Aos assessores, divulgadores, amigos até, e afins | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
65494 visitas/dia
2,5 milhões/mês
Mais Recentes
>>> ESG como parâmetro do investimento responsável será debatido em evento da Amec em parceria com a CFA
>>> Jornalista e escritor Pedro Doria participa do Dilemas Éticos da CIP
>>> Em espetáculo de Fernando Lyra Jr. cadeira de rodas não é limite para a imaginação na hora do recrei
>>> São Paulo recebe exposição ‘À Meia Luz Na Pele’ em dois pontos da capital
>>> Santander instala painel eletrônico em prédio para levar arte ao centro de São Paulo
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Silêncio e grito
>>> Você é rico?
>>> Lisboa obscura
>>> Cem encontros ilustrados de Dirce Waltrick
>>> Poética e política no Pântano de Dolhnikoff
>>> A situação atual da poesia e seu possível futuro
>>> Um antigo romance de inverno
>>> O acerto de contas de Karl Ove Knausgård
>>> Assim como o desejo se acende com uma qualquer mão
>>> Faça você mesmo: a história de um livro
Colunistas
Últimos Posts
>>> Hemingway by Ken Burns
>>> Cultura ou culturas brasileiras?
>>> DevOps e o método ágil, por Pedro Doria
>>> Spectreman
>>> Contardo Calligaris e Pedro Herz
>>> Keith Haring em São Paulo
>>> Kevin Rose by Jason Calacanis
>>> Queen na pandemia
>>> Introducing Baden Powell and His Guitar
>>> Elon Musk no Clubhouse
Últimos Posts
>>> Mãe, na luz dos olhos teus
>>> PoloAC retoma temporada de Os Doidivanas
>>> Em um tempo, sem tempo
>>> Eu, tu e eles
>>> Mãos que colhem
>>> Cia. ODU conclui apresentações de Geração#
>>> Geração#: reapresentação será neste sábado, 24
>>> Geração# terá estreia no feriado de 21 de abril
>>> Patrulheiros Campinas recebem a Geração#
>>> Curtíssimas: mostra virtual estreia sexta, 16.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Bar ruim é lindo, bicho
>>> A forca de cascavel — Angústia (Fuvest)
>>> A ilusão da alma, de Eduardo Giannetti
>>> O Oratório de Natal, de J. S. Bach
>>> Minha experiência com rádio
>>> Fiz sim, e daí?
>>> Quem é (e o que faz) Julio Daio Borges
>>> Por que quero sair do Orkut (mas não consigo)
>>> Jornaleiros
>>> Lula, PT, essas coisas...
Mais Recentes
>>> Faces do Fanatismo de Maria Luiza Tucci Carneiro pela Contexto (2004)
>>> O Homem e Seus Símbolos de Carl Gustav Jung pela Nova Fronteira (1977)
>>> Contracomunicação de Décio Pignatari pela Perspectiva (1973)
>>> Exercicios de Matematica, V. 3: Progressoes Aritmeticas e Geometria de Manoel Benedito Rodrigues; Alvaro Zimmermann pela Policarpo (1994)
>>> Vida, Amor e Riso de Osho pela Gente (2001)
>>> Como Trabalhar os Conteúdos Procedimentais Em Aula de Antonio Zabala (org.) pela Artmed (1999)
>>> Comédias: a Tempestade - Sonho de uma Noite de Verão - Merc - Vol. I de William Shakespeare pela Edições Melhoramentos (1969)
>>> Médico de Homens e de Almas de Taylor Caldwell pela Record (2004)
>>> O Treinamento Autógeno de J. H. Schultz pela Mestre Jou (1978)
>>> Constantin Meunier de Hilde Van Gelder pela Cornell University P (2004)
>>> Exercícios de Matemática Volume 1 - Revisão do Ensino Fundamental de Alvaro Zimmermann; Manoel Benedito pela Policarpo (1994)
>>> Viagem ao Fim do Milênio de A. B. Yehoshua pela Companhia das Letras (2001)
>>> Middlesex de Jeffrey Eugenides pela Bloomsbury Uk (2002)
>>> Estátua! de Steve Barlow; Steve Skimore pela Companhia das Letrinhas (2000)
>>> A Clínica de Dor - Organização, Funcionamento e Bases Científicas de Antonio Bento de Castro pela Maio (2003)
>>> A Casa no Lago de Thomas Harding pela Anfiteatro (2017)
>>> A Sociedade Em Rede Volume I de Manuel Castells pela Paz e Terra (2002)
>>> Cozinha Mediterrânea de Paula Wolfert pela Companhia das Letras (1997)
>>> Destino: La Templanza de María Dueñas pela Planeta do Brasil (2015)
>>> Os Velhos Marinheiros de Jorge Amado pela Martins (1977)
>>> Administração Financeira: Teoria e Prática de Eugene F. Brigham pela Cengage (2006)
>>> Cálculo - Volume 2 de James Stewart pela Cengage (2009)
>>> Administração de Produção e Operações de Henrique L. Corrêa; Carlos A. Corrêa pela Atlas (2006)
>>> Geometria Descritiva - Conceitos, Metodologia, Aplicações de Rubens Mamar pela Plêiade (2008)
>>> Keynote de Paul Dummett,Helen Stephenson, Lewis Lansford pela Tedtalks (2018)
COLUNAS

