Cinema brasileiro agora e noticia. Por que? | Lucas Rodrigues Pires | Digestivo Cultural

busca | avançada
83745 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Oficina de Objetos de Cena nas redes do Sesc 24 de Maio
>>> Lançamento: livro “A Cultura nos Livros Didáticos”, de Lara Marin
>>> Exposição coletiva 'Encorpadas - Grandes, largos, políticos: corpos gordos'
>>> Clássicos da Literatura Unesp ganha mais cinco títulos
>>> Bertolt Brecht inspira ÉPICO
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> 2021, o ano da inveja
>>> Pobre rua do Vale Formoso
>>> O que fazer com este corpo?
>>> Jogando com Cortázar
>>> Os defeitos meus
>>> Confissões pandêmicas
>>> Na translucidez à nossa frente
>>> A Velhice
>>> Casa, poemas de Mário Alex Rosa
>>> Doutor Eugênio (1949-2020)
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mehmari, Salmaso e Milton Nascimento
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
Últimos Posts
>>> Tonus cristal
>>> Meu avô
>>> Um instante no tempo
>>> Salvem à Família
>>> Jesus de Nazaré
>>> Um ato de amor para quem fica 2020 X 2021
>>> Os preparativos para a popular Festa de Réveillon
>>> Clownstico de Antonio Ginco no YouTube
>>> A Ceia de Natal de Os Doidivanas
>>> Drag Queen Natasha Sahar interpreta Albertina
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Mauro Henrique
>>> Uma pirueta, duas piruetas, bravo, bravo!
>>> Ele, Francis
>>> A crítica e o custo Brasil
>>> Manual prático do ódio
>>> Greatest hits em forma de coluna
>>> Asia de volta ao mapa
>>> Jogando com Cortázar
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Diálogos de Platão, pela editora da Universidade Federal do Pará
Mais Recentes
>>> Livro Físico Dom Quixote - Miguel de Cervantes de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> De A a Z Pólvora Pura de Jorge Kajuru pela Não informado
>>> Encanto Radical 26 - Blaise PASCAL de Gérard Lebrun pela Brasiliense (1983)
>>> Livro Físico A Divina Comédia - Paraíso - Dante Alighieri de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Livro Físico A Divina Comédia - Purgatório - Dante Alighieri de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 31. Correspondência. de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> O Elefante de Aleksandr Kuprin pela Kalinka (2018)
>>> Livro Físico A Divina Comédia - Inferno - Dante Alighieri de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> 3 Livros Novos A Divina Comédia Completa Dante Alighieri de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 30. Crítica Teatral de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> A Primeira Reportagem de Sylvio Pereira pela Atica (1988)
>>> Box 2 Livros Físicos Obras Essenciais Fernando Pessoa de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 29. Crítica Literária de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> Encanto Radical 52 - Alberto Santos Dumond de Orlando Senna pela Brasiliense (1984)
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 28. A Semana 3º Volume (1895-1900) de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 27. A Semana 2º Volume (1894-1895) de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> Box 3 Livros Físicos Realismo Machado De Assis Memórias + 2 de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Box Obras Essenciais José De Alencar O Guarani Senhora Til de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Box 3 Livros Físicos Jane Austen Emma Orgulho Persuasão de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Rádio e política: tempos de Vargas e Perón de Doris Fagundes Haussen pela EDIPUCRS (2001)
>>> Mulheres Divorciadas de Jackie Collins pela Nova Cultural (1989)
>>> Artesãos e artefatos históricos no Vale do Rio Pardo de Sirlei Elaine Hoeltz pela EDUNISC (1997)
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 26. A Semana 3º Volume (1895 - 1900) de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> A nova sala de aula de Fábio Ribeiro Mendes pela Autonomia (2012)
>>> Comunicação e Jornalismo: A saga dos cães perdidos de Ciro Marcondes Filho pela Hacker Editores (2000)
>>> Box Obras Essenciais De Charles Dickens 3 Livros Novos de Ciranda Cultural pela Ciranda Cultural
>>> Encyclopedia of Canine Clinical Nutrition de Pascale Pibot; Vincent Biourge; Denise Elliott pela Royal Canin (2006)
>>> Obras Completas De Machado De Assis - Vol 25. Crônicas 4º Volume (1878-1888) de Machado de Assis pela W. M. Jackson Inc. (1957)
>>> Atlas de Cirurgia Veterinária de John Hickman; Robert Walker pela Guanabara Koogan (1983)
>>> Casamentos - volume 1 de Everton Rosa pela Everton Rosa (2008)
>>> Cuidador de crianças e de idosos: orientações, rotinas e técnicas de trabalho de Senac pela Senac (2018)
>>> Arquitetura & construçao--setembro de 2008-- dossie cor de Abril pela Abril (2008)
>>> Arquitetura & construçao--setembro de 2007--47 produtos sustentaveis para todas as etapas da obra de Abril pela Abril (2007)
>>> Insurgente de Veronica Roth pela Rocco (2013)
>>> Cidades de Papel de John Green pela Intrínseca (2013)
>>> Os Miseráveis de Victor Hugo Adaptação de Silvana Salerno pela Seguinte (2014)
>>> 1808 de Laurentino Gomes pela Planeta do Brasil (2007)
>>> 1808 de Laurentino Gomes pela Planeta do Brasil (2007)
>>> 1808 de Laurentino Gomes pela Planeta do Brasil (2007)
>>> 1815 de Henry Houssaye pela Perrin et Cia. Libraires-édite (1912)
>>> 1919 de John dos Passos pela Abril (1980)
>>> 1919 de John dos Passos pela Abril (1980)
>>> "a" de álibi de Sue Grafton pela Ediouro (1993)
>>> "b" de Busca de Sue Grafton pela Ediouro (1993)
>>> "c" de Cadáver de Sue Grafton pela Ediouro
>>> "d" de Dívida de Sue Grafton pela Ediouro (1999)
>>> 007 Encontro Em Berlim de Ian Fleming pela Bloch
>>> 007 Goldfinger - uma Novela de James Bond de Ian Fleming pela Best Seller
>>> 007 o Satânico Dr. No de Ian Fleming pela Bestseller
>>> 1° Livro de Leitura de Alegria de Ler pela Abril
COLUNAS

