O negócio (ainda) é rocão antigo | Luiz Rebinski Junior | Digestivo Cultural

busca | avançada
32027 visitas/dia
890 mil/mês
Mais Recentes
>>> Palavraria Conversa e Versa
>>> Supercombo no Templo Music: Tour “Adeus, Aurora'
>>> Barracão Cultural estreia montagem de rua a partir de livro de Eva Furnari
>>> Marina Peralta lança novo EP, 'Leve'
>>> Dan Stulbach faz ensaio aberto de Morte Acidental de um Anarquista para alunos da Escola Wolf Maya
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
>>> O espelho quebrado da aurora, poemas de Tito Leite
>>> Carta ao(à) escritor(a) em sua primeira edição
>>> Paris branca de neve
>>> A cidade e o que se espera dela
>>> De pé no chão (1978): sambando com Beth Carvalho
>>> Numa casa na rua das Frigideiras
>>> Como medir a pretensão de um livro
>>> Nenhum Mistério, poemas de Paulo Henriques Britto
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 3
>>> Juntos e Shallow Now
>>> Dicionário de Imprecisões
>>> Weezer & Tears for Fears
>>> Gryphus Editora
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
Últimos Posts
>>> Oficina do diabo
>>> Rosa dos ventos
>>> Pelagem de flor II: NEGRO
>>> Efervescências
>>> Justoresoluto
>>> Em segundo plano
>>> A ver navios
>>> As esquinas dos amores
>>> Pelagem de flor I: VERMELHO
>>> Idade Mídia
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Os escritores jovens
>>> Guinga e sua Casa de Villa
>>> Pascal e a condição humana
>>> Aventuras pelo discurso de Foucault
>>> O Jovem e o Mar
>>> Luz em agosto
>>> Palestra de Guilherme Wisnik
>>> Jobs e o Macintosh
>>> Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo, de A L Antunes
>>> Um Furto
Mais Recentes
>>> Parcelamento Tributário & Moratória de Fábio Junqueira - Maria Inês Murgel pela Mandamentos/ Belo Horizonte (2019)
>>> Tratado de Infectologia de Ricardo Veronesi & Roberto Focaccia pela Atheneu (2009)
>>> Otimismo sem Limites: Levante Hoje para Lutar e Vencer! de Ômar Souki pela Landscape (2007)
>>> Otimismo sem Limites: Levante Hoje para Lutar e Vencer! de Ômar Souki pela Landscape (2007)
>>> Estrela da Manhã de Manuel Bandeira pela Global (2012)
>>> El Mito de Faeton en La Literatura Española (ilustrações Fcs. Fora do de A. Gallego Morell pela Madrid (1961)
>>> Vida Otimista de Ômar Souki pela Souki House (2004)
>>> Vida Otimista de Ômar Souki pela Souki House (2004)
>>> Vida Otimista de Ômar Souki pela Souki House (2004)
>>> Pregão Nas Licitações Municipais de Marcelo Palavéri pela Del Rey/ Belo Horizonte (2005)
>>> La Cancion Petrarquista en La Lirica Española del Siglode Oro:... de E. Segura Covarsi pela Madrid (1949)
>>> Evolução Política do Brasil e Outros Estudos de Caio Prado JR. pela Cia. das Letras (2012)
>>> La Transcripcion Castellana de los Nombres Proprios Griecos de Manuel F. Galiano pela Soc. de Estudios Clasicos/ Madrid (1961)
>>> A Condição Espacial de Ana Fani Alessandri Carlos pela Contexto (2015)
>>> Estudo Progressivo da Morfo- Sintaxi Latina de Prof. Oscarino da Silva Ivo pela Edit. da UFMG (1974)
>>> Estudo Progressivo da Morfo- Sintaxi Latina de Prof. Oscarino da Silva Ivo pela Edit. da UFMG (1974)
>>> Manual de Gramática Histórica Española de R. Menéndez Pidal (Ramón) pela Espasa- Calpe/ Madrid (1944)
>>> Um ano para enriquecer - 52 mensagens de otimismo e motivação de Napoleon Hill pela Record (2019)
>>> Controles Internos nas Organizações de Paulo N. Migliavacca pela Edicta (2004)
>>> Dante Vivo de Giovanni Papini pela Editorial Tor/ Buenos Aires (1942)
>>> A nova dependência (dívida externa e monetarismo) de Celso Furtado pela Paz e Terra (1983)
>>> Sans Frontieres 1 - méthode de français de Michele Verdelhan, Michel Verdelhan, Philippe Dominique pela Clé international (1982)
>>> Tom Jones (encadernado.- Completo Em 01 Volume) de Henri Fielding pela Circulo do Livro/ SP. (1985)
>>> Cozinha Prática - Massas de Cristian Muniz pela Pae (2015)
>>> Chico Buarque do Brasil de Rinaldo de Fernandes. Organizador pela Garamond (2004)
>>> A Religiosa/ Capa Dura de Diderot (denis) pela Circulo do Livro (2019)
>>> Sursis/ Classicos Modernos/ Encadernado de Jean- Paul Sartre / Tradução: Sergio Milliet pela Abril (1974)
>>> MacWEEK Guide to desktop video - cd rom included de Erik Holsinger pela ZIff-Davis Press (1993)
>>> Ação Cominatória e Outras Peculiares - Doutrina, Jurisprudência ... de Ulderico Pires dos Santos pela Paumape (1989)
>>> O líder em você. Como fazer amigos, influenciar pessoas e ter sucesso em um mundo em mutação de Stuart R. Levine e Michael A. Crom pela Record (1997)
>>> El Genio Latino de Anatole France pela Ed. Grandes Autores/ B. Aires (1943)
>>> Nacha Regules (novela) de Manuel Galvez pela Editorial Tor/ B. Aires (1933)
>>> O Direito Como Fato Social de José Florentino Duarte pela Sergio Antonio Fabris (1982)
>>> A Tributação Sobre Consumo de Bens e Serviços de Alessandra Machado Brandão Teixeira pela Mandamentos/ Belo Horizonte (2002)
>>> Lições preliminares de direito de Miguel Reale pela Saraiva (1995)
>>> Seguro: Teoria e Prática - Doutrina - Jurisprudência - Prática Forens de João Roberto Parizatto/ Autografado pela Edipa: Ed. Parizatto (2004)
>>> Manual Prático do Horóscopo Chinês de Minami Keizi pela Traço (1988)
>>> Reiki - Amor, Saúde e Transformação de Johnny de Carli pela Alfabeto (2017)
>>> As Novelas de Torquemada de Benito Pérez Galdós pela Paz e Terra (1989)
>>> A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen de Eugen Herrigel pela Pensamento (1990)
>>> Umanesimo Positivo e Emacipazione Marxista de Galvano Della Volpe pela Sugar Editore (1964)
>>> Ciência e Tecnologia Hoje de Nicolas Witkowski pela Ensaio (1995)
>>> Luvas Brancas de John Kotre pela Mandarim (1997)
>>> I-Ching - A Alquimia dos Números de Wu Jyu Cheng pela Objetiva (1993)
>>> Computer Crimes de Maria Helena Junqueira Reis pela Del Rey/ Belo Horizonte (1997)
>>> O Budismo vivo e o mundo contemporâneo de Lama Anagarika Govinda pela Siciliano (1994)
>>> Luxúria. Coleção Sete Pecados Capitais de Simon Blackburn pela Arx (2005)
>>> Mundo, Vida e Esperança de Angela Coutinho ditado por Emmanuel pela Elevação (1999)
>>> O Budismo e o Caminho da Vida de Christmas Humphreys pela Cultrix (1995)
>>> Avareza. Coleção Sete Pecados Capitais de Phillis A. Tickle pela Arx (2005)
COLUNAS

