Passe Livre, FdE e Black Blocs - enquanto Mídia | Duanne Ribeiro | Digestivo Cultural

busca | avançada
22864 visitas/dia
1,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Alexandre Grooves comemora Troféu Cata-vento, pré-indicação ao Grammy e lançamento no Japão
>>> Estreia de Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro comemora 20 anos do grupo O Buraco d'Oráculo
>>> Espetáculo 'As Filhas da Mãe' completa 35 anos.
>>> Bloco Fogo e Paixão faz a festa na Zona Portuária
>>> Papo Astral: guia astrológico para o leitor se conhecer melhor
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. 9. Um Cacho de Banana
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. 8.Heroes of the World
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. 7. Um Senador
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. 6. Nas Asas da Panair
>>> Como se me fumasse: Mirisola e a literatura do mal
>>> Os Doze Trabalhos de Mónika. 5. Um Certo Batitsky
>>> A vida dos pardais e outros esquisitos pássaros
>>> Blockchain Revolution, o livro - ou: blockchain(s)
>>> Bates Motel, o fim do princípio
>>> Bruta manutenção urbana
Colunistas
Últimos Posts
>>> Jeff Bezos é o mais rico
>>> Stayin' Alive 2017
>>> Mehmari e os 75 anos de Gil
>>> Cornell e o Alice Mudgarden
>>> Leve um Livro e Sarau Leve
>>> Pulga na praça
>>> No Metrópolis, da TV Cultura
>>> Fórum de revisores de textos
>>> Temporada 3 Leve um Livro
>>> Suplemento Literário 50 anos
Últimos Posts
>>> Feliz 2018
>>> Boa Vista
>>> O preço
>>> Você já atualizou sua história hoje?
>>> Sorvedouro
>>> Reter ou não reter
>>> O Peregrino
>>> Sismógrafos
>>> La ansiedad
>>> Barrados no baile
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A poesia concreto-multimídia de Paulo Aquarone
>>> Elogio Discreto: Lorena Calábria e Roland Barthes
>>> O que vai ser das minhas fotos?
>>> A reforma agrária das idéias: os blogs
>>> E eu mais ainda!
>>> Os sem-celular
>>> Freud segundo Zweig
>>> Olímpica
>>> Metade da laranja ou tampa da panela?
>>> Preparar Para o Impacto
Mais Recentes
>>> Feras Futebol Clube - Ioiô o Que Dança Com a Bola Autor (a): Joachim Masannek
>>> T. l. osborn ( curai enfermos e expulsai demonios )
>>> A Dança
>>> Jessie Penn-Lewis ( Guerra contra os santos tomo 2 )
>>> Jessie Penn-Lewis ( Guerra contra os santos tomo 1 )
>>> A Educação pela Dança
>>> 101 Idéias Criativas Para Professores
>>> 21 Dias de Oração e Jejum Pelo Sertão
>>> Os Insondáveis Propósitos de Deus
>>> Natália Lessa
>>> Parceiros na Missão
>>> Um General Perto de Deus
>>> A Oração de Moisés
>>> Dulce Beltrão
>>> Adolescentes, pesquisa sobre uma idade de risco
>>> Turismo e Planejamento Sustentavel
>>> Turismo e Legado Cultural
>>> Vidas cruzadas
>>> Disney´s Pocahontas
>>> The world is made of Glass
>>> Medo da Vida
>>> Biologia Celular e Molecular
>>> Viagem a Inglaterra e Escocia
>>> Aventuras de Tom Sawyer
>>> Proyecto Lazaro
>>> O primo basilio
>>> Noticia de un secuestro
>>> GONE - Desaparecer - Livro 3
>>> A fraude do Efeito - Estufa
>>> Saga O Vampiro Rei - Bento - Livro 1
>>> Sapphique
>>> Freud
>>> Fallen Angels - Desejo
>>> O Cavalo Amarelo
>>> Conecte Filosofar Terceira Parte
>>> Tratamento de Concreto Armado: em 6 volumes
>>> A mansão Hollow
>>> Encontro com a morte
>>> E não sobrou nenhum - Edição de Bolso
>>> Tentada
>>> Conecte Filosofar-segunda Parte
>>> Os elefantes não esqueçem
>>> Veneno-Saga Encantadas
>>> Conecte Filosofia - Caderno de Competências
>>> A Princesa Apaixonada
>>> Como ser um pirata
>>> A Princesa sob os refletores
>>> Conecte Filosofia - Caderno de Revisão
>>> Vida Roubada
>>> Natal de Poirot
COLUNAS

Terça-feira, 10/9/2013
Passe Livre, FdE e Black Blocs - enquanto Mídia
Duanne Ribeiro

