Hipermediocridade | Evandro Ferreira | Digestivo Cultural

busca | avançada
29791 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
Colunistas
Últimos Posts
>>> Banco Inter É uma BOLHA???
>>> Não Aguento Mais a Empiricus
>>> Nubank na Hotmart
>>> O recente choque do petróleo
>>> Armínio comenta Paulo Guedes
>>> Jesus não era cristão
>>> Analisando o Amazon Prime
>>> Amazon Prime no Brasil
>>> Censura na Bienal do Rio 2019
>>> Tocalivros
Últimos Posts
>>> O céu sem o azul
>>> Ofendículos
>>> Grito primal V
>>> Grito primal IV
>>> Inequações de um travesseiro
>>> Caroço
>>> Serial Killer
>>> O jardim e as flores
>>> Agradecer antes, para pedir depois
>>> Esse é o meu vovô
Blogueiros
Mais Recentes
>>> O apanhador no campo de centeio
>>> Curriculum vitae
>>> O Salão e a Selva
>>> Ed Catmull por Jason Calacanis
>>> Por que a Geração Y vai mal no ENEM?
>>> Por que a Geração Y vai mal no ENEM?
>>> A massa e os especialistas juntos no mesmo patamar
>>> Entrevista com Jacques Fux, escritor e acadêmico
>>> Nuno Ramos, poesia... pois é
>>> Literatura e interatividade: os ciberpoemas
Mais Recentes
>>> Constituição da República Federativa do Brasil de Senado Federal pela Senado Federal (2006)
>>> Eterna Sabedoria de Ergos pela Fraternidade Branca Universal do Arcanjo Mickael (1974)
>>> Leasing Agrário e Arrendamento Rural como Opção de Compra de Lucas Abreu Barroso pela Del Rey/ Belo Horizonte (2001)
>>> Contratos Internacionais de Seguros de Antonio Marcio da Cunha Guimarães pela Revista dos Tribunais (2002)
>>> Amor de Perdição / Eurico, o Presbítero de Camilo Castelo Branco / Alexandre Herculano pela Círculo do livro (1978)
>>> Carajás de Paulo Pinheiro pela Casa Publicadora Brasileira (2007)
>>> Menopausa de Diversos pela Nova Cultural (2003)
>>> Guia de Dietas de Diversos pela Nova Cultural (2001)
>>> Seguros: Uma Questão Atual de Coordenado pela EPM/ IBDS pela Max Limonard (2001)
>>> O Significado dos Sonhos de Diversos pela Nova Cultural (2002)
>>> A Dieta do Tipo Sanguíneo - A B O AB de Peter J. D'Adamo pela Campus (2005)
>>> Cem Noites - Tapuias de Ofélia e Narbal Fontes pela Ática (1982)
>>> Direito do Trabalho ao Alcance de Todos de José Alberto Couto Maciel pela Ltr (1980)
>>> Manon Lescaut de Abade Prévost pela Ediouro (1980)
>>> A Reta e a Curva: Reflexões Sobre o Nosso Tempo de Riccardo Campa (com) O. Niemeyer (...) pela Max Limonard (1986)
>>> Introdução às Dificuldades de Aprendizagem de Vítor da Fonseca pela Artes Médicas (1995)
>>> Dos Crimes Contra a Propriedade Intelectual: Violação... de Eduardo S. Pimenta/ Autografado pela Revista dos Tribunais (1994)
>>> O Cortiço de Aluísio Azevedo pela Ática (1988)
>>> A Voz do Mestre de Kahlil Gibran pela Círculo do livro (1973)
>>> O Jovem e seus Assuntos de David Wilkerson pela Betânia (1979)
>>> Emília no País da Gramática de Monteiro Lobato pela Brasiliense (1978)
>>> The Art Direction Handbook for Film de Michael Rizzo pela Focal Press (2005)
>>> A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães pela Melhoramentos (1963)
>>> O Grande Conflito de Ellen G. White pela Casa Publicadora Brasileira (1983)
>>> Filosofia do Espírito de Jerome A. Shaffer pela Zahar (1980)
>>> Muito Além das Estrelas de Álvaro Cardoso Gomes pela Moderna (1997)
>>> A Grande Esperança de Ellen G. White pela Casa Publicadora Brasileira (2011)
>>> É Fácil Jogar Xadrez de Cássio de Luna Freire pela Ediouro (1972)
>>> O Espião que saiu do Frio de John Le Carré pela Abril cultural (1980)
>>> A Primeira Reportagem de Sylvio Pereira pela Ática (1988)
>>> Distúrbios Psicossomáticos da Criança de Haim Grunspun pela Atheneu
>>> Aprenda Xadrez com Garry Kasparov de G. Kasparov pela Ediouro (2003)
>>> Poemas para Viver de P. C. Vasconcelos Jr. pela Salesiana Dom Bosco (1982)
>>> A Casa dos Bronzes de Ellery Queen pela Círculo do livro (1976)
>>> Warcraft Roleplaying Game de Christopher Aylott e outros pela Blizzard / Arthaus / wizards (2004)
>>> A Dama do Lago de Raymond Chandler pela Abril cultural (1984)
>>> ABC do Vôo Seguro de Manoel J. C. de Albquerque Filho pela O Popular (1981)
>>> A Relíquia de Eça de Queirós pela Klick (1999)
>>> Manual Completo de Aberturas de Xadrez de Fred Reinfeld pela Ibrasa (1991)
>>> Para Sempre - Os Imortais - volume 1 de Alyson Noel pela Intrínseca (2009)
>>> A Máscara de Dimítrios de Eric Ambler pela Abril cultural (1984)
>>> Rômulo e Júlia - Os Caras-Pintadas de Rogério Andrade Barbosa pela Ftd (1993)
>>> O Nariz do Vladimir de José Arrabal pela Ftd (1989)
>>> Perigosa e Fascinante de Merline Lovelace pela Nova Cultural (2002)
>>> Brincar de Viver de Maggie Shayne pela Nova Cultural (2001)
>>> O Grande Conquistador de Rita Sofia Mohler pela Escala (1978)
>>> Comédias para se Ler na Escola de Luis Fernando Veríssimo pela Objetiva (2001)
>>> As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança de John C. Maxwell pela Agir (2007)
>>> Dungeon master guide de Jonathan Tweet / Skip Williams pela Core Rulebook II (2000)
>>> Disfunção Cerebral Mínima de Antonio Branco Lefévre - Beatriz Helena Lefevre pela Sarvier (1983)
COLUNAS >>> Especial Internet