Quinta-feira, 12/6/2003
Cinema brasileiro agora é notícia. Por quê?
Lucas Rodrigues Pires

+ de 6000 Acessos
+ 1 Comentário(s)

Sim, esta é a nova onda do jornalismo brasileiro. Descobriram que existe cinema feito no Brasil. Nas últimas semanas circularam diversas matérias na imprensa verde e amarela falando sobre uma certa "reaparição", ou redescoberta, do cinema nacional. Tais reportagens soam aos meus olhos como se dissessem "Agora sim podemos dizer que existe um cinema nacional!!".

Foi a CartaCapital com mil confetes para Babenco e seu Carandiru, que já passou dos 4 milhões de espectadores; recentemente a EXAME surgiu com a fórmula para transformar o cinema nacional num negócio de verdade; a Monet, revista da TV a cabo NET que circula em bancas e entre assinantes, estampa na capa "Os Eleitos", a saber: Hector "Carandiru" Babenco, Fernando "Cidade de Deus" Meirelles e Cacá "Deus É Brasileiro" Diegues... No último domingo foi a vez do Estadão festejar nosso cinema com uma reportagem mostrando como o cinema nacional inverteu a ordem e hoje é ele quem fornece à televisão atores, diretores e roteiristas. Nunca se viu tanta repercussão de um cinema até outro dia ignorado pela mídia. Por que isso agora?

A pergunta invoca várias alternativas de resposta, mas uma delas se sobressai: há uma tentativa consciente e inconsciente de se mercantilizar o cinema brasileiro, passo importante para a efetivação de uma indústria cinematográfica. Com a repercussão na mídia desses filmes de sucesso, tentam transformá-los na fórmula salvadora do cinema brasileiro (leia-se: na fórmula possível de se criar a tal indústria sonhada por todos - coisa que Adhemar Gonzaga já idealizava na década de 20 e 30 -, desde produtores e cineastas até dirigentes da Ancine e outros órgãos ligados a cinema). O sucesso de Cidade de Deus e Carandiru já até levantou a idéia de que filme brasileiro, para se fazer público, tem de abordar a realidade (o que quer que isso queira dizer, porque existem diversas realidades no Brasil, desde a miséria e a violência de Cidade de Deus e Carandiru até as paisagens idílicas e gente bonita de Mulheres Apaixonadas). Cacá Diegues disse isso na matéria da Monet. "...começamos a fazer filmes sobre assuntos que o público quer ver. O cinema nacional sempre se saiu melhor quando abordou a realidade brasileira e não quando tentava imitar nada". Será verdade?

