Buenos Aires: guia de viagem | Gian Danton | Digestivo Cultural

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Sexta-feira, 23/1/2015
Buenos Aires: guia de viagem
Gian Danton

+ de 2900 Acessos

Visitar Buenos Aires pode ser uma experiência interessante. Embora seja um país colado ao nosso, tem grandes diferenças culturais. Recentemente tive a oportunidade de conhecer a capital portenha. Compartilho aqui algumas de minhas impressões.

A primeira coisa que chama atenção do turista é a diferença gastronômica. A comida argentina é muito diferente da brasileira. Ao contrário do Brasil, onde todo prato vem com acompanhamento de arroz e feijão, na Argentina o arroz é pouco comum. Feijão é praticamente impossível de ser encontrado (eu não vi em nenhum restaurante). Um prato típico argentino é carne com batata frita. E não é pouca carne: é um pedaço enorme, que ocupa quase todo o prato. Se for churrasco, é carne repleta de gordura. Os amantes de carne devem adorar.

Outra diferença cultural é no café da manhã. Num hotel brasileiro, o café da manhã normalmente inclui frutas cortadas em fatias (melão, abacaxi, mamão, manga, etc), sucos naturais, café, leite, pão, bolos, queijo e presunto. Um café da manhã argentino é baseado principalmente em doce. Tudo é doce. De fruta, apenas sala de fruta, com muita laranja e um outro pedaço de outra fruta (diga-se de passagem, é uma laranja deliciosa, mas você enjoa depois do segundo dia). Os hotéis colocam na mesa até algo parecido com brigadeiros (eu não experimentei). Para um brasileiro comum é muito açúcar, inclusive no suco. Uma boa dica é experimentar o medialuna (um folheado no formato de meia-lua), desde que ela não seja caramelizada. Diabéticos devem ter sérios problemas na Argentina.

Na cidade existem atrações básicas, o tipo de coisa que nenhum turista pode perder. Na minha opinião, a feira de San Telmo entra nessa categoria. É uma feira enorme que acontece aos domingos, próxima à casa rosada, que pega várias ruas. Na feira é possível comprar os mais variados produtos argentinos, artesanato, livros ver shows de tango. Sem falar que há vários restaurantes em volta. É programa para o dia inteiro. Na feira de San Telmo fica o famoso banco de praça com a personagem Mafalda, parada obrigatória para os turistas. Mas prepare-se para a fila: sempre há muita gente querendo fotografar com a personagem. Um pouco mais abaixo há uma estátua de Izidoro, personagem clássico da HQ portenha, menos famoso que a Mafalda, mas que vale uma conferida. Aliás, na esquina da estátua da Mafalda há uma lanchonete que vende lanches temáticos baseados no universo criado por Quino e lembranças.

Aliás, Mafalda é uma verdadeira febre na Argentina. Na feira é possível encontrar de tudo relacionado à personagem, desde livros de tiras a camisas e travesseiros.

Para os fãs de quadrinhos vale conhecer o personagem Eternauta, que se tornou símbolo da luta contra a ditadura depois que seu autor, o roteirista Hector Oeterheld, foi morto pela ditadura militar. Na feira é fácil achar livreiros vendendo álbuns do Eternauta e até camisas do personagem.

Outra local famoso é a Ricoleta. A praça tem uma pequena feira (com menos variedade e preços bem mais altos que a feira de San Telmo), mas o que vale mesmo é uma visita à igreja e principalmente ao belíssimo cemitério. Os túmulos são verdadeiras obras de arte. É ali que está o corpo de Evita, mas não há qualquer identificação específica. Ocorre que ele foi enterrado junto com seus parentes. Assim, procure pelo túmulo da família Duarte, seu sobrenome de solteira.

Gostando ou não do peronismo, vale uma visita ao Museu Evita. É o melhor museu que visitei na capital portenha e uma aula de história. Implantado numa casa que servia de abrigo para mulheres desamparadas (uma casa de passagem), o museu foi estruturado de forma que você vai entrando de sala em sala e conhecendo a vida de Evita desde sua infância até sua morte. É possível, por exemplo, ver trechos de seus filmes, ouvir áudios de seus discursos, conhecer suas obras sociais. O Museu é acima de tudo o retrato de uma história de amor. Peron era tão apaixonado e fascinado por Evita que, ao ser eleito presidente da Argentina pela primeira vez, fez questão de tirar a foto oficial ao lado de sua esposa. A imagem de seu último discurso quando Evita, já com câncer, encosta a cabeça no peito do marido, é emocionante. O uso de recursos áudio-visuais aliados à própria estrutura da casa criam uma espécie de imersão que poucas vezes vi em um museu.