Sexta-feira, 16/12/2005
Aos assessores, divulgadores, amigos até, e afins
Julio Daio Borges

+ de 5700 Acessos
+ 8 Comentário(s)

Houve uma época - numa galáxia bem distante -, quando o Digestivo começou, em que eu ia atrás de cada assunto e processava cada coisa no meu próprio ritmo. Era assim: eu me propunha a escrever sobre cada um dos dez temas dos "Digestivos" alternadamente e ia pensando nas pautas conforme o que eu assistia no cinema, conforme os CDs que eu ouvia no carro, conforme os livros que eu lia, as exposições que eu visitava, as peças que eu via... Meu compromisso não era com ninguém; era apenas comigo. Eu percorria os jornais, folheava as revistas e seguia o meu feeling. Era absolutamente pessoal, orientado, claro, pelo que a mídia publicava - ou seja: fora o que já vinha mastigado das publicações, ninguém intervinha. Eu não era ninguém, eu não era ainda nada, como eu já disse, eu fazia aquilo a troco de banana - mas, em termos de liberdade, era um tempo bom. Bem bom.

Hoje...

Mas, antes, talvez eu devesse contar como o mundo mudou. Como foi mudando... Você começa a desenvolver um trabalho (está batida essa expressão), o negócio passa a ter alguma visibilidade e, no meio jornalístico, as assessorias de imprensa começam a te mapear, a te localizar, a te assediar... É muito sutil, no início, com um ou outro e-mail, com um ou outro telefonema e termina com ameaças verbais do tipo: "Eu quero uma nota sobre isso"; "Vocês não vão falar nada a respeito?"; "Mas a mídia inteira está dando... Vocês não vão dar? Como assim?".

A culpa é minha. Em 2002, quando o Digestivo não era muito conhecido, o Sérgio Augusto foi lá e falou do site na Carta Capital, e eu, Julio, aproveitando o gancho, liguei para as assessorias que me interessavam, para receber material, principalmente editoras, sendo a Record a primeira a confiar e a enviar. O Grupo Record. Era legal... Nós estávamos "de bobeira mesmo", eu tinha um Colunista literário infatigável, o Ricardo de Mattos, e nós nos esbaldamos com os títulos da José Olympio e da Civilização Brasileira. Os assessores eram atenciosos, gostavam do que escrevíamos, não "regulavam" nada e também não cobravam muito - davam liberdade. Tempinho bom...

Acontece que o reconhecimento é uma coisa estranha, ele não vem gradualmente, ele vem aos trancos. Você dorme anônimo como qualquer mortal e, no dia seguinte, acorda pisando na calçada da fama. Não que alguém do Digestivo tenha chegado a algum desses dois pontos, estou só exemplificando... O que eu quero dizer é que se até ontem você estava administrando racionalmente o assédio das assessorias e os pedidos das pessoas, no dia seguinte são tantos contatos, são tantos telefonemas, são tantas mensagens de manhã na sua caixa postal que, quando você vai ver, você já perdeu o controle... E eu me vejo obrigado a falar "não", ou a fugir às vezes, ou a deixar passar - o que é uma coisa horrorosa, extremamente condenável (até falta de educação) -, mas o limite, como sabemos, é humano; e nós, seres humanos, falhamos. (Não preciso fazer, aqui, a citação.)