Quarta-feira, 20/4/2011
O negócio (ainda) é rocão antigo
Luiz Rebinski Junior

+ de 4100 Acessos
+ 2 Comentário(s)

Comecei a escutar música com doze anos. Até os vinte, não lembro de ter escutado nada que tivesse sido gravado depois de 1980. Dissequei o rock inglês dos anos 1960 e 70, era alucinado pelos caras que estiveram em Woodstock e pela psicodelia californiana de bandas como The Doors, Grateful Dead e Jefferson Airplane. Adorava a fase viajandona dos primeiros anos do Pink Floyd, com Syd Barrett à frente. Só depois percebi que Barrett era mais maluco do que gênio, mas por um bom período eu achei o contrário. O Pink Floyd pós-Barrett é muito melhor. Tudo o que importa na banda foi feito depois que eles saíram dos clubinhos de jazz e foram tocar para as massas, aí viram grandes. Havia as bandas menos conhecidas, como Blue Cheer, que sempre é lembrada como uma espécie de lado B dos anos 1960. O disco de estreia deles, Vincebus Eruptum, é pesado como o Led Zeppelin seria um ano depois, no debute de 1969. E ainda havia as duas bandas mais influentes do mundo ― Beatles e Stones ― que, sozinhas, monopolizam a atenção de qualquer piá pançudo que está começando a escutar música.

