Nabokov e Cheever: edições bem-vindas | Jonas Lopes | Digestivo Cultural

busca | avançada
49568 visitas/dia
1,2 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Quinta-feira, 13/4/2006
Nabokov e Cheever: edições bem-vindas
Jonas Lopes

+ de 4800 Acessos

Vladimir Nabokov era um desterrado. Embora tenha dito, em entrevista à revista The Paris Review, que era "tão americano quanto (o mês de) abril no Arizona", nunca pertenceu a um só lugar. Nasceu em São Petersburgo, cidade de Dostoiévski (a quem detestava, aliás), de onde saiu cedo. Morou na Inglaterra, em Berlim e em Paris, até fixar residência nos Estados Unidos em 1940. Lá virou professor universitário e viu Lolita transformá-lo finalmente em sucesso, depois de anos escrevendo sem ser lido. Em 1961 foi para a Suíça, e lá morreu, dezesseis anos depois.

Não surpreende, portanto, que Nabokov tenha criado todo um novo planeta para dar lugar a um de seus livros. Ada ou Ardor, lançado em 1969 e editado pela Companhia das Letras (465 páginas, tradução do expert em Nabokov, Jório Dauster), tem como palco a Antiterra, espécie de mistura de todos os países em que o autor viveu. Um lugar onde se fala russo, francês e inglês, onde nossas noções de tempo e espaço não existem - no século 19 do livro, por exemplo, já existem tecnologias que só apareceriam na Terra mais tarde. A Terra, aliás, marca presença como o lugar para onde se vai depois da morte. Em Ada há tanto de romance histórico quanto de ficção científica.

É seu livro mais radical. Ao potencializar em Ada os quebra-cabeças de Fogo Pálido, Nabokov urdiu um labirinto recheado de truques de (meta) linguagem, digressões ensaísticas (uma delas, a respeito da passagem do tempo, vale o livro) e dezenas de referências. A abertura, por exemplo, é uma distorção da primeira frase de Anna Karênina: "Todas as famílias felizes são mais ou menos diferentes; todas as famílias infelizes são mais ou menos semelhantes". A frase que encerra a primeira parte é referência a Madame Bovary: "Quando partiu de Manhattan para Lute em princípios de setembro, Van Veen estava grávido".

Todas essas características - híbrido de gêneros, intertextualidades, etc. - tornaram-se clichês do pós-modernismo nos últimos anos. A vantagem de Nabokov em relação a eles é utilizar esses jogos sem abandonar os preceitos básicos do romance do século 19. Uma trama interessante e narrativa. Humor. Ironia. E personagens, bons personagens - inclusive os secundários, o que faz lembrar os grandes romances russos. Os protagonistas são Van e Ada Veen, dois primos que descobrem ser irmãos, culpa de um antigo caso do pai dele, o boêmio Demon, com a mãe dela, Marina. Demon era casado com Aqua, irmã de Marina; e esta era casada com Daniel, primo de Demon.

Van e Ada se apaixonam na adolescência, em férias de verão na propriedade de Marina, Ardis (o centro catalisador do romance). Essa paixão perdura por oitenta anos. Ada ou Ardor, na verdade, é um livro de memórias, a história desse amor contada por Van. O caso dos dois começa no verão de 1884, ele com 14 anos, ela com 12. Com intervalos de tempo sem se verem, voltam a abastecer o interminável desejo que sentem um pelo outro. A relação se torna complicada quando Lucette, irmã de Ada também se apaixona por Van. Começa aqui um paralelismo - bem notado por Brian Boyd, "o maior conhecedor de Nabokov da atualidade" - com a briga das irmãs Aqua e Marina por Demon, o pai de Van, na geração anterior.

Voltando às diferenças entre Nabokov e os autores modernos. Sua prosa um tanto old fashioned, tão distante da secura pós-moderna, pode desagradar os não-iniciados. Uma vez dentro de seu universo, é uma delícia adentrar suas frases adjetivadas, as descrições lentas e minuciosas. E Van é mordaz, como convém a um narrador nabokoviano (as alfinetadas nos comunistas e freudianos são constantes). Ada só carece em alguns momentos daquele Nabokov mais humano, não tão cerebral, de Lolita, Pnin e dos contos, ou do equilíbrio exato entre narrativa e linguagem de Fogo Pálido. Seus labirintos são, contudo, um desafio convidativo ao leitor. Vale a pena perder-se neles.