+ de 3800 Acessos

Esbocemos uma tese nem tão nova: as ações portam conteúdos narrativos e informativos; as ações são mídia, e, como diz a regra, implicam em reações, também midiáticas. Se assim for, nenhum ato ocorre sem estratégia nesse sentido. Os protestos de junho e correlatos nos dão três exemplos distintos disso. O Movimento Passe Livre (MPL) se dispôs no debate público como um tiro: pontual, compacto, específico, não pode ser diluído no jogo de interesses e ponto de vistas que soe ocorrer. A Mídia Ninja foi por sua vez como uma bomba de efeito moral: sua inserção no campo de atenção das pessoas gerou múltiplos e contraditórios efeitos, o maior deles o vazamento da discussão pela brecha do coletivo Fora do Eixo (FdE), quando explodiu e implodiu. Os Black Blocs, enfim, um homem que ateia o próprio corpo em chamas: indefinido e ao mesmo tempo muito bem definido, sem falar por ninguém, sem nem mesmo se preencher de sentido, obrigou a sociedade a formular sozinha os sentidos, em grandes consensos opostos. Mas as metáforas são só metáforas. Vamos aos fatos.

O Vácuo
Os Black Blocs se definem - um momento, os Black Blocs não se definem... não há líderes ou direção centralizada, não há rigorosamente um grupo, não no sentido de algo que se organiza e permanece. Os Black Blocs surgem da dispersão e voltam à dispersão. Agora: alguns dos indivíduos que participaram desses flash mobs, provavelmente os mais politizados entre eles, serviram de fonte a jornalistas. Esses, sim, definiram a prática dos Black Blocs. À Carta Capital, foram citados como "estratégia", "performance", "tática" - palavras que se referem à ação, a algo que ocorre em um tempo e em um lugar; substantivos com tempo verbal? Presente... De modo mais fundamental, são uma estética: "Nossa sociedade vive permeada por símbolos, e saber usá-los é essencial em qualquer demanda, seja ela política ou cultural. (...) Não se trata de depredar pelo simples prazer ou alegria de quebrar ou pichar coisas. Trata-se de atacar o símbolo que existe representado naquele local ou objeto físico".

Causando, sendo fatos incontornáveis, os Black Blocs enfaticamente demandam reações. A sua falta, ou supressão, de "identidade" tem três efeitos. O segundo e o terceiro são determinados pela forma desse tipo de ação direta e suas consequências: de um lado, os que veem nos atos de violência um potencial criativo; de outro, os que subsomem essas atitudes no conceito mais genérico de "vandalismo". O primeiro deriva de seu estado anônimo: ou a crítica não chega a julgar o que fazem e ataca a partir de um princípio - por cobrir o rosto, se tornam criminosos automáticos - ou tenta lhes dar uma face à força. Não discutimos se são ou não "legítimos" - não é essa a pauta aqui - nos interessamos pela sua potência enquanto meio e mensagem simultâneos (para lembrar McLuhan...). Enquanto mídia, como agem/agiram sobre nós? Que é que somos obrigados a ver, pensar, discutir, fazer?

Somos obrigados a atirar conclusões ao vácuo. Todas essas interpretações acima - abertura criativa, mera destruição, licenciosidade - elas valem o que? Não há substância: o Black Bloc de hoje não é o de ontem, que não é o de anteontem nem o de amanhã. Mesmo no interior das unidades provisórias que se formaram e vão se formar, a multiplicidade de intenções não pode ser evitada. (Anselm Jappe vaticina: "Talvez a violência só devesse encontrar-se nas mãos de pessoas sem ódio e sem ressentimento. Mas será isso possível?".) Nesse sentido, a ação direta que realizam perfila, comunica como nada mais um estado de crise. E a resposta a essa crise não consegue ser dada fabricando razões ou atribuindo culpas: não é um caso social. Em que ponto o anônimo é, não uma máscara, porém o rosto rascunhado do social? " - assim sendo, sabemos pelo menos que o social tem olhos verdes...

O Eixo
O Mídia Ninja ganhou celebridade em junho por ter se tornado uma fonte de pé na rua e em tempo real do que ocorria nos protestos. Os repórteres (sim, repórteres) produziam conteúdo (vídeos, fotos, tuítes), a informação corria pelas redes sociais, construindo um espaço público multifacetado e vibrante. A massa de dados também gerava símbolos: foi através da câmera dos ninjas que assisti ao totem comemorativo da Copa do Mundo, no cruzamento da Paulista com a Consolação, propriedade publicitária da Coca Cola, ser queimado. E, logo depois, ao par de rapazes chorando no meio-fio, pois que aquilo não era pelo que tinham vindo lutar, sentiam que seu protesto tinha perdido algo de dignidade. (Terceiro símbolo: o choque do simultâneo desses dois acontecimentos...) Também: a Augusta enevoada de gás lacrimogêneo, as pessoas fugindo, depois se reajuntando. Então, um encontro com a Tropa de Choque. "Se a gente não for contra eles, não tem porque ir contra nós, aqui é todo mundo junto, tá todo mundo com a mão pro alto, é por um país melhor". Os policiais não se movem; os manifestantes passam.

