Uma nota sobre a leveza do ser | Marcelo Maroldi | Digestivo Cultural

busca | avançada
79822 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Máscaras Decoloniais: Dança e Performance (edição bilingue)
>>> Prêmio Sesc de Literatura abre hoje inscrições para edição 2021
>>> Jovens negros e indígenas são público-alvo de laboratório gratuito para curtas-metragens
>>> Peças de teatro serão transformadas em “radionovelas”
>>> Concurso literário vai premiar novos escritores locais
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Da fatalidade do desejo
>>> Cuba e O Direito de Amar (3)
>>> Isto é para quando você vier
>>> 2021, o ano da inveja
>>> Pobre rua do Vale Formoso
>>> O que fazer com este corpo?
>>> Jogando com Cortázar
>>> Os defeitos meus
>>> Confissões pandêmicas
>>> Na translucidez à nossa frente
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mehmari, Salmaso e Milton Nascimento
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
Últimos Posts
>>> Kate Dias vive Campesina em “Elise
>>> Editora Sinna lança “Ninha, a Bolachinha”
>>> “Elise”: Lara Oliver representa Bernardina
>>> Tonus cristal
>>> Meu avô
>>> Um instante no tempo
>>> Salvem à Família
>>> Jesus de Nazaré
>>> Um ato de amor para quem fica 2020 X 2021
>>> Os preparativos para a popular Festa de Réveillon
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Asia de volta ao mapa
>>> Que espécie de argumento é uma bunda?
>>> Que espécie de argumento é uma bunda?
>>> 7 de Setembro
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Literatura Falada (ou: Ora, direis, ouvir poetas)
>>> O primeiro mico para o resto de nossas vidas
>>> O feitiço do tempo
>>> Antologia poética, de Carlos Drummond de Andrade
>>> YouTube, lá vou eu
Mais Recentes
>>> Os Filhos Do Amor de Paulinho Santos pela O Artífice (1997)
>>> The 100: os Escolhidos de Kass Morgan pela Galera (2014)
>>> Mônica 82 - Outubro/1993 - Horacic Park de Maurício de Sousa pela Globo (1993)
>>> Mônica 133 - Dezembro/1997 - Férias de Verão de Maurício de Sousa pela Globo (1997)
>>> Mônica 113 - Maio/1996 - Mônica, Não Mande... Peça! de Maurício de Sousa pela Globo (1996)
>>> Mônica 176 - Abril/2001 - Eterna Criança de Maurício de Sousa pela Globo (2001)
>>> A Avaliação Psicopedagogica numa Abordagem Institucional de Carolina Provvidenti pela Qualidade (2010)
>>> Revista Uniclar - Ciências da Religião - ano 8 nº 1 de Vários Autores pela Faculdades Claretianas (2006)
>>> Contagem Regressiva de Ken Follett pela Arqueiro (2018)
>>> Manuel Bandeira - as Cidades e as Musas de Antônio Carlos Secchin Organização pela Desiderata (2008)
>>> Pequeno Segredo - A Lição de Vida de Kat para a Família Schurmann de Heloisa Schurmann pela Agir (2012)
>>> Doidas e Santas de Martha Medeiros pela L&pm (2008)
>>> Pelas Praias do Mundo de Pablo Neruda pela Bertrand Brasil (2005)
>>> Caim de José Saramago pela Companhia das Letras (2009)
>>> Abc de Rachel de Queiroz de Lilian Fontes pela José Olympio (2012)
>>> As Espiãs do Dia D de Ken Follett pela Arqueiro (2015)
>>> Coleção Abc Meus primeiros passos na Leitura e aprendizagem A Estação das Folhas secas o Outono de Malgorzata Strzalkolska pela Salvat (2011)
>>> Arquitetura & construçao--setembro de 2006--dossie cimento de Abril pela Abril (2006)
>>> Arquitetura & construçao--julho de 2008--renove as paredes de Abril pela Abril (2008)
>>> Arquitetura & construçao--março de 2001--pre-fabricada de madeira. de Abril pela Abril (2001)
>>> Arquitetura & construçao--outubro de 2012--como usar e onde comprar madeira sustentavel. de Abril pela Abril (2012)
>>> Os 13 Porquês de Jay Asher pela Ática (2009)
>>> Superando os Desafios Íntimos de Robson Pinheiro pela Casa dos Espíritos (2006)
>>> Sua Alteza Real (Royals 2) de Rachel Hawkins pela Alt (2020)
>>> A República Cantada do Choro ao Funk, a História do Brasil Através da Música de André Diniz e Diogo Cunha pela Zahar (2014)
>>> Uq Holder! - Vol. 5 EAN: 9788545702429 de Ken Akamatsu pela Jbc (2016)
>>> Peça e Será Atendido de Esther e Jerry Hicks pela Sextante (2007)
>>> Uq Holder! - Vol. 4 de Ken Akamatsu pela Jbc (2016)
>>> Mata-me de Prazer de Nicci French pela Record (2002)
>>> O Escaravelho do Diabo 2ªd. de Lúcia Machado de Almeida pela Ática (1974)
>>> Cangaceirismo do Nordeste de Antônio Barroso Pontes pela O Cruzeiro (1973)
>>> Uq Holder! - Vol. 2 de Ken Akamatsu pela Jbc (2016)
>>> Bíblia Sagrada de Não informado pela Presbiteriana (1993)
>>> Gramática Reflexiva de William Cereja e Thereza Cochar pela Atual (2013)
>>> Jornadas.geo: geografia 9º ano de Marcelo Moraes Paula e Ângela Rama pela Saraiva (2016)
>>> Magi: O labirinto da magia - Vol. 25 de Shinobu Ohtaka pela Jbc (2016)
>>> As Aventuras de Tibicuera de Erico Verissimo pela Globo (1997)
>>> I-World 4 de Michael Downie, David Gray e Juan Manuel Jimenez pela Edições SM (2018)
>>> Mulheres do Evangelho de Robson Pinheiro pela Casa dos Espíritos (2009)
>>> To Love Ru - Vol. 16 de Kentaro Yabuki e Saki Hasemi pela Jbc (2018)
>>> Retórica de Aristóteles pela Edipro (2013)
>>> Planejamento na Sala de Aula de Danilo Gandin e Carlos Henrique Carrilho Cruz pela Sem Identificação (1995)
>>> Língua Portuguesa 9 de Everaldo Nogueira, Greta Marchetti e Mirella L. Cleto pela Edições SM (2019)
>>> Quarta-feira de Eric Nepomuceno pela Record (1998)
>>> Araribá Plus - Ciências - 9 de Obra coletiva pela Moderna (2018)
>>> Saúde na Terceira Idade de Hermógenes pela Nova Era (1996)
>>> Estudar História - das origens do homem á era digital - 9º de Patrícia Ramos Braick e Anna Barreto pela Moderna (2018)
>>> Geografia 9º ano de Fernando dos Santos Sampaio e Marlon Clovis Medeiros pela Edições SM (2019)
>>> Logistica e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição de Novaes Antonio Galvão pela Campus (2005)
>>> Cavaleiros do Zodíaco - Saintia Shô - Vol. 8 de Masami Kurumada e Chimake Kuore pela Jbc (2016)
COLUNAS