Mas o fato é que, depois de um longo período dedicado à velharia, fiquei meio cansado do rocão clássico. Então passei metade dos anos 1990 afinado com o que foi produzido pelos meus contemporâneos. Escutei tudo que pude dos 90, do grunge ao britpop. Me apaixonei por bandas como Smashing Pumpkins ― quase comi o disco duplo mais foda dos anos 1990, o imbatível Mellon collie and infinite sadness. Ainda hoje me penitencio por não ter encarado o Hollywood Rock de 1996, quando a banda tinha acabado de lançar seu melhor disco e tocou na mesma noite do The Cure.

Também me embrenhei na barulheira do Sonic Youth. Até hoje, meu álbum preferido da banda é dos 90: Washing Machine, aquele disco com dois carinhas com máquinas de lavar estampadas na camiseta, é a união perfeita do noise com o pop. Sim, sei que eles têm discos mais aclamados, que a crítica pegou Daydream Nation pra Cristo, e o elegeu a obra-prima da banda. Mas, para mim, Washing Machine continua insuperável.

No Brasil, a música viveu nos anos 1990 uma espécie de ressaca pós-80. Poucos vingaram, e um número menor ainda continua por aí. Ainda assim, confesso que tive boa vontade com as bandas do meu tempo de pós-adolescente, quando também fui mais a fundo na história musical brasileira, me embrenhando na fase áurea de Jorge Ben ― A tábua de esmeraldas, África Brasil e Samba esquema novo ―, descobrindo Cartola, Chico, Nelson Cavaquinho, Zé Ramalho, Raul Seixas, Walter Franco, etc.

Sempre lutei contra certo sentimento de nostalgia que, vez ou outra, se apoderava de mim. E nostalgia de um tempo que não se viveu, é uma coisa bem idiota. Cultuar um passado que não se conhece é uma forma de desprezar a própria existência. Então nunca quis me tornar aquele chato que em um churrasco solta frases como "hoje não tem mais música que preste", "antigamente é que se fazia música de verdade" e coisas do gênero, que denunciam não a preferência por uma música diferente, mas, na maioria dos casos, apenas a ignorância cega daquilo que é feito embaixo do seu nariz.

Então foi com um pouco de receio que dei o título para este texto. Há sempre a possibilidade de um leitor mais preguiçoso associar meu nome a um tipo de fã anacrônico de música. Bem, mas ser mal compreendido é um risco corriqueiro para quem está disposto a revelar suas limitadas preferências artísticas. Mas, ainda que meio enganoso, o título não é de todo mentiroso. Depois desse nariz-de-cera que cometi para dizer que sou uma pessoa aberta a novas experiências musicais, me sinto mais à vontade para admitir que depois do final dos anos 1970 a música nunca mais tocou a mesma nota.

Os dez anos que separam 1965 de 1975, provavelmente foram os mais férteis da história do rock (mas não só). Os artistas daquele período que hoje estão canonizados, gravaram a parte mais substancial de seu repertório nesses dez anos. Claro que esses artistas não pararam de fazer bons discos depois de 1975, mas talvez não fossem o que são se não houvesse esse período mágico em suas carreiras.

Bob Dylan, que em 2011 completa 70 anos, poderia desmentir minha tese de araque com dois ou três discos sensacionais gravados em 1989 (Oh Mercy) e 1997 (Time out of mind), longe o bastante dos anos 1970. O judeu fanhoso, apesar de ter passado por períodos de ostracismo, nunca esqueceu como se faz uma boa canção. Suas pérolas musicas e poéticas residem até mesmo em discos mais fracos. Mas, ainda assim, mesmo tendo um repertório fantástico, com quase mil músicas, Dylan, ainda que seja um artista genioso, que só toca o que quer, nunca poderá escapar do conteúdo que produziu em Highway 61 revisited, Blonde on Blonde, Bringing all it back home, Planet Waves e Blood on the tracks, álbuns gravados em sua juventude, a fase mais brilhante de sua carreira. Se o violão de Woody Guthrie era uma máquina de matar fascistas, o de Dylan não parou de produzir clássicos durante uma década.

Os anos de glória dos Stones também estão entre os anos 1960 e 70. Ainda que os anos de Londres ― quando a banda gravou bons discos e seu som se baseava mais no blues americano ― tenham rendido alguns clássicos que sobreviveriam a muitas décadas ― "Satisfaction", "Stoned", "Paint in Black", "Play with fire" e "Under my Thumb" são dessa leva ―, foi entre 1968 e 1974 que a banda concebeu seus clássicos. Uma sequência arrebatadora que começou no final dos anos 1960 com Beggars Banquet (1968) e Let it bleed (1969) e terminou na primeira metade dos anos 1970 com Sticky Fingers (1971), Exile on Main Street (1972), Goats head soup (1973) e It's only rock'n'roll (1974). Depois disso, bons álbuns vieram (Tattoo you e Black and blue são os meus preferidos), mas a fase genial tinha ficado para trás.