A existência desse grupo, mesmo que desconsiderando todo entusiasmo, implicava em alguns remanejamentos, sendo o mais evidente aquele pertinente à situação do jornalismo (Eliane Brum tratou do tema na coluna "Heróis e Vilões não Cabem na Reportagem"). Avancemos no tempo, porém. A popularidade levou o Mídia Ninja ao programa Roda Viva - e adicionou um personagem "novo" à história: Pablo Capilé, figura proeminente da rede Fora do Eixo. Foi esse o ponto em que a percepção social foi deslocada, em que o eixo do debate mudou de posição. Outro jornalismo, cobertura dos protestos, narrativas parciais que se unem, o avanço técnico que torna consumidores em produtores, prosumidores - isto tudo foi jogado violentamente para segundo, terceiro, quarto planos. O Fora do Eixo e Capilé se transformaram menos pauta e mais alvo: depoimentos e reportagens os acusaram de improbidade, estelionato, fanatismo, obscurantismo, assédio moral e dependência ideológica. Contra o bombardeio, outra porção de textos, entrevistas, notas oficiais (acesse aqui um apanhado do, digamos, conflito). De onde veio a energia para tamanha e tão difundida reação adversa ao FdE?

Perdoem-me se não creio que tenha surgido apenas pelo mérito próprio da questão, ou pela vontade generalizada de esclarecer um assunto polêmico. Em uma, duas semanas após o Roda Viva, tínhamos um leaks do FdE; justo? Pode ser. Não obstante desconheço um site do gênero sobre qualquer empresa, partido ou, não sei, time de futebol no Brasil. Por que agora, por que com eles. Trabalho escravo? O caso Zara não propiciou metade da balfúrdia. Líder messiânico e autoritário? Esse parece ser o perfil de Steve Jobs e o lado negro da Apple, mas quem liga? Os funcionários são expostos a situações vexatórias? Era o caso, em 2011, de 66% dos bancários. Sua ligação com grupos de interesse influencia suas ações? Ora, Natan Donadon foi absolvido na Câmara, apesar do Supremo Tribunal Federal, por alinhamento da bancada evangélica e os linchadores de Twitter trabalharam pelo que, dez minutos? Não estou dizendo que as pessoas têm de se interessar por tudo ou se interessar por nada. Minha intenção, no entanto, é fazer ver que há mais peças no tabuleiro, em cada caso, de Reinaldo a Lino e Piero.

Entre outros possíveis, vejo dois estímulos para essa reação. Primeiro, o idealismo apolítico: as pessoas na sala de jantar pretendiam anjos nos ninjas, não certas pessoas com certas relações e certa vontade - não! era o Bem em curso, contra a PEC 37, e depois... e depois... - caíram por fim desse pedestal de pombo para ver que, como sempre, fazíamos política. Segundo, o FdE transmite a imagem de outro modelo de vida. Casa coletiva, compartilhamento de dinheiro e outros recursos, trabalho dedicado sem se enquadrar em algum "plano de carreira", o uso de um vocabulário diferenciado para traduzir o mundo - tudo isto implica distância, dá vazão ao "nojo cultural", questiona nosso próprio jeito de viver. A imagem perfeita desse conflito me parece estar em uma cena do documentário Evoé! Retrato de um Antropófago. Sílvio Santos encontra Zé Celso, diretor do Teatro Oficina. Sílvio: "Se quer fazer, tem de ver se é possível fazer e o quanto custa". Zé Celso: "E o desejo? Se tem desejo, faz".

A Gravidade
O Movimento Passe Livre como que desencadeou a onda de protestos que marcou o País. Pôs na pauta nacional o transporte público; reabilitou o tema da passagem gratuita, livrando-o em boa parte da pecha de "ingênuo" ou "impraticável" (veja aqui um apanhado desse debate). Deu condições de possibilidade para a instauração de um CPI em São Paulo e para o cancelamento da licitação de empresas de ônibus na cidade. E, parece até irrelevante, obteve seu objetivo único: a tarifa baixou de R$3,20 de volta a R$3 para os usuários paulistanos. O estranhamento de alguns com o MPL se afastando das manifestações e/ou do protagonismo após a vitória (é esse o nome) só demonstra a incapacidade de perceber quais os aspectos fundamentais que fizeram as pretensões do grupo exequíveis. Esses aspectos são: havia um nome, uma face, uma mensagem. Espere; ressaltemos o essencial: havia um nome, uma face, uma mensagem.