Terça-feira, 20/8/2002
Hipermediocridade
Evandro Ferreira

+ de 4100 Acessos
+ 10 Comentário(s)

Já ouvi muitas lorotas sobre a Internet. Mas confesso que a maior de todas é a tal da "produção coletiva do conhecimento". Imagine um pensador medíocre escrevendo um livro em que haja, digamos, 10% de idéias razoáveis, sendo todo o resto composto de bobagens. Agora imagine mil desses pensadores, todos eles mandando os seus textos para a web, onde se tornarão hipertexto (ah, como é lindo o significado tecnocêntrico-progressista e deslumbrado desta palavra).

Agora imagine um outro pensador medíocre que, deslumbrado com as possibilidades hiper ultra mega penta alfa giga maravilhosas dessa nova mídia milagrosa, resolva bricolar todos esses mil textos, formando uma massa informe de devaneios, cheia de links que levam a links que levam a links que levam à loucura qualquer cérebro sadio. Pois aqui temos a nova onda do momento, segundo os intelectuais francesinhos da hora e seus respectivos porta-vozes de além-mar: a narrativa hipertextual coletivamente construída (uma espécie de Ilíada de trás pra frente), que vai "modificar o estatuto" das artes, da literatura e - pasmem - das ciências.

Segundo nossos profetas digitais pós-moderninhos e relativistas, o conhecimento está mudando estruturalmente (na forma, é claro, pois o conteúdo eles nunca discutem). Vai se tornar fragmentário (ops!) e hipermidiático (idem!). Ah, e tomem cuidado, pois vem aí a problemática imagética (êpa!) e a reconfiguração do espaço urbano (essa é a minha preferida!).