Eu comecei com o coração aberto na causa da cultura, respondendo a todo mundo, atendendo a todo tipo de pessoa, dando o devido retorno. Me chamavam... eu ia; a não ser que soubesse, de antemão, que era "uma bomba". Não tinha grandes preconceitos, estava descobrindo o mundo: cabines de imprensa, aberturas de exposição, degustações em restaurantes, noites de autógrafo, pré-estréias em teatro, ensaio geral de show - até por curiosidade, até pra saber do que se tratava, até pra aprender a fazer o trabalho. E as pessoas, claro, me amavam... Me conheciam, me reconheciam, me cumprimentavam. Me ligavam na véspera, me avisavam em cima da hora... Eu dava um jeito, eu chegava. Eu gostava. Era bom... Como eu disse, era administrável.

Então eu ia numa coisa, me chamavam pra outra. E para outra, tempos depois. E outra, e outra... E o amigo, e o primo daquele assessor... "Um colega meu, lembra dele?, o fulano - pois é, o fulano! -, o fulano está com um espetáculo maravilhoso, ele está lançando um CD, virou escritor...!" "Estou te mandando, você vai?, quer que eu te deixe na porta?, você vai dar uma nota, não pode dar agora?" Então você sente às vezes uma vertigem; você está dirigindo o seu carro e a sua cabeça, de repente, começa a rodar e a rodar (engraçado...); você está num lugar e, ao mesmo tempo, sua cabeça está em outro. Aqueles músicos que você adora, aquela peça que prometia desde o cartaz, o restaurante que tinha te impressionado tanto... É uma coisa atrás da outra; você só consegue ver a sua agenda sempre lotada, cheia de compromissos que você quer riscar. E você já prometeu textos a Deus e o mundo... Que horas, enfim, vai sentar pra trabalhar?

É uma questão. É uma questão que se coloca... E eu estou escrevendo isto por causa dessa questão. De uma hora pra outra, os eventos tomam uma proporção, os lançamentos, outra... - e nós somos humanos, demasiadamente humanos... O Julio, súbito, não vai mais... como antes. Ou até vai. Ou até poderia fazer como os colunistas de jornal - que você passa a mão na frente do rosto e eles nem piscam o olho, de tão ausentes, de tão fantasmagóricos. Processam a informação como Charles Chaplin apertou porcas em Tempos Modernos. Não pensam mais, apenas "estão lá". Almoçam releases e jantam assessoras. Perderam a capacidade de julgamento. São autômatos. "Olha, fulano!, eu quero que você sente aí e escreva tal coisa". No dia seguinte, você abre o jornal e está lá.

Então eu penso qual é sentido disso tudo. Eu nunca quis ser "o colunista" Fulano de Tal. Colunável? Tanto pior. Claro que eu queria receber as coisas, ganhar os ingressos, ter entradas grátis... é o meu trabalho! Mas se começa a escravizar, eu pulo fora. Não vou me vender por tão pouco. Vocês me desculpem. Os amigos, também, me desculpem: se vocês lançam um livro, e eu não vou; se vocês dão um show, e eu não vou; se vocês estréiam uma peça, se vocês inauguram uma exposição... De repente, eu sou humano, eu não vou. Até fisicamente: eu não posso estar em todos os lugares! Eu não quero estar. Ser onisciente, onipresente. Onipotente, tanto pior. Como disse - e repito -, quero errar um pouco. Quero falhar. Quero não ir. Quero perder alguma coisa. Quero, também, ser injusto com alguma pessoa. Posso? Só um pouco?

Não era para ser, assim, tããão dramático... Agora eu entendo as pessoas que não estão em todas; que não estão por dentro de todas as coisas. Não dá pra estar. E eu também tenho os meus assessores. Eu lutei muito tempo na frente de batalha, no battle field - como eu gosto de falar -, e é chegada a hora de ter pessoas de minha confiança lá, no front. Elas saberão me informar. Elas vão me contar. Vocês podem confiar... Se for o caso, eu mesmo vou. Eu dou as caras. Eu gosto de me misturar. Sentir qual é. Farejar a coisa. Como dizia o Nélson Rodrigues: apalpá-la. Comigo não tem frescura, vocês sabem. Não me envergonho de fazer o trabalho. Fiz muito tempo... Ocorre que uma retirada estratégica, às vezes, se faz necessária.

