Geraldo Vandré, 70 anos | Vitor Nuzzi | Digestivo Cultural

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Terça-feira, 27/9/2005
Geraldo Vandré, 70 anos
Vitor Nuzzi

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+ 67 Comentário(s)

"O problema é que você quer falar com Geraldo Vandré. E Geraldo Vandré não existe mais, foi um pseudônimo que usei até 1968." Ele estava particularmente irritado naquela noite, em agosto de 1985. Há pouco, ficara sabendo que não haviam permitido o acesso ao prédio a um antigo porteiro. Naquela noite, conheci um pouco da fúria daquele homem de voz grave, que estava prestes a completar 50 anos e vivia, como ainda vive, em um antigo prédio na região central de São Paulo, com o apartamento mergulhado na penumbra e cheio de livros por todos os lados. E pelo menos um violão.

O próprio Geraldo havia ligado para mim, meses antes, depois que eu, ainda estudante de Comunicação, tinha conseguido localizar o seu telefone na hoje extinta Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab), em que ele trabalhava como fiscal — cassado em 1968, havia sido anistiado em 1979. Deixei recado ao doutor Geraldo Pedrosa, e na manhã seguinte uma voz empostada fala comigo. "Aqui é Geraldo. Você ligou para mim?" Combinamos de nos encontrar à noite, por volta de 19h. "Por volta, não. Às 19h", decretou Geraldo.

O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias completou 70 anos no dia 12 de setembro de 2005. Nascido em João Pessoa, aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro. Entre ginásio e colégio, passou por Nazaré da Mata (PE) e Juiz de Fora (MG), em escolas de padres, de educação rígida. No Rio, estudou Direito (de 1957 a 1961) para satisfazer a família, mas depois pendurou o diploma e foi viver de música. Ou de arte.

O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregíselo. Começou usando o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardo e Carlos José. O Dias era de seu próprio sobrenome. Foi influenciado pela Bossa Nova, mas depois introduziu outros elementos em sua música — "em termos musicais, ele começava a travar uma luta sonora com o meio ambiente da bossa nova e com suas próprias influências jazzísticas", escreveu o crítico Tárik de Souza, em artigo publicado no livro Oitenta (L&PM Editores, 1979).

E os seus 70 anos passaram despercebidos. Geraldo andava, inclusive, meio sumido até poucas semanas atrás, quando os atendentes de uma padaria na região central de São Paulo, reencontraram o antigo freqüentador, que continua no mesmo velho apartamento, mas costuma se ausentar com freqüência. Sempre de camisa branca, normalmente com símbolos da Força Aérea Brasileira (FAB). Também é assim que os funcionários de um restaurante na rua Xavier de Toledo, perto dali, costumam vê-lo. Camisa branca e vastos cabelos brancos. Um homem magro, que normalmente almoça sozinho.

Vandré, militares, Força Aérea? A relação parece estranha, mas vem dos tempos de criança. O pequeno Geraldo tinha 4 anos quando explodiu a 2ª Guerra Mundial, e ele gostava de imitar o vôo de caças. "Porque só tu soubeste enquanto infante/ As luzes do luzir mais reluzente/ Pertencer ao meu ser mais permanente" são os versos finais de "Fabiana", escrita em 23 de outubro de 1985 "em honra da Força Aérea Brasileira". Daí o nome, "Fabiana". Em 1995, ele esteve presente a uma comemoração da Semana da Asa, em que cadetes da FAB cantaram a sua composição. "Musicalmente é uma valsa. Literariamente, compõe de três estrofes de seis decassílabos e um refrão de três versos de seis sílabas", explicou, didático, em entrevista ao jornal paulistano Diário Popular (atual Diário de São Paulo) em 26 de julho de 1991.

Dez entre dez pessoas citarão "Pra não Dizer que não Falei das Flores" (subtítulos "Caminhando" e "Sexta Coluna") como a sua música mais famosa. Outros lembrarão de "Disparada", celebrizada por Jair Rodrigues. Poucos, certamente, lembrarão de "Pequeno Concerto que virou Canção", "Samba em Prelúdio", "Quem Quiser Encontrar Amor", "Canção Nordestina". E quem lembrará que foi Vandré quem primeiro defendeu uma música de Chico Buarque em um festival? Pois foi ele quem cantou "Sonho de um Carnaval", do novato Chico, no 1° Festival de Música Popular Brasileira, em 1965. Os dois dividiriam o prêmio do Festival da Música Popular Brasileira em 1966, quando "A Banda", de Chico, e "Disparada", de Vandré e Théo de Barros, dividiram a torcida. "A Banda" ganhou no júri, mas o prêmio foi dividido por imposição do próprio Chico.

Em setembro de 1968, seria a vez de Vandré sair em defesa de Chico — e de Tom Jobim —, diante de milhares de pessoas no Maracanãzinho (jornais da época falam em 30 mil), no Rio de Janeiro. A maioria queria ver "Pra não dizer que não falei das Flores" ou "Caminhando" como vencedora da fase nacional do 3° Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo, e por isso vaiava a decisão do júri, que escolhera "Sabiá". "Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda merecem o nosso respeito. (...) Pra vocês que continuam pensando que me apóiam vaiando... (...) A vida não se resume em festivais", disse Vandré, enquanto a multidão acenava com lenços brancos.

