Deus 3.0 | Guilherme Pontes Coelho | Digestivo Cultural

busca | avançada
92061 visitas/dia
2,2 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Pauta: E-books de Suspense Grátis na Pandemia!
>>> Hugo França integra a mostra norte-americana “At The Noyes House”
>>> Sesc 24 de Maio apresenta programação de mágica para toda família
>>> Videoaulas On Demand abordam as relações do Homem com a natureza e a imagem
>>> Irene Ravache & Alma Despejada na programação online do Instituto Usiminas
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Nem morta!
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I
>>> Contentamento descontente: Niketche e poligamia
>>> Cinemateca, Cinemateca Brasileira nossa
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Filmes de guerra, de outro jeito
Colunistas
Últimos Posts
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
>>> Sebo de Livros do Seu Odilon
>>> Sucharita Kodali no Fórum 2020
>>> Leitura e livros em pauta
>>> Soul Bossa Nova
>>> Andreessen Horowitz e o futuro dos Marketplaces
>>> Clair de lune, de Debussy, por Lang Lang
>>> Reid Hoffman sobre Marketplaces
>>> Frederico Trajano sobre a retomada
>>> Stock Pickers ao vivo na Expert 2020
Últimos Posts
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
>>> Deu branco
>>> Entre o corpo e a alma
>>> Amuleto
>>> Caracóis me mordam
>>> Nome borrado
>>> De Corpo e alma
>>> Lamentável lamento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> 9° Festival Internacional do Documentário Musical
>>> Até Faustão apoia os protestos
>>> Zastrozzi
>>> Direita, Esquerda ― Volver!
>>> Como os jornais vão se salvar
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> Concisão e sensibilidade
>>> Blog do Reinaldo Azevedo
>>> Alerta aos que vão chegar
>>> Cultura e Patrocínio
Mais Recentes
>>> Percursos Piagetianos de Luci Banks-Leite (Org.) pela Cortez (1997)
>>> Piaget e a Intervenção Psicopedagógica de Maria Luiza Andreozzi da Costa pela Olho D'Água (1997)
>>> Fazer e Compreender de Jean Piaget pela Melhoramentos (1978)
>>> Dicionário do Renascimento Italiano de John R. Hale pela Jorge Zahar (1988)
>>> A Tomada de Consciência de Jean Piaget pela Melhoramentos (1978)
>>> Psicologia e Pedagogia de Jean Piaget pela Forense Universitária (1998)
>>> Dicionário Temático do Ocidente Medieval de Jacques Le Goff & Jean-Claude Schmitt pela Edusc (2002)
>>> Como Orientar a Criança Excepcional - vol. 8 - Curso de Orientação Educacional de Jay Aruda Piza pela Pontes (2020)
>>> O Estruturalismo de Jean Piaget pela Difel (1979)
>>> Higiene Mental das Crianças e Adolescentes- vol. 7 - Curso de Orientação e Educacional de Dep. de Instrução Pública de Genebra pela Ponte (1972)
>>> O Pós-dramático de J. Guinsburg e Silvia Fernandes pela Perspectiva (2009)
>>> Poesia soviética de Lauro Machado Coelho pela Algol (2007)
>>> Pétala Soletrada pelo Vento de Mariayne Nana pela Urutau (2018)
>>> Tomidez e Adolescência vol. 6 - Curso de Orientação Educacional de Jean Lacroix pela Pontes (1972)