Logo, não reparem se o Julio nem sempre está. Se o Julio pula aquele evento da sua vida. O Julio tem outros dez na mesma semana. (Outros dez que talvez, também, vai pular...) É porque eu acho que quem produz tem de preservar sua essência. E sua essência não se conserva se você está em todo lugar... Pelo contrário, como um perfume, sua essência se evapora, enquanto você entretém o nariz das pessoas (dos farejadores...). É uma coisa que não ensinaram às celebridades. Aos "artistas" tão desgastados quanto as notas de um real. Abrilhantar as iniciativas dos outros é uma coisa; apagar-se por dentro, é outra - mas, muitas vezes, numa linha reta, numa cadeia sucessória, elas podem se encontrar...

Assessor, divulgador, amigo até, não repare se eu não for, tá? Porque se você também não for, eu prometo não reparar.

Nota do Editor
Leia mais em "Nós - os jornalistas de alma vendida".


Julio Daio Borges
São Paulo, 16/12/2005


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Na translucidez à nossa frente de Elisa Andrade Buzzo
02. A Copa, o Mundo, é das mulheres de Luís Fernando Amâncio
03. Dilúvio, de Gerald Thomas de Jardel Dias Cavalcanti
04. Caiu na rede, virou social de Fabio Gomes
05. 12 tipos de cliente do revisor de textos de Ana Elisa Ribeiro


Mais Julio Daio Borges
Mais Acessadas de Julio Daio Borges em 2005
01. É Julio mesmo, sem acento - 1/4/2005
02. Melhores Blogs - 20/5/2005
03. Não existe pote de ouro no arco-íris do escritor - 29/7/2005
04. O 4 (e os quatro) do Los Hermanos - 30/12/2005
05. Schopenhauer sobre o ofício de escritor - 9/9/2005


