz, pior ainda é a condição de quem se forma em Letras, já que ninguém vê utilidade no que nós fazemos. Em termos de desprezo social pela profissão, quem é o "letrado" para desdenhar de um bibliotecário?

Nota do Editor
Leia também "A Letras, como ela é?".


Pilar Fazito
Belo Horizonte, 8/9/2008


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Os novos filmes de Iñárritu de Guilherme Carvalhal
02. Notas confessionais de um angustiado (III) de Cassionei Niches Petry
03. Em noite de lua azul de Elisa Andrade Buzzo
04. O problema da Petrobras são vários de Julio Daio Borges
05. O que aconteceu com a Folha de S. Paulo? de Julio Daio Borges


Mais Pilar Fazito
Mais Acessadas de Pilar Fazito em 2008
01. Como esquecer um grande amor - 28/7/2008
02. Então, você quer escrever um livro... - 7/1/2008
03. A verdade que as mulheres contam - 17/3/2008
04. Desligando o Cartoon Network - 11/2/2008
05. Os pontos de um crochê - 17/11/2008


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
5/9/2008
14h11min
Gostei, Pilar. Venho trabalhando nisso há anos. Acho que estamos mais próximos de conseguir do que quando nós fizemos nossa graduação... Vejo melhora de todos os lados. E não tenha dúvida: pessoas como você, como eu, como mais alguns é que vão fazer essa mudança na "cultura de Letras".
[Leia outros Comentários de ana elisa]
8/9/2008
18h03min
Olá, Pilar! Eu fiz Biblioteconomia e não me arrependo. A área de atuação é muito boa, sempre abre concursos para bibliotecários, empregos em diversas áreas, e durante o curso é possível realizar estágios desde o primeiro semestre, opoturnidades não faltam... Pena que nosso trabalho não é reconhecido por outros profissionais, em virtude das antigas bibliotecas tradicionais, e do estereótipo criado para os bibliotecários dessas bibliotecas. Mas atualmente estamos fazendo ótimos trabalhos em diversas empresas, órgãos públicos, indústrias, consultorias e ingressando no mercado de tecnologia da informação, com a arquitetura da informação, bases de dados entre outras áreas.
[Leia outros Comentários de Stela]
13/9/2008
12h08min
Faço Artes Visuias (que é o Artes Plásticas de hoje em dia) e vou confessar que sonho em fazer jornalismo. Mas agora me sinto ingênua. Sempre admirei o jornalismo pela possibilidade romântica de trabalhar com cinema, teatro e música, mas pensar que ingressaria num curso norteado por notícias de guerra, ursos polares e vendas-vendas-vendas me faz tremer de pavor. Acho que prefiro ser jornalista sem o jornalismo, se isso for possível.
[Leia outros Comentários de Paula Carolina]
13/9/2008
23h18min
Fiz Letras também, lá no início dos anos 80. Nunca quis ser professora, mas foi o curso, entre os que eu mais me interessava, conveniente para mim, então com 40 anos e mãe de 5 filhos e marido que não acreditava na minha vontade de estudar. Lecionei durante uns 3 anos (inglês e português), e aí apareceu um concurso para técnicos educacionais no MEC, fiz, passei e fui contratada em menos de 4 meses. Adorei e dei conta do recado tanto na Delegacia do MEC, como depois na Universidade. Enfim, naquela época não havia restrições à formação em Letras para concursos. Falei isso tudo para concordar com você, pois tb acho que deveriam abrir o leque de opções nessa graduação, nem que seja para legalizar o que já existe e é possível de ser exercido.
[Leia outros Comentários de Ana Maria Tenorio]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




NACIONALISMO E CORONELISMO
JOSUÉ SYLVESTRE
IMPRENSA OFICIAL
(1988)
R$ 27,00



PLANEJAMENTO E GESTÃO ESTRATÉGICA DE MARKETING
MARCOS FAVA NEVES
ATLAS
(2006)
R$ 13,00



EPILEPSIA E PERSONALIDADE
LÚCIA MARIA SALVIA COELHO
ATICA
(1975)
R$ 10,00



COZINHA DO INFERNO
SYLVESTER STALLONE
CÍRCULO DO LIVRO
R$ 9,00



PÁGINAS VIRADAS DE UM PASSADO NÃO ULTRAPASSADO - O HOLOCAUSTO
MONICA YVONNE ROSENBERG
OFICINA DO LIVRO
(2007)
R$ 14,88



PARA FRANCISCO
CRISTIANA GUERRA
ARX
(2008)
R$ 10,00



HEINAR KIPPHARDT IN DER SACHE
J. ROBERT OPPENHEIMER
SUHRKAMP SV
(1964)
R$ 20,00



DELTORA 3 - A IRMÃ DO SUL
EMILY RODDA
FUNDAMENTO
(2007)
R$ 10,00



HISTORY OF ART MEDIEVAL ART
ELIE FAURE
GARDEN CITY
(1937)
R$ 90,00



CONTOS E LENDAS DA MITOLOGIA GREGA
CLAUDE POUZADOUX; FREDERICK MANSOT
COMPANHIA DAS LETRAS
(2001)
R$ 15,00





busca | avançada
49077 visitas/dia
1,4 milhão/mês