É claro que os Stones e Bob Dylan, sozinhos, não provam nada. Não podem, com suas carreiras, certificar uma década como a mais brilhante da história do rock. Mas os discos lançados entre 1960 e 1970 podem. Nesse período Jimi Hendrix lançou todos os seus álbuns, incluindo a estreia com Are you experienced (1967) e o magistral Electric Ladyland (1968), o Cream nasceu e morreu, os Doors e o Velvet Underground viraram imortais com suas estreias (1967), o Jefferson Airplane lançou Surrealistic Pillow (1967), os Kinks fizeram seus melhores álbuns, a The Band gravou Music from the big Pink (a mesma casa rosa em que gravaram os Basement Tapes com Dylan) , Van Morrison pirou com Astral Weeks (1968) e Neil Young dava início a uma carreira-solo espetacular ― Harvest veio na esteira de Everybody knows this is nowhere, tá bom assim?). O começo dos anos 1970 também deu o norte para dois estilos que se tornariam febre entre jovens décadas depois: o punk com os Stooges e o metal com o Black Sabbath. Mas há muito mais. O que falar dos discos que Bowie fez antes e depois de sua androginia? Joni Mitchell, Nick Drake, Lynyrd Skynyrd, Marvin Gaye, Pink Floyd, All Green, Yes, Rush, os anos 70 são uma mina de ouro musical que se mostra inesgotável a quem se propõe a escavá-la.

Mas, o mais incrível não é apenas a profusão de grandes artistas que tiveram seus momentos mais criativos nos anos 1970, mas o que essas bandas fizeram com as gerações que lhe sucederam. De certa forma, esses artistas eclipsaram as gerações seguintes, que não conseguiram criar uma música tão idiossincrática e poderosa quanto a de seus ídolos. E hoje, o que se valoriza e se espera não é mais um tipo de música que se pareça única, singular, mas um tipo de música que consiga se relacionar com o que foi feito no passado, que dialogue com a matriz. É como se a música de hoje estivesse em um patamar artístico inferior. E, o que é pior, parece que tanto o público quanto a crítica já se conformaram com isso.

O Led Zeppelin é uma das minhas bandas preferidas, apesar de não ser a número um em minha galeria. Mas, com certeza, foi a banda de rock mais perfeita de todos os tempos. Todos os seus integrantes eram fantásticos e a banda tinha uma sinergia que, depois da morte de Bonhan, nunca mais foi alcançada e o grupo se desfez. O Led foi uma coisa tão mágica, que até o mais cético dos céticos é levado a acreditar naquelas bobagens de astrologia e zodíaco que a banda fazia questão de disseminar, com aqueles símbolos que eles mesmos não sabiam direito o que representavam. Em menos de dez anos, o Led Zeppelin construiu um discografia comparável a dos Beatles. Não há um disco falho em sua trajetória. Presence e Coda, os discos menos comentados do grupo, são petardos bem acima da média, de qualquer média. Os seis primeiros discos do Led convertem qualquer piá, de qualquer parte do mundo, em um fã fervoroso de rock. Não há como escapar. Se o destino realmente ronda a vida, ele se materializou no Led Zeppelin. Depois do fim da banda, nenhum integrante conseguiu fazer algo que se aproximasse da relevância do Led, ainda que a carreira-solo de Robert Plant tenha bons momentos. A impressão que se tem é que rolou algo como "as pessoas certas no momento certo". Cada integrante tinha a mesma importância (Page&Plant tinham mais holofote, mas Jones&Bonhan estavam longe de serem apenas coadjuvantes), o que é bastante difícil de acontecer em uma banda de rock, onde a disputa por espaço quase sempre é selvagem.

Mas e depois dessa onda criativa, o que aconteceu com a música? Por que não há uma banda contemporânea com a força e a magia do Led Zeppelin? E essa situação não se restringe ao rock. Não sou grande conhecedor de jazz, mas sei que todos os mitos do gênero estão no passado. Até onde sei, não há um Charlei Parker no cenário. É claro que há boa música sendo feita, o Radiohead é um clássico contemporâneo, mas não me parece que vai conseguir alcançar a relevância de bandas de outrora. Os mais céticos costumam dizer que, na música, tudo já foi feito. Prefiro não acreditar nisso e achar que a criatividade está entre nós e um dia uma nova hecatombe musical vai ser deflagrada. Assim espero.