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
16/12/2005
07h41min
O Digestivo é para nós um periscópio. Periscópio diferente, talentoso que dá uma visão diferente das coisas, descomprometida, com um giro possível de trezentos e sessenta graus. Os demais existentes têm ângulos limitados ou já conhecidos, recorrentes. O talento está na escolha. Escolher aquilo em que o tempo limitado de todos deve ser investido, enriquecido. Ler sobre os grandes eventos comentados por todos é uma repetição e só é válida se for uma mentira. Ler sobre alguns eventos, escolhidos por algum critério (que chamei de talento) é outra coisa. Essa "coisa" que nos faz leitores fiéis. Quanto mais acertada a escolha mais crescerá a legião de leitores. Todos nós esperamos por isso. Todos nós compreenderemos as dificuldades de tempo e de escolha, pois também temos as nossas.
[Leia outros Comentários de Erwin]
16/12/2005
12h07min
Meu amigo Julião: o processo evolutivo em todas as atividades empresariais faz com que o tempo seja cada vez mais escasso, para tudo. A chave é saber escolher (nem sempre priorizar) aquilo que você está a fim em determinado momento e, fundamentalmente, saber delegar. Esse último constiui no momento o seu maior desafio. Grande abraço, Fê
[Leia outros Comentários de Alfredo A. de Mello]
16/12/2005
12h22min
Prezado Julio, respeito muito seu trabalho e acho o "Digestivo" extremamente interessante. Mas não acha que você se auto-vangloria demais? Explico: nunca vi um webmaster que se jogasse tanto confete, numa egotrip interminável. Nem Walt Disney, Mauricio de Souza, Roberto Marinho (enfim, grandes empreendedores culturais) ficavam texto sim, texto não, falando de suas vitórias, de como tudo era antes e como tudo ficou depois que sua genialidade... blablabla'. Cuidado, você está ficando chato.
[Leia outros Comentários de José Otávio]
16/12/2005
13h23min
"José Otávio" (#3): eu agradeço os toques e acho que você tem até razão. Acontece que eu me baseio em duas premissas básicas: 1) Que a experiência do Digestivo pode interessar a outras pessoas, na internet; 2) Que a história do Digestivo, infelizmente, e por muito tempo, se confunde com a minha própria história. Assim: é inevitável que eu fale do site e é inevitável que, ao falar dele, eu fale de mim mesmo. Agora, com a entrada do Fabio, e com as tarefas que eu vou passando adiante (conforme aconselhou meu amigo Alfredo, #2), a história do Digestivo, quem sabe, fique menos ligada ao meu histórico pessoal... Por último, acho que a nossa geração, a da internet, não escapa nunca do tom pessoal. É a nossa sina; é a nossa maldição. Quem não gostar, que mude de planeta; ou então, que abra um blog...! Obrigado pelo seu Comentário, abraço forte, Julio (P.S. – Ah, e da próxima vez, use um e-mail verdadeiro e assine o seu próprio nome.)
[Leia outros Comentários de Julio Daio Borges]
16/12/2005
17h10min
Sabe quando vai-se a um espetáculo de dança acha-se tudo uma maravilha e, após, na ida aos camarins encontra-se a bailarina principal aos prantos pois errou vergonhosamente aquele apoio do pé em que não podia ter usado o dedo mindinho? Sabe aquele guitarrista de jazz que se acha um lixo porque tocou meia nota fora da escala e a galera nem notou, e ovacionou alucinada?! Pois é, é uma preocupação artística quase intolerável com sua obra e sua performance. Pois é, eu sou da galera, e o Digestivo continua "ducaraio". Falô?!
[Leia outros Comentários de Jacques Salvador]
18/12/2005
13h07min
Faço parte dos primórdios do DC. Quer dizer, do fundão dos primórdios do DC, como disse o Jacques. Curioso como o discurso do Julio soa como se saído das minhas próprias entranhas, visto que me vejo como co-fundador do DC, pois sou leitor das primeiras linhas digestivas. E não se preocupe se você não me ver por algum evento do DC. Eu não também não me preocuparei se acaso não o ver no lançamento de minhas entranhas líricas nalgum momento entre o pôr do sol e o ofuscar dos tempos imemoriais. A única forma de me fazer presente é nos comentários. Mas sou real. E isso me basta, assim como basta ao DC ser o que ele é: real, não necessariamente polêmico, mas essencial.
[Leia outros Comentários de Pepê Mattos]
18/12/2005
16h37min
A questão é: "profissionalizar" (frio, impessoal, buracrático) ou fazer do que jeito que se acha melhor? Cheguei a concordar com o "anônimo" aí, de que há autobiografia nisto, mas depois pensei no blog, mais do que na "empresa especializada em mídia". Sabe, algo bem da internet, sem fórmula. Senão, isso aqui vira mero divulgador de release. O problema mesmo é o dinheiro, não adianta... quando um está aparecendo mais que outro, fica aquela disputa, isso em qualquer segmento jornalístico (até o buraco da rua). Uma coisa é a cultura, a "aura", outra é o mercado cultural, que mostra suas garras como qualquer segmento. Talvez falte foco na crítica mesmo (ser maduro e sincero), mais do que "divulgação" (ser queridinho)... Na tentativa de abranger demais, complica. Mas se você ouvir todas as sugestões, também vira bagunça. Isto não lembra subir e descer a montanha de tempos em tempos?... Um abraço.
[Leia outros Comentários de Rogério Kreidlow]
4/1/2007
19h29min
Julio, vc definiu com maestria essa relação ambivalente entre veículo/produtor de conteúdo e as fontes/assessorias. Melhor impossível. Abraço, Patrícia
[Leia outros Comentários de Pati Rabelo]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Temas de Nutrição Em Pediatria
Sociedade Brasileira Pediatria
Especial
(2001)



Cultura Empresarial: Motivação e Liderança : Psicologia das Organ
Luís Rosa
Presença (lisboa)
(1994)



A Princesa Apaixonada
Meg Cabot
Record
(2004)



Mega 4 Workbook
Olivia Johnston
Macmillan
(2004)



O Despertar da Empresa Brasileira
Rachel Regis Jair Moggi
Cultrix
(1994)



Der Einsame Cop
Jerry Cotton
Bastei Lubbe
(1986)



Novas Tendências nos Estudos do Direito Civil
Revista Arché Interdisciplinar Nº 24 Vol Viii
Ucam (rj)
(1999)



O Que Acontece Quando Amamos ?
Vários Autores
Torá Livraria e Ed
(1998)



Lições de Princesa
Meg Cabot
Galera Record
(2008)



Couleurs des Étoiles
David Malin e Paul Murdin (capa Dura)
Masson
(1986)





busca | avançada
65494 visitas/dia
2,5 milhões/mês