Pouco depois, em dezembro de 1968, ele sumiu dos palcos. Naquele período, "Pra não Dizer que não Falei das Flores" foi proibida e sua cabeça, posta a prêmio. Em artigo publicado em outubro daquele ano no jornal O Globo, Nélson Rodrigues chegou a afirmar que "nunca se viu uma Marselhesa tão pouco Marselhesa". Sentindo-se ameaçado, Vandré decidiu desaparecer (na mesma época, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos). No dia em que foi decretado o Ato Institucional 5 (13 de dezembro de 1968), Vandré e o Quarteto Livre (formado por Franklin da Flauta, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos e Nélson Ângelo), tinham feito show em uma escola em Anápolis. No dia seguinte, 14, iriam se apresentar em Brasília. Ao saber do AI-5, nas primeiras horas do dia 14, voltaram às pressas para São Paulo. Depois de permanecer escondido por amigos, ele fugiu disfarçado e com passaporte falso no carnaval de 1969.

No Chile, seu primeiro destino, Vandré manteve contatos com artistas locais e gravou um compacto com as músicas "Desacordonar" e "Caminando" — quem recebeu da mão dele um desses compactos tem o exemplar numerado pelo próprio autor. De lá, viajou para a Europa — no final de 1970, gravaria na França o pungente "Das Terras de Benvirá", seu quinto LP — e seria o último, lançado no Brasil apenas em 1973 (na França, foi lançado um compacto, "La Passion Bresilienne"). "Foi algo quase de improviso", conta Marcelo Melo, que participou da gravação e pouco depois formaria o grupo Quinteto Violado. Em 1971, Vandré voltou ao Chile. Em 1972, ganharia um festival no Peru com "Pátria Amada Idolatrada, Salve, Salve", parceria com Manduka (falecido em 2004), filho do poeta Thiago de Mello e da jornalista Pomona Politis. O retorno oficial ao Brasil aconteceu em 21 de agosto de 1973. "Quero agora só fazer canções de amor e paz", declarou ao Jornal Nacional, na chegada, em Brasília, lembrando que nunca esteve vinculado a qualquer grupo político.

Na verdade, Vandré havia chegado ao Brasil um mês antes, em julho de 1973. A sua permanência no país teria sido condicionada à entrevista ao JN, organizada por agentes do governo. "Nunca fui preso, torturado, essas coisas que dizem por aí", afirmou à revista VIP Exame em março de 1995. Essa é uma parte obscura da vida do cantor, que enfrentou crises de depressão. De todos os artistas daquela geração, foi o único a não se apresentar novamente em um palco brasileiro, embora continue a fazer música.

No início de agosto de 1982, por volta de 200 pessoas testemunharam a volta de Geraldo Vandré aos palcos. Foi em uma sala de cinema em Puerto Stroessner, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Cantou do lado paraguaio. Defendia a anulação de todos os atos praticados com base no AI-5 — o que, na prática, significaria o retorno à Constituição de 1946. "Não houve aplausos nem gritos (na entrada de Vandré)", contou a repórter Ruth Bolognese, do Jornal do Brasil, em texto publicado dia 9 de agosto. Foram dez músicas, quase todas inéditas. "E falam em liberdade, soldados, homens fracos e fortes, homens aprendendo a ser gente."

Era o mesmo Vandré capaz de, numa noite qualquer de um sábado de 1985, pedir para esperarmos diante de um Pronto-Socorro municipal na zona norte de São Paulo, de onde ele sairia uma hora depois disposto a discutir os motivos pelos quais a cadeira de dentista é tida como um local de sofrimento. Ou capaz de ser preso em novembro de 1974, após se desentender com um taxista em Mogi das Cruzes, interior paulista, e terminar o dia jantando na casa do delegado.

"Assim como outros grandes, o tronco Vandré resultou em vários galhos relevantes", escreveu, em 1999, o jornalista Luís Nassif, citando Quinteto Violado — que em 1997 gravaria um CD só com músicas dele —, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai. Sábado, dia 17 setembro, talvez tenha sido realizada a única homenagem pública a Vandré: Jair Rodrigues, que imortalizou "Disparada", e o próprio Quinteto Violado se apresentaram em Brasília, justamente onde haveria o show em 1968, quando a carreira de Vandré foi interrompida. "Sinto falta dele", diz Jair.

Um homem que recusou delicadamente um pedido de entrevista, feito anos atrás, com a seguinte resposta, escrita à mão: "Trata-se de uma sociedade para a qual a BELEZA cumpre função secundária e dispensável. Aqueles que se ocupam da beleza têm, portanto, função secundária e dispensável". Mas ele termina a mensagem dizendo que "sem beleza não existe O HOMEM FELIZ". E assina: Vandré, com um PS datado de 14 de junho de 1995: "Cada vez mais distante".

Muitos o consideram louco. Certamente, ele não tem certas convenções sociais. Nassif chamou-o de "solitário e desconexo", "triste como a própria solidão na qual se meteu". Mas se Vandré sempre buscou a beleza, talvez seja um homem feliz.

Um PS. escrito em setembro de 2010: cinco anos depois do texto original, lido por tanta gente e que tanta emoção me causou, Vandré, agora com 75 anos, apareceu e deu entrevista. Na Paraíba, amigos e músicos o homenagearam com três dias de eventos. O homem e o artista estão vivos.


