Steve Jobs (1955-2011) | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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Quinta-feira, 6/10/2011
Steve Jobs (1955-2011)
Julio Daio Borges

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* Como toda pessoa preocupada em organizar seu tempo, eu tento programar minha semana e meus dias. Mas, hoje, tive de mudar minha programação. Bloqueei minha agenda para homenagear Steve Jobs. Convivo com a Apple desde 1985, quando ganhei meu primeiro computador pessoal. E ouço falar de Steve Jobs desde então, ainda que ele tenha saído da empresa nesse mesmo ano. Antes de sua volta triunfal à mesma Apple, em 1996, eu ouvia falar de Jobs, na época da faculdade, como uma figura mais distante, como o responsável por uma coisa importante para nós, o computador pessoal, mas como uma figura um tanto apagada, num momento em que o mundo vivia sob o domínio do Windows, da Microsoft e de Bill Gates. Nunca fui um usuário de "Mac" e confesso que não prestei muita atenção nas ações de Jobs no final dos anos 90. Ele voltou a chamar minha atenção nos anos 2000. Obviamente com o lançamento do iPod, que foi o primeiro produto da Apple que eu, oficialmente, adquiri. Depois, com o lançamento do iPhone (do qual sou um usuário bem recente). E, naturalmente, com o iPad (que não tenho mas que já usei também).



* Uma coisa que me impressiona em Steve Jobs é que ele viveu várias vidas em uma só. Ele foi um dos revolucionários da computação pessoal, junto com Steve Wozniak. Mas ele foi, igualmente, um dos revolucionários da computação "pós-PC". Ele foi responsável pela adoção em massa das interfaces gráficas e do mouse (com o Macintosh). Mas ele foi o responsável, também, pela tela sensível ao toque (com o iPhone e o iPad). Ele poderia, muito bem, ter insistido no PC, como insistiu Bill Gates, mas teve a coragem de se lançar de cabeça nos dispositivos móveis, nos celulares e tablets. Ele poderia ter insistido no computador que funcionava através de "linhas de comando" (antiga tela de fósforo verde), mas antecipou as "janelas" do Windows e as interfaces mais "intuitivas". E ele poderia ter ficado "só" nisso, mas jogou tudo pra cima, de novo, com touchscreens, aposentando o velho mouse. Dentro da nossa área, seria como se um jornalista, que tivesse se formado na máquina de escrever, tivesse, em seguida, abandonado ela em prol do computador e, mais adiante, tivesse, também, abandonado o papel em nome da internet. Em qualquer "indústria", como dizem os americanos, Steve Jobs é um profissional muito difícil de se encontrar, pois, só na área da computação, ele liderou, pelo menos, três gerações de dispositivos: computadores pessoais nos anos 80, interfaces gráficas nos 90 e dispositivos móveis nos anos 2000.



* E outra coisa que me impressiona em Steve Jobs é que ele foi multitalentoso. Ele não foi o gênio que montou um dos primeiros computadores pessoais; esse foi Wozniak. Mas ele foi quem vendeu um dos primeiros computadores pessoais, construindo uma empresa bilionária no processo, a Apple. E ele era capaz de discutir a parte técnica com Bill Gates, muitos anos depois, como quando vão falar da Microsoft fornecendo o "Basic" para a Apple, e Jobs interpela Gates, sem nenhuma cerimônia: "Não foi assim, não. Deixa eu contar a história...". Saindo estritamente da computação, Steve Jobs comprou os restos de uma empreitada falida de George Lucas, o diretor de cinema, que precisava do dinheiro pois estava se separando, e transformou o negócio, uma década mais tarde, num estúdio de animação, a Pixar ― que simplesmente foi vendida para a Disney, convertendo o mesmo Jobs no maior acionista "pessoa física" da empresa do Mickey. Ao mesmo tempo, ele estava reassumindo a Apple, depois de ter sido expulso dela, por um presidente que trouxe da Pepsi, John Sculley. Conseguiu que sua segunda iniciativa, a NeXT, fosse adquirida pela Apple, fornecendo o novo sistema operacional para a mesma empresa que havia fundado anteriormente, com Wozniak...



* E Steve Jobs revolucionou a música ou, ao menos, o nosso consumo de música, neste início de século. Ele não inventou o Napster, nem a troca de arquivos, mas, quando as gravadoras pareciam entregues à pirataria, conseguiu convencer os consumidores a pagar, de novo, por música. Inventou um preço por faixa ― 99 centavos de dólar ―, que era mais barato do que procurar na internet, baixar e escutar, numa qualidade duvidosa. E Steve Jobs reinventou o walkman (alguém se lembra?). Ele não inventou os "tocadores" de MP3, mas acabou definindo o padrão, com o iPod. A Microsoft entrou nessa batalha, com o Zune, mas quebrou a cara. Tenho meu iPod desde 2005. Ao contrário do que alegavam, sua bateria não se deteriorou em dois anos. Não consegui jogar minha vida musical toda nele, porque acho que ela não caberia, mas, como diz a Carol, ele é uma "relíquia". E, quando fui assaltado, foi a primeira coisa que perguntaram se haviam me roubado. Pensei em converter meu iPhone no meu novo iPod, mas ele não tem a mesma capacidade de armazenamento e eu não sei se quero misturar as coisas. É incrível, mas, com todas essas revoluções, talvez eu compre um iPod, de novo, daqui a alguns anos...