>>> Ensaios Reunidos (1946-1971), V. 2 de Otto Maria Carpeaux pela Topbooks (2005)
>>> Como compreender seu Potencial de Myles Munroe pela Koinonia Comunidade (1995)
>>> Louvai a Deus Com Danças de Isabel Coimbra pela Profetizando Vida (2000)
>>> A missão de Interceder de Durvalina B. Bezerra pela Descoberta (2001)
>>> O Contrabandista de Deus de Irmão André. John e Elizabeth Sherrill pela Betânia (2003)
>>> Ensaios Reunidos 1942 - 1978 Vol. 1 de Otto Maria Carpeaux pela Topbooks (1999)
>>> O Dízimo e o Sábado não são Cristãos de Fernando César Roelis Padilha pela Xxxxxxxxxxxx (1995)
>>> Socorro, Temos Filhos! de Dr. Bruce Narramore pela Mundo Cristão (1992)
>>> Fale a verdade consigo mesmo de Willian Backus Marie Chapian pela Betânia (1989)
>>> Como controlar as Tensões no Camento de Bill e Vonette Bright pela Candeia (1990)
>>> Satanás está vivo e Ativo no planeta terra de Hal Lindsey pela Mundo Cristão (1981)
>>> Venha O Teu Reino de David W. Dyer pela Ministério Grão de trigo (1985)
>>> Eu, um Servo? Você está Brincando! de Charles Swindoll pela Betânia (1983)
>>> Que Há Por Trás Da Nova Ordem Mundial? de E. G. White pela Vida Plena (1995)
>>> Cerco de Jericó a caminho da vitoria de Pe. Alberto Gambarini pela Ágape (2005)
>>> Comunicação a Chave para o Seu Camento de H. Norman Wright pela Mundo Cristão (1983)
>>> Princípios de Interpretação da Bíblia de Walter A. Henrichsen pela Mundo Cristão (1983)
>>> Apocalipse versículo por versículo de Severino Pedro da Silva pela Cpad (1985)
>>> Boas Esposas de Louisa May Alcott pela Principis (2020)
>>> O que o Ato Conjugal significa para o Homem de Tim e Beverly LaHaye pela Betânia (2020)
>>> Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski pela Principis (2020)
>>> Satanismo de Daniel e Isabela Mastral pela Xxxxxxxxxxxx (2001)
>>> Um Espírito Demoníaco de Morris Cerulo pela Imprensa da Fé (1998)
>>> Assassins Creed de Christie Golden pela Galera (2020)
>>> O dia em que o Presidente Desapareceu de Bill Cliton e James Patterson pela Record (2018)
>>> O dia em que o Presidente Desapareceu de Bill Cliton e James Patterson pela Record (2018)
>>> A Canção do Sangue de Anthony Ryan pela Leya (2014)
>>> Memórias de um Suicida (Obra Mediúnica) de Yvonne do Amaral Pereira pela Federação Espírita Brasileira (2003)
>>> Mundo Como Vontade e Como Representação - I Tomo de Arthur Schopenhauer pela Unesp (2005)
>>> As 100 Melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal de Flávio Moreira da Costa pela Ediouro (2020)
>>> As 100 Melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal de Flávio Moreira da Costa pela Ediouro (2020)
>>> Mahatma Gandhi - Politik und Gewaltlosigkeit de Otto Wolff pela Musterschimidt-Verlag (1963)
>>> Marionetes Populares de Yvonne Jean pela Din (1955)
>>> As Bacanas = Plauto de Newton Belleza pela Emebê (1977)
>>> Trinta Toques de Rogério Viana pela Engenho da Letra (1999)
>>> O Teatro de Cervantes de José Carlos Lisboa pela Os Cadernos de Cultura (1952)
COLUNAS >>> Especial Deus tem futuro?