Quinta-feira, 9/11/2006
Uma nota sobre a leveza do ser
Marcelo Maroldi

+ de 5000 Acessos
+ 10 Comentário(s)

Em diversos e desgastantes momentos, caro leitor, meu peito pesou tanto que me custava em demasia carregá-lo junto de mim. Nessas ocasiões, as noites eram bastante longas, às vezes duravam dois ou três dias inteiros, e eu ficava ali, solitário, estirado na cama, pensando em tudo (e em todos), contemplando o teto, cozinhando em banho-maria o que nem sempre eu compreendia tão bem, ruminando feito um bovino quixotesco aquele resto de frustração e de indagação metafísica que me sufocava. Mas, isso fora em outros tempos...

Foi em um dia ordinário de primavera. Não chovia, nem fazia frio, pelo contrário. O sol nascente castigava sem piedade a minha pele alva e inexperiente, por vezes tola. A cortina cinza não protegeu meu rosto barbudo como deveria e acordei incomodado com mais um dia em que nada de novo aconteceria debaixo deste céu. Antes de me atentar ao fato, ainda tive tempo de maldizer rapidamente o surgimento do perverso astro-rei, totalmente arrogante, a competir comigo, quase. Quase. No instante em que o relógio marcou precisos 08h12 de uma terça ou quarta-feira qualquer, descobri, pela segunda vez em minha vida, a leveza do ser, da qual confecciono esta singela e descompromissada nota. Eu era outro; leve - levíssimo! - e com o coração tão feliz e transbordante que, acredite, custei a crer que era eu mesmo que lá estava, sorrindo, respirando, e não algum espírito zombeteiro que se apoderara a revelia de meu corpo e mente antagônicos e sonhadores. Ah, eu estava tão lúcido!