Formatar o cinema ao gosto do público é algo extremamente duvidoso, se compararmos com o coeficiente qualidade e audiência na televisão, negligente com a função artística do cinema. Os lixos televisivos aos quais assistimos hoje estão voltados para captar anunciantes e satisfazer a fome de vendas destes via altos índices de audiência. O cinema, como é feito hoje, atua com mais liberdade porque o filme já está pago e não há a contrapartida financeira. Por um lado, isso gera certo sentimento de "irresponsabilidade de público" (o filme, já estando pago, não sofre pressão para ser exibido e recuperar o investimento), mas, por outro, libera o agente para fazer o que achar melhor em termos de criação, sem ceder em pontos importantes no quesito mercadológico.

Anatol Rosenfeld, em Cinema: Arte & Indústria, destaca que a importância da liberdade artística costuma ser, até certo ponto, exagerada e questiona se a liberdade artística absoluta não seria uma ficção, uma utopia no cinema. Conclui que não há uma história do cinema sem a indústria ("uma história do cinema deve tomar em consideração que o seu objeto é, essencialmente, uma Indústria do Entretenimento") e não há produção cinematográfica possível sem dois de seus alicerces - a organização industrial e o investimento de considerável capital.

A Ancine chegou para apimentar ainda mais o cenário e dar rumos à atividade audiovisual. Num primeiro instante, ela surge com desejos intensos de criar a tão almejada indústria cinematográfica, com idéia e intenção de fomentar filmes voltados às massas. Gustavo Dahl, presidente da Ancine, deixa claro nas páginas de EXAME o foco da agência. "Se queremos criar uma indústria do cinema [e como querem isso], temos de dar mais atenção ao cinema voltado para as grandes massas".

Há unanimidade de como se atingir tal objetivo. EXAME aponta alguns pontos necessários à auto-suficiência do setor: produção em alta escala, maior número de salas e popularização dessas mesmas salas e tratar o setor como indústria e negócio, o que envolveria correr riscos financeiros e desvinculá-lo do Estado. Percebam que os argumentos e soluções são os mesmos colocados por Rosenfeld na década de 50 e que são reciclados a cada geração, passando por Jean-Claude Bernardet, em 1978, com Cinema Brasileiro: Propostas para uma História, em que discutia os problemas enfrentados pelo cinema brasileiro em seu próprio país, até chegar aos pensadores do cinema de hoje, basicamente jornalistas da área e homens ligados ao setor. Como os problemas e anseios se mantêm os mesmos, Rosenfeld e Bernardet continuam autores atuais, o que os torna pertinente para uma releitura.

Já para Babenco, na mesma Monet, o problema é que faltava produto porque o público sempre existiu. Talvez ele quisesse dizer que faltava produto como Carandiru, produto de preço próximo a R$ 12 milhões, com atores conhecidos do público, com mais de R$ 3 milhões investidos em marketing e uma distribuição que chegou a 300 salas do país. Sim, Babenco, falta produto como esse seu no cinema brasileiro, mas não é todo mundo que pode dispor do que o senhor dispôs para fazer um filme.

É, no mínimo, estranho um cineasta autoral como Babenco tratar o filme como produto. Nessa nomeação está embutida a filosofia do mercado que ele, como a maioria da mídia e dos próprios realizadores, parece ter interiorizado. Sim, porque ultimamente soa piegas e ultrapassado (diriam na política neobobos, ou dinossauros) defender o cinema também como arte e não apenas como produto. O que essas reportagens citadas acima fazem é justamente destacar, tomando o sucesso isolado de dois filmes, que o cinema brasileiro tem jeito, pode ser uma indústria, pode ser lucrativo como o cinema americano é. Oras, não percebem que com isso tampam o sol com a peneira, pois descontextualizam todo um cenário cinematográfico, pinçando o que vai bem e ignorando todo o resto.