Quarta-feira, 2/4/2008
Deus 3.0
Guilherme Pontes Coelho

+ de 3400 Acessos
+ 3 Comentário(s)

"Deus é justo juiz. Deus sente indignação todos os dias. Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas." (Salmo 7, versículos 11 e 12)

Começo
Não vejo, ultimamente, Deus por aí brandindo a espada flamejante, nem disparando flechas implacáveis contra ímpios ou crédulos. Há tempos, decretou aquele filósofo com ares de médico-legista, Deus está morto ― e tanto esta sentença quanto aquele cadáver viraram fetiches. Afirmar a morte do Criador rendeu um culto à Sua invisível imagem que se multiplica diariamente, com cada vez mais peculiares ― ou nem tanto ― templos, igrejas, fãs-clubes.

A trindade que dominou a cultura e a contra-cultura no século passado (Freud, Marx e Nietzsche) saracoteou nos domínios do Senhor. Anunciaram Sua morte, O acusaram de vendedor de ópio e outras coisas impublicáveis. Depois de tamanha tour de force difamatória, o que vemos hoje, em relação a Ele, é uma espécie de Efeito Streisand: fora enterrado, floresceram (e florescem) cultos a Ele sobejamente. Numa comparação insólita, qual um Guevara.

Antes de aquele alemão ter arrematado Sua morte, Voltaire aventou que "Se Ele não existisse, seria necessário inventá-Lo". É um espectro necessário. Muito já foi oferecido como razão de ser de tão intrigante entidade. Nós, todos nós, parecemos incapazes de viver com esse mistério divino. Desde que o mundo passou da fase de "trevas sobre a face do abismo" que há adorações a deuses. Mas, na prática, há impasses, pelo menos nas religiões abraâmicas, entre o Criador incriado e o homem que O criou. Ou o Sagrado e o homem.
Deixemos em paz a flecharia divina e o etéreo rebolo onde Deus afia sua lâmina. Falemos de figuras tangíveis. Falemos dos fãs, seguidores, detratores. Nós, enfim, que recorremos a Ele para justiça, felicidade, verdade.

Meios
Enquanto houver humanos sobre o planeta, Deus existirá, querendo Ele ou não, querendo o homem ou não, mesmo que Ele não exista. Embora a frase carregue tom terminante e meio cafona de sentença inabalável, ela não é dita por crédulo Nele; nem por um ateu resignado, engolindo a doses de ironia a crendice alheia. Um abstinente de Deus é quem o diz, e acha esta expressão mais adequada que agnóstico.

A Deus (ou Sagrado, ou Insondável, ou o que você achar pertinente), sendo tão incomensurável, e à religião, mensurável por demais, este artigo só pode oferecer um ponto de vista ― o da experiência pessoal. Com acréscimos.

Aqui, atrás deste notebook, há meia dúzia de estantes abarrotadas com livros; eles exibem na lombada nomes de sujeitos que nós admiramos, ou desgostamos, e que se preocuparam com esta questão tão espinhosa, Deus, cada um à sua maneira. Vejo Jung, Saramago, Darwin, Campbell, Kant, Tolstoi, e outros. Parecem ter ou achado o próprio caminho a Ele, ou provado que não há tal caminho, ou argumentando que é uma vereda para poucos. Mesmo com tão interessantes companhias, exceto Kant, continuo um abstinente de Deus. Vejamos.

"Quer ser batizado, filho? Aceita a Jesus?" ― ouvi isso da minha mãe, aos 12 anos. Cansado da igreja batista, não aceitei a Jesus e pedi pra sair. Naquela igreja havia de tudo, menos Ele. Troquei o Novo Testamento por vinis do Burzum. Mas de lá pra cá houve aproximações com o Sagrado, em várias formas, não apenas cristã. Com Deus lato sensu, o Insondável, em suma. Umas aproximações breves, outras nem tanto. O adeus à igreja batista foi seguido por uma obsessiva fixação em satanismo, influenciada pelo tal Inner Circle escandinavo, as bandas Burzum, Dark Throne, Mayhem. Na distante Recife sem internet de 1992, do satanismo só me chegaram às mãos um livro de Eliphas Levy, outro de Aleister Crowley e um rascunho com o endereço de uma Igreja do Diabo no Brasil, noutro estado. Era uma coisa inacessível a um imberbe sem a rede mundial. Nunca mais voltei a esta febre satanista, a ansiedade adolescente cuidou que me decepcionasse rápido. O curioso é que esta decepcionante procura começou com a decepção na igreja do Senhor.

Cinco anos depois, de tanto ouvir um tio falar em O Tao da Física, o Oriente me apareceu. Adquiri o livro do Capra e por esta via ambígua os "ismos" orientais ficaram atraentes. Até então, só dava crédito ao Oriente no que envolvesse tatames. Uma vez, saindo da academia, um colega argentino, afobadíssimo, me abordou prometendo o céu. Tinha uma coisa muito boa pra me oferecer. Mencionou algo a ver com budismo. Insistiu, me ligou dias seguidos; cedi. Fomos a um encontro do grupo budista. Que foi numa casa de bairro nobre, com várias grifes automobilísticas estacionadas. Chegamos e os trabalhos começaram. Um senhor de cabeça branca, muito parecido com Sidney Poitier, sentado em frente a um altar, liderou os cantos. No altar, ideogramas japoneses e uma pequena escultura nipônica; nos cantos, uma leitura ininterrupta do livreto litúrgico. Uma demorada e penetrante leitura. Ao final, depois de breves ritos orais, os adeptos, a seu bel-prazer, iam ao proscênio e narravam aos demais como a prática do Nitiren Daishonin ajudara suas vidas. Emprego, dinheiro, família ― tudo melhorou. Em seguida, os neófitos se apresentavam e apontavam seus "padrinhos". O proselitismo lembrava protestantismo pentecostal. Cheguei a perguntar ao colega argentino se era sempre assim: "É así mismo, Guije". Ainda houve uma pequena degustação de petiscos com refrigerante. A peculiaridade deste budismo não foi bem digerida. Mas a simpatia pelas filosofias orientais permaneceu. Simpatia.