Juntamente com a produção coletiva do conhecimento, vem a dissolução da autoria. A pergunta que os francesinhos adoram fazer é a seguinte. Se os textos são coletivos, formados pela colagem de dezenas de textos, como seria possível saber quem é o autor? Bem, o autor seria um monstro disforme, não fosse pela absurda homogeneidade de estilo e ideologia que configura nosso atual meio acadêmico. Traduzindo em palavras simples: todo mundo pensa tão igual dentro de nossas universidades, que se colamos os textos de várias teses e monografias, parecem todos do mesmo autor. Mas isso não é surpreendente. Apenas prova que as universidades já estão mais do que preparadas para a chegada do tal pensamento coletivo. Seria de admirar se não estivessem, pois são elas mesmas que o anunciam como um messias anuncia a chegada de uma nova era.

Já sei o que alguns vão dizer: "mas o conhecimento humano não foi sempre uma obra coletiva?". Claro que sim! E claro que não. Aristóteles leu Platão e mais algumas dúzias de pensadores. Mas depois - ou durante! - reuniu tudo em sua cabeça e chegou a conclusões. Aristóteles pensou enquanto lia livros, e depois de lê-los, assim como todos nós fazemos. Não existe um pensador coletivo. Cada pessoa pensa com sua cabeça e chega a conclusões que, ainda que sejam aparentemente iguais às de muitas outras pessoas, não o são, a rigor, pois o caminho que leva um indivíduo a uma determinada conclusão sobre algum assunto é dele, e somente dele. Se eu acho que o seu José é feio, a cadeia de raciocínios e comparações que me levaram a tirar essa conclusão não pode coincidir com a de outra pessoa. Muitos podem achar absurda uma afirmação como essa, mas um simples fato já a comprova. O local onde acontece uma cadeia de raciocínios feitos por mim é a minha "cabeça". Enquanto que o local onde ocorre uma outra cadeia realizada, digamos, por Pedro, é a cabeça de Pedro, e não a minha. Portanto, para que a cadeia fosse igual, ponto a ponto, seria necessário que eu fosse igual a Pedro, ou seja, que eu tivesse, acumuladas em minha mente, as mesmas experiências e vivências de Pedro. Como se pode ver, admitir isso seria loucura.

O que eu quero dizer com tudo isso? Quero dizer que o pensamento é algo que existe porque o ser humano existe. E seres humanos não são entes abstratos e coletivos, mas pessoas de carne e osso dotadas de cérebros. Tudo isso parece ridículo. O que acontece é que tem muita gente por aí dizendo que o futuro do pensamento é coletivo. As comunidades intelectuais é que construirão filosofias, e não cada um dos indivíduos. Cada um abordaria um determinado problema, dentro de sua restrita especialidade acadêmica, e ninguém teria a capacidade de entender o todo, pois o todo é o conjunto naturalmente formado pelas várias partes isoladas, pelas várias especialidades em colaboração umas com as outras, mas incapazes de se auto-transcenderem, se tomadas individualmente.

A mentalidade coletivista hoje é um problema de grande importância e que está sendo ignorado no Brasil. O sonho do coletivismo está por trás de muitas teorias que circulam por aí. E esse sonho transforma figuras de linguagem em conceitos pseudo-rigorosos. Isso acontece com a expressão "pensamento coletivo". O que antes servia para designar a cooperacão entre os indivíduos na busca do conhecimento, hoje se transformou em um conceito interpretado ao pé-da-letra. Que existe um pensamento coletivo, no sentido figurado, todos nós sabemos, pois sabemos que existem escolas que reunem pensadores, os quais participam de debates e trocam conhecimento, escrevem livros e desenvolvem idéias em comum. Mas quando alguém se refere a pensamento coletivo como um conceito, então a coisa se complica. Pois uma escola não pensa. Uma escola não escreve livros. E hoje muitos estudiosos já estão começando a se referir a teorias de forma impessoal, desligando-as de seus autores, por acreditarem que elas são criações coletivas.

E para além do festival de devaneios sobre tecnologia (no sentido abrangente da palavra), ou seja, para além da reflexão sobre a forma do connhecimento, está o conteúdo, algo extremamente fora de moda hoje em dia. Pergunte a um professor de comunicação o que ele acha do fato de que nenhum aluno do curso de jornalismo lê Dante, Homero, Plutarco ou qualquer obra literária mais rica que os livros de Paulo Coelho e os artigos de política da Folha de S. Paulo. O professor provavelmente lamentará a má qualidade do ensino no Brasil, mas continuará usando todo o tempo de suas aulas para discutir "leads", "manchetes" e "bigodes". Ou então para refletir sobre como será o jornalismo na era do hipertexto. E pode até ser que ele diga que é preconceito considerar os livros de Paulo Coelho inferiores aos de Plutarco.

