Claudio Willer e a poesia em transe | Renato Alessandro dos Santos | Digestivo Cultural

busca | avançada
29126 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> SESC BELENZINHO RECEBE SHOW DE ZÉ GUILHERME QUE LANÇA QUARTO DISCO E COMEMORA 20 ANOS DE CARREIRA
>>> MOSTRA CENA SUL, DO SESC BELENZINHO, TRAZ ESPETÁCULO DO COLETIVO ERRÁTICA (RS)
>>> SESC BELENZINHO RECEBE MARIÂNGELA ZAN E JULIANA ANDRADE NO PROJETO MÚSICA DE RAIZ
>>> WANDER WILDNER FAZ SHOW DE SEU MAIS RECENTE ÁLBUM NO SESC BELENZINHO
>>> CCBB reabre teatro com espetáculo 'Vigiar e Punir'
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> K 466
>>> 2 leituras despretensiosas de 2 livros possíveis
>>> Minimundos, exposição de Ronald Polito
>>> Famílias terríveis - um texto talvez indigesto
>>> O Carnaval que passava embaixo da minha janela
>>> A menos-valia na poesia de André Luiz Pinto
>>> Lançamentos de literatura fantástica (1)
>>> Cidadão Samba: Sílvio Pereira da Silva
>>> No palco da vida, o feitiço do escritor
>>> Um olhar sobre Múcio Teixeira
Colunistas
Últimos Posts
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
>>> Mon coeur s'ouvre à ta voix
>>> Palestra e lançamento em BH
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
Últimos Posts
>>> Melodia
>>> Osmose Vital
>>> Dégradé
>>> Na rama
>>> Domingos de Oliveira (1936-2019)
>>> Latitudes & Longitudes
>>> Renovação
>>> Prefácio
>>> Descendências
>>> Nem mais nem menos
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Como eu escrevo
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> A profecia de Os Demônios
>>> Fotógrafa da Amazônia é destaque na Europa
>>> Sim, é possível ser feliz sozinho
>>> Eu sei o que é melhor pra você
>>> O fim da revista Bravo!, na editora Abril
>>> Generaciones de blogueros
>>> Os ombros suportam o mundo
>>> Lançamentos de literatura fantástica (1)
Mais Recentes
>>> No vai e vem da vida de Pedro Santiago/Dizzi Akibah pela Eme (2017)
>>> Brasil-Menino de Fátima Miguez pela DCL Difusão Cultural do Livro (2006)
>>> Sete Histórias de Pescaria do Seu Vivinho - Cordel em Quadrinhos de Fábio Sombra & João Marcos pela Abacatte (2011)
>>> Marilu de Eva Furnari pela Moderna (2012)
>>> Coligações e disputas eleitorais na Nova República de Silvana Krause, Carlos Machado, Luis Felipe Miguel orgs. pela Konrad Adenauer Stiftung (2017)
>>> Peças e engrenagens dos jogos políticos no Brasil de Adnré Marenco dos Santos, Igor Gastal Grill, Ernesto Seidl, Carlos Souza orgs. pela Oikos (2012)
>>> Mitos Gregos de Eric A. Kimmel pela WMF Martins Fontes (2017)
>>> Stay There - You Move - Completo de Vários Autores pela Klinos (2011)
>>> Fundaciones en el tiempo de Elsa Elida von Fehleisen pela Amalevi (1995)
>>> Em nome do amor de Lourdes Marconato/Maria Cecilia pela Correio Fraterno (2016)
>>> A Origem das Espécies de Charles Darwin pela Hemus (1994)
>>> O Noviço de Martins Pena pela Klick (1997)
>>> Poemas - Antologia comentada de Fernando Pessoa pela Leitura XXI (2015)
>>> As loucuras do rei de Jean Plaidy pela Record (1994)
>>> Anna de Assis: História de um Trágico Amor de Judith Ribeiro de Assis e Jefferson de Andrade pela Codecri (1987)
>>> A Muralha da China de Franz Kafka pela Clube do Livro (1968)
>>> A Princesa Leal de Philippa Gregory pela Record (2007)
>>> Teatro, Mujer y Latinoamérica de Maria Julieta Ambrosoni pela Editorial Tablado UberoAmericano (2000)
>>> Se Me Deixam Falar de Moema Viezzer pela Freitas Bastos (1981)
>>> Literatura Infantil: Estudos de Bárbara Vasconcelos de Carvalho pela Lotus
>>> A Vida de Disraeli de André Maurois pela Nacional (1957)
>>> Histoires dàmour de l´histoire de france de Guy breton pela Noir et blanc (1957)
>>> Pérola ao Sol: Apontamentos pra uma História de Guarujá - Dedicatória da Autora de Monica de Barros Damasceno e Paulo Mota pela P.m.g - D.e.c
>>> El agua en la industria textil de Juan b puig pela Jose monteso (1948)
>>> Fronteira Brasil/Venezuela encontros e desencontros de Aimbere freitas ms pela Corprint (1998)
>>> Dios nunca parpadea de Regina brett pela Planeta
>>> A Irmã de Ana Bolena de Philippa Gregory pela Record (2010)
>>> Memórias de um doente dos nervos de Daniel paul schereber pela Paz e terra (1995)
>>> Uma farmácia para a alma de Osho pela Sextante (2006)
>>> Xadrez sem mestre para principiantes de J carvalho pela O livreiro
>>> A Herança de Ana Bolena de Philippa Gregory pela Record (2010)
>>> Concepto rosacruz del cosmos la fraternidad rosacruz de Max heindel pela Kier (1987)
>>> O clube dos anjos - Gula de Luis Fernando Veríssimo pela Objetiva (1998)
>>> Cristo em cadeias comunistas de Richard wurmbrand pela Cpad (1980)
>>> O jogo do bicho como jogar e ganhar de Gehisa saldanha pela Ediouro (1986)
>>> O Bobo da Rainha de Philippa Gregory pela Record (2010)
>>> Vinho sem segredos de Patricia tapia pela Planeta (2004)
>>> Justificação estética do cinema de Gonçalves Lavrador pela Colecção movimento (1974)
>>> A velhinha de Taubaté de Luis Fernando Veríssimo pela L&PM (1983)
>>> Adelia bastos krefta de Minha alma gemea pela Santa monica (1999)
>>> Sinfonia da alma de Ana cristina vargas pela Vida e consciencia (2014)
>>> O Amante da Virgem de Philippa Gregory pela Record (2007)
>>> Reencarnação e imortalidade de Alexandra david-neel pela Ibrasa (1989)
>>> Introdução ao tarot e cabala de Samael aun weor pela Aef (2015)
>>> A morte é uma farsa por jose antonio de Ana cristina vargas pela Vida e consciencia (2011)
>>> Kit Atelier do Chocolate - Série Especial de Trish Deseine pela CookLovers (2019)
>>> Uma flor do nosso jardim pelo espirito nina arueira de Alceu costa filho pela Petit (2005)
>>> Celebrando com uma Princesa Judia de Georgie Tarn /Tracey Fine pela Senac (2012)
>>> The Fragility of Goodness: Luck and Ethics in Greek Tragedy and Philosophy de Martha C. Nussbaum pela Cambridge UP (2001)
>>> O diário de sofia pelo espirito nina arueira de Alceu costa filho pela Petit (2002)
COLUNAS