O tempo passou e me vi simpático à umbanda. Razões tive para estar ali: religiosidade made in Brazil, cultos alegres, a namorada (com quem me "juntei", sem cerimônia religiosa nem civil, e com quem tenho bela filha, que, como eu, não foi batizada e terá o direito de escolher sua própria religião). Por maior que fosse o entusiasmo no terreiro, soava estranho entre um canto e outro haver Pai-Nosso, Ave-Maria, Salve-Rainha. Nosso sincretismo não é captado por incautos cartesianos. Antes, os senhores de chicote na mão e as figuras eclesiais impingiam aos escravos o culto a um São Jorge. O escravo via naquele santo seu Ogum ― fez-se o amálgama religioso. Embora o trabalho escravo ainda seja uma infeliz realidade, há a liberdade de culto. Não entendi por que não desfizeram a junta sincrética. Ela arraigou-se, contudo. É o que é e é bela. Tenho afeição e respeito ao terreiro, apenas.

Sincretismo, e no Brasil esse não é o único tipo; práticas budistas reinterpretadas à ocidental; igrejas de Cristo que se perdem no caminho; religiões por moda. Diluições. Continuemos.

Atualizações
Uma coisa que não gostaria de ter conhecido, e concordado, foi com o "desencantamento do mundo", como Weber colocou (citar isso hoje é clichê, eu sei). A racionalidade ocidental, e não sei se permanece somente ocidental, me diga você, acabou com a "magia". Que o mundo ficou mais racional no que se refere à geração e à aplicação dos meios (meios, claro) tecnológicos, é evidente. A ciência tem feito e acontecido, estamos cada vez mais próximos do demiurgo platônico, é só perceber a situação ambiental... A máquina drenando a beleza da vida, purgando o humano de sua casa natural, a espiritualidade escoando etc. etc. Acabou o encanto. Mas há tentativas de desfibrilação. Cientologia, por exemplo.

Dos casamentos da religião e do Sagrado, os com a ciência ou filosofia são os mais pitorescos. A filosofia grega, especificamente Platão e Aristóteles, serem absorvidos pelos teólogos medievais pode parecer a algum atemporal helenista algo obtuso, mas isso tem tanto tempo e já foi assimilado. Cientistas terem hábitos religiosos privados, ou religiosos terem ao menos tolerância à ciência, são posturas assimiláveis, compreensíveis e até respeitáveis. Mas religião com ciência casando, assim ostensivamente, é coisa que demanda depurada análise ou, somos falíveis, sumário julgamento preconceituoso. A cientologia tem sofrido ambos. Só os convertidos lhe tecem elogios. Aqui no Brasil há pelo menos quinze mil pessoas felizes com a cientologia.

"Felizes"? É, felizes. "Não é por felicidade eterna e justiça que a religião, acorrentando a si um deus ou uma noção do Sagrado, é aceita pelo próprio indivíduo como sua verdade?" ― perguntaram a mim certa vez. Enfim, vestiram o Sagrado com roupas científicas, venderam-no como auto-ajuda, compraram-no como Verdade.

Nós, ocidentais, herdeiros da racionalidade grega, dos aparatos jurídico e militar romanos, da moralidade judaico-cristã, estamos vendo estes pilares se dissolvendo, mesclando-se uns aos outros e com mais coisas que têm vindo da banda oriental do globo. Irrefreável globalização. E nós, brasileiros, já temos extremos (desigualdades) e confluentes (sincretismos) demais. Cenário dos mais interessantes.

Chegamos à "modernidade líquida". Aquilo que Zygmunt Bauman tanto nos tem falado. Afrouxamento do pensar que ergue instituições, engendra a sociedade e a assim apelidada aldeia global. Misturas, divisões, paralelismos; convicções descartáveis, recicláveis, prontas ao uso imediato. É inegável reconhecer que são tempos, digamos, especiais. Melhor dizendo, são tempos líquidos. Não basta fechar os olhos, inspirar fundo e intuir o Sagrado lá onde nem mesmo você vai, mas de onde lhe vem aquilo inominável. Nada disso, a tal "coisa lá do fundo" tem de dar resultado imediato, pronto, visível, certo e líquido.

