As Aventuras de Pi | Duanne Ribeiro | Digestivo Cultural

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Terça-feira, 19/2/2013
As Aventuras de Pi
Duanne Ribeiro

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A vida é imensa, deslumbrante e indiferente - e o homem é pequeno; eis o núcleo do filme de Ang Lee As Aventuras de Pi, adaptação do livro homônimo do escritor canadense Yann Martel, ganhador do Booker Prize de 2002. Essa ideia essencial transparece tanto no visual exuberante com que é retratada a natureza - em sua violência e sutileza - quanto no enredo, que conta a odisseia do rapaz indiano Pi, à deriva no meio do Pacífico, tendo como único companheiro um tigre branco. A história é narrada por Pi a Yann, com um adicional que estipula uma moldura religiosa a toda a narrativa: a sobrevivência ao longo de 227 dias, sob sol e solidão, contra a ameaça constante da fera, com um quase nada de recursos, é uma história que deve fazer com que Yann (e, por analogia, nós) acreditemos em deus.

Pi é jogado no oceano em um naufrágio do qual só ele sobrevive. Sua família viajava de sua terra natal ao Canadá, onde buscariam vida nova. Por problemas financeiros, abandonavam a Índia e levavam consigo, para vender, os animais do zoológico que mantinham. As ondas furiosas e a tempestade põem o navio abaixo, e, entre os humanos, apenas Pi, por acidente, consegue entrar em um bote de emergência. Uma zebra, uma hiena, um macaco conseguem também, assim como (saberemos logo) o tigre. A hiena mata os outros mamíferos e depois é ela própria morta. Restam Pi e Richard Parker - o felino. No bote, o indiano acha água e comida, um caderno, um lápis, um manual de sobrevivência no mar.

O filme torna a convivência com o tigre convincente. Naturalmente, para Richard Parker, Pi é alimento; para o rapaz, portanto, a base desse convívio é evitar ser devorado. No primeiro momento, ele se mantém na extremidade da embarcação, fora do alcance das patadas. Após algum tempo, monta um bloco flutuante com boias e outros materiais, o qual atraca ao bote, assim se mantendo razoavelmente seguro, a metros de distância. Nos dias seguintes, saciar a fome (e a sede) do animal é uma necessidade, já que um estômago satisfeito diminuiria as chances de ele sentir a urgência de atravessar nadando o espaço que os separa. Pi pesca por si e pelo tigre. Com o tempo, ele procura outras formas de se comunicar, de estabelecer um relacionamento de limites mais delineados e menos perigosos. Richard Parker, no processo, se torna mesmo um motor fundamental da resistência de Pi: é ele quem lhe deixa alerta por todo momento, é ele quem preenche as horas de trabalho e de algum sentido.

Enquanto acompanhamos essa tensão entre os dois personagens, vemos a grandiosa beleza dos cenários pelos quais eles passam em exílio. Para ser mais exato, desde a primeira cena é marcante o encanto das imagens: ainda sem narrativa, assistimos à vida no zoológico, cada bicho em sua perfeição particular. É com a mesma delicadeza que veremos a constelação de medusas, inúmeros pontos luminosos submersos na escuridão profunda, fotografadas de tal maneira que perdemos a perspectiva, não há em cima ou embaixo, só a imensidão (logo no começo, quando o padrinho de Pi nada em uma piscina, essa solução também é usada - os vultos distorcidos e o corpo se movendo como que no azul infinito); é com esse fascínio que veremos a multidão de suricates entupindo a ilha carnívora, ou a própria ilha, brilhante, fantasmagórica, luz verde-azul se destacando na noite. Filmado em 3D, a obra usa o recurso com habilidade: a profundidade detalha e amplifica o atrativo da experiência.

"A vida é tão bonita que a morte se apaixonou por ela, de um amor ciumento e possessivo que arranca para si tudo o que pode"; eis um trecho do livro de Martel que, não colocado em palavras no filme, contém em si todo o conflito implícito na sua forma e conteúdo. Para além do jogo retórico que Pi propõe, ao fim, em relação à crença em deus - jogada da qual trataremos a seguir - já aqui podemos encarar a questão e escolher - sim, escolher, e é assim que o filme se formula - se deus existe ou não. Tendo a frente essa dialética entre morte e vida, harmonia e ferocidade, belo e o terrível - qual o espaço de deus nisso tudo? Que deidade se pode descrever? Frente a essa crueza, como pode deus existir? Frente a essa beleza, como pode não existir? (Ou os contrários respectivos...) .