* E, a propósito, Steve Jobs revolucionou a telefonia. "Best phone in the world", ele disse em uma de suas últimas apresentações, e não estava exagerando. Tenho meu iPhone desde agosto e, desde então, venho pensando em como vou traduzir, em palavras, a experiência. Para mim, talvez seja tão revolucionário quanto o computador pessoal. Porque é um computador pessoal, só que "de bolso". Consigo fazer mais de metade do meu trabalho nele. Além de coisas óbvias, como checar e-mails e acessar aplicações como o Google Maps, consigo, também, navegar pela Web, acessar bancos, pagar contas, fazer anotações ("tuitar"!), tirar fotos, gravar áudios e vídeos e ― como diz a piada ― até telefonar. Existe uma desvantagem em estar sempre on-line, mas existe a vantagem em estar sempre up-to-date. A pressão do trabalho sempre vai existir: você pode optar por ignorar; ou por fazer o trabalho. Não me arrependo até agora. E, por tudo o que estou conseguindo fazer, acho que não foi caro. Sei que Steve Jobs não inventou o smartphone, mas ele, mais uma vez, estabeleceu o padrão. E não vejo ninguém ameaçando o iPhone...



* E ― como quem me acompanha, sabe ―, sou o feliz detentor de um Kindle, desde 2009. Mas confesso que, depois do iPhone e de mexer um pouco no iPad, assisti à última apresentação de Jeff Bezos, introduzindo o Kindle Fire e o Kindle Touch, um tanto quanto descrente. Também estou há dias ruminando, para ver como explico... Mas minha impressão é de que, como na campanha da telefonia, todos os outros "tablets" perderam a guerra. Para começar, é muito difícil competir com a tela do iPad, com os monitores da Apple. Assista a um simples vídeo no iPad e me diga se não há uma enorme diferença. Depois, é muito difícil trazer essa massa de desenvolvedores ― de iPhone e de iPad ― para uma nova plataforma, que seja do Google, da Amazon ou até do Facebook. Voltando ao Kindle: eu gosto do E Ink, mas não sei se conseguiria abrir mão de todo o resto que um iPad oferece. Segundo a analogia de Steve Jobs, ele chegou para destronar o netbook; mas não duvido que, em poucas versões, venha a substituir o notebook. Talvez não resolva tudo ― como o iPhone não resolve ―, mas resolvendo mais da metade já vale a pena.



* E Steve Jobs se converteu num "mestre oral" (expressão que usaram para Borges, no fim da vida deste). É impossível não se emocionar com seu discurso em Stanford, em 2005. Quantas vezes você não ouviu, antes de uma apresentação, que seriam só "três histórias", ou, até em conversas despretensiosas, a expressão "connecting the dots", ou "find what you love", ou, nas últimas horas na mídia, "stay hungry, stay foolish"? Não estamos consumindo, apenas, os produtos que Jobs criou, ou os clones deles, mas suas ideias também, seus pensamentos sobre a vida, sua filosofia de trabalho etc. É muito raro um bilionário ter grandes ideias sobre o mundo, a vida, as pessoas. Mais raro ainda um bilionário que consiga escrever um texto como aquele e que consiga apresentá-lo daquela forma. Aquele discurso não é só uma aula de negócios, não é apenas uma história de superação, ou a retrospectiva de carreira bem-sucedida, é um exemplo de humanidade, que a maioria dos nossos grandes capitalistas perdeu ou, sendo bem condescendente, não consegue mais acessar. Nas apresentações da Apple, dos produtos e dos resultados, sempre me impressionou o fato de Jobs entrar falando baixinho, procurando intimidade com aquela plateia, mas, ao mesmo tempo, se impondo para o mundo inteiro, conquistando bilhões de pessoas e criando mercados inauditos.



* Steve Jobs, a meu ver, tinha uma alma de artista. De artista frustrado, dirão os críticos. Não entendo tanto de design, mas sei que ele vem revolucionando o desenho de produtos desde o Macintosh até o iPad, passando pelo iPod e pelo iPhone. E ele foi um mestre da propaganda, embora não me sinta, igualmente, confortável para opinar. Acontece que mesmo um leigo, como eu, consegue se sensibilizar com os anúncios da Apple "batendo" na IBM e com a campanha Think Different, quando ele reassumiu a empresa, no final dos anos 90. Novamente, é muito difícil ver um empresário citando, por exemplo, uma canção dos Beatles, para se referir a um parceiro comercial, e a um oponente (no caso, Bill Gates). E, refletindo nas útimas horas, cheguei à conclusão de que Jobs é resultado da efervescência cultural dos anos 60 e 70, nos EUA. Estava lá, na Califórnia, sendo exposto a tudo aquilo, e manteve uma atitude, talvez, hippie, mas nada ingênua, de querer "mudar o mundo" (porque ele o mudou, efetivamente).