O ensino universitário atual não se preocupa com a inteligência humana, no sentido humanista do termo. A grande maioria dos nossos acadêmicos não estão absolutamente interessados no enorme legado de conhecimento que a civilização ocidental nos deixou. E com isso não estou querendo dizer que a universidade virou centro de preparação técnica para o mercado de trabalho, crítica que é a mais comum por aí. Este é um problema secundário e conjuntural, embora importante. O principal problema é que as disciplinas pragmáticas e utilitaristas tomaram conta dos cursos da área de humanas. Os alunos deixam de ler, para adentrar discussões intermináveis sobre as formas da escrita e do discurso (jornalístico, filosófico, sociológico, seja lá o que for). E depois vão fazer mestrado porque não sabem escrever senão no jargão acadêmico. E se um dia lerem Plutarco, será com finalidade semiótica, de encontrar em suas linhas os ícones, índices e símbolos de Peirce e não de tirar algum aprendizado para a vida sobre o caráter dos governantes e das pessoas que fazem a história.

Entrar em uma discussão acadêmica sobre o hipertexto ou o pensamento coletivo é entrar em um labirinto de devaneios em torno da forma do texto e do pensar. É uma discussão técnica. Nada além disso.

Acontece que os alunos que saem das faculdades não leram praticamente nada. Portanto, as novas técnicas - principalmente jornalísticas e artísticas - inventadas nas universidades e proclamadas como inevitáveis adventos do curso natural da história serão usadas por pessoas ignorantes. Justamente porque essas pessoas perderam e perdem todo o seu tempo discutindo técnicas.

Com isso voltamos ao exemplo do início do texto. O futuro do hipertexto sem autoria, formado pela fusão de vários textos, é algo sombrio. É um futuro em que vários indivíduos ignorantes e superficiais darão sua pequena contribuição na construção de um, digamos, "hiperlivro". E outro indivíduo ignorante e superficial reunirá todos os fragmentos em um único texto e acreditará que o texto ficou bom, ou seja, melhor do que a soma de suas partes.

Ninguém saberá como eram as cantatas de Bach, mas elas aparecerão no resultado final de um hipertexto escrito por alguma comunidade de um milhão de indivíduos, no interior da qual havia um que conhecia a obra do músico. E, como o pensamento é coletivo, o que importa é a comunidade. E a comunidade nesse caso - e para todos os efeitos - sabe quem é Bach!

Admirável mundo novo!


Evandro Ferreira
Belo Horizonte, 20/8/2002


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Senhor Amadeu de Ana Elisa Ribeiro
02. A casa da Poesia de Mariana Portela
03. Paixão e sucata de Daniela Kahn
04. Meu eu escritora de Taís Kerche
05. Seguindo com arte de Taís Kerche


Mais Evandro Ferreira
Mais Acessadas de Evandro Ferreira em 2002
01. Apesar da democracia - 24/9/2002
02. Pensando sozinho - 27/8/2002
03. Babação do popular - 13/8/2002
04. O pensamento biônico - 23/7/2002
05. O underground e o Estado - 10/9/2002