Luiz Rebinski Junior
Curitiba, 20/4/2011


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O dia que nada prometia de Luís Fernando Amâncio
02. Vinicius de Julio Daio Borges
03. Inquietações de Ana Lira de Fabio Gomes
04. Meu querido aeroporto #sqn de Ana Elisa Ribeiro
05. Oswald de Andrade e o homem cordial de Celso A. Uequed Pitol


Mais Luiz Rebinski Junior
Mais Acessadas de Luiz Rebinski Junior em 2011
01. O beatle George - 23/2/2011
02. Dostoiévski era um observador da alma humana - 7/12/2011
03. Os contistas puros-sangues estão em extinção - 4/5/2011
04. O mistério em Thomas Pynchon - 22/6/2011
05. O negócio (ainda) é rocão antigo - 20/4/2011


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
2/5/2011
18h25min
Gostei do seu texto! Também sou fã da música dos anos 60/70, apesar de procurar conhecer mais as músicas da minha época, pois concordo com o seu "E nostalgia de um tempo que não se viveu, é uma coisa bem idiota." É verdade. Mas a música era melhor mesmo, e isso porque a música reflete o momento social da época. Nos anos 60/70, o mundo estava mudando, e os artistas acompanhavam essa mudança na sua arte. Hoje, o mundo ainda está mudando, mas de outra forma. Não são grandes mudanças sociais, políticas, ideológicas. Hoje, a mudança do mundo é na informação, na tecnologia, na velocidade com que tudo acontece. E a música acompanha. A música hoje é produzida e consumida rapidamente, perdendo, assim, na sua qualidade. Se você procurar, ainda vai encontrar bons músicos à moda antiga, mas infelizmente não dá pra esperar que a música volte a ser como antes. Infelizmente, ou não. Abs!
[Leia outros Comentários de paula]
3/5/2011
10h15min
Ah, o rock foi decididamente sublime naqueles anos. Toda vez que desejo comprar CDs, saio procurando pérolas daquele período que eu ouvia ainda no rádio e não podia comprar em disco. Sou saudosista assumido, ou talvez simplesmente ache esse rótulo, saudosismo, pouco significativo. Porque "a thing of beauty is a joy forever", coisas bonitas estão acima do tempo. Que dizer daquela banda fabulosa, Procol Harum, que fez uma mistura perfeita de rock e música clássica naqueles anos? E dos Moody Blues? Não troco nada do que ouço hoje em dia pelo simples piano inicial de "She´s leaving home" com os Beatles ou de Jagger cantando "Ruby Tuesday" pra Mariane Faithfull. Os velhos tempos não são velhos: são eternos...
[Leia outros Comentários de chico lopes]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




MONITORAMENTO DE MAMÍFEROS COM CÂMERAS-TRAPPS EM ÁREA MANEJADA
SHELIANE NASCIMENTO UND MARILUCE MESSIAS
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 251,00



DOM CASMURRO - COLEÇÃO LITERATURA BRASILEIRA - NOVA ORTOGRAFIA
MACHADO DE ASSIS
CIRANDA CULTURAL
(2008)
R$ 10,00



ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA
MICHAEL A. HITT
THOMSON
(2008)
R$ 30,00



CHEGA DE SAUDADE
RICARDO AZEVEDO
ED. MODERNA
(1984)
R$ 4,00



E SE... HITLER TIVESSE VENCIDO
REVISTA SUPERINTERESSANTE
ABRIL
(2015)
R$ 12,00



ELEMENTOS DE GEOMETRIA ANALÍTICA
N. EFIMOV
LIVRARIA CULTURA BRASILEIRA
(1972)
R$ 14,00



SEARA BENDITA
MARIA JOSÉ C. DE OLIVEIRA / WANDERLEY SOARES DE O
INEDE
(2000)
R$ 22,00



O ANO EM QUE SÓ NÓS TIVEMOS LUCRO
ALEXANDRE CAMARGO
MATRIX
(2010)
R$ 6,30



EVOLUÇÃO BIOLÓGICA CONTROVÉRSIAS
CELSO PIEDEMONTE DE LIMA
ATICA
(1988)
R$ 5,00



OBRAS-PRIMAS DO CONTO HUMORÍSTICO
SÉRGIO MILLET SELEÇÃO / NOTAS
MARTINS
(1956)
R$ 22,00





busca | avançada
32027 visitas/dia
890 mil/mês