Terça-feira, 13/2/2018
Claudio Willer e a poesia em transe
Renato Alessandro dos Santos

+ de 1700 Acessos

‘Stamos em pleno mar, ali, na página 12 de A verdadeira história do século 20 , de Claudio Willer, quando imagens das mais inusitadas pulam no colo dos leitores: “fragmentos celestes\ suspensos a uma nuvem\ podemos observar o lento giro dos portões do mar\ e sentir que a vida toda se condensa em um momento.” Na poesia, você sabe, os maremotos começam assim.

Esses portões em hélice são o coração do poema – um coração capaz de unir o pulsar e o mar a fim de fazer respirar as palavras do “livro invisível feito de água”, livro que traz “novas sensações\ escondidas por trás do vento”. O poema chama-se “Trópico de Sagitário” e como um colar de pérolas a revitalizar o pescoço mais delgado traz uma epígrafe daquele rapazinho teimoso que incendiou Paris na segunda metade do século XIX.

O último livro de poesia é de 2016, e as pessoas que não conhecem Claudio Willer, quando se aproximam, estranham as atividades múltiplas a que se dedica: tradutor, palestrante, crítico literário etc. Et cetera: escritor, blogueiro, pesquisador com pós-doutorado em literatura, ativista cultural... Reticências: poeta, antes de tudo.

Suas oficinas literárias e seus livros confirmam o mister do artista: Anotações para um apocalipse (Massao Ohno Editor, 1964), Dias circulares (Massao Ohno Editor, 1976), Jardins da Provocação (Massao Ohno/Roswitha Kempf Editores, 1981) e Estranhas Experiências (Lamparina, 2004) – junte todos esses livros e terá uma coleção de obras rebeldes em que o espírito, inquieto em meio aos escombros, sobrevive, enquanto a literatura vai dando sentido à vida. Referências e referências invadem as páginas: Julien Gracq, André Breton, J.-K. Huysmans, Novalis, Herberto Helder e outros. Todos vêm, como os anjos tortos drummondianos, sentar-se sobre os ombros de Willer e chegam para reforçar as ressonâncias que a poesia do autor recebe.