Próximo da Ricoleta fica o Museu de Belas Artes, que vale uma visita. Embora o acervo não seja tão impressionante quanto o do MASP, por exemplo, há várias obras importantes da história da arte. O Museu vale inclusive pelo próprio prédio. Aliás, para quem gosta de arquitetura, Buenos Aires é um paraíso. O centro histórico é marcado por belíssimos prédios nos mais variados estilos, do neo-clássico ao gótico, passando pelo art-noveau. É uma verdadeira miríade de estilos. O Congresso Nacional, todo em estilo neo-clássico, por exemplo, é visita obrigatória, mesmo que seja apenas para observar sua fachada.

Não há como falar em Buenos Aires sem falar em tango. Muitos hotéis oferecem pacotes que incluem translado, jantar (com entrada, prato principal e sobremesa) e show. Os preços são acima de 160 reais por pessoa. Deve agradar quem gosta muito de carne. Pessoalmente, não achei que jantar valeu a pena. O show, por outro lado, é realmente maravilhoso.

Mas, para quem quiser apenas o show, uma opção melhor é o Centro Cultural Jorge Luís Borges, que oferece espetáculos de tango ao preço em média de 70 reais por pessoa. Aliás, o local vale a visita. Além de mostras de arte, há uma exposição dedicada ao mais importante escritor argentino e um dos mais importantes do século XX, onde é possível ver curiosidades, como seus livros, um desenho infantil (de um tigre) e outros.

Ainda sobre tango, é possível ver shows gratuitos no Caminito. O local tem várias galerias de artesanato e restaurantes e bares que oferecem espetáculos o dia inteiro. O preço da comida é salgado, mas é possível ver as apresentações de tango mesmo sem ser cliente, já que eles acontecem na frente dos restaurantes. Outra atração é o Museu Histórico Nacional, bastante amplo, instalado num prédio de belíssima arquitetura. O único defeito é que o Museu se dedica apenas a fatos antigos, da época da independência da argentina. Fatos como a ditadura e a guerra das Malvinas são só mencionados.

Há ainda o Museu Argentino de Ciências Naturais com uma incrível coleção de fósseis de dinossauros. Um aspecto negativo é que é um museu do tipo antigo, contemplativo. Não há, por exemplo, toda a interatividade do Museu de ciências da PUC, em Porto Alegre, por exemplo (depois que voltei para o Brasil descobri que existe o Museu de Ciências, no bairro da Ricoleta, que tem essa característica de interatividade).

Para quem gosta de ler, Buenos Aires é um paraíso. Há diversas livrarias e muitos sebos. A avenida Corrientes (uma das que cortam o Obelisco) tem praticamente um sebo ou livraria a cada quarteirão, ou mais. Eu consegui, por exemplo, vários números da coleção do jornal Clarin de clássicos dos quadrinhos, além de livros Jorge Luís Borges em capa dura a preço baixo (menos de 10 reais cada).

Mas, como toda cidade, Buenos aires tem seus aspectos negativos. Um deles são os golpes aplicados contra turistas. O mais conhecido deles é o do câmbio. Em ruas de comércio, como a Florida, é possível encontrar diversas pessoas oferecendo câmbio. Consta que muitos deles trocam real, dólar ou euro por pesos falsos. Assim, o ideal é fazer a troca em casas de câmbio oficiais e nunca trocar muito dinheiro de uma vez só. Também é comum se aproveitarem da diferença da língua e da moeda para passarem troco errado ou cobrarem produtos que não foram consumidos (aconteceu comigo).

Até mesmo o translado hotel-aeroporto pode ser um problema. No meu caso me foi oferecido translado pelo próprio hotel, ao preço de 330 pesos. Paguei no balcão do hotel e recebi um recibo que, vendo depois, não tinha nem mesmo o nome do atendente do hotel. No dia da viagem, ao chegarmos no aeroporto de Ezeiza, o motorista (não era um taxi e não havia qualquer identificação no veículo) me disse que eu tinha que lhe pagar 450 pesos. Mostrei o recibo do hotel e ele disse que não tinha nada a ver com o que eu havia pago ao hotel e que só liberaria as malas diante do pagamento de 450 pesos. Depois que paguei, pedi recibo, ao que ele incialmente recusou. Depois de uma longa discussão (e a preocupação de perder o vôo), consegui um recibo que constava apenas o primeiro nome do motorista e nehuma outra identificação.

Minha sugestão para quem viaja para Buenos Aires é não usar o serviço de translado do hotel. O ideal é combinar com um taxista credenciado (os taxis oficiais têm uma placa com todas as informações sobre o veículo e o condutor), pagar antes da corrida e pedir recibo. Isso pode evitar muita dor de cabeça.


Gian Danton
Goiânia, 23/1/2015


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