Vitor Nuzzi
São Paulo, 27/9/2005


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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
29/10/2005
18h54min
Tenho 67 anos. Sou da época de Geraldo Vandré. Estive exilado na Argélia, Chile, Alemanha e Suécia. "Pra não dizer que não falei das flores" já faz parte da história, em muitas oportunidades no exilio, cantamos essa sua música como o nosso hino. Ele existiu! Hoje assisti ao "Programa Raul Gil" e Agnaldo Rayol fez recordações daquele nosso tempo maravilhoso cheio de idealismo e de vontade de ver um Brasil livre da ditadura. Meu abraço, José Araujo de Nobrega
[Leia outros Comentários de José Araujo de Nobre]
22/5/2006
04h50min
Acho que não existiu, na década de 60, alguém mais corajoso que Vandré. E olhe que acho que, pra ele, não havia coragem em seus atos. Um homem como ele acredita em suas convicções e só. Salve os idealistas e os poetas. (Os verdadeiros.) Sem eles, nossas vidas seriam vazias. Seríamos como Laranja Mecânica, de Kubrick, ou fantoches de Matrix.
[Leia outros Comentários de Ivan James Vieira]
25/5/2006
14h42min
Poucos conhecem a obra de Geraldo Vandré, eu ouvi pela primeira vez quando tinha uns 13 anos, hoje tenho 23 e sou fã das musicas que ele fez e insiste em dizer não ser de protesto. Louco? Mentiroso? Não sabemos quem é Geraldo Vandré... sabemos somente quem foi... e, pelas excassas informações dadas até por ele mesmo, fica dificil dizer sobre esse importante compositor do povo, construtor do que se pode chamar de Musica Popular Brasileira
[Leia outros Comentários de Victor]
25/5/2006
16h04min
Lembro-me bem. Tenho 55 anos e vivi a repressão daquela época e da ditadura, também. Vandré não era um mentiroso, mas sim um poeta, que mesmo diante do que vivenciávamos, ele tentava até extravasar de maneira poética. Louco? Talvez tenha ficado, sim, depois de muito que fizeram a ele. "Prá não dizer que não falei das flores" é praticamente um hino de revolta, de esclarecimento e de amor nacional dos jovens da época e lindo!
[Leia outros Comentários de Elisabete R.Tristão]
15/7/2006
23h21min
tenho 40 anos e descobri a obra musical de vandré, ainda criança. não sei se ele foi torturado ou não; se enlouqueceu ou não. o certo é que, por mais que queiram fazê-lo esquecido, o autor de pérolas como "pequeno concerto que virou canção", "disparada", entre outras, já escreveu o seu nome não só na história da mpb como também na história política deste país. obrigado, vandré.
[Leia outros Comentários de emmanuel lima]
30/7/2006
00h39min
Sobre os textos, sao todos muito bacanas, agora falar de geraldo vandre e' uma coisa assim muito delicada, pois um cidadao de uma inteligencia, acima da normalidade, eu diria que e' como falar de um deus da nossa riquissima mpb, claro que no brasil temos compositores/interpretes maravilhosos, mas geraldo vandre esta' assim 0,5% acima dos demais, na minha opiniao e' o melhor compositor interprete que ja' conheci, agora uma coisa que me deixa indignado neste pais, e' a nossa cultura, vc conversa com um jovem hoje de 18, 25, 30 anos, ninguem conhece a obra de geraldo vandre', um povo, um pais sem cultura e um povo e um pais sem alma, precisamos redescobrir o brasil, quando eu vejo essa midia ordinaria dando maior enfase a esse lixo musical arrotado pelos altos falantes das radios, volto a 30, 40 anos atras e me lembro dos bons tempos: normando reis, bene nunes, joao gilberto, tom jobim, ronaldo boscoli, carlos lyra, roberto menescal, francis hime...
[Leia outros Comentários de aldo giannazzi]
21/8/2006
22h49min
Geraldo... Tenho 42 anos, quando adolescente interessei-me pela época sombria do militarismo. Li revistas, livros. O que se lê é o que quer escrever seu redator... Verdades, mentiras, quem sabe. Soube que Vandré teria sofrido na mão de militares, torturado. Conheci uma mulher que foi torturada, apesar de sua idade não ser avançada, a pessoa que me falou dela, por ser próxima, disse que seus cabelos estavam branquinhos pelo sofrimento que passara. Aos 25 anos, no aeroporto Campo de Marte, vi um homem com afinidades, com pessoas que eu conheço. Achei-o um tanto diferente. Perguntei quem era. Geraldo Vandré. O que fazia aquele homem alí. Fiquei de boca aberta. Aos poucos me aproximei dele. Não digo que sou seu amigo porque não temos essa relação, mas nos conhecemos e já conversamos diversas vezes. Sempre tive por ele o maior respeito, ao ponto de nunca lhe perguntar intimidades do passado. A única vez que me atrevi, perguntei-lhe se tilha idéia do que seria a musica "Caminhando"...
[Leia outros Comentários de Daniel Rojo]
24/8/2006
20h13min