Mais Especial Internet
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
20/8/2002
21h25min
Parece que o nobre autor deste texto se sente um privilegiado na arte de escrever... Discordo de praticamente tudo que escreveu acima, caro colega. O que acontece atualmente é que tem muita gente jovem e com a cabeça totalmente aberta e ligada no que acontece no mundo. É claro que continuaremos a ler muita bobagem, mas o poder da palavra, este sim, não é mais posse de pessoas como você, que pensa que a vastidão do mundo só chega até o seu umbigo. E tenho DITO e pare de escrever bobagem!
[Leia outros Comentários de Adriano Américo]
21/8/2002
12h11min
Prezado Evandro, na coluna de ontem o professor Butler Shaffer (da Southwestern University of Law) tece comentários a propósito da polaridade indivíduo X coletividade que praticamente complementam os pontos que você está salientou em "Hipermediocridade". Segundo Shaffer, "great music and other artistic expressions, inventions and discoveries, and other creative acts and ideas, have always come from individuals". Veja só, já somos três...!
[Leia outros Comentários de Toni]
22/8/2002
22h01min
Bem, Toni, isso me deixa feliz. Mesmo sabendo que só nós três ainda não vamos conseguir fazer frente a toda essa rapaziada de cabeça aberta e ligada no mundo! Mas é um começo. Aliás, no Lewrockwell.com o nosso colega aí acima vai encontrar muitos outros artigos de gente que só escreve bobagem.
[Leia outros Comentários de Evandro Ferreira]
23/8/2002
11h21min
"E a música vinha chegando, agora mais distinta, até que numa curva do rio apareceu aos olhos de ambos um barco magnífico, adornado de plumas e flâmulas. Vinham dentro os quatorze membros da academia (contando U-Tong) e todos em coro mandavam aos ares o velho hino: 'Glória a nós, que somos o arroz da ciência e a claridade do mundo!' A bela Kinnara (antigo Kalafangko) tinha os olhos esbugalhados de assombro. Não podia entender como é que quatorze varões reunidos em academia eram a claridade do mundo, e separadamente uma multidão de camelos. Kalafangko, consultado por ela, não achou explicação. Se alguém descobrir alguma, pode obsequiar uma das mais graciosas damas do Oriente, mandando-lha em carta fechada, e, para maior segurança, sobrescrita ao nosso cônsul em Xangai, China." (Machado de Assis, "As Academias de Sião".)
[Leia outros Comentários de Guilherme Quandt]
24/8/2002
16h45min
Mas não seja por isso. Somos então QUATRO !... Tudo bem agora?
[Leia outros Comentários de Toni]
24/8/2002
21h58min
Podem ser cinco?
[Leia outros Comentários de Alexandre Soares]
25/8/2002
16h57min
Welcome Chief!
[Leia outros Comentários de Toni]
25/8/2002
17h14min
Isso já está virando uma pederastia, hein?!?!
[Leia outros Comentários de Adriano Américo ]
25/8/2002
18h32min
Putz Adriano, quem foi foi que falou em sexo? Que comentário de adolescente boboca!
[Leia outros Comentários de Agonías Feitosa]
8/10/2002
19h29min
É porque ele tem "a cabeça aberta e ligada no que acontece no mundo" - mundo sendo o seu próprio umbigo (é comum aos "umbiguistas" usar um "argumento" deste tipo logo de início) e as sensações fisiológicas abaixo dele.
[Leia outros Comentários de Juliana O'Flahertie]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ESCOLHAS ESCOLARES, HERANÇAS SOCIAIS: ORIGENS, EXPECTATIVAS
CRISTINA GOMES DA SILVA
CELTA
(1999)
R$ 4,00



CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS
E. L. JAMES
INTRÍNSECA
(2012)
R$ 35,90



UM NOVO AMANHECER
RITA DE CÁSSIA
EMC
(1998)
R$ 4,07



DICIONÁRIO ESCOLAR INGLÊS-PORTUGUÊS PORTUGUÊS-INGLÊS
OSWALDO SERPA
FAE
(1992)
R$ 18,00



AS HORAS DO DECLÍNIO VOL 173 COL . CAMINHO FICÇÃO CIENTÍFICA
JOÃO BOTELHO DA SILVA
CAMINHO
(1996)
R$ 44,00



CÁLCULO VETORIAL
R. BRICARD
AO LIVRO TÉCNICO
(1958)
R$ 28,82



LEONARDO DA VINCI
TONY HART & SUSAN HELLARD
CALLIS
(2007)
R$ 27,00



O DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO
ERIC RAYNER
EDIÇÕES 70
(2000)
R$ 11,00



TARO O JOGO DA VIDA FELICIDADE DESTINO E DIVINACAO
MANTOVANNI,ANDRE
GHEMINI - ALFABETO
(2017)
R$ 23,94



AMOR E SEXUALIDADE
MOACIR COSTA
GENTE
(1994)
R$ 4,98





busca | avançada
29791 visitas/dia
1,1 milhão/mês