Pensei: morri e não me avisaram, desgraçados...

Claro, claro, mantive-me contente na seqüência, não negarei. Porém, não ouso dizer que entendia minimamente o que ocorria. O ser não é leve por natureza, pelo contrário. Os que se julgam assim, eu os tinha por insanos. A vida é complicada, difícil, custosa, não tem absolutamente nada de leveza! E não me canso de afirmar: a ignorância é uma benção, não restam dúvidas. Pensar dói, meu amigo, machuca, estraçalha, veja aí o que sobra dos pobres dos filósofos, por eles mesmos já fartamente descritos. Dá pena olhar aqueles homens, curvados sobre os livros, sobre suas corcundas salientes, barbas longuíssimas e desordenadas, uma cara de pensativo ou louco, um rosto de (alguma) tristeza, um coração pesado. Pensar até mata, sabia? Ignorante não sofre, não bebe cicuta e não se suicida, nem chora, acho. Quem foi que inventou esse negócio de leveza?, dá pra me explicar! Certamente não foi um pensador! (e aquele negócio de existencialismo então, hein? Que maluquice, rapaz, coisa de gente triste, não é? (sic))

Levantei e bebi água. Bastante e de uma vez só. Esta, surpreendentemente, não fervilhou enquanto descia vagarosa pela minha garganta, chegando ao local em que viria a se depositar em seguida de maneira quase natural. Estranhei. Torci o nariz. Eu não tinha dores nas costas, os meus ombros não estavam curvados, o meu cabelo até acordou penteado, acredita? Meus pés flutuaram um instante. E então aconteceu. Estava ali, diante de mim... As nuvens eram azuis, já havia me esquecido da tonalidade exata. As pessoas caminhavam pela rua ligeiras - olhei da varanda, a maioria sorria. Alguns mais estranhos até cantarolavam. Uma senhora magrinha estendia tranqüilamente a roupa no varal, inesquecível a cena. Era uma camisa amarela, ligeiramente surrada, que ficou presa ali por dois pequenos prendedores de madeira de vinte e cinco centavos o par. O cão pulava agitado sobre a senhora, anunciando mais um bom dia. O sol agradava a ambos. E eu não tinha o direito de desafiá-los...

Pensei: afinal, que diabos estou fazendo?

Nenhum deles tinha o direito de agir assim. Ou tinham?, vai saber. Respirei fundo, fundo..., tão profundamente que senti toda a leveza do ser percorrendo minhas entranhas renascidas. O sangue começou a circular. O peito iniciou um formigamento, bem como as demais partes onde o combustível vermelho da vida estivera ausente nos últimos tempos. Como a gente complica a vida, não é? A felicidade é um negócio que existe, é verdade. E então, obter essa leveza torna-se a maior medalha que alguém possa vir a conquistar nessa vida. É encostar a cabeça no travesseiro e dormir, até sonhar pode, se quiser. Depois, é percorrer o dia sem medo que ele se encerre, sem medo que a escuridão se apresente. Mas também sem esperar que o dia se eternize. E, por fim, não temer o dia de amanhã, nem desejar domá-lo ou direcioná-lo. Seguir em frente. Sempre. E de novo. Não, não, não, isso não. Mil vezes não! "O imponderável pertence a Deus, o importante é a gente fazer a nossa parte" (José de Morais, poeta).

Depois, os dias passaram a ser menos custosos. Descobri que os pássaros ainda não haviam sido extintos do planeta. As horas duravam apenas os sessenta minutos pré-estabelecidos. Havia outros poetas que não os sofredores. Mais opções que não a de esperar por ela. Um amigo me explicou que isso era um estágio de evolução pessoal e que aprender a ser feliz era uma disciplina que alguns deixavam de cursar na escola da vida. Aprendiam tarde e depois a praticavam, ou não. A euforia momentânea poderia ser cultivada pelo resto dos dias, e isso deveria ser definido simploriamente como felicidade. E quando se toma gosto pela coisa toda, fica difícil voltar para trás. Feito um vício assassino, passa ela a controlar sua vida, dirigir os seus passos, guiar as suas ações, até te moldar. Irradia aos que te cercarem, contamina-os. Pensar dói, ser sentimental então, nem se fala!, mas ser feliz, sentir e pensar podem ser conciliáveis, parece. Evoluir é preciso para evitar o olhar muito distante e o rosto sempre cansado, e para que seja entendido o que te impedia de sentir a saborosa e consoladora leveza do ser...

