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Terça-feira, 20/4/2004
Comentários
Ana Couto


Simplista
Ao longo do texto vc repete exaustivamente a expressão “Não sei se me explico bem” (ou um equivalente). Vc se explica, o problema é que seu ponto de vista é batido. Como batida é a juventude que num festival vaiou Tom Jobim e Chico Buarque, porque essa juventude queria o harmonicamente paupérrimo Vandré. Falar mal de Roberto Carlos hoje em dia é chutar um cachorro que, se não está morto, está moribundo. E a quem interessa isso? Ele tem um peso histórico. E não era dele “a única música possível da época”. No mesmo período os Mutantes tocavam suas guitarras e viajavam com suas drogas, como os jovens de Londres ou São Francisco. E Jorge Ben fundia samba com guitarras. Não eram políticos, eram músicos. Não estavam a fim de fomentar luta armada, mas de viver. Como a grande maioria da população brasileira. E quanto a sua referência a ‘Jesus Cristo’ o “gospel de corações ocos”, é bom lembrar que Maria Bethânia, uma das musas do show Opinião, o regravou poucos anos depois.

[Sobre "O Rei Roberto Carlos e a Ditadura"]

por Ana Couto
20/4/2004 às
11h33 200.151.15.117
 
Betinho/Boff x Campos/Francis
Lá veio um leitor citar aquele francês socialista e mau-caráter: “Se esses professorezinhos que escrevem coisas ilegíveis no jornal, de tão cultas, é claro, tivessem lido um pouco de Sartre, saberiam perfeitamente que o verdadeiro intelectual é aquele que dedica o seu avantajado intelecto às causas populares. Pois bem! O Brasil precisa disso” Isso quer dizer que Betinho e Boff são mais importantes pro pensamento brasileiro que Roberto Campos e Paulo Francis?

[Sobre "Contra os intelectuais"]

por Ana Couto
30/1/2004 às
14h03 200.151.62.83
 
esclarecendo
Kathe Kollwitz perdeu um filho de 18 anos na primeira guerra mundial, daí talvez tenha vindo sua morbidez.

[Sobre "Dicas Culturais: Lúcio Alves e Kathe Kollwitz"]

por Ana Couto
16/1/2004 às
02h18 200.151.121.226
 
discordo
Este trecho de seu texto é um absurdo: ”Vejam que a injustiça está dos dois lados – nos marginais, por não haver oportunidades nem perspectivas de melhora...” Justifica a marginalidade como conseqüência da pobreza, quando há milhões de pobres que vivem honestamente, sem optar pelo crime. Este é um erro comum na intelectualidade brasileira. Conheço trabalhadores que moram na Cidade de Deus, e que passaram a ser (muito mais) marginalizados por causa daquele filme, que mostra os moradores como criminosos.

[Sobre "Radiografia de um matador brasileiro"]

por Ana Couto
22/8/2003 às
09h08 200.216.31.232
 
Comparando ouro a miçangas.
Sua explicação do que significa entropia é desnecessária e mostra que vc não teve capacidade para entender sequer a crítica que estava sendo feita. Se em meu comentário acima eu destaco como clichê o uso de tal termo, logicamente não é por que ele me cause estranheza, justamente o contrário: é algo mais batido que perguntar a uma mulher qual o telefone do cachorrinho. Respondendo a sua questão, eu tenho uma boa biblioteca de arte. Mas vc não respondeu a minha: consegue desenhar um ser humano de forma adequada? Um cão? Pinta uma natureza morta? Se a resposta é não, como só pode se esperar de alguém que é ingênuo a ponto de idolatrar Pollock, eu sugiro a vc estudar um pouco desenho, há interessantes exemplos ao longo dos últimos 3000 anos de história da arte pré-Pollock. Só pra contextualizar, quando Shakespeare terminava A Tempestade, a ópera tinha acabado de nascer na Itália, Caravaggio tinha morrido há um ano, El Greco tinha acabado de pintar o Laocconte e Rubens pintava os Quatro Filósofos. Não há nada no século XX que possa ser comparado a este contexto - e misturar o patético Pollock nesta massa só faria sentido se o objetivo do texto fosse humilhá-lo. Não se compara ouro a miçangas.

[Sobre "O último Shakespeare"]

por Ana Couto
8/12/2002 à
01h39 200.216.30.7
 
Interessante texto
Interessante texto. Mas se Matisse não criou algo tão inovador quanto o cubismo, me parece que foi mais honesto ao longo da carreira, enquanto Picasso montou uma linha de produção e fez muitas coisas descartáveis.

[Sobre "Matisse e Picasso, lado a lado"]

por Ana Couto
21/11/2002 às
22h46 200.216.30.178
 
meias verdades
Só agora li este texto. Bom, vc esqueceu o escultor Bernini, Lampedusa, Umberto Eco, e muitos outros. Mas nos concentremos apenas em sua primeira frase: “Há um lobby italiano no mundo, e no Brasil, que chega a ser quase mais poderoso do que o famoso lobby israelense.” Vc sabe que isso não é verdade. Porque em todo o cinema americano há muito mais espaço para indivíduos do segundo grupo citado por vc. Porque Roberto Benigni com aquele filminho idiota – e ainda assim bem melhor que o Central do Brasil – pra ganhar o Oscar teve que falar do Holocausto. Assim como Spielberg, que apesar de ser da “comunidade” e ter revitalizado o cinema de entretenimento e rendido milhões para a indústria não era levado em consideração e só o passou a ser a partir de A Lista de Schindler. Agora, por que vc não cutuca a verdadeira onça com sua curta vara?

[Sobre "Grandes Carcamanos da História"]

por Ana Couto
20/11/2002 à
01h21 200.216.31.102
 
Julio Daio Borges
Editor

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