O poeta do corrompido e o vazio nos subúrbios

Já John Cheever tem seus Bullet Park (1969) e Falconer (1977) lançados no Brasil - ao que parece, pela primeira vez - pela Arx, editora que cumpre a heróica tarefa de editar sua obra no país. Cheever, o melhor contista pós-Hemingway dos Estados Unidos, é pouquíssimo conhecido entre nós. Uma injustiça. A Companhia das Letras lançou dois de seus livros na década de 80: a novela Até Parece o Paraíso (com ótimo posfácio de Sérgio Augusto) e uma compilação de suas magistrais histórias curtas, O Mundo das Maçãs. Ambos estão esgotados há anos (procure pelo segundo no sebo amigo o quanto antes).

Foi um longo inverno até a Arx lançar a dobradinha de romances A Crônica (1957) e O Escândalo dos Wapshot (1964). Depois, veio uma nova versão de Até Parece o Paraíso (de 1982, ano de sua morte). Há alguns meses saiu Falconer, que ganhou aqui o título Sobrevivendo na Prisão, e agora Bullet Park está nas livrarias, sob o título Acerto de Contas (ambos traduzidos por Sergio Viotti). Espera-se para o futuro uma nova coletânea de contos, de preferência bem longa, para cobrir essa vergonhosa lacuna do nosso mercado editorial.

Cheever nasceu em 1912, em Quincy, Massachusetts. Teve uma infância complicada, culpa do divórcio dos pais. Foi expulso da escola no segundo grau por ter sido pego fumando (a experiência rendeu o seu primeiro conto). Mais tarde virou alcoólatra, e sofria profundamente com as críticas aos livros. Era também um péssimo entrevistado. Odiava falar sobre literatura, em especial a sua. Em uma clássica entrevista na Paris Review, o repórter reclamou que Cheever desviava o assunto com perguntas como "você não está entediado com essa conversa?", "gostaria de um drinque?" e "você joga gamão?".

Sua carreira deslanchou quando começou a publicar contos na revista New Yorker. Junto com autores como John O'Hara, J.D. Salinger e John Updike, Cheever praticou o chamado New Yorker style. Estórias sobre o cotidiano da classe média do nordeste dos EUA, abordando temas como o adultério, o puritanismo e o tédio. Nativo da Nova Inglaterra, Cheever tinha facilidade em abordar essas questões morais no que elas têm de mais hipócritas. Muitos o comparavam a Nathaniel Hawthorne (e pelo tratamento do homem comum e a preferência pelo conto, foi considerado "o Tchekhov americano"). Updike o chamou de "poeta do corrompido".

Acerto de Contas é uma extensão de suas narrativas menores. O cenário é uma pequena cidade a uma hora de trem de Nova York. Eliot Nailles tem uma vida suburbana básica. Pega o trem todas as manhãs para o trabalho (em uma fábrica de pastas de dente), tem um casamento tranqüilo, um filho atleta, boa casa e carro, participa de projetos comunitários, vai ao culto nos domingos. Certa manhã, seu filho Tony alega melancolia e não levanta da cama. E lá fica, por semanas. Ao mesmo tempo, chega a Bullet Park o misterioso Paul Hammer (note a brincadeira com os nomes: Hammer significa "martelo" e Nailles "prego"). Nailles vicia-se em tranqüilizantes, e a situação do seu filho só piora. Aos poucos percebemos que a tragédia de Nailles aumenta conforme ele se torna mais amigo de Hammer.

Na segunda parte do livro o ponto de vista é o de Hammer. Filho renegado pelo pai e abandonado pela mãe cleptomaníaca, ele é motivado por sensações abstratas - corre o mundo atrás de um quarto com paredes amarelas que viu em um sonho, participa da morte da dona da casa do tal quarto, quando o encontra, casa-se com uma moça que acabara de conhecer. Hammer resolve crucificar um homem para "acordar o mundo". Escolhe Tony.