Também chegou ao Roda Viva o MPL. Ao longo do programa, observamos em vários instantes o reforço da única ideia, aliado à fuga da personalização. Logo no começo: "A reivindicação das manifestações é bem clara: a gente está na rua contra o aumento"; pouco depois: "Que estão dispostos a negociar?" - "A gente está disposto a negociar a revogação do aumento da tarifa" - "E se não baixar?" - "A gente vai continuar nas ruas até que revoguem". No quarto bloco: "Eu queria que vocês falassem um pouco de vocês" - "A gente está aqui enquanto militante de um movimento social, acho que não cabe colocar as questões pessoais". Essa retórica gera um resultado poderoso: não é possível dispersar as respostas frente a uma pergunta contida e concreta. Se, por outro lado, a narrativa que o MPL expunha recobria outras tantas tensões em gestação nas passeatas, ela possuiu, de todo modo, a capacidade de afiar o conjunto em um só gesto de poder. Forneceu-lhe um centro gravitacional, cuja atração cresceu e cresceu.

Há no parágrafo acima a pretensão de uma fórmula-panaceia para movimentos sociais? Penso que, ao menos, é certamente um assunto nuclear a comunicação das pautas. A dificuldade de comunicar a si e aos outros objetivos específicos pode tornar natimorto todo um esforço. Um exemplo desse gênero de autoincompreensão é o vazio (quase) completo de protestos "contra corrupção". Outro exemplo: recentemente, o secretário municipal de Educação de São Paulo Cesar Callegari disse, em audiência pública sobre a renovação do modelo de escola pública da cidade: "'Educação de qualidade' é o que? Que queremos? Que é qualidade?". O concreto é uma situação de força. Palavras de ordem são instrumentos de organização; estabelecer ou destruir a concretude por trás delas é o verdadeiro jogo.


Duanne Ribeiro
São Paulo, 10/9/2013


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Um pouco de conservadorismo de Eduardo Mineo
02. Qual é o seu departamento? de Elisa Andrade Buzzo
03. Google: aprecie com moderação de Fabio Silvestre Cardoso
04. Três tragédias de Adriana Baggio
05. Só existe um Deus, e Bach é seu único profeta de Rafael Azevedo


Mais Duanne Ribeiro
Mais Acessadas de Duanne Ribeiro em 2013
01. As Aventuras de Pi - 19/2/2013
02. Discutir, debater, dialogar - 29/1/2013
03. Margarita Paksa: Percepção e Política - 12/3/2013
04. Passe Livre, FdE e Black Blocs - enquanto Mídia - 10/9/2013
05. Pesquisando (e lendo) o jornalismo - 23/4/2013


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




NERUDA - ANTOLOGIA POÉTICA
PABLO NERUDA
JOSÉ OLYMPIO
(1979)
R$ 19,90



LISBELA E O PRISIONEIRO - OSMAN LINS (TEATRO BRASILEIRO)
OSMAN LINS
PLANETA
(2003)
R$ 23,00



EVOLUÇÃO INDUSTRIAL DO BRASIL E OUTROS ESTUDOS
ROBERTO C. SIMONSEN
NACIONAL
(1973)
R$ 30,00



SATANISMO É REAL?
PE JEFFREY J. STEFFON
LOUVA-A-DEUS
(1994)
R$ 21,10



FOGO SOB AS CINZAS- UMA ESPIRITUALIDADE DA VIDA RELIGIOSA CONTEMPORÂNEA.
JOAN CHITTISTER, OSB
PAULINAS
(1998)
R$ 6,60



AN ADVANCED ENGLSH PRACTICE COURSE
JAMES DAY
LONGMAN
(1977)
R$ 9,00



SATIRICON
PETRÔNIO
VICTOR CIVITA
(1981)
R$ 13,99



A LINGUAGEM DA SAÚDE
LUIZ ALBERTO PY E HAROLDO JACQUES
CAMPUS
(1998)
R$ 15,00



O CAVALEIRO DA SOMBRA
PSICOFONIA DE JOÃO BERBEL
FAROL
(2010)
R$ 11,00



GERAÇÃO ALPHA BIOLOGIA LIVRO DO PROFESSOR
SM
SM
(2017)
R$ 89,00





busca | avançada
22864 visitas/dia
1,0 milhão/mês