Marcelo Maroldi
São Paulo, 9/11/2006



Quem leu este, também leu esse(s):
01. Maria Rita: música em estado febril de Jardel Dias Cavalcanti
02. Pigmentômetro de Félix Maier


Mais Marcelo Maroldi
Mais Acessadas de Marcelo Maroldi em 2006
01. Receita para se esquecer um grande amor - 3/8/2006
02. Dos amores possíveis - 20/3/2006
03. A educação atual de nossas crianças - 27/2/2006
04. A crise dos 28 - 30/1/2006
05. Orkut way of life - 13/2/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
6/11/2006
16h39min
Depois da tempestade... os olhos se abrem para novos horizontes. E como o dia parece mais belo então... Assim a gente vai aprendendo a enfrentar as tormentas da vida. Concordo com você, Marcelo, quando diz que "pensar dói" e que "ser feliz, sentir e pensar podem ser conciliáveis". Parabéns mais uma vez! É sempre um prazer ler os seus textos.
[Leia outros Comentários de Rose Peixer]
9/11/2006
23h00min
Uma vez uma li uma reportagem sobre a flauta mágica de Mozart, onde o autor, embevecido com a beleza da música, atestava o seu puder curativo contra a depressão. Esse ensaio, Marcelo, também é curativo pela leveza da vida que você transmite com as palavras. Tenho que agradecer-lhe e felicitá-lo. Uma beleza!
[Leia outros Comentários de cissa lafayette]
10/11/2006
17h50min
Eu também gostei bastante. Sou novo por aqui: Achei hoje. Estou adorando!
[Leia outros Comentários de thiago]
13/11/2006
07h40min
Ótimo texto. Parabéns mais uma vez.
[Leia outros Comentários de Janethe Fontes]
13/11/2006
08h58min
Oi, Marcelo, então você já acomodou as coisinhas dentro de você. Nós, leitores, nos deliciamos com esse seu maravilhoso acordar. Boa sorte!
[Leia outros Comentários de Iza]
14/11/2006
21h30min
se a ignorância fosse a mãe da felicidade, neguinho não seqüestrava ônibus, não dava seis tiros na cabeça dos outros. infelizes podem ser os pensantes e os não-pensantes. E você tá de parabéns pela sua recém adquirida felicidade - que ela dure pra sempre.
[Leia outros Comentários de lea freire]
29/11/2006
20h05min
Feliz em ler voce aqui de novo, de volta, com mais um texto apaixonante. Leveza, calmaria...
[Leia outros Comentários de Luciana]
2/12/2006
10h25min
Parafraseando Euclides da Cunha "ou progredimos ou desapareceremos". Eu acho vital o ato do questionamento. Se alguém não o faz, é como você disse: prefiro a solidão pensante do que ficar na companhia de pessoas que não tem nada acrescentar a vida.
[Leia outros Comentários de Elvis Mutti]
2/12/2006
10h51min
Tudo vai da maneira como vemos as coisas... É preciso ver o que há de bom. Ser feliz não é facil, tem que insistir.
[Leia outros Comentários de Dri]
9/2/2007
15h33min
Adorei seus textos, mas em uma coisinha me incomodou: moro em uma cidade em que o sol brilha quase que os 365 dias do ano. E adoro ao acordar e ver o "astro rei" brilhando e me dando um caloroso bom dia. Basta isso para iluminar o meu dia. Bjs
[Leia outros Comentários de Crica]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Sempre um Colegial
John Le Carré
Circulo do Livro
R$ 25,90



Geração Subzero
Felipe Pena, Thalita Rebouças, André Vianco
Record
(2012)
R$ 17,00



Maya - Romance
Jostein Gaarder
Companhia das Letras
(2000)
R$ 33,00



Viva Com Mais Saúde
Jose Antonio Franchini Ramires
Phorte
(2009)
R$ 7,00



Civilização e Outros Contos
Eça de Queiroz
Ediouro
(1991)
R$ 5,00



Ler Viver e Amar Em los Angeles
Jennifer Kaufman e Karen Mack
Casa da Palavra
(2008)
R$ 6,00



O Guia do Mochileiro das Galáxias
Douglas A13:D28Adams
Sextante
(2009)
R$ 24,90



Depois da Montanha Azul
Christiane Gribel; Bebel Callage
Salamandra
(2013)
R$ 18,00



O Avesso das Coisas
Carlos Drummond de Andrade
Record
(1987)
R$ 20,00



Frei Francisco e o Movimento Franciscano
David Flood
Vozes
(1983)
R$ 60,00





busca | avançada
79822 visitas/dia
2,4 milhões/mês