No final dos anos sessenta, eu já estava com uns 10 anos... Algumas lembranças são bem marcantes desta epoca: como a do prof. de francês arrancando uma foto de um trabalho meu. Porém, a mais marcante desta epoca é a de meu pai me pedindo para não cantar uma determinada musica; lembro-me bem dos olhos de meu pai: tinha um misto de tristeza e esperança. No olhar dele eu pude sentir a tristeza de ter de me pedir para não cantar uma canção. Para mim, o pedido não tinha razão: como um homem que vivia cantando e estava sempre alegre com músicas de Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves e Miltinho, e ainda as músicas da Bossa Nova, poderia me pedir justo isto? Era, no mínimo, um pedido estranho. Eram outros tempos: as pessoas tinham medo de uma simples canção, mas os olhos de meu pai tinham também uma esperança de que eu não esqueceria da letra da canção; e realmente não esqueci. Já não tenho a presença de meu pai aqui, junto de mim, mas sua lembrança é sempre forte ao lembrar de "Pra não dizer que não falei das flores". Obrigado, Vandré!
[Leia outros Comentários de João Duarte]
9/9/2006
12h00min
Tenho 33 anos e escuto Vandré desde a minha adolescência, sendo que herdei os LPs de meu pai. Acho que Vandré é muito mais que "Caminhando" e "Disparada". Como músico amador, penso em Vandré nas músicas: "Menino das Laranjas"; "Pequeno concerto que virou canção"; na interpretação de "Eu sem você"; "Borandá" e tantas outras. A obra dele é vasta e muito refinada, tem desde influências nordestinas como jazzisticas. Penso que não esteja louco (Vandré), e, sim, à frente do nosso tempo.
[Leia outros Comentários de Luiz fabiano O Rosa]
14/9/2006
20h27min
Sou pai do Luiz Fabiano, que já deixou aqui sua mensagem. Ele diz que herdou meus LPs, mas não herdou não. Primeiro, porque ainda não morri e, segundo, porque ele se "apossou" dos LPs. Mas tudo bem, gostei que isso aconteceu. E aconteceu não porque ele tenha sofrido a influência do meu gosto musical, mas porque os discos estavam disponíveis, ele ouviu e gostou. E como ele entende de música e eu não, acho que o Vandré só pode ser bom mesmo. Pena que está tão ausente, porque um poeta da qualidade dele, aos 70 anos só pode estar muito melhor. E está nos sonegando a produção de seu talento por quê?
[Leia outros Comentários de Manoel de Oliveira R]
13/11/2006
15h46min
Descobri este compositor excepcional chamado Geraldo Vandré em 1976, pela mão de um amigo muito mais velho, o poeta e homem da resistencia cabo-verdiana ao colonialismo nos anos 60, Henrique Oliveira Barros, falecido em 2004. Hoje, pelo facto de se estar a passar a novela "Cidadão Brasileiro", cuja trilha sonora inclui "Caminhando", tenho a oportunidade de retribuir divulgando as suas letras junto aos meus amigos e alunos... Vandre não so é patrimônio do Brasil mas sim de toda a humanidade, especialmente aquela que luta pela dignificação do próprio homem. Um obrigado bem grande a este homem excepcional, da parte deste humilde professor de lingua portuguesa na Ilha do Fogo, Cabo Verde
[Leia outros Comentários de Fausto do Rosário]
28/11/2006
05h55min
Geraldo Vandré é, e sempre será, o exemplo que falta aos jovens do Brasil e dos nossos dias. Parabéns aos brasileiros jovens que admiram este grande poeta e idealista.
[Leia outros Comentários de Raimundo José da Sil]
4/12/2006
10h14min
Sou músico, 44 anos em 2006, tenho uma escola de música e gostaria de dizer que ouvi Geraldo Vandré nos meus áureos tempos: é uma perda irreparável este cara ter parado no tempo e deixado de compor. Geraldo Vandré foi um Chico Buarque mais alienado. Suas canções têm uma melodia às vezes melancólica mas bem poética... Ele disse em uma entrevista que gravaria com Zé Ramalho. Que fim teve essa idéia? Seria bem interessante a volta triunfal de um cara como Geraldo Vandré. Pelo menos, a gente passaria a ouvir canções mais agradáveis do que o lixo que nos propõe rádios e mídias em geral...
[Leia outros Comentários de geraldo majela de me]
9/12/2006
13h34min
Pena que não vivi plenamente esta época, era muito criança. Vivi plenamente de outra forma, aprendenedo a ter admiração pelas músicas da época. Meu pai foi parceiro de Vandré, eles têm várias músicas juntos, lembro de algumas passagens, na primeira vez que li na contracapa do disco "Canto Geral" as dedicatórias dirigidas aos seus amigos e principalmente ao meu Pai, achei muito bonito, provando antes de tudo seu caráter... Não sei porque eles não se encontram mais; nunca perguntei nada a ninguem.
[Leia outros Comentários de Paulo Acioli]
15/12/2006
23h00min
Muito interessante esta matéria sobre Geraldo Vandré. Às vezes fica difícil entender Vandré: se ele faz tipo ou se ele está meio louco mesmo. É uma figura que querendo ou não deixou uma marca nos movimentos revolucionários, através de "Pra não dizer que não falei das flores". Aliás, alguém pode me dizer se existe algum vídeo com a apresentação de Vandré no III FIC de 1968?
[Leia outros Comentários de Sérgio Guilherme]
26/2/2007
16h39min
Trabalhei com o Vandré durante 13 anos na extinta SUNAB-SP, e o adoro, ele é uma pessoa muito especial, inclusive tenho vários manuscritos dele. E amo de paixão.
[Leia outros Comentários de Selma de Fátima Lima]
21/4/2007
12h50min
A música brasileira precisa muito ainda de Geraldo Vandré, das suas poesias, das suas letras, e do seu carinho pelo Brasil, tão sofrido e tão maltratado. Volte, ainda podes fazer muito e muito, por todos.
[Leia outros Comentários de Paulo Pimentel]
25/4/2007
21h25min