* E me agrada a rebeldia, ainda que estudada, de Steve Jobs. Ele, por exemplo, dizer que os bilhões da Apple não importavam, tem um efeito até mágico, mas, basta ler qualquer livro sobre suas histórias, como empresário, para perceber que Jobs fazia questão de faturar alto. De qualquer modo, sua insistência em se vestir como um técnico de garagem, de jeans e de camiseta, quando o ambiente requeria terno, me soa como algo, no mínimo, inusitado. Na sua apresentação de volta à Apple, quando teve de juntar forças com a Microsoft, em 1997, Jobs teve a humildade de reconhecer que não dava mais para lutar contra Bill Gates, e que a sobrevivência da sua empresa agora dependia dessa cooperação. Por outro lado, me agrada ver que, anos depois, no mesmo discurso de Stanford, ele deu uma alfinetada no Windows, dizendo ― com todas as letras ― que sua interface gráfica havia sido copiada do Macintosh. Como se ele fizesse o maior esforço para ser polido, e se aliar com seus maiores inimigos, para, em seguida, não resistir, e soltar uma crítica ferina.



* Por último, evidentemente me impressionaram suas reviravoltas. Desde ser entregue para adoção, experiência que naturalmente o marcou, para sempre, com o sinal da rejeição (por mais que ele se consagrasse e fosse amado, por esposa e filhos). Passando pela demissão da empresa que ele mesmo criou, a Apple. Subitamente, Jobs perdia seu mundo, sua razão de viver, e sua existência ficava vazia de sentido, pois ele havia sido separado de sua criação, e precisava começar de novo, apesar dos bilhões. Tudo o que Jobs queria, não tinha mais; tudo o que Jobs tinha, não servia para nada. Assistir Bill Gates, na década de 90, sendo tudo o que ele, Steve Jobs, poderia ter sido, deve ter sido bastante difícil. Bill Gates ainda teve a chance de viver mais uma vida, como filantropo, mas Steve Jobs precisou (ainda) construir a empresa mais valiosa do planeta, e ter o mesmo poder, e a mesma influência, que o homem mais rico do mundo... Por fim, o câncer e a morte, ao que parece, sempre muito presentes. Como ele mesmo disse, tudo ganhou um senso de urgência. E eu vejo que ele também ganhou uma honestidade que é a famosa "serenidade" ― segundo Nélson Rodrigues ― "dos que vão morrer". Era óbvio que ele estava doente, mas a indústria, o mercado e nós mesmos... ninguém queria ver. E fomos coniventes. Levando o artista a se desgastar até sua última performance...



* É muito cedo para fazer qualquer julgamento sobre o futuro sem Steve Jobs. Mas, obviamente, a Apple não será mais a mesma. Nem a tecnologia, muito provavelmente. Prefiro pensar no que Jobs deixa, para nós, como legado. Em primeiro lugar, um perfeccionismo extremo, como se, para sermos dignos dele, devêssemos dar o melhor de nós mesmos, sempre. Em segundo lugar, um reconhecimento da meritocracia. Não o compadrismo, a condescendência, o corporativismo, tão brasileiros, mas uma avaliação implacável da realidade, uma busca por excelência constante e um profissionalismo para além dos limites. Em terceiro lugar, um certo idealismo, um apego às nossas convicções mais íntimas e um culto à personalidade, sim. Mesmo que forçando a barra no discurso, para ficar mais bonito, Jobs mudou o mundo, na prática (repito). Mesmo com suas idiossincrasias, que possivelmente o fizeram perder quase tudo, ele soube se aperfeiçoar, e recuperar tudo (e mais um pouco). E, mesmo numa época de massas, de impessoalidade e de globalização, ele "vendeu" para o mundo seu bom gosto, suas opiniões e até sua ideologia com um verniz de contracultura. Desde a música dos Beatles, desde o cinema de Chaplin, que não tínhamos algo tão genial e, ao mesmo tempo, tão popular. E se Steve Jobs disse que trocaria "toda a sua tecnologia" por "uma tarde com Sócrates", eu digo que trocaria toda a minha verborragia por uma tarde com Jobs.


Steve Jobs por Diana Walker (2004)

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Steve Jobs no Digestivo


Julio Daio Borges
São Paulo, 6/10/2011


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Mais Especial Steve Jobs (1955-2011)
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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
19/10/2011
16h02min
Dizer que ele matou o mouse ou coisa do tipo é ignorar que uma nova tecnologia não vai necessariamente matar uma antiga, ou que a adoção da nova implicará na parada imediata do uso da anterior. Isso não é percepção, é ser um apocalíptico exagerado que não percebe que uma empresa como a Apple lançar o iPhone não é canibalizar os iMacs, por exemplo.
[Leia outros Comentários de Alexandre Maia]
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