Há alusões a autores da 7ª arte, em poemas que dialogam com Carlos Reichenbach ( Filmedemência ), Alfred Hitchcock ( Vertigo ), Ingmar Bergman ( Persona ); há menção a autores pouco conhecidos, como Jâmblico (245-325). Quem? Jâmblico: filósofo neoplatônico assírio, cujas ideias foram preservadas graças à doxografia, isto é, comentários que autores deixam sobre outros, como fizeram com Jâmblico, ele, com Pitágoras, e o Facebook, com a gente.

Punk is dad

Willer é poeta bissexto. Isso quer dizer que ele escreve com a mão esquerda? Não, rabugento, mas não por acaso lamenta a falta de editores de um universo livresco indisposto a publicar poesia. Do penúltimo ao último livro, passaram-se doze anos (do antepenúltimo ao penúltimo, 23). Esse silêncio é menos pelos pés para cima, o que no caso de Willer seria um insulto, do que pela ojeriza do mercado editorial, que segue imune à poesia, desprezando poetas, os quais vê como antenas de um certame lúdico com a língua, e só. Passe a salada, por favor. Tente, ó, novo bardo brasileiro, enviar um original às editoras que não cobram do autor pelo lançamento do livro e espere, ali, sentado àquele banquinho, embaixo daquela árvore, lendo Rip van Winkle.

Certo, mas e o livro de Willer, A verdadeira história do século 20 , como é?

Lá e de volta outra vez

Saiu primeiro em 2015, em Portugal, pelas mãos de Maria Estela Guedes, da editora Apenas livros, fazendo parte da coleção “cadeRnos suRRealistas sempRe"; já a edição brasileira é da Córrego, e não há menção à tiragem de exemplares. Tem poucas páginas (49) e nenhuma orelha, mostrando-se na aparência um livro bem simples, embora charmoso, como aquelas edições caseiras sem grandes fachadas, mas que se revelam sempre um bom lugar para a poesia morar. Traz “Cinema”, poema dividido em cinco partes, “Maremoto”, escrito a quatro mãos (as outras duas são de Roberto Piva; Axé, poeta!), um texto em prosa, de 1965, com anotações de uma “ficha de leitura” para todos os detetives selvagens dentes-de-leite que há por aí, além de 15 poemas com versos tabulados irregularmente pela página, recurso bastante utilizado pela poesia de Allen Ginsberg, autor beat que Willer vem traduzindo desde os anos 1980.

Mensagens, 1: enquanto releio Allen Ginsberg

porque o mundo é mágico
eu escrevo instalado em um canto tranquilo da cidade
onde servem café
e sei-me parceiro das leis secretas que regem o real
você enxerga \ eu enxergo à frente \ atrás
o que foi e o que será
poesia é isto: saber olhar
atentamente, distraidamente
e contar
tudo o que ninguém precisa saber

Eis aí uma acertada definição de poesia, que vai fundo no que ela, dando de ombros, oferece aos leitores, enquanto a clepsidra esvazia-se. Boa parte dos poemas tem apenas letras minúsculas, do início ao fim, marca da poesia contemporânea que há um certo tempo vem gostando do banimento da letra maiúscula iniciando os versos, e, falando deles, todos habitam aquele mundo periférico onde moram os sonhos, trazendo de lá notícias de uma terra em que o lirismo está por toda parte.

- em que dia chegará o repouso,
O mundo novo?
bem mais estranho que uma vida de província – a carta,
aquela carta, você a recebeu?
velas armadas
e sempre numerar os poemas
nostalgia da ternura – penetrar nesse mistério (ah, eles não vão
entender nada, tanto melhor – mas como conversavam entre si,
esses poetas!)

Por que enumerar poemas? Pela possibilidade de se pôr em ordem aquilo que, na vida, é caos? Esse é o fragmento 5 de “Séries”. Há música: rimas toantes que repicam, como “em que dia chegará o repouso\ O mundo novo?”, com o “o” de “repouso” e da expressão “o mundo novo” vibrando em assonância; aliterações em “p” e em “v”, figuras de linguagem simples, como um cais a um pôr do sol, mas que sempre fazem diferença.

Fanopeia, melopeia e logopeia são o moto-contínuo da poesia, diz a teoria, enquanto Mallarmé e Cia., donos das fantasias mais magmas, sopram os dados, jogando-os na mesa lá pelo último quartel dos 1800, fazendo girar a roda tudo de novo. Já Willer segue tanto pelo surrealismo como, também, por uma realidade que está ali, mas que para ser vista tem de ser percebida paradoxalmente pelos olhos atentos e distraídos dos leitores, como sugere em “Mensagens, 1: enquanto releio Allen Ginsberg”. Por sua vez, essa métrica não poderia habitar a simetria e, por isso, o autor deixou os versos o mais longe possível da forma fixa, que de maneira persistente, mesmo em tempo de lua cheia, em meio à liberdade do verso livre, carimba a poesia até hoje.