O Vandré é aquele que contribuiu muito para formação de toda uma geração de jovens (tenho 53 anos) que ainda continua sonhando por um Brasil melhor!
[Leia outros Comentários de Reinaldo Barroso]
4/6/2007
02h35min
Eu adorei essa materia que fala de Geraldo Vandre, que, para mim, e' um dos grandes compositores do pais! Um grande abraco, A Oliveira.
[Leia outros Comentários de aurimar oliveira]
15/6/2007
14h13min
Excelente a materia no site. Apenas lamento que os amigos, a midia e as gravadoras tenham-o esquecido. Qualquer reportagem especial sobre ele seria suficiente para muitos jovens procurarewm conhecê-lo. Tenho 41 anos e "viajo" quando ouço Caminhando e cantando...
[Leia outros Comentários de kleber_de_fortaleza]
20/6/2007
13h35min
Ótima matéria, ouvi a musica pela 1ª vez em 1977 e tenho o lp até hoje, gostaria de um autógrafo!
[Leia outros Comentários de Ricardo Cardoso]
2/10/2007
22h51min
É muito lamentável que as gerações de hoje não tenham acesso às músicas que tivemos na época do Geraldo Vandré.
[Leia outros Comentários de Marcos A. B. Neves]
1/11/2007
11h40min
Tenho 27 anos, sou músico e compositor. Mesmo sem conhecer Vandré, acredito ser seu maior fã. Para falar de Geraldo Vandré é preciso muita ateção, porque palavras erradas podem ferir qualquer coração. Ainda tenho esperança de conhecer Vandré pessoalmente... Um forte abraço a Vandré e a todos que acreditam nele...
[Leia outros Comentários de Zeca Alencar]
2/11/2007
19h21min
Vi Geraldo Vandré freqüentar o Campo de Marte por mais de 15 anos. Eu até pensei que aquele homem, que aparecia por ali muitas vezes, era um funcionário aposentado do aeroporto. Um dia alguém, que ouviu dizer que ele era famoso, me disse que ele era o Geraldo Vandré. Eu não acreditei. Perguntei-lhe: "Você é o Geraldo Vandré?" (acho que ele não aguenta mais essa mesma pergunta feita pelos que o vêem pela primeira vez) e ele respondeu-me: Sou Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, advogado. Depois devo devo ter continuado sendo óbvio perguntando para ele se tinha sido torturado ou coisa assim (ele não foi), só lembro que ele se desinteressou e não me respondeu. Ele não se submete a esse tipo de conversa. Pelas vezes que ele apareceu em meu serviço, tive a impressão que ele não conversa propriamente com as pessoas, mas que reage, com satisfação ou indignação àquilo que as pessoas falam...
[Leia outros Comentários de Carlos R. Trannin]
4/12/2007
01h07min
Alma, primeiro termo que me lembro ao ouvir "De América"... Alma reside em pessoas, nunca em músicas. Essa música conseguiu incorporar a alma de seu próprio produtor, exalando não suas conquistas, muito menos protestos ou ideais, mas sim o que sempre quis ele passar, a essência que os bons ouvintes precisam para caminhar afrente... No entanto, se prestarem mais atenção na música, poderão perceber leves protestos, contradizendo o que disse acima. Se trata do âmbar de sua vida, seu protesto é sua alma, a vontade de voltar a pátria, a dor do patriota, ao saber que pega fogo lá, que arde belas florestas e corações vis... Poderemos sentir, a dor de existir, a dor da saudade, o pessimismo, o ideal de toda uma vida.... Uma música com vida!!! Para finalizar, Vandré triplica a emoção e coloca não só uma, mas três vozes com alma na música, triplicando a emoção e alma e tornando talvez a melhor música do mundo, aquela que mescla cultura nordestina, ideais, vida, emoção, simplicidade... Fé
[Leia outros Comentários de Rodolpho - Goiânia]
19/12/2007
08h53min
Falar de Vandré é um tremendo orgulho, é um musico da mais alta estirpe, faz uma música genuinamente brasileira. As primeiras músicas que aprendi no violão eram dele... Só acho que ele merece mais respeito pelas suas escolhas na sua vida. Que Deus e a paz esteje sempre contigo.
[Leia outros Comentários de vladimir neves mirap]
22/12/2007
14h57min
Vandré é sem dúvida o melhor compositor dos áureos anos 60. "Caminhando" é a mais bela composição do cancioneiro nacional, uma das mais belas do mundo, e "Disparada" é um primor. Poucos poetas e músicos demonstraram tanta lucidez sobre a condição humana. Pena que a mídia faz questão de celebrar outras figuras.
[Leia outros Comentários de mariangela santos]
13/1/2008
15h44min
Geraldo Vandré está vivo! Solitário, triste. Que estranho! Gostei da matéria. Ele sempre despertou em mim compaixão e perseverança. Aquele abraçooo, Claudia Virginia.
[Leia outros Comentários de Claudia Virginia]
17/1/2008
19h38min
Tive várias oportunidades de escutar Geraldo Vandré ao vivo na residência da minha família em Recife/Pe. Quero mandar um abraço de Lúcia Croce, sou filho de José Ernesto Domingues, que era um dos seus grandes admiradores. Um grande abraço em nome da família Domingues da Silva.
[Leia outros Comentários de Eduardo Domingues]
21/1/2008
22h29min
Acho que deveríamos esquentar mais o pedido para a volta de Geraldo Vandré. Porém, tenho uma preocupação: será que ele se adaptaria a essa nova situação por qual passamos? Espero que sim. Viva Vandré!
[Leia outros Comentários de Alberto Benigno]
22/1/2008
18h44min