O cinema brasileiro sempre foi tratado como exceção dentro de seu próprio país. Os menos de 10% de ocupação do mercado atingidos nos últimos anos não condizem com o tamanho da dominação estrangeira sobre o mercado exibidor nacional. A mídia festejar dois ou três filmes é saudável quando abre a discussão e não a encerra. O sistema nunca deve ser fechado numa solução fácil. Mas, como fazem, ou seja, partir disso para afirmar que o cinema brasileiro está "muito bem, obrigado" ou querer com esses exemplos ditar o caminho para a implantação de uma indústria, é falácia liberal. O discurso da maior parte da imprensa e de diretores/produtores está inserido nesse contexto de mercantilização do cinema, de homogeneização de um cinema que nos últimos anos se destacou pela pluralidade de linguagem, estéticas, temáticas e estilos.

O perigo reside justamente na total abstração desse jogo liberal que poderá levar cineastas originais e autorais a se adaptar ao esquema e deixar de lado suas convicções ou simplesmente não mais filmar por não se enquadrar ao jogo. Não esqueçamos que a utopia faz parte da arte e, conseqüentemente, do cinema. E olha que nem falamos da presença atuante do Estado no setor (via leis de incentivo), coisa que a indústria pretende abolir (já viram algum país ter um cinema sustentável sem a utilização de verbas públicas? Só não me respondam Estados Unidos e Índia, por favor), e na ocupação de 90% do nosso mercado pelo cinema americano.

Parece que a verdadeira utopia é exatamente viabilizar uma indústria de cinema no Brasil auto-suficiente e desvinculada do Estado...


Lucas Rodrigues Pires
São Paulo, 12/6/2003


Mais Lucas Rodrigues Pires
Mais Acessadas de Lucas Rodrigues Pires em 2003
01. Babenco traz sua visão do país Carandiru - 17/4/2003
02. O cinema brasileiro em 2002 - 16/1/2003
03. A normalidade sedutora d'Os Normais - 3/12/2003
04. Top 10 da literatura - 16/10/2003
05. O lado A e o lado B de Durval Discos - 3/4/2003


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
1/7/2003
02h23min
Não há problema algum em formatar o cinema ao gosto do público. Há público e público, que escolhe, desloca-se e paga. É diferente da tv. Citar sucessos como exemplo é perfeitamente adequado. Enumeremos exemplos bem-sucedidos para todos os públicos. Problemática para o cinema brasileiro é a mentalidade jecaprovinciana, que vê em todo sujeito que consegue meter-se atrás de uma câmara, um iluminado, a quem deve-se render o sacrifício de engolir a sua panacéia, tenha que gosto tiver. Há muito superamos isto na literatura. No cinema grassa esta excrescência estupidificante. Para que as câmaras produzam arte são necessários sim incentivos públicos e iniciativas privadas, principalmente à (utópica?) democratização do acesso à operação desta máquina surrealista e também ao seu produto.
[Leia outros Comentários de Jean Scharlau]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




OS TRANSPORTES
JOSÉ GONZÁLEZ PAZ
BIBLIOTECA SALVAT
(1979)
R$ 10,00



QUANDO A VIDA ESCOLHE
LUCIUS
VIDA E CONSCIENCIA
R$ 10,00



IDEOLOGIA NO LIVRO DIDÁTICO
ANA LÚCIA G. DE FARIA
CORTEZ
(1989)
R$ 10,00



NORMANDIA -
DAVID MASON
RENES
(1974)
R$ 10,00



O HOMEM - SEU CORPO E SEU ESPÍRITO
MARKUS PLESSNER
CÍRCULO DO LIVRO
R$ 10,00



FORA DE MIM
RICHARD BACH
RECORD
(2000)
R$ 10,00



COMO ENTENDER E APLICAR A NOVA LDB
SOUZA PAULO NATHANAEL PEREIRA DE^SILVA EURIDES BRITO DA
THOMSON PIONEIRA
(1997)
R$ 10,00



HISTÓRIA UNIVERSAL VOL 2
JOSÉ DE CARVALHO E SILVA
RIDEEL
R$ 10,00



AS COLINAS DA IRA
LEON URIS
RECORD
R$ 10,00



OS IRMÃOS CORSOS COLEÇÃO DA LITERATURA JUVENIL
ALEXANDRE DUMAS
ABRIL CULTURAL
R$ 10,00





busca | avançada
83745 visitas/dia
2,4 milhões/mês