A verdadeira história do século 20

contemplação: estrela no fundo do mar
você: véu de gaze azulada roçando, suave apelo
furacão: róseo
perfeição: parábola de perfumes
lâmina: a mente alucinada
gruta: você os arcanos da natureza
matemática do sonho: esta nuvem
gelo: explosão de relâmpagos
essa solidez, essa presença: capim ao vento
rápidos, passando à frente: lavanda
e também sombra de árvore
montanha: inteiramente nossa
intimidade sorridente: no calor da tarde
Íris: o nome da flor, o seio ao sol

- quanta coisa você fez que eu visse

o acaso nos transportava e poderíamos ir a qualquer
lugar
o mundo tinha janelas abertas
e tudo era primeira vez

gnose do redemoinho, foi o que soubemos

Os dois-pontos criam relações entre signos dissonantes, que, com pouco ou nada em comum, sugerem pontes, de igualdade, levando o cocoruto do leitor a transpirar, língua entre os dentes, em busca de encontrar correspondências entre o que há antes e depois deles, e a poesia manifesta-se espontaneamente, gerando inquietude. Enquanto isso, o leitor rumina se o poeta não deveria, tal o estranhamento das associações, ter recorrido mais a esse procedimento, o qual repete também em “Novas histórias”, e a explicação recai sobre revelação, magia das palavras, gnose. “(...) só digitei aqueles pares de expressões que me pareceram revelados e poderiam ter algum sentido misterioso, a exemplo do que diziam os antigos e os atuais oráculos sibilinos”, afirma o autor no prefácio. E tudo se ilumina? Não, mas o archote continua na mão do leitor.

Pod4mos ficar assim? De Baudelaire a Willer, uma poesia que transcende a realidade vai buscar, lá no mundo dos sonhos, imagens surreais que riscam diagonais ascendentes, do fundo do mar ao céu mais cerúleo.

Renato Alessandro dos Santos é editor do site Tertúlia


Renato Alessandro dos Santos
Batatais, 13/2/2018


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O massacre da primavera de Renato Alessandro dos Santos
02. Sebastião Rodrigues Maia, ou Maia, Tim Maia de Renato Alessandro dos Santos
03. Discutir, debater, dialogar de Duanne Ribeiro
04. Memória insuficiente de Vicente Escudero
05. Bombril: a marca que não evoluiu com as mulheres de Adriana Baggio


Mais Renato Alessandro dos Santos
Mais Acessadas de Renato Alessandro dos Santos em 2018
01. O massacre da primavera - 29/5/2018
02. Vespeiro silencioso: "Mayombe", de Pepetela - 13/11/2018
03. Inferno em digestão - 17/10/2018
04. Pra que mentir? Vadico, Noel e o samba - 31/7/2018
05. Sebastião Rodrigues Maia, ou Maia, Tim Maia - 20/3/2018


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




GUIA- EUROPE - LONELY PLANET (500)
SARAH JOHNSTONE E OUTROS
LONELY PLANET
(2007)
R$ 40,00



PAISAGENS DE SONHO E VERDADE
VALÉRIA SALGUEIRO
FRAIHA (RJ)
(1998)
R$ 20,82



O TOBOGÃ DE ARCO ÍRIS
ISABEL MACIEL
JOTANESI
(1989)
R$ 21,82



ATRIBUTOS DO SOLO E COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA DE ESPÉCIES DA CAATINGA
JUSSARA TELMA DOS SANTOS, ALBERÍCIO P. DE ANDRADE UND IVANDRO DE F.DA SILVA
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 454,00



SKANK AO VIVO OURO PRETO
SKANK
DVD VIDEO
R$ 20,00



O MAIS ESTRANHO DOS PAÍSES
PAULO MENDES CAMPOS
COMPANHIA DAS LETRAS
(2013)
R$ 30,00



AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE PROJETOS AMBIENTAIS
ANA MILENA PLATA FAJARDO UND MÔNICA JOELMA ANATER
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 251,00



MARTÍRIOS NA CADEIA SÃO JOSÉ
MAYARA ROBERTA SILVA ARAUJO
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 349,00



THATS ALL ABOUT FAME - BOOK 02
SÉRGIO BARRETO
WISE UP
(2006)
R$ 17,28



O QUE A VIDA ME ENSINOU
WASHINGTON OLIVETTO
SARAIVA
(2011)
R$ 8,00





busca | avançada
29126 visitas/dia
1,1 milhão/mês