Concordo com o amigo Alberto: deveríamos incentivar a volta de Geraldo Vandré a título de reavivar a brasilidade nos brasileiros... O Brasil precisa caminhar e cantar e falar das flores em uníssono, de mãos ao alto, mostrando a classe política debochada e impune que queremos as flores da justiça! Viva Vandré!!
[Leia outros Comentários de Adoroesteblog]
27/1/2008
14h56min
Sou de São José do Calçado-ES, uma pequenina Cidade de 10.000 habitantes, sou advogado, tenho 47 anos de idade, e há muitos anos venho rebuscando imagens dos festivais (em preto e branco), os quais não pude assistir pois não tinha o que comer... televisão, então, nem no vizinho! Geraldo Vandré é o Geir Campos de minha terra, que também não conheci, mas li. Se não posso vê-lo, acompanho-o pela (e viva a) internet. Réquiem para matraga. Parabéns. Coincidentemente, assemelho-me nos pensamentos de Geraldo, pois cheguei a prestar concurso para a Aeronáutica. Comprei um disco dele, há muitos anos, com o dinheiro da passagem, numa Banca na Rodoviária Novo Rio... era o único LP de Geraldo Vandré, que guardo sem nenhum arranhão.
[Leia outros Comentários de José Carlos Bernarde]
15/2/2008
00h01min
Desde garoto ouvia falar de Geraldo Vandré. Quando ouvi sua canção "Disparada", fiquei impressionado com a linda letra e música. Conheço outras canções de sua autoria e espero ver, quem sabe, um dia, Vandré retornar ao mundo artístico. Um abraço de seu admirador. Élcio
[Leia outros Comentários de Élcio Luiz Mansur]
15/4/2008
15h38min
Confesso que viví, como titularizou mais tarde Pablo Neruda... Foram anos em que a verdadeira UNE visava melhorias estudantis e o sonho de um Brasil livre dos ianques... Éramos politizados e não massa de manobra... O sonho acabou e o resultado tá aí. Obrigado, Vandré.
[Leia outros Comentários de Ronald M.Calôr]
20/4/2008
22h39min
Sempre fico emocionada ao deparar-me com uma matéria séria a respeito de Geraldo Vandré. Não me canso de ler esta do Digestivo... São 42 anos acompanhando a trajetória desse gigante valente que tanto me ensinou em humanismo, resistência à ditadura e que sempre foi coerente. Fico possessa quando o chamam de louco! Ele está lúcido, compondo, só não aceita ser triturado pela máquina das multinacionais das gravadoras... Selma e Paulo Acioliy, um beijo pra vocês. Tenho muita saudade do Hilton, gosto muito dele, um artista maravilhoso!
[Leia outros Comentários de jeanete gouvea]
24/4/2008
23h55min
Vandré continua tão vivo em nossas gerações que há uns 15 dias houve um protesto de estudantes e professores no Estado do Amazonas, pedindo às autoridades mais segurança para todos e, quando os soldados do exército chegaram armados (sendo que o movimento era estudantil e ninguém estava sequer com um pedaço de pau na mão), começamos a cantar o hino "Prá não dizer que não falei das flores". Especialmente a parte que falava dos soldados. Um deles olhou horrivelmente para mim e pensei: nossa, ele vai atirar! Mas tudo bem. "Se eu morrer agora, morro feliz, pois estou lutando ao lado de quem gosto e por uma coisa mais do que justa, o direito do cidadão!" Parabéns, Vandré! Você é o máximo!!!
[Leia outros Comentários de Sandra Santos]
27/4/2008
12h12min
Hoje, dia 27/04/2008, vendo o programa da Inesita na TV Cultura, ouvi a música "Caminhando" de Geraldo Vandré. E que saudade senti... Que pena que ele não queira aparecer mais. Um cantor e compositor como poucos em nosso País.
[Leia outros Comentários de Dayse Villela]
18/6/2008
09h30min
Vivemos numa sociedade corrompida pelo descaso... Acredito que o Geraldo Vandré tenha lá seus motivos para não querer aparecer... O que é uma pena...
[Leia outros Comentários de Bento Bezerra]
17/10/2008
18h16min
Falar sobre Vandré é, sobretudo, não esconder as flores mais belas e mais perfumadas. Interpretei múltiplas vezes essa canção imortal da nossa música. Acredito que alguém da mídia, digo, o Programa do Jô, por exemplo, deveria entrevistá-lo! Ele passa esquecido por todos nós sem que saibamos onde ele está e por que tão ausente. Ele é um grande compositor brasileiro que merece o nosso respeito! Queixo-me às rosas, mas elas não falam!
[Leia outros Comentários de Geraldo Anízio]
6/11/2008
00h41min
Como evitar as lágrimas quando lembro daquele dias... Como entrar em contato com Geraldo Vandré? Grande abraço. Ari Almeida. Curitiba - Paraná
[Leia outros Comentários de Ari Almeida]
10/11/2008
20h58min
uhuuu! adoro esse cara!!! seus trabalhos, suas obras e tudo mais! hehehe bjO, Vandré!!!
[Leia outros Comentários de Heloíse de Cássia]
1/12/2008
19h13min
Hoje não sei por que, tive uma imensa vontade de saber do Geraldo Vandré, com certeza uma pessoa especial e que deveria aparecer e dizer que está vivo. Adoro suas músicas, são inesquecíveis.
[Leia outros Comentários de Haidée Dias]
4/1/2009
21h55min
Será? Mesmo depois de compor "Não, não há porque mentir ou esconder, a dor que foi maior do que é capaz meu coração(...)". É de uma profundidade... Foi uma pena não ter ido ao festival da canção de 68 (eu não tinha idade)... Porém, sei todas as suas músicas. Um grande abraço ao homem, ao poeta e ao patriota!
[Leia outros Comentários de José Carlos Alvareng]