Deus passou por vários upgrades.


Guilherme Pontes Coelho
Águas Claras/Brasília, 2/4/2008


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Ascensão e queda do cinema iraniano de Wellington Machado
02. Evolução e Adaptação da Imprensa Escrita de Ricardo de Mattos
03. E a Turma da Mônica cresceu de Marcelo Spalding
04. Por que Coetzee de Daniel Lopes
05. Coque, o violeiro de uma mão só de Diogo Salles


Mais Guilherme Pontes Coelho
Mais Acessadas de Guilherme Pontes Coelho
01. Nas redes do sexo - 25/8/2010
02. A literatura de Giacomo Casanova - 19/5/2010
03. O preconceito estético - 29/12/2010
04. A morte de Michael Jackson, um depoimento - 5/8/2009
05. O retorno à cidade natal - 24/2/2010


Mais Especial Deus tem futuro?
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
2/4/2008
09h33min
Belo texto! Bela estréia! Texto pra se reler (o que vou fazer), estréia pra se parabenizar. Estamos sob o mesmo "céu de Brasília, traço do arquiteto". Pousei numa das asas de Brasília há 8 anos e fiz dela meu eixo... Abraço!
[Leia outros Comentários de Tarlei]
2/4/2008
12h41min
Mesmo que não existisse, de tanto que se fala em Deus ultimamente, ele passaria a existir. É, mais ou menos, como Papai Noel, sabemos que o velho não existe, mas é como se existisse; ficou impregnado no subconsciente, se tornou uma pessoa conhecida... gente nossa! Agora, ficar dissertando sobre Deus não nos leva a nada. Será, por muito tempo ainda, só filosofia, e filosofia é a arte de especular. Como entendê-lo se ninguém sabe se é O ou A. Acreditamos que não tenha gênero, nem número e muito menos grau. -Ah! E não é branquinho de olhos verdes como querem alguns... Somos demasiadamente pequenos e involuídos para querermos entendê-lo(a). Quanto mais se fala, mais se arruma encrenca com o defensor do indefensável. E se alguém o matou, não foi Nietzsche e nenhum outro filósofo, foi, de fato, o Darwin, quando enunciou que viemos do símio sem rabo, passando pela linda ameba ancestral... Deixemo-lo(a) quieto(a), até porque Ele(a) tem ódio mortal de quem fica enchendo o seu sagrado saco.
[Leia outros Comentários de I. Boris Vinha]
2/4/2008
23h10min
Guilherme Montana, gostei muito do texto. Parabéns! O mais recente livro que li a respeito de deus foi "Deus, um delírio", de Richard Dawkins, o qual penso ser fenomenal, magnífico, corajoso. Eu recomendo.
[Leia outros Comentários de Patricia Zancanaro]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A MANSÃO DA PEDRA TORTA
VERA LÚCIA MARINZECK DE CARVALHO / PELO ESPÍRITO
PETIT
(1997)
R$ 12,00



RESGATE NO TEMPO - COM SUPLEMENTO DE LEITURA
SILVIA CINTRA FRANCO
MODERNA
(1996)
R$ 5,00



RECEITAS PARA PRATOS RÁPIDOS 8484
MICHELLE BERRIEDALE JOHNSON
M ELHORAMENTOS
(1983)
R$ 11,00



AS PALAVRAS DE GANDHI
RICHARD ATTENBOROUGH
RECORD
(1982)
R$ 5,00



CORROSÃO
VICENTE GENTIL
AN
(1970)
R$ 41,80



MARILIA DE DIRCEU
TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA
CIRANDA CULTURAL
(2010)
R$ 7,90



AVENTURAS DE ANDOMAR
STELLA LEONARDOS
N/D
R$ 5,00



O APELO DO AMOR
DANIELLE STEEL
CIRCULO DO LIVRO
(1998)
R$ 13,90



PROPEDEUTICA NEUROLOGICA
WILSON LUIZ SANVITO
ATHENEU - RJ
(2005)
R$ 31,54



DESCENDENTES DESCOBRINDO O PASSADO...CURANDO O FUTURO - ESOTERICO
DENISE LINN
BERTAND BRASIL
R$ 25,00





busca | avançada
92061 visitas/dia
2,2 milhões/mês