Eu perdi tudo! Eu me entrego! O que mais você quer?
O tema da religião atravessa todo o filme. Na primeira parte - que mostra a infância de Pi na Índia, seu cotidiano escolar, sua adolescência e primeira paixão - ele surge como uma idiossincrasia do protagonista, que se fascina por várias religiões: pelos deuses hindus, pelo islamismo, pelo cristianismo, e as mantém em convivência em sua fé. É como se ele visse o mistério particular que cada qual guarda. O sofrimento do messias cristão em reparação do pecado dos fiéis; a reza islâmica, joelhos no chão e corpo na direção de Meca, que define a terra em que se põe, qualquer que seja, como sagrada; o sonho de Vishnu, no qual vivemos todos, ou o universo todo cabendo em sua boca - Pi admira o transcendental em suas várias manifestações, e isso diz algo de basilar sobre o filme: ele não se pode apropriar por nenhuma religião específica, pois ele é uma intersecção entre elas.

Isso é diferente de encontrar nas outras religiões versões mal-feitas da verdade da sua; isso é diferente do sincretismo, que é um ato de resiliência/resistência. Para fazer justiça à obra de Lee/Martel, talvez seja necessário formular um deus-prisma, pelo qual a luz passa e flui em feixes diversos, mas idênticos. As Aventuras de Pi não consegue, todavia, que passemos a pensar outras religiões em suas particularidades ou a nossa própria no que tem de similar; como praticamente limita essa variedade a uma excentricidade de Pi, é mais fácil assimilar esse deus com que fala ao deus que mais conhecemos, o cristão, e nada além.

Essa falta de alcance das ideias marca ainda mais essa primeira parte do filme. Dois modos narrativos convivem, com qualidades diferentes: de um lado, uma narração ágil e divertida, pontuada do curioso, do incrível (um parente de Pi "colecionava piscinas" em suas viagens; o nome completo do protagonista, Piscine, vem de uma delas; o apelido Pi aparece para que fuja de outro, pissing, "mijando", que era como o chamavam na escola); do outro, diálogos e cenas com a função explícita demais de estabelecer teses. O pai de Pi, advogado da razão e crítico da religião. O padre de província que lhe fala do amor incondicional de Cristo. As cenas, como algumas outras fora da temática religiosa, são esquemáticas, sem o atrativo das historietas anteriores. É só na segunda parte, no oceano, que o divino se verá com intensidade.

Pi se salva do naufrágio porque sai de seu quarto assim que ouve lá fora a tempestade. Ele quer vê-la, abre a porta e é logo encharcado, lançado de um lado a outro pelo vento e pelos sacolejos do navio. "Mais chuva, senhor das tormentas!", ele grita, rindo, "Enfureça-se!". A embarcação entorna, ele sabe que a água enche os compartimentos inferiores, tenta voltar e não pode, é jogado ao bote, uma zebra desembesta ("Quem soltou os animais!?") e salta ao barco, as cordas estouram, ele está sobre as águas, se distanciando. Mais tarde, depois de estar por muito tempo perdido, em harmonia dificilmente trabalhada com o tigre, outra tempestade. O trovão explode enquanto ele prende as velas. De repente um foco de luz solar entre nuvens negras - e Pi vê Deus nessa clareira no céu. "Venha ver, Richard Parker, ele veio a nós, é um milagre!". Mar e firmamento se perturbam mais, o tigre se amedronta. "Por que você o assusta?", berra Pi, "Eu perdi tudo! Eu me entrego! O que mais você quer?". O aguaceiro é indiferente, inunda o barco, desacorda homem e bicho.

Não morrem. Despertam às margens de uma ilha, que lhes dá o alento derradeiro para que possam continuar a viagem até a civilização.

A Aposta de Pi
Como se uma versão grandiloquente de Pegadas na Areia, Pi enxerga nessa sucessão de fatos que deus o estava acompanhando, ao longo de toda dificuldade - e lhe pôs à boca os recursos quando mais precisava. É um deus ao mesmo tempo "furioso" - esse que ele invoca com displicência na primeira chuva - e "compassivo, misericordioso" - esse que lhe dá a mão após a segunda. É um deus em que há violência e amor entrelaçados; nisso há não só a dialética que expomos na primeira seção desta coluna como também um panorama das várias experiências do sentido de deus. É ilustrativo nesse campo assistir aos primeiros 45 minutos da palestra "Temor e Tremor", do historiador Leandro Karnal: "Nossa cultura é fruto dessa dupla paternidade: de um deus consolador e de um deus terrível".