5/1/2009
17h54min
Volto a falar do cantor e compositor Geraldo Vandré. Assisti a todos os vídeos desponíveis na internet sobre ele - um espetáculo de interpretação em AROEIRA. Lá está, até mesmo para quem almeja mirar-se no canto dele. Aprendemos quando ouvimo-lo cantar, por expressões, dicções, posturas e outras mais que servem àqueles iniciantes na arte de interpretar e compor. Aprendi com Vandré estudando as letras dele, as canções, e a interpretatividade do artista que ele é. Aconselho a todos que almejam conecê-lo. Não se arrependerão. Parabéns, Vandré, do seu amigo Geraldo.
[Leia outros Comentários de Geraldo Anízio]
13/1/2009
02h51min
Eu também estou fascinado pela obra de Geraldo e tenho pesquisado muito sobre isso na Internet. Achei um vídeo recente no qual Geraldo faz uma breve aparição no show de um cantor (Sargento Lago) que regravou sua música. É uma pena que não tenhamos mais este maravilhoso cantor/compositor na ativa.... Volta, Vandré!
[Leia outros Comentários de João Nunes]
30/1/2009
22h14min
Vandré, espero que vc venha a ler esses comentários. Pessoas de 3 gerações se apresentam aqui para lhe pedir "volta!"! Ajude aos que não podem suportar a %@#$&*=(! que se transformou a música hj no Brasil. Fala em Beleza? Pois então, é ela que procuramos, e somos forçados a olhar para o passado, para vc (o passado!). Quanta esperança e força não doaria aos que ainda acreditam, mas não sabem o que fazer, se tão somente empunhasse mais uma vez o microfone... vc disse que quem tivesse fé o esperaria, não foi? Eu tenho fé! Ainda te espero, meu caro... É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar!!! E tem tanta gente precisando dormir com o coro quente.
[Leia outros Comentários de Marcos Paulo de Melo]
13/6/2009
16h47min
Todos querem saber do Vandré, do cantor e ele já disse: "esse não existe mais". Eu queria saber do Geraldo, do homem, do menino, daquele que talvez queira ser mais do que um ídolo, daquele que talvez queira ser amado acima de tudo como gente...
[Leia outros Comentários de maria aprecida]
10/8/2009
22h59min
Parabéns pela belíssima homenagem aos 70 anos do nosso poeta e músico Geraldo Vandré. Estarei sempre, a partir deste contato, com o Digestivo Cultural. Continue com a seriedade e fidelidade de intenções. Abraços baianos, Prof.ª Lícia Pinto.
[Leia outros Comentários de Lícia Pinto]
11/10/2009
02h11min
Comportamento, corpo, expressão, identidade, cultura: isso traduz Geraldo Vandré. Que faz parte deste mundo contemporâneo; mais atual do que nunca!
[Leia outros Comentários de Cristiano Silva]
24/12/2009
20h41min
Hoje ganhei dois presentes de Natal de última hora: o primeiro foi reatar papo com uma pessoa que foi meu professor, nos idos de 1960 e alguma coisa. A outra foi descobrir, pelo nome que ele deu ao flho dele, o quanto tem paixaão (como ele mesmo diz) por Geraldo Vandré. O outro presente foi achar este texto de Vitor Nuzzi, no "Digestivo Cultural", que me traz informações do grande Vandré, nosso bardo maior. E cantador dos bons. Quando trabalhei na "Gazeta Mercantil", ali perto do Mutamba, às vezes Vandré aparecia na Redação, de sopetão: entrava mudo e saía calado, se sentava numa das mesas e parecia escrever alguma coisa (nunca soube se escrevia ou não). E saía do mesmo jeito, às pressas. Pena o gênio ter um desfecho desses... O que sei é que pedi prum conhecido passar para CD todas as obras que eu tinha do Vandré dos bons tempos...
[Leia outros Comentários de Gabriel A. Nogueira]
25/12/2009
16h36min
Fiz a pergunta "por anda Geraldo Vandré" num buscador e veio essa pérola desse site. Que saudades dele nos festivais... Mas um detalhe me alegrou e espero que seja verdade: sobre ele não ter sido torturado. Tenho 56 anos, Vandré, e lembro-me de como era a nossa juventude, você e sua música me inspiraram. Felicidades ao amigo que nunca conheci, e isso é pra dizer que falei das flores.
[Leia outros Comentários de Candido Rubim Rios]
25/12/2009
20h57min
Só para mandar um Feliz Natal ao Geraldo Vandré e a todos os seus fãs.
[Leia outros Comentários de Maria Aparecida]
20/1/2010
19h19min
Agradeço aos amigos que me mandaram notícias do Vandré. Um abraço a todos.
[Leia outros Comentários de maria aparecida]
30/5/2010
12h59min
Não poderia deixar de comentar nesse maravilhoso blog. Tenho 53 anos. Quando Vandré participava do 1º festival da canção em 1965 e depois em 68, eu ainda morava no interior de Minas. Por lá, as notícias chegavam bem pela metade. Só vim a entender melhor a obra desse maravilhoso compositor brasileiro a partir de 1977. Nesta época, a ditadura ainda nos causava dor e indignação. Lembro-me que passei uma noite inteira junto a um grupo de amigos munidos de violão e tudo, cantando a famosa "Pra não dizer que não falei das flores". Acredito que o Vandré não queira badalação. Quer ser apenas um cidadão comum e ele tem esse direito. Obrigada, Vandré, pela sua rica contribuição cultural, artística e revolucionária! Um beijo em seu coração!
[Leia outros Comentários de Jace]
13/8/2010
15h55min