Hammer e Nailles estão sufocados pela vida que levam, seja ela feliz ou não. Hammer, embora rico, sofre por ter sido criado por uma avó esnobe, longe dos pais ou de amigos. Uma "crucificação" é a forma que encontra para chamar a atenção dos outros para ele. E para Nailles um cotidiano exemplar e profissional não suprime o vazio de sua rotina de acordar cedo, testar uma nova pasta de dentes, voltar para casa, tomar um drinque, dormir, acordar, etc. Cheever toca em tópicos como a crença em gurus santos (que cura Tony), o uso remédios para aplacar a dor do mundo real. O final do livro é um pouco apressado, "corrido" demais.

Sobrevivendo na Prisão parece, à primeira vista, uma fuga dos ambientes suburbanos de Cheever, já que a história se passa em uma penitenciária. O ambiente muda, não as angústias dos personagens. O professor e viciado em heroína Ezekiel Farragut está lá por ter assassinado o irmão. Há muito de autobiográfico no livro, pois Cheever tinha uma relação quase que de amor platônico com seu irmão. O romance foi uma forma de exorcizar a culpa que o autor sentia por seu bissexualismo.

Farragut obtém na cadeia não a sua redenção social, mas a pessoal. Cura sua apatia sentimental ao descobrir que é homossexual. E reflete sobre sua vida até ali, numa cela em que a passagem do tempo é diferente. Essa descoberta pessoal é mais importante do que se redimir pela morte do irmão. O brilho de Sobrevivendo na Prisão está em fugir dos clichês inevitáveis dos livros de prisão. Não há disputa entre gangues rivais. Farragut não é ameaçado de morte por nenhum bandido ególatra. Pasmem, não há sequer uma cena de estupro (tem sexo homossexual, mas espontâneo). Cheever preferiu humanizar os presos e concentrar a narrativa no dia-a-dia deles.

Perdido na tradução

Agora, uma única reclamação: a tradução dos títulos. Acerto de Contas, convenhamos, não quer dizer nada. Sobrevivendo na Prisão é pior ainda, parece nome de livro de auto-ajuda - algo como "dicas para se virar no xilindró sem passar por maus bocados". São as traduções mais criminosas desde que The Heart Of The Matter, de Graham Greene, virou O Coração da Matéria e Roger's Version, de John Updike, virou Pai-Nosso Computador. Assim não dá, Arx.

Para ir além









Jonas Lopes
Florianópolis, 13/4/2006


Mais Jonas Lopes
Mais Acessadas de Jonas Lopes em 2006
01. Ser escritor ou estar escritor? - 2/6/2006
02. 15 anos sem Miles Davis, o Príncipe das Trevas - 11/10/2006
03. Tchekhov, o cirurgião da alma - 13/7/2006
04. Cony: o existencialista, agora, octogenário - 3/5/2006
05. Herzog e o grito de desespero humanista - 18/9/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




O TRONCO DO IPÊ
JOSÉ DE ALENCAR
SARAIVA
R$ 4,00



CLASH ROYALE
GUILHERME ATHAIDE
PANDA BOOKS
(2016)
R$ 15,00



EDUCAÇÃO E TRANSIÇÃO DEMOCRÁTICA
GUIOMAR N. MELLO
CORTEZ
R$ 5,00



O CAVALO VERDE - CAUSOS GAÚCHOS E RELATOS INTERIORANOS
LUIZ CORONEL
MECENAS
(2002)
R$ 24,00



O PENSAMENTO ANTIGO (2 VOLUMES) RODOLFO MANDOLFO (FILOSOFIA)
RODOLFO MANDOLFO
MESTRE JOU
(1964)
R$ 30,00



SELEÇÃO E COLOCAÇÃO DE PESSOAL
MARVIN D. DUNNETTE
ATLAS
(1973)
R$ 10,00



CARLOS VERGARA: PINTURAS
PAULO SERGIO DUARTE
AUTOMÁTICA
(2011)
R$ 60,00



THAT WAS THAT! CONSONANT DIGRAPHS TH
SUZANNE BARCHERS
LEAP FROG
(2010)
R$ 20,28



ANTOLOGIA POÉTICA
MAIACOVSKI
MAX LIMONAD
(1984)
R$ 35,00



ESTA MENINA ESTÁ FICANDO IGREJA
PE. ZEZINHO
PAULINAS
(1984)
R$ 4,84





busca | avançada
49568 visitas/dia
1,2 milhão/mês