No entanto, em As Aventuras de Pi, a ideia central parece ser apenas essa: o homem é pequeno - e deus é imenso. Creio que se pode dizer que já o confronto diário com o tigre é uma metáfora dessa mesma ideia. Um exemplo indireto: Life of Pi, o livro, foi acusado de ser um plágio de Max e os Felinos, de Moacyr Scliar. A premissa de ambos é similar - há, claro, outros personagens e trama, troca-se o tigre por um jaguar - e, de fato, Martel se inspirou no trabalho de Scliar. O escritor brasileiro falou da polêmica em um prefácio ao livro e, além de explicar o imbróglio, problematizar o conceito de plágio e tratar de escândalo e celebridade em literatura, afirmou: "Para mim o jaguar era a imagem de um poder absoluto e irracional. Como foi o poder do nazismo. Ou, numa escala bem menor, o poder da ditadura militar no Brasil em 1964. Martel dá uma conotação diferente - religiosa - à imagem".

Faço um reparo a Scliar: a conotação não é tão diferente - elas compartilham da mesma essência: o indivíduo subjugado pelo poderio enorme. Por outro lado, é importante notar como a questão da transcendência pode ser substituída pela relação com o Estado, pela política (esta coluna tentou um movimento parecido. No começo, em uma atitude possivelmente espinozana que não será aprofundada, desencarnamos de deus o filme, e tratamos apenas da "natureza", por si, sem religiosidade).

Após tempestade e ilha redentora, o filme avança, avança e enfim chega ao ponto em que Pi está no hospital, finalmente em terra firme. Lá o procuram funcionários da empresa dona do navio que naufragou; precisam de detalhes do incidente. Essa história toda que contamos é fantasiosa demais para eles, então o protagonista lhes conta outra. Naquele bote estavam ele e sua mãe, além de um cozinheiro e um monge budista. Tudo se passa como que paralelo à fantasia (?) original: o monge parece ser a zebra; o cozinheiro, a hiena; sua mãe, o macaco; e ele, Pi, o tigre. Por doença e conflitos ele resta sozinho no bote. Sobrevive.

A cena é filmada sem qualquer adereço. Vemos o náufrago, ela conta a segunda versão, e é só: rosto e palavra. Mesmo assim, é o bastante para esfarinhar as bases da versão anterior. É o que sentimos: Ah! sim, isso então foi o que aconteceu. É o que pensa o entrevistador.

Aqui se executa a jogada de Pi, tanto de maneira a renovar nossa perspectiva sobre o que vimos no filme até aqui, tornando mais complexas as suas ideias, mais persistente o seu efeito, quanto reduzindo a obra a uma ilustração de tese, um truque retórico. "Posso te perguntar uma coisa?", questiona ele, "Eu te contei duas histórias sobre o que ocorreu no oceano. Nenhuma explica o naufrágio e ninguém pode provar qual história é real e qual não é. Em ambas, o navio afunda, minha família morre e eu sofro. Qual delas você prefere?" . O entrevistador prefere a do tigre.

Pi diz: "Obrigado. E esse é o mesmo caso de deus".

Eis o argumento, em suma estético, pela existência de deus. Não se trata de um raciocínio como o que propus no quinto parágrafo, não nos perguntamos como, nem se há espaço para uma divindade, nem qual seria, que forma teria. O que temos de evidente é a multiplicidade do mundo, e escolhemos, puramente, em uma entrega, atribuir deus a ela ou não. Recorda-me da aposta de Pascal, em que o filósofo francês propõe ao ateu hipotético que creia, pois se ele estiver certo e deus não existir, nada perde, e, se estiver errado, tudo ganha. Aqui nós também não temos nada a perder, e ganharemos de imediato o sublime de ver no temporal uma visita divina, numa ilha que dali a dias nos mataria o cuidado do Pai e na família toda morta um estímulo à depuração da alma. A montagem de As Aventuras de Pi nos carrega através de beleza, entretenimento e emoção às portas da crença; porém devo, devo dizer que prefiro, sim, a história com o tigre, mas, ainda assim, não acho que exista qualquer deus.


Duanne Ribeiro
São Paulo, 19/2/2013


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