Na próxima segunda-feira, 16, temos uma Sessão Solene para os 31 anos da Anistia, que não foi ampla, nem geral, nem irrestrita. Quero Lembrar Vandré com "Fabiana", porque lembraremos da voz poética de quem falou "não" aos "senhores da noite", sem o glamour de outros e sem frescura. Como diria Nelson Rodrigues, a mais pura obra de nossa música, um hino. Quando lembrar "Fabiana" lembrarei um mito. Beijos no coração (valente).
[Leia outros Comentários de Osni Calixto]
11/9/2010
20h28min
Alguém tem notícias recente do Vandré? Amanhã 12/09 é o aniversário dele, seria bom se tivéssemos alguma notícia verdadeira. Parabéns e um grande abraço, seu Geraldo. Que Deus o abençoe sempre. Beijos!
[Leia outros Comentários de maria aparecida]
13/9/2010
13h40min
Seria fabuloso se ele voltasse, abrisse o peito, contasse sua jornada a nós, aos jovens, mas isto é uma fantasia. Algúem que há muito aprendeu a dizer não e ver a morte sem chorar, já era forte o bastante para, quando decepcionado com esta terra, construir a muralha que o separaria do escombro brasileiro pós-ditadura.
[Leia outros Comentários de Eliana de Freitas]
22/9/2010
19h26min
Tomara que Geraldo leia estes depoimentos, inclusive o meu, pois aqui vai meu recado: Olá, Geraldo, tudo bom? Sou sua ex-vizinha de apartamento. Filha do sr. Mário, agora casada com José Roberto, aquele rapaz que você sempre conversava. Acreditem, pessoal, esta celebridade era nosso vizinho e tinha toda a liberdade de entrar e sair de casa a hora que quisesse; e olhe que às vezes sabe quem ia junto com ele? Seu grande companheiro, o violão, e sentava-se em nossa sala e ali cantava suas belas canções. Um dia, perguntei-lhe: posso gravar? Ele educadamente respondeu que ainda não é a hora, e eu muito burra obedeci. Aí ele cantou "Disparada" em castelhano... UUUUAAAUUU! Percebi sua emoção em seus pelos do braço todo arrepiado. Foi muito lindo. Geraldo, me casei com José Roberto e agora moro aqui em Fortaleza. Acredite: temos saudades de você. Ah, guardo comigo o original da música "Fabiana", que você mesmo me deu.
[Leia outros Comentários de helia albuquerque]
28/9/2010
01h23min
Parabéns, Vitor, pelo persistente e afetivo trabalho, beijos.
[Leia outros Comentários de Elizabeth Lorenzotti]
28/9/2010
10h01min
Meu senhor minha senhora/ vou falar com precisão/ não me negue nesta hora/ seu calor sua atenção/ a canção que conto agora/ fala de toda a nação/ andei pelo mundo afora/ tentando muito encontrar/ um lugar pra ser contente/ onde eu possa ficar/ mas a vida não mudava /mudava só o lugar.
[Leia outros Comentários de EDUARDO]
30/9/2010
00h14min
Vivenciei momentos da ditadura, onde a nossa pracinha do diário (Recife-PE) transformava-se em uma praça de guerra, quando nós, estudantes, contestávamos as opressões. Aqueles momentos em que a PE invadiu as lojas de disco e destruiu todo o estoque do meu querido Geraldo Vandré. Ele era o nosso orgulho. "Pra não dizer que não falei das flores" era nosso hino. Em meio a tanta perseguição ainda consegui resgatar uma relíquia para presentear um amigo de Portugal. Sinto muita falta desse grande artista. E por que não fazer uma coletânea em sua homenagem? Nosso hino, principalmente o que foi gravado no festival do Maracanã, onde ele termina chorando e me fez chorar de tanta emoção. Hoje, aos 61 anos, sinto falta dessa preciosidade cantando "Disparada" e tantas outras... Hoje não existem mais compositores como nosso querido Geraldo Vandré.
[Leia outros Comentários de Edileuza Fernandes]
4/12/2010
17h07min
Guardo com muito carinho um LP de vinil do Vandré. Meu sonho é logo possuir também um CD do mais lúcido dos brasileiros. TE ADORO por tudo.
[Leia outros Comentários de Maria cecilia ]
10/1/2011
16h53min
Que bom poder conhecer um pouco da vida deste grande músico. Suas musicas são belíssimas! Vandré, saia do exilio e cante de novo para teu povo.
[Leia outros Comentários de mari]
16/2/2011
15h12min
Só conhecendo o passado é que poderemos enfrentar toda situação atual, porém não devemos voltar ao passado, pois só vamos em frente. Geraldo Vandré é uma pessoa evoluída.
[Leia outros Comentários de otacilio de paula]
21/7/2011
23h34min
A Novela do SBT "Amor e Revolução" esta apresentando uma nova gravação de "Caminhando", alguem ouviu? De quem é a voz? Abraços a Vandré e aos fãs.
[Leia outros Comentários de maria aparecida]
12/9/2011
16h50min
Feliz Aniversário seu Geraldo e um grande abraço no coração
[Leia outros Comentários de maria aparecida]
19/5/2012
11h12min
Eu tomei conhecimento da obra de Vandré em 1995, data esta a qual estava no interior de Minas Gerais, hospedado em casa de amigos meus. Então, sua música falava profundamente ao meu coração de forma que instantaneamente me identifiquei com sua obra. Tenho postado no youtube (adrianostaluzia)algumas de suas canções, sem segundas ingtenções, apenas para o homenageá-lo. Ele é um mix de suas obra, vida e formação. Ou seja, querendo ou não faz parte da cultura do sertanejo ser uma pessoa solitária com seus cantos e aboios. Abraços Vandré, Deus continue te iluminando.
[Leia outros Comentários